6º Domingo do Tempo Comum: “A lepra desapareceu e ele ficou curado!”

A fama de Jesus já tinha se espalhado quando um leproso chegou até ele pedindo a cura de sua doença. É bom lembrarmos que a lepra não tinha cura no tempo de Jesus e todos os que eram contagiados deviam ficar isolados, pois já sabiam que a doença era transmissível e, pior, os leprosos eram discriminados e marginalizados. Por isso, vemos na 1ª leitura do livro do Levítico a lei que exigia que o leproso andasse mal arrumado e ainda gritasse que era impuro. Aí tinha também uma questão religiosa, pois acreditavam que por causa da lepra a pessoa nem podia frequentar a sociedade e o templo.

No Evangelho acontece algo novo. O leproso vai até Jesus e diz “se queres, tens o poder de curar-me”. Na prática ele desrespeita a lei antiga e, confiante, pede a Jesus que o cure. Jesus também desrespeita a lei antiga e quebra a lei, o preconceito, a discriminação e a dureza de coração. O amor é maior do que a lei e ele toca no leproso. Para a lei antiga isto significava tornar-se impuro também. Jesus sente compaixão e diz “eu quero, fica curado”. Depois pede segredo, que era uma forma para impedir que as pessoas pensassem que Jesus fosse um mago, e manda o leproso apresentar-se ao sacerdote para ser purificado, pois esta era a lei e assim ele poderia voltar ao convívio.

No tempo de São Francisco de Assis, início dos anos 1200, ainda existia muitas pessoas atingidas pela lepra e também muito preconceito e discriminação. Perto da cidade de Assis, na Itália, existiam “colônias” de leprosos fora das cidades. Estando com os leprosos por amor, São Francisco enxergou Jesus sofrendo neles e eles mudaram a sua vida. Ele diz “que era amargo ver os leprosos, mas depois tornou-se doçura”.

Em nossos dias existe cura para a lepra (hanseníase). Infelizmente, existe também muito preconceito e discriminação a ponto de forçar as pessoas infectadas a viverem “escondidas” na sociedade. Poderia ser bem diferente se o nosso sentimento fosse aquele de Jesus que amou e teve compaixão do leproso e o curou, se fosse aquele de São Francisco que viu o próprio Jesus no leproso e o amou e o abraçou. O amor e a compaixão vencem a discriminação.

Frei Valmir Ramos, OFM

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