Papa Francisco: colocar-se à disposição dos outros, amando não com palavras, mas com fatos

Papa Francisco – Regina Coeli (ANSA)

Silvonei José (Vatican News)

“Amar como Cristo significa dizer não a outros “amores” que o mundo nos propõe: amor pelo dinheiro – quem ama o dinheiro não ama como ama Jesus – amor pelo sucesso, pela vaidade, pelo poder”: foi o que disse o Papa Francisco da janela do Palácio Apostólico do Vaticano antes de recitar neste domingo, Dia das Mães, a oração do Regina Coeli com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro.

Estes caminhos enganosos de “amor” – continuou o Papa – nos afastam do amor do Senhor e nos levam a nos tornarmos cada vez mais egoístas, narcisistas e prepotentes.

“E a prepotência leva a uma degeneração do amor, a abusar dos outros, a fazer a pessoa amada sofrer. Penso no amor doentio que se transforma em violência – e em quantas mulheres são vítimas disso hoje em dia das violências. Isto não é amor”.

Amar como o Senhor nos ama – destacou Francisco – significa apreciar a pessoa que está ao nosso lado e respeitar sua liberdade, amá-la como ela é, não como queremos que fosse; como é, gratuitamente.

“Em última análise, Jesus nos pede para permanecermos no seu amor, para habitar em seu amor, não em nossas ideias, não no culto de nós mesmos; que habita no culto de si mesmo, habita no espelho…Sempre a olhar-se. Pede-nos para sair da pretensão de controlar e administrar os outros. Não controlar, mas servir. Mas abrir o coração aos outros, isto é amor, doar-se aos outros”.

Palácio Apostólico

No Evangelho deste domingo recordou Francisco Jesus, depois de se comparar com a videira e nós com os ramos, explica que o fruto que produzem aqueles que permanecem unidos é o amor. Ele retoma o verbo-chave: permanecer. Ele nos convida a permanecer em seu amor para que sua alegria esteja em nós e nossa alegria seja plena. Permanecer no amor de Jesus.

Nós nos perguntamos, continuou o Pontífice: qual é esse amor no qual Jesus nos diz para ficarmos para ter a sua alegria? Qual é este amor? É o amor que tem sua origem no Pai, porque “Deus é amor”. E este amor de Deus, do Pai, como um rio escorre no Filho Jesus e através d’Ele chega até nós, suas criaturas. O amor que Jesus nos dá é o mesmo amor com o qual o Pai O ama: amor puro, incondicional, amor gratuito.

“Não se pode comprar, é gratuito. Doando-o a nós, Jesus nos trata como amigos, – com este amor – fazendo-nos conhecer o Pai e nos envolve em sua própria missão para a vida do mundo”.

Para onde conduz este permanecer no amor do Senhor? Para onde nos conduz? Jesus nos disse: “Para que minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena”. E a alegria que o Senhor possui, porque é em total comunhão com o Pai, quer que ela esteja em nós, pois estamos unidos a Ele”, frisou Francisco.

A alegria de saber que somos amados por Deus – disse o Santo Padre -, apesar das nossas infidelidades nos faz enfrentar as provações da vida com fé, nos faz atravessar as crises para sairmos melhores.

É em viver esta alegria que consiste em sermos verdadeiras testemunhas, porque a alegria é o sinal distintivo do verdadeiro cristão. “O verdadeiro cristão não é triste, sempre tem a alegria dentro, também nos momentos difíceis”.

Francisco finalizou pedindo à Virgem Maria que “nos ajude a permanecer no amor de Jesus e a crescer no amor para com todos, testemunhando a alegria do Senhor Ressuscitado”.

Fonte: Vatican News

Presidente da CNBB faz homenagem às mães, em ocasião do “Dia das Mães” comemorado no próximo domingo

O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, gravou um vídeo para homenagear as mães, pelo dia dedicado a elas e que é celebrado no próximo domingo, 9 de maio.

No vídeo, dom Walmor salienta que as mães são presença acolhedora, colo que ampara, mão que sustenta. “Do coração de cada mãe brota uma força imensurável que tudo suporta. Uma força sem limites, pois está alicerçada no amor. Esse amor materno ajuda-nos a compreender o amor de Deus que tudo faz para que nenhum de seus filhos seja perdido”, diz.

Dom Walmor cita, ainda, que a amorosa relação entre mãe e filho é inquebrável e que nem mesmo a morte pode apagar. “Por isso nesse momento de pandemia é uma travessia tão difícil. Lembro com especial carinho dos filhos enlutados, que experimenta as saudades de suas mães. Essa saudade é sinal de que a morte não separa mãe e filhos, o vínculo permanece”, afirma.

O presidente da CNBB reitera sua solidariedade às mães que suportam a dor da partida de um filho. “Peço que contemplem a amada mãe, Maria, Senhora da piedade, padroeira de Minas Gerais. Maria tem nos seus braços o filho totalmente ferido na cruz, mas não perde a esperança. O olhar de Maria revela a dor do coração de uma mãe que vê o filho morrer, mas ao mesmo tempo tem a luminosidade própria da fé”.

Dom Walmor pede, ainda, para que todas sejam confiantes a exemplo da Mãe Santíssima, Nossa Senhora da Piedade. “Um dia mães e filhos separados pela experiência da morte vão se encontrar, pois mesmo que estejam distantes uns dos outros ainda permanecem unidos pelo inquebrável vínculo do amor”.

“A você que é mãe, minha gratidão e reverência. Uno-me ao seu coração para abraçá-la e homenageá-la. Feliz e abençoada dia das mães! Maria, a Senhora da Piedade, mãe e Padroeira de Minas Gerais interceda por seus caminhos e sua família. Cristo Rei abençoe a sua família. Fraterno braço, com muita benção”, finaliza dom Walmor.

Fonte: CNBB

CF 2022: CNBB recebe propostas de identidade visual até o dia 17 de maio

Em 2022, a Campanha da Fraternidade terá como tema “Fraternidade e Educação” e o lema “Fala com sabedoria, ensina com amor” (cf. Pr 31, 26). Como de costume, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) constrói a caminhada de reflexão quaresmal com o apoio de muitas mãos. Não é diferente com o rosto e o ritmo que marcam anualmente as campanhas da Fraternidade. Por isso, foram abertos dois editais para a escolha da identidade visual (o cartaz) e o outro para a letra do hino da campanha.

Para a escolha da letra do hino, o prazo se esgotou no último dia 26 de abril. Mas para a identidade visual, o prazo segue até o próximo dia 17 de maio. Já o edital para a música será lançado em breve, após definição do Conselho Episcopal de Pastoral (Consep) da CNBB.

Concurso para a identidade visual

O edital para a escolha da identidade visual (cartaz) da CF 2022 oferece elementos teóricos para ajudar na elaboração da arte, além de estimular a criatividade dos artistas. O número de participantes é ilimitado. E cada candidato(a) poderá apresentar uma proposta de criação tanto individual quanto coletiva.

O cartaz deverá conter, além da arte, os dizeres do tema e lema, dando ênfase à passagem bíblica. Sua elaboração também deve primar pela técnica e criatividade, mas, acima de tudo, pela inspiração e meditação que o lema e o tema podem trazer. Além disso, o candidato ao concurso deverá pensar uma arte viável para ser aplicada além do Cartaz, como por exemplo: adesivo, camiseta, bonés, mochilas.

O Cartaz deverá ser enviado à CNBB até o dia 17 de maio de 2021. O Conselho Episcopal Pastoral (Consep) procederá à escolha do cartaz, tendo liberdade para sugerir as modificações que achar necessárias para o bem pastoral da mensagem da Campanha da Fraternidade.


A Campanha da Fraternidade (CF)

Em 1964, em pleno desenvolvimento do Concílio Vaticano II, realizou-se a primeira Campanha da Fraternidade, em âmbito nacional, sob os cuidados da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Expressão de comunhão, conversão e partilha, a Campanha da Fraternidade tem como objetivos permanentes:

  • Despertar o espírito comunitário e cristão na busca do bem comum;
  • Educar para a vida em fraternidade;
  • Renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação evangelizadora, em vista de uma sociedade justa e solidária.

A CF 2022

O objetivo da CF 2022 é promover um diálogo sobre a realidade educativa no Brasil, à luz da fé cristã, propondo caminhos em favor do humanismo integral e solidário. Além disso, buscar conhecer o contexto da educação e seus desafios potencializados pela pandemia; verificar o impacto das políticas públicas na educação; identificar valores e referências da Palavra de Deus e da Tradição cristã em vista de uma educação humanizadora; e refletir sobre o papel da família, da comunidade de fé e da sociedade no processo educativo com a colaboração das instituições de ensino.

Campanha da Fraternidade 2022 
Tema: “Fraternidade e Educação
Lema: “Fala com sabedoria, ensina com amor” (cf. Pr 31, 26)

A CF 2022 vai ainda incentivar propostas educativas que, enraizadas no Evangelho, promovam a dignidade humana, a experiência do transcendente, a cultura do encontro e o cuidado com a casa comum; estimular a organização do serviço pastoral junto às escolas, universidades, centros comunitários e outros espaços educativos; e promover uma educação comprometida com novas formas de economia, de política e de progresso verdadeiramente a serviço da vida humana, em especial, dos mais pobres.

Fonte: CNBB

6º Domingo da Páscoa: “Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor!”

LEITURAS: At 10,25-26.34-35.44-48 / Sl 97 / 1Jo 4,7-10 / Jo 15,9-17

“Amai-vos uns aos outros” é o último mandamento de Jesus. Ele viveu o amor verdadeiro até o extremo entregando a própria vida: “ninguém tem maior amor do que aquele que dá sua vida pelos amigos”. Este ensinamento de Jesus está colocado no contexto da última ceia. Para Jesus é momento de despedida e, ao mesmo tempo, de compromisso da Nova Aliança para permanecer eternamente com seus discípulos e amigos.

Jesus no Evangelho de João está com seus discípulos como um “amigo”. Para João o amigo é aquele que ama como um igual. De fato, amizade verdadeira só acontece entre iguais, quer dizer, entre aqueles ou aquelas que não se sobrepõe ne se submetem. “Não vos chamo servos” disse Jesus, pois Ele mesmo se fez um de nós e viveu e morreu com nossos limites humanos. “Vos chamo amigos” Ele disse, pois revelou tudo o que o Pai tinha a ser revelado. O caminho de aproximação e de amor usado por Jesus foi o da amizade.

A amizade implica, além do amor, a comunicação dos sentimentos, dos projetos, dos sonhos, mas também implica o compromisso com o amigo ou amiga. Se existe um amor verdadeiro, não existirá atitudes de domínio ou de servidão. Ao contrário, existirão atitudes de solidariedade, de partilha, de entreajuda, de empenho para que o outro tenha vida plena como eu tenho. Assim o amor verdadeiro brilhará e permanecerá.

Na primeira leitura aparece uma das características do amor de Deus que deve ser vivenciado pelos seguidores de Jesus: “Deus não faz distinção de pessoas. Pelo contrário, Ele aceita quem o teme e pratica a justiça”. O amor de Deus é universal, assim como deveria ser o amor dos cristãos. Isso significa que o círculo de “amigos” dos cristãos nunca será fechado e restrito às amizades interessadas, pois aquele “que nos amou primeiro”, como nos diz João na segunda leitura, merece toda retribuição através da atitude concreta de “amar uns aos outros” sem exclusão.

Para os nossos dias em que a humanidade vive uma grande crise de relacionamentos, São Francisco de Assis é um exemplo de seguidor de Jesus que amou as pessoas e as criaturas fazendo-se irmão e amigo de todos. Seu olhar humano, compassivo, fraterno, respeitoso, abria sempre as portas dos corações dos mais simples e pobres aos mais poderosos e ricos. Esta atitude o levou a servir os leprosos como irmão, a dialogar com sultão como irmão, a falar com as criaturas como irmão, a viver o amor a ponto de receber estigmas daquele que viveu o maior amor.

Frei Valmir Ramos, OFM


Acompanhe também a reflexão da série: “Luz do meu caminho”

“Escutar com o coração”

Imagem ilustrativa (Fonte: Canva)

Jacques Leclerc, sacerdote francês, exerceu seu ministério presbiteral, ao menos por um tempo, na Catedral de Notre Dame de Paris infelizmente seriamente prejudicada por terrível incêndio. Assim, Leclerc fala do tema do encontro, da experiência de estar na Catedral e de ouvir os rumores das “velhas pedras”.

“Desde que exerço meu ministério de padre em Notre Dame de Paris, dou o testemunho de que nossa catedral é privilegiado local de encontro. Desde então, me dei conta que basta um coração ávido para ouvir o rumor das velhas pedras, suas confidências e declarações. Para tanto necessário chegar ao silêncio puro que existe em nós, para além do tempo, talvez um instante fugidio, proporcionado à consciência em que cada um se descobre com suas chagas, seus impulsos, seu desejo, seus acertos e desacertos, cada um com seu pecado secreto. Entrando será fundamental tirar as máscaras, e ter no côncavo das duas mãos sua verdade como uma chama frágil. Preciso será calar e fazer com que o silêncio pessoal venha a se confundir com este vasto silêncio que é a presença unânime e a consciência de uma catedral” (Jacques Leclerc, Debout sur le soleil, Seuil, Paris, p.75-76).

Catedral, templo, lugar encontro, de encontro consigo e com sua verdade, tirando maquiagens, adereços, tirando as sandálias dos pés. Nossa verdade como uma chama bem frágil. O silêncio, aqueles mistérios, as alturas, os vitrôs com incandescentes e suaves matizes, os sons do órgão com um suave adágio de Albinoni. Vamos escutando os sons de nosso eu mais profundo, do coração. As batidas do coração parecem se acelerar. Silêncio, olhos fechados.

Nosso silêncio se mistura com o silêncio imenso do espaço. As pedras querem falar… de tantos de perto e de longe que ali entraram, carregados de dores e revoltas, de chagas e feridas que resistiam a se fechar, de cânticos de louvor e de queixumes, de melodias natalinas e de lamentos da sexta-feira das dores. De missas solenes e simples eucaristias celebradas nas capelas laterais. Dar tempo ao tempo. Deixar que as velhas pedras… falem… Deus reflete-se em tudo. Talvez ainda um derradeiro olhar para o Crucificado, parábola viva do amor de Deus: “Eu te quero bem…vai em paz!” E, quem sabe, não podendo controlar uma lágrima com tudo o que ouviu das velhas pedras.

Frei Almir Guimarães, OFM

Fonte: Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil

 

Frei Wanderley Figueiredo, OFM realiza Visita Canônica na Fraternidade de Olímpia/SP

Frades da Fraternidade Local com o Visitador Geral (Da esquerda para a direita: Frei Bruno, Frei Wanderley, Frei José Luiz – Guardião, Frei Lucas Lisi, Frei Anízio, Frei José Antônio e Frei José Aécio.

Queridos irmãos, o Senhor vos dê a paz!

Nestes dias vivemos um tempo de graça em nossa fraternidade, pois recebemos a visita do nosso Visitador Geral, Frei Wanderley Gomes de Figueiredo, OFM. O acolhemos na sexta-feira (30) e sua visita perdurou até o almoço desta última quarta-feira (05).

No primeiro dia ele foi recepcionado pelos frades com um momento de oração e após, vivenciamos na ocasião, um tempo de lazer, onde foi cedido uma chácara para que bem pudéssemos aproveitar este momento.

Durante toda a visita, vários foram os momentos específicos e um deles foi a conversa com o Bispo Diocesano de Barretos/SP, Dom Milton Kenan. Visitou também o território da Paróquia Nossa Sra. Aparecida, paróquia assistida por nós frades; e na oportunidade, celebrou a missa junto com as lideranças.

O Visitador Geral pôde conhecer uma das obras sociais de nossa Custódia, o Educandário Frei Roque Biscione e também esteve presente nos projetos sociais de nossa paróquia. Participou presencialmente da reunião do CPP, momento este, com as lideranças paroquiais; já com a família franciscana local, as fraternidades da OFS (Ordem Franciscana Secular) que são acompanhadas pelos nossos frades, se reuniu de modo virtual.

Visitador Geral com os Aspirantes (Em pé, da esquerda para a direita: Felipe e Daniel. Sentados, Ariel e Frei Wanderley, OFM)

Frei Wanderley Figueiredo, OFM dividiu o seu tempo para conviver com os frades residentes na casa paroquial e com os frades e formandos residentes no Convento São Boaventura, casa que acolhe a etapa do aspirantado.

Aproveitou para animar, admoestar e iluminar com considerações importantes em vista da preparação para o nosso Capítulo Custodial. Durante a visita conversou com todos os frades, bem como, com os aspirantes. Sua visita terminou com uma belíssima celebração eucarística e a leitura das suas observações sobre a vida desta fraternidade. Ao findar, houve um almoço festivo por ocasião de seu aniversário.

Que Deus continue acompanhando Frei Wanderley Figueiredo, OFM em sua missão fraterna para com a nossa Custódia.

Fraternalmente,

Fraternidade – Olímpia/SP

Papa Francisco estabelece ministério de catequista

Catequista em Uganda

Alessandro De Carolis (Vatican News)

O Papa tinha este tema em seu coração já há alguns anos, falou sobre isso na vídeo-mensagem aos participantes de uma conferência internacional sobre o tema, em 2018, quando declarou categoricamente que “o catequista é uma vocação”. “Ser catequista, esta é a vocação, não trabalhar como catequista”.

E depois acrescentava “esta forma de serviço que se realiza na comunidade cristã” deveria ser reconhecida “como um verdadeiro e genuíno ministério da Igreja”. A convicção amadureceu e tomou a forma do Motu proprio Antiquum ministerium que será apresentado na próxima terça-feira (11/05)  na Sala de Imprensa do Vaticano, com a presença do Arcebispo Rino Fisichella, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização e Dom Franz-Peter Tebartz-van Elst, delegado para a Catequese do dicastério.

Na linha de frente

O Motu proprio, portanto, estabelecerá formalmente o ministério de catequista, desenvolvendo a dimensão evangelizadora dos leigos desejada pelo Concílio Vaticano II. Um papel ao qual, disse Francisco na vídeo-mensagem, cabe a responsabilidade do “primeiro anúncio”. Em um contexto de “indiferença religiosa – o Papa havia indicado – sua palavra será sempre o primeiro anúncio, que atinge os corações e mentes de tantas pessoas que estão esperando para encontrar Cristo”.

Uma dimensão comunitária

Um serviço a ser vivido com intensidade de fé e em dimensão comunitária, como foi sublinhado em 31 de janeiro passado na audiência aos participantes do encontro promovido pelo Departamento Catequético Nacional da Conferência Episcopal Italiana. ” Este é o momento – disse o Papa – de ser artífices de comunidades abertas que sabem valorizar os talentos de cada um. É o tempo para as comunidades missionárias, livres e abnegadas, que não procuram relevância nem vantagem, mas que percorrem os caminhos do povo do nosso tempo, inclinando-se sobre os que estão à margem.

Fonte: Vatican News

Iº Encontro Interprovincial de Postulantes das entidades que compõem o Noviciado Comum de Catalão/GO foi realizado em Franca/SP

Entre os dias 18 e 25 de abril, aconteceu na casa do postulantado, Convento Santa Maria dos Anjos de Franca/SP, o “1º Encontro Interprovincial de Postulantes – 2021”. Este encontro acontece ao menos três vezes no ano, onde os postulantes das três entidades que compõem o noviciado comum, a saber: Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus (SP e MG), Custódia Franciscana das Sete Alegrias de Nossa Senhora (MT e MS) e a Província do Santíssimo Nome de Jesus do Brasil (GO/TO e DF); podem conviver, trocar experiências, se conhecerem, entrosarem, considerando que realizarão juntos a etapa seguinte da formação, o noviciado. Todavia, não é só isso. É semana de muito trabalho, formação e aprendizado.

Esse 1º Interprovincial, contou com a participação de sete postulantes da Província do Santíssimo Nome de Jesus do Brasil (GO/TO e DF), quatro de nossa Custódia e, por conta da pandemia, os três da Custódia Franciscana das Sete Alegrias de Nossa Senhora (MT e MS) participaram por videoconferência de todos os momentos de formação. Foram boas manhãs de muito trabalho, muita alegria e suor. Tardes de Formação e autoconhecimento com as psicólogas convidadas: Luciana, Taciana e Edimara; na formação humana e, ainda, a participação extrovertida de nosso confrade Frei Wagner Gleyson Theodoro, OFM (Pároco da Paróquia Santo Antônio Maria Claret e Frei Galvão de Ribeirão Preto/SP), tratando de forma leve o tema da Sexualidade Humana.

Além do trabalho e da formação, para completar a vida e vivência fraterna: a diversão. Conversas e mais conversas, assuntos que não acabavam nunca, fazia dos dias mais leves e esquentava os corações nas noites frias de Franca. Teve fogueira, luau ao som de um violão, compartilhado entre os que sabiam tocar, biscoito e muito chá. Um dia inteiro de banho nas águas calmas a beira da Represa Estreito, e Pedregulho/SP.

Foram dias de muita oração, também. Não existe religioso sem a prontidão na oração. Três equipes se revezavam no preparo da liturgia do dia e dos momentos de oração. Todos os dias começaram com a Santa Missa e durante as horas do dia houve outras oportunidades de rezarmos juntos: na adoração ao Santíssimo Sacramento, no Ofício Divino das Comunidades, Vésperas, Lucernário, Meditação e Oração Pessoal.

No dia 25, domingo, dia do Senhor, com o café da manhã chegou ao fim este nosso 1º Encontro Interprovincial de Postulantes deste ano; ficando em todos os que participaram, o sentimento de saudade e a grata esperança de em breve, muito em breve, todos se encontrarem novamente. Os portões de entrada do Convento Santa Maria dos Anjos se abriram e os carros partiram entre acenos de adeus e sorrisos de até breve.

José Carlos Costa Santos (Postulante)

Papa Francisco na Audiência Geral: O fruto da oração é o maior milagre que um cristão pode realizar

Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira (05/05/2021), na biblioteca do Palácio Apostólico

Bianca Fraccalvieri (Vatican News)

Contemplar e rezar: este foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira, realizada ainda sem a presença de fiéis, portanto na Biblioteca do Palácio Apostólico.

Se na semana passada o Pontífice falou sobre a meditação, prosseguindo seu ciclo sobre a oração, hoje falou sobre a contemplação.

A dimensão contemplativa do ser humano, afirmou, é um pouco como o “sal” da vida: dá sabor, dá gosto aos nossos dias. Podemos contemplar o nascer do sol, a primavera que desabrocha ou uma obra de arte. Antes de mais, contemplar não é um modo de fazer, mas um modo de ser.

Ser contemplativo, prosseguiu o Papa, não depende dos olhos, mas do coração. “E nisto entra em jogo a oração, como um ato de fé e amor, como ‘respiro’ da nossa relação com Deus.”

“Eu olho para Ele e Ele olha para mim”

Francisco citou o Santo Cura d’Ars, que afirmava que a contemplação é o olhar da fé, fixado em Jesus. “Eu olho para Ele e Ele olha para mim” – dizia. “Tudo nasce disto: de um coração que se sente visto com amor. Então a realidade é contemplada com olhos diferentes.”

Jesus era um mestre deste olhar e o seu segredo era a relação com o Pai. Como exemplo, o Santo Padre propôs o evento da Transfiguração. “Precisamente no momento em que Jesus é mal compreendido, então resplandece uma luz divina. É a luz do amor do Pai, que enche o coração do Filho e transfigura toda a sua Pessoa.”

Contemplação, explica ainda o Papa, não é o oposto da ação e não é correto fazer esta contraposição. “Este é certamente um dualismo que não pertence à mensagem cristã. No Evangelho, há apenas uma grande chamada, que é seguir Jesus no caminho do amor.

“Este é o ápice e o centro de tudo. Neste sentido, caridade e contemplação são sinônimos, dizem a mesma coisa.”

A última menção do Papa foi a São João da Cruz, que afirmava que um pequeno ato de amor puro é mais útil para a Igreja do que todas as outras obras juntas.

“O que nasce da oração e não da presunção do nosso ego, o que é purificado pela humildade, mesmo que seja um ato de amor isolado e silencioso, é o maior milagre que um cristão pode realizar. Este é o caminho da oração de contemplação: eu olho para Ele e Ele olha para mim. E ali está o ato de amor no diálogo silencioso com Jesus que faz tanto bem à Igreja.”

Fonte: Vatican News


Papa Francisco: que as finanças sejam instrumentos de serviço

Finanças justas, inclusivas e sustentáveis é o pedido do Papa Francisco na intenção de oração deste mês de maio, divulgada nesta terça-feira (04/05), na mensagem de vídeo do Pontífice.

Na intenção intitulada “O mundo das finanças”, o Santo Padre pede um mundo financeiro que cuide das pessoas.

Enquanto a economia real, a que cria emprego, está em crise, com tanta gente sem trabalho, os mercados financeiros nunca estiveram tão inflacionados como agora. Quão longe está o mundo das grandes finanças da vida da maioria das pessoas!

“As finanças, se não estiverem regulamentadas, tornam-se pura especulação reforçada por algumas políticas monetárias. Essa situação é insustentável. É perigosa”, afirma o Papa, que já advertiu isso na Encíclica Fratelli tutti, denunciando “interesses de poder” que levam à criação de “uma nova cultura a serviço dos mais poderosos”, na qual “os pobres são os que sempre perdem”.

Para evitar que os pobres voltem a pagar as consequências, a especulação financeira deve ser estritamente regulamentada. Especulação. Quero sublinhar esse termo. Que as finanças sejam instrumentos de serviço, instrumentos para servir as pessoas e cuidar da casa comum!

Segundo Francisco, “ainda podemos pôr em andamento um processo de mudança global para praticar uma economia diferente, mais justa, inclusiva, sustentável, que não deixe ninguém para trás”.

Vamos fazer isso! E rezemos para que os responsáveis ​​pelo mundo financeiro colaborem com os governos para regulamentar os mercados financeiros e proteger os cidadãos em perigo.

Covid-19 e consequências globais

Pouco mais de um ano após o início da pandemia da Covid-19, observam-se todos os tipos de consequências globais, das quais não se excluem as econômicas e finanças. O Produto Interno Bruto (PIB) mundial, para nomear um indicador, sofreu em 2020 sua queda mais acentuada desde o fim da II Guerra Mundial: milhões de pessoas desempregadas ou com seus empregos suspensos, e os governos injetaram trilhões de dólares em suas economias para evitar maiores danos. A recuperação durante 2021 é muito incerta e uma desigualdade preocupante é observada: como o Santo Padre enfatiza em sua recente carta ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional, “muitos de nossos irmãos e irmãs na família humana, especialmente aqueles que estão às margens da sociedade, são efetivamente excluídos do mundo financeiro”. Por isso, é hora de reconhecer que os mercados – especialmente os financeiros – não governam a si próprios. Os mercados devem estar amparados por leis e regulamentos que garantam o seu funcionamento, para que que as finanças – ao invés de serem meramente especulativas ou financiarem a si mesmas – trabalhem pelos objetivos sociais tão necessários no contexto da atual emergência sanitária global”.

Fonte: Vatican News