2º Episódio da série realizada pela Fraternidade Missionária de Capaccio/Itália sobre a história do Convento Santo Antônio

Irmãos e irmãs, preparamos uma série de vídeos sobre o Convento Franciscano de Capaccio/Itália dedicado a Santo Antônio de Pádua.

Por isso, convidamos um amigo especial, o professor Caetano Puca, que publicou em 2002 o seu livro “Capaccio e seu Convento Franciscano”.

Acompanhe essa linda série!

Fraternidade – Capaccio/Itália


VÍDEO | 02 – ABERTURA e INTRODUÇÃO

Frei Alef Pavini, OFM é ordenado diácono em Marília/SP

Na noite de ontem, dia 23, a Paróquia Nossa Sra. de Fátima, do Bairro Fragata, em Marília/SP, recebeu a ordenação diaconal do Frei Alef Henrique Pavini, da Ordem dos Frades Menores (OFM).

Com o espaçamento devido e as precauções sanitárias exigidas no momento, o rito, presidido pelo bispo diocesano de Marília/SP, Dom Luiz Antonio Cipolini, reuniu freis, padres, familiares e amigos do novo diácono e também contou com a presença do Frei Fernando Aparecido dos Santos, OFM, Custódio da Custódia Franciscana Sagrado Coração de Jesus.

Em sua homilia, para refletir o ministério diaconal, o bispo de Marília falou da lógica do abaixamento: “somos todos chamados a abaixar-nos, porque Jesus abaixou-se, fez-se servo de todos”. Dom Luiz Antonio ressaltou a espiritualidade do serviço, indicando ao Frei Alef para que tenha em seu ministério a “disponibilidade interior”, dizendo sim ao trabalho eclesial “sem fazer a vida girar em torno da própria agenda”, e também “a abertura exterior olhando para todos, especialmente para aqueles que se sentem excluídos”.

O bispo ainda destacou a dimensão da humildade, para que o frei, como ministro ordenado, não se coloque como “o centro da liturgia”, e também a importância da caridade, a fim de que ajude a comunidade “a ver Jesus nos pobres e nos excluídos que batem à porta e também aos que estão longe”.

PRIMEIRO

Recordando o modo de expressão do povo da Bíblia, Dom Luiz explicou que o nome do Frei Alef tem origem na primeira letra do alfabeto hebraico e dirigindo-se ao frade completou: “que você seja o primeiro, como o teu nome indica, a reconhecer Jesus nos pobres e excluídos, e a fazer d’Ele a tua alegria”. Deus te abençoe!”.

MINISTÉRIO

Todo padre, primeiramente foi ordenado diácono. Assim, o Frei Alef, servindo o povo de Deus na liturgia, na palavra e na caridade (cf. LG, 29), se prepara para a vida sacerdotal com a missão de “administrar solenemente o batismo, conservar e distribuir a Eucaristia, assistir e abençoar o matrimônio em nome da Igreja, levar o Viático aos moribundos, ler a Escritura aos fiéis, instruir e exortar o povo, presidir ao culto e às orações dos fiéis, administrar os sacramentais, oficiar as exéquias e enterros” (LG, 29).

CONSIDERAÇÕES

“Agradeço a Deus e a Jesus Cristo que, pela força do Espírito Santo, me chamam e me convocam à missão”, disse o diácono recém-ordenado que estendeu sua gratidão ao bispo, à fraternidade franciscana local e custodial; e ao povo de Deus. Em seus agradecimentos, Frei Alef se recordou de seus familiares: “agradeço à minha família, berço de minha vocação. Se hoje me consagro definitivamente ao serviço da mesa dos pobres, faço pela catequese inicial que recebi em casa”, afirmou.

“Subir ao altar não significa elevar-se num pedestal, mas abaixar-se para lavar os pés”, finalizou o Frei Fernando, custódio, acolhendo o novo ministro ordenado em nome de todos os frades.

PASCOM (Diocese de Marília/SP)

Imagens: Sandra Braz (Diocese de Marília/SP)

17º Domingo do Tempo Comum: “Este é verdadeiramente o Profeta, aquele que deve vir ao mundo”

LEITURAS: 2Rs 4,42-44 / Sl 144 / Ef 4,1-6 / Jo 6,1-15

O Evangelista João descreve a ação de Jesus como reveladora de sua procedência de Deus. É o que o povo diz depois de ter comido os poucos pães partilhados e ainda recolhido 12 cestos das sobras: “Este é verdadeiramente o Profeta, aquele que deve vir ao mundo”. Acontece que naquele momento o povo ainda não tinha percebido o sinal maior que era Jesus mais que um profeta. Por isso, quando querem levá-lo para fazê-lo rei, Jesus se retira sozinho para a montanha onde dialoga com o Pai.

No Domingo passado vimos como Jesus teve compaixão do povo que estava como rebanho sem pastor. Como Ele se compadece das pessoas sofredoras que foram ao seu encontro, Jesus começa a ensinar-lhes muitas coisas, pois eram pessoas que estavam sedentas de uma Palavra de vida, de alento, de esperança.

Neste Domingo vemos Jesus dando um passo a mais para que as pessoas sofredoras tenham vida e dá-lhes de comer. É a prova mais evidente de que Jesus não quer cuidar apenas da alma das pessoas, mas também de seus corpos para que tenham vida humanizada. O evangelista João descreve a cena em um lugar à beira do Mar da Galileia, longe de qualquer vilarejo. Sua pergunta pedagógica coloca em cena os seus discípulos que ainda não sabem o que fazer. E são eles que vão organizar o povo e distribuir o pão partilhado.

A liturgia faz um paralelo com aquilo que fez o profeta Eliseu na primeira leitura quando ele diz ao seu servo “dá ‘os pães’ ao povo para que coma”. O profeta Eliseu reconhece que o povo está com fome e não admite que os pães ofertados fiquem somente para os privilegiados do culto.

A grande diferença é que João apresenta Jesus realizando uma celebração do amor de Deus pelo seu povo e usa o termo “eucaristia” para a oração de ação de graças do Mestre. O espírito eucarístico não permite a exclusão de nenhum filho ou filha de Deus do direito essencial ao alimento. O caminho indicado por Jesus é a partilha, pois de fato, quando acontece a partilha sobra alimento.

Se no Brasil de hoje existem tantos milhões de pessoas passando fome segundo dados oficiais, é porque ainda não tem partilha suficiente. Pior, é porque o egoísmo e a falta de compaixão permitem o desperdício de mais de 40 toneladas de alimento por dia no Brasil.

O autor da Carta aos efésios escreve que “há um só corpo e um só Espírito” entre os cristãos. Então nos perguntamos: por que nos dizemos cristãos se ainda não repetimos o gesto de Jesus Cristo e partilhamos o pão?

Frei Valmir Ramos, OFM

Chega ao término, o “Tríduo Vocacional” em preparação para a Ordenação Diaconal de Frei Alef Pavini, OFM

Na noite de quinta-feira, dia 22 de Julho, na Paróquia Nossa Senhora de Fátima em Marília/SP, aconteceu a celebração do 3º dia do Tríduo Vocacional em preparação à Ordenação Diaconal do Frei Alef, OFM, da Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus.

Na ocasião, Frei João Boga, OFM da Fraternidade de Uberaba/MG foi convidado à presidir a celebração eucarística. Junto com ele concelebrou o Frei Joaquim Camilo, OFM e ainda outros confrades

A noite teve como tema: “Vocação Ministerial, proclamar com amor o Senhor ressuscitado”. A homilia foi feita pelo frei Joaquim, OFM discorrendo sobre a temática do Diaconato como serviço de entrega total ao evangelho, dentre os exemplos que trouxe, vale destacar o de Maria Madalena, na celebração de sua memória, aquela que acompanhou de perto o ministério de Jesus até aos pés da cruz, sendo a primeira testemunha da ressureição. Aquela que dando o firme testemunho de fé: “EU VI JESUS!” nos ensina a também dar esse vivo testemunho.

Agradeçamos a Deus por este último dia do tríduo, pela graça da partilha, comunhão e oração, e roguemos a Deus, por intercessão de nossa beatíssima mãe Maria Santíssima e nosso pai Seráfico São Francisco de Assis, que abençoe e conduza os passos deste nosso irmão, Frei Alef, que de forma generosa e alegre se prepara para entregar sua vida ao Serviço do Evangelho pelo Ministério do Diaconato.

PAZ e BEM!

José Carlos (Postulante)

Frei Manoel, OFM: “Cultive a espiritualidade e a constante busca de reinventar-se na medida em que vão surgindo os desafios, neste seguimento de Cristo!”

Na noite de quarta-feira, dia 21 de Julho, na Paróquia Nossa Senhora de Fátima em Marília/SP, aconteceu a celebração do 2º dia do Tríduo Vocacional em preparação à Ordenação Diaconal do Frei Alef, OFM, da Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus.

Na ocasião, Frei Manoel Barbosa, OFM da Fraternidade de Araguari/MG foi convidado à presidir a celebração eucarística. Veio com ele o Diácono Lúcio, que desempenha seu ministério ordenado na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Araguari/MG.

A noite teve como tema: “Vocação Religiosa – com alegria semear o amor”, e de forma dinâmica e simples, Frei Manoel ajudou-nos a refletir sobre as alegrias e os desafios da vida consagrada, desde os primeiros anos da formação, bem como o longo tempo de preparação, oração e discernimento que envolve o processo formativo do vocacionado à vida consagrada, e ressaltou também a importância do cultivo da espiritualidade, da oração e da constante busca de reinventar-se na medida em que os desafios do seguimento à Cristo vão surgindo ao longo do caminho.

Agradeçamos a Deus por estes dias de festa, comunhão e oração, e rogamos a Deus, por intercessão de Maria Santíssima e São Francisco de Assis, que abençoe e conduza os passos deste nosso irmão, Frei Alef, que de forma generosa e alegre se prepara para entregar sua vida ao Serviço do Evangelho pelo Ministério do Diaconato.

PAZ e BEM!

Daniel Barreto (Aspirante)

Franciscanos iniciam o Tríduo Vocacional em preparação para a Ordenação Diaconal de Frei Alef Pavini, OFM

No dia 20 de julho de 2021 , aconteceu na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, na cidade de Marília/SP, a primeira noite do tríduo em preparação para Ordenação Diaconal do Frei Alef Henrique Pavini, OFM, da Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus.

A celebração foi presidida pelo Frei Nivaldo Pasqualim OFM, pároco da paróquia do Sagrado Coração de Jesus, em Bebedouro/SP. Neste primeiro dia do tríduo refletiu-se sobre o tema: “Vocação Batismal – primeiro compromisso de amar e cumprir a vontade do Pai.” Na sua homilia Frei Nivaldo ressaltou sobre a importância do Batismo para a igreja, sendo o primeiro sacramento da nossa fé, o primeiro chamado a vida cristã e a santidade.

Estiveram presentes alguns frades da Custódia, aspirantes, postulantes, e uma representação das nossas paróquias em Marilia, Garça, Bebedouro e Ribeirão Preto.  Com grande entusiasmo, participamos da alegria do Frei Alef, que se prepara para receber o primeiro grau do sacramento da ordem.

Unamo-nos em espírito de fraternidade e oração para este momento tão especial, pedindo a intercessão de São Francisco e da Virgem Maria, para que ele possa viver de modo fecundo o seu ministério, no anuncio da palavra e o serviço da caridade.

PAZ e BEM!

Jarder Rodrigues (Postulante) / Ariel Altman (Aspirante)

Ministro Geral pede diálogo fraterno permanente e apoio mútuo

A Celebração Eucarística de encerramento do Capítulo Geral de 2021, que começou no dia 3 de julho, presidida por Frei Massimo Fusarelli e concelebrada pelos Freis Isauro Covili Linfati e Cesare Vaiani, foi uma celebração de gratidão, fraternidade, diversidade e esperança.

A variedade de línguas oficiais da Ordem, bem como outras línguas adicionais, eram usadas na oração e nos cantos. Antes da bênção final, os capitulares receberam como presente algumas lâmpadas de barro, inspiradas nas antigas lâmpadas de óleo encontradas nas catacumbas romanas, como uma lembrança da passagem bíblica do Capítulo: “Levanta-te … e Cristo te iluminará!” (Ef 5:14).

O Capítulo foi encerrado com as expressões de gratidão do novo Ministro geral e de Frei Sergio Galdi D’Aragona, Secretário geral do Capítulo, a todos os que fizeram parte deste Capítulo, aos frades que formaram a equipe de governo anterior da Ordem e a todos aqueles que eles assistiram e ajudaram a tornar possível o Capítulo nas situações difíceis do nosso mundo. Expressaram palavras especiais de agradecimento àqueles que apoiaram o Capítulo e à Ordem nos bastidores com seu árduo trabalho, suas orações e bons votos, incluindo as Clarissas e outros irmãos e irmãs religiosos, bem como amigos leigos e colaboradores.

Guardou-se um momento de silêncio pelo segundo vice-Secretário, o saudoso Frei Dexter Toledo, da Província das Filipinas, que faleceu tragicamente poucos meses antes do início do Capítulo.

Frei Massimo concluiu animando a todos os irmãos a permanecerem em um espírito de diálogo fraterno permanente e de apoio mútuo. Ele nos exortou a viver o Evangelho de Jesus, que é o cerne do nosso carisma, com paixão em nossas vidas. “Fazendo assim, dão testemunho ao mundo”.

No domingo à tarde, o novo Ministro Geral e o Vigário Geral fizeram uma peregrinação a Assis para confiar a Ordem ao Senhor, por intercessão de Santa Maria dos Anjos, de São Francisco e de Santa Clara, antes de iniciar os encontros no próximo semana na Cúria Geral da Ordem em Roma.

Equipe do Capítulo Geral – 2021

Fonte: Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil


RESUMO | Conclusão – Capítulo Geral (2021)

Os últimos encaminhamentos do Capítulo Geral

Diante das atuais inundações em partes da Alemanha e da Bélgica, o Ministro Geral anunciou que o Capítulo enviará uma mensagem ao Presidente da República Federal da Alemanha e ao Rei dos Belgas, como garantia de solidariedade e oração.

A Assembleia concluiu seus trabalhos sobre as Orientações e Mandatos do Capítulo, as emendas aos Estatutos e o Projeto de Mensagem. Além disso, as apresentações do dia incluíram o relatório da Comissão para as Finanças do Capítulo, o Instituto de Espiritualidade Franciscana da Pontifícia Universidade Antonianum, o Hotel e a Fundação Il Cantico e um intercâmbio sobre a presença e missão dos Frades em Marrocos.

Na última noite do Capítulo, foi realizada uma noite de confraternização no Il Cantico, com um jantar ao ar livre no terraço com uma vista espetacular da Cúpula da Basílica de São Pedro.

O Capítulo Geral termina neste domingo, 18 de julho, com a Missa de Ação de Graças, às 10 horas (horário de Roma).

Equipe do Capítulo Geral – 2021

Fonte: Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil


RESUMO | 15º DIA – Capítulo Geral (2021)

Mensagem do Santo Padre aos participantes do Capítulo Geral

Queridos irmãos!

Saúdo com afeto a vocês que participam do Capítulo Geral da Ordem dos Frades Menores. Um pensamento grato dirijo a Frei Michael A. Perry, que completou seu serviço como Ministro Geral, e ofereço meus melhores votos ao Pe. Massimo Giovanni Fusarelli, que foi chamado para sucedê-lo. Estendo minhas saudações a todas as suas fraternidades espalhadas no mundo.

Por muitos meses, devido à pandemia, nos encontramos vivendo em situações de emergência, isolamento e sofrimento. Esta experiência crítica, por um lado, estimula a todos nós a reconhecer o quanto a nossa vida terrena é um caminho a percorrer como peregrinos e forasteiros, homens e mulheres itinerantes, dispostos a nos livrar de coisas e reivindicações pessoais. Por outro lado, é uma ocasião favorável para intensificar a relação com Cristo e com os irmãos: penso nas suas fraternidades, chamadas a serem humildes presenças proféticas em meio ao povo de Deus e testemunhas para todos de fraternidade e de vida simples e feliz.

Neste momento difícil e complexo, em que corremos o risco de permanecer “paralisados”, apesar de tudo, vocês experimentam a graça de celebrar o Capítulo Geral ordinário, e isso já é motivo de louvor e graças a Deus. Neste Capítulo, vocês propuseram “renovar sua visão, abraçar o futuro”. Orienta-lhes a palavra de São Paulo:  “Desperta… e te iluminará Cristo”. (Ef 5, 14). E uma palavra de ressurreição, que os enraíza na dinâmica pascal, porque não há renovação e não há futuro se não no Cristo Ressuscitado. Com gratidão, portanto, vocês se abrem para acolher os sinais da presença e da ação de Deus e redescobrir o dom do carisma e da sua identidade fraterna e minorítica.

Renovar a própria visão: é assim que aconteceu com o jovem Francisco d’Assis. Ele mesmo atesta, contando a experiência que, em seu “Testamento”, coloca no início de sua própria conversão: o encontro com os leprosos, quando «o que era amargo se transformou em doçura de alma e corpo. (Test 1-4). Na raiz de sua espiritualidade é este encontro com os últimos e com os que sofrem, num sinal de “fazer misericórdia”. Deus tocou o coração de Francisco através da misericórdia oferecida ao irmão, e continua a tocar os nossos corações através do encontro com os outros, especialmente com pessoas mais necessitadas. A renovação da sua visão só pode começar a partir deste olhar om o qual contemplar o irmão pobre e marginalizado, sinal quase sacramental de presença de Deus.

Deste olhar renovado, desta experiência concreta de encontro com o próximo e com suas feridas, pode nascer energia renovada para olhar para o futuro dos irmãos e dos menores, como são vocês, segundo o belo nome de “frades menores”, que São Francisco escolheu para si e para vocês.

A força renovadora da qual necessitam provem do Espírito de Deus, daquela “santa operação” (Regra Bulada 10, 8) que é o sinal inequívoco de sua ação. Esse espírito, que transformou em doçura da alma e do corpo a amargura do encontro de Francisco com os leprosos, ainda opera hoje para dar novo frescor e energia a cada um de vocês, se se deixarem provocar pelos últimos de nosso tempo. Os encorajo a ir ao encontro dos homens e mulheres que sofrem tanto na alma como no corpo, para oferecer a sua presença humilde e fraterna, sem grandes discursos, mas fazendo sentir a sua proximidade de frades menores. Para ir em direção a uma criação ferida, a nossa casa comum, que sofre com a exploração distorcida dos bens da terra para o enriquecimento de alguns, enquanto são criadas condições de miséria para muitos. Para ir em direção como homens de diálogo, tentando construir pontes no lugar de muros, oferecendo o dom da fraternidade e da amizade social em um mundo que luta para encontrar a rota de um projeto comum. Ir como homens de paz e de reconciliação, convidando aqueles que semeiam ódio, divisões e violência à conversão do coração, e oferecendo esperança às vítimas que nascem da verdade, da justiça e do perdão. Destes encontros, vocês receberam um impulso para viver mais e mais plenamente o Evangelho, segundo a palavra que é o seu caminho: “A vida e a Regra dos Frades Menores é esta: observar o santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo (Regra Bulada, 1, 1).

Enquanto em boa parte da Ordem se enfrenta os desafios do declínio numérico e envelhecimento, não deixem que a ansiedade e o medo lhes impeçam de abrir corações e mentes para a renovação e para revitalização que o Espírito de Deus desperta em vocês e entre vocês. Tendes um legado espiritual de uma riqueza inestimável, enraizada na vida evangélica e caracterizada pela oração, fraternidade, pobreza, minoridade e itinerância. Não esqueçam que um olhar renovado, capaz de se abrir ao futuro de Deus, o recebemos da proximidade com os pobres, com os últimos da escravidão moderna, com os refugiados e os excluídos deste mundo. Eles são seus professores. Deveis abraça-los como fez São Francisco!

Queridos irmãos, que o Altíssimo, Todo-Poderoso, Bom Senhor os façam ser e tornar-se cada vez mais testemunhas credíveis e felizes do Evangelho; lhes conceda levar uma vida simples e fraterna; os conduza pelas estradas do mundo a semear a semente da Boa Nova com fé e esperança. Por isso, rezo e os acompanho com a minha Bênção. E vocês também, por favor, não esqueçam de rezar por mim.

Roma, São João do Latrão, 15 de julho de 2021

Papa Francisco


Tradução: Frei Clarêncio Neotti e Moacir Beggo

Fonte: Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil

“Somos uma família e queremos sentir-nos cada vez mais orientados neste sentido”

Na manhã do décimo quarto dia, nesta sexta-feira (16/7), o Capítulo Geral da Ordem dos Frades Menores, em andamento em Roma, recebeu uma comunicação escrita do Santo Padre, que estendeu a sua saudação e deu uma mensagem inspiradora aos Capitulares e aos irmãos da Ordem em todo o mundo.

Prosseguiu o processo de votação em assuntos jurídicos, em particular relacionados aos casos de improbidade. Frei Lawrence Hayes, da Comissão de Propostas Capitulares, apresentou projetos de orientações e mandatos sobre nossa identidade franciscana, vida fraterna e solidariedade, formação, missão e evangelização e JPIC. A discussão que se seguiu incluiu áreas de igualdade e compreensão de novos irmãos que vêm de diversas origens familiares e culturais. Em seguida se votaram as resoluções.

Antes do almoço, os Capitulares foram agraciados com a presença das mais altas autoridades da Família Franciscana, representadas pela Vice-Presidente da CFI-TOR, Irmã María Magdalena Schmitz; o Ministro Geral da OFS, Irmão Tibor Kauser; Ministro Geral da o TOR, Amando Trujillo Cano; Frei Roberto Genuin, dos Frades Menores Capuchinhos; e o Ministro Geral dos Frades Menores Conventuais, Frei Carlos Alberto Trovarelli. Em particular, Frei Carlos falou da opção preferencial franciscana pela fraternidade. Frei Massimo Fusarelli, eleito Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores, afirmou: “Somos uma família e queremos sentir-nos cada vez mais orientados neste sentido para os outros e para o mundo”.

Depois do almoço, a Assembleia conheceu o rascunho da Mensagem Final do Capítulo, apresentada por Frei Daniel Horan, e forneceu seus comentários e contribuições à comissão de redação sobre a mensagem chave e o conteúdo do documento. Os capitulares acolheram também dois novos Definidores gerais, Freio Albert Schmucki para a Europa Central e Frei Konrad Cholewa para a região eslava, vindos respectivamente da Suíça e da Polônia. Freis Julio César Bunader, Tyberiusz Maka, Pedro Zitha e Daniele Feligioni garantiram o almoço dos capitulares.

Equipe do Capítulo Geral – 2021

Fonte: Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil


RESUMO | 14º DIA – Capítulo Geral (2021)