Festa do Batismo do Senhor: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho o meu bem-querer!”

Imagem Ilustrativa (Fonte): Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil

LEITURAS: Is 42,1-4.6-7 / Sl 28 / At 10,34-38 / Lc 3,15-16.21-22

Antes de iniciar a sua missão, Jesus recebe o batismo de João Batista. O evangelista Lucas apresenta o início da segunda etapa da história da salvação, encerrando o ministério de João Batista e iniciando o de Jesus. De fato, até João acontece a etapa da promessa de Deus que enviará um Salvador para toda a humanidade. Aquele que no profeta Isaías é chamado “servo”, “eleito”, no qual Deus pôs o seu Espírito e o fez “luz das nações” para “obter a verdade”, “estabelecer a justiça”, “abrir os olhos aos cegos, tirar os cativos da prisão, livrar do cárcere os que vivem nas trevas”, é aquele que João Batista anunciou que batizaria “no Espírito Santo e no fogo”.

Lucas narra o batismo de Jesus em uma cena emblemática, mostrando Jesus no meio do povo quando, tendo sido batizado, recebe o Espírito Santo. Aí começa um novo tempo, no qual se realiza a promessa de libertação do povo de Deus. Como os outros evangelistas, Lucas narra a descida do Espírito que vem do céu acompanhado de uma voz: “Tu és o meu Filho amado”. É a mesma voz que ressoará na passagem da transfiguração. Lucas, no entanto, fala de uma “forma visível” do Espírito “como pomba”. É bom lembrar que espírito na Sagrada Escritura é “sopro”, “hálito”, “vento” de Deus e, como tal, não pode ser visto. A pomba sobrevoa, baixa, “aterrissa”, faz o movimento semelhante ao Espírito que “pairava sobre as águas” durante a criação. É o mesmo Espírito, ou seja, a força criadora de Deus. A “forma visível”, então, é para que todos soubessem que Aquele que fora batizado era o “Filho amado” de Deus que veio para Salvar todos os povos.

No discurso de São Pedro, na segunda leitura, vemos como ele anuncia Jesus “ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder” “que é o Senhor de todos”. E Pedro testemunha que “Deus não faz distinção entre pessoas”, mas “aceita quem o teme e pratica a justiça”. Pedro está atuando naquele período que São Lucas entende como terceiro, isto é, o período da Igreja, no qual os cristãos é que são os responsáveis por continuar o projeto de Jesus. Muitos na Igreja daquele período colocavam em dúvida se os estrangeiros poderiam se batizados e fazer parte dela. Foi preciso dialogar muito e São Paulo foi a Jerusalém para mostrar como Jesus Ressuscitado também estava agindo no meio dos estrangeiros sem fazer distinção.

Hoje todos os batizados são chamados a continuar a missão de Jesus, pois ainda existe muita injustiça, muita treva e muito sofrimento na vida dos irmãos e irmãs de Jesus. Ele conta com cada um para que a libertação das situações desumanizantes seja uma realidade. Para esta missão ele envia o seu Espírito e espera que os batizados sejam fiéis e se mantenham em oração como Ele mesmo fez.

Frei Valmir Ramos, OFM

A homilia deve despertar e não adormecer a alma, disse o Papa no Angelus

Frades de Profissão Temporária participam da Semana Interprovincial de Formação Franciscana

3º Domingo do Tempo Comum: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir!”

2º Domingo do Tempo Comum: “Fazei o que ele vos disser!”

Mensagem do Papa Francisco para o XXX Dia Mundial do Doente

Definitório Geral com o Papa Francisco: “Vimos o afeto do Papa por nós, franciscanos no mundo!”

Eleito o novo governo da Província Santa Cruz (MG)

No convento de Franca/SP, cinco jovens são admitidos ao Postulantado