Franciscanos chegam em Teresina/PI e dão início ao Tríduo Vocacional em ação de graças pela Profissão Solene de Frei João Paulo, OFM

A cidade de Teresina/PI está em festa com a presença dos Franciscanos em vista do Tríduo Vocacional em ação de graças pela Profissão Solene de nosso confrade, Frei João Paulo Gabriel Mendes de Moraes, OFM, ocorrida no último dia 23 de abril, em Olímpia/SP.

Os frades chegaram por volta da 00h40, madrugada desta quinta-feira (26) no aeroporto de Teresina/PI, sendo recebidos com uma calorosa presença fraterna de amigos e conhecidos de Frei João Paulo, OFM. Após a chegada, fomos para a família que nos acolhe durante estes dias.

Durante a manhã (26), rezamos a oração das Laudes junto dos irmãos que nos acolhe e em seguida, conhecemos um pouco da cultura local. Almoçamos em restaurante flutuante e próximo dele, registramos uma foto ao lado do monumento do “Cabeça de Cuia”, lenda regional do Estado do Piauí.

No inicio da noite, os frades deram abertura ao Tríduo Vocacional em gratidão e louvor a Deus pela dádiva da vocação deste nosso irmão, recém professo solene. A celebração eucarística aconteceu as 18h30, na Paróquia Nossa Sra. de Lourdes (Bairro Vermelha), presidida pelo confrade, Frei João Lourenço Bóga, OFM. A homilia foi proferida pelo pároco local, Pe. Antônio Cruz, que em sua reflexão, fez uma retrospectiva da vida vocacional e comunitária de Frei João Paulo, OFM, ressaltando que mesmo em meio as suas dificuldades e crises vocacionais, a semente do chamado divino em seu coração se revigorou e deu frutos.

Estão presente em Teresina/PI os seguintes frades de nossa Custódia: Frei Alef Henrique Pavini, OFM, Frei Eduardo Augusto Schiehl, OFM, Frei João Lourenço Bóga, OFM e Frei José Aécio de Oliveira Filho, OFM. Também conta com a presença do Frei José Francisco de Cássia Santos, OFM, da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil (SP, RJ, ES, PR e SC), Frei Cleiton da Silva Araújo, OFM e Frei Cláudio Silva, OFM, ambos da Província Franciscana Nossa Senhora da Assunção (MA e PI).

Terminada a celebração, jantamos com os familiares de Frei João Paulo, OFM num clima de alegria e fraternidade, na casa de uma de suas tias, onde apresentou como um ambiente em que viveu um período de sua vida. Retornamos para a casa que nos acolhe e enfim, repousamos.

Gratos a Deus pela fraternidade, pelo dom da vocação deste nosso irmão, pela vida e disponibilidade de todos os que aqui residem e nos acolhem, rogamos as bençãos de Deus, pela intercessão de nosso seráfico pai, São Francisco de Assis.

Fraternalmente,

Equipe de Comunicação

Frei Suelton, OFM professará os votos solenes na próxima sexta-feira (03)

Frei Suelton Costa de Oliveira, OFM

Queridos irmãos e irmãs, PAZ e BEM!

É com grande alegria que a nossa Fraternidade Custodial na próxima sexta-feira (03), reunida estará na Paróquia São Francisco de Assis de Campina Grande/PB, para a celebração eucarística onde o nosso confrade, Frei Suelton Costa de Oliveira, OFM professará os votos solenes na OFM (Ordem dos Frades Menores).

Por isso, a Equipe de Comunicação de nossa Custódia, entrou em contato com o referido confrade para entrevistá-lo e assim, partilhar com todos vocês, nossos amigos e benfeitores, um pouco desta trajetória de vida e vocação.

Acompanhe conosco!


CONHECENDO UM POUCO DE SUA VIDA E VOCAÇÃO

Fonte: Arquivo Pessoal – Frei Suelton Costa de Oliveira, OFM

Equipe de Comunicação – Conte-nos um pouco da sua história!

Frei Suelton, OFM – Sou filho de Cláudia Doroti Costa de Oliveira e George Batista, nasci aos 26 de Abril de 1992, na cidade de Campina Grande/PB. Tenho três irmãos: Sumaya, Sulyvan e Emanuel. Aos 03 de Agosto de 1997, pelas mãos de Frei Lauro Schwartz, OFM, fui batizado na minha paróquia de origem, Paróquia São Francisco de Assis, Diocese de Campina Grande/PB. Vivi na cidade até meus dezenove anos, onde estudei as escolas primária e secundária; exerci atividades remunerada, fiz curso de Técnico em Agropecuária e também frequentei algumas aulas de Teologia (três semestres) antes de ser Frade.

Equipe de Comunicação – Fale um pouco quem é o Frei Suelton e como se deu o seu discernimento vocacional.

Frei Suelton, OFM – Sou uma pessoa bem introvertida e tranquila, de opinião própria e me interesso em compreender assuntos sobre Política e Sociedade, também busco me inteirar e viver uma Igreja Missionária, Pastoral, Ecológica e Social.

Minha Vó, Maria Doroti Costa (in memoriam), sempre foi quem incentivou e me levava para participar das Celebrações Eucarísticas, especialmente as terças-feiras em que se celebra a memória votiva de Santo Antônio; aos 10 anos iniciei a formação catequética e ingressei no serviço de coroinha. No ano de 2004, fiz minha 1ª Comunhão, conferida por Frei Urbano Kaup, OFM, este que foi e é um grande incentivador de minha vocação franciscana.

Em 2009 e 2010 iniciei os Encontros Vocacionais pela Província Franciscana de Santo Antônio do Brasil (Nordeste), incentivado pelos frades da minha Paróquia de origem; em julho de 2011 deixei a casa de minha família e parti para São Francisco do Conde/BA para entrar na Vida Religiosa Franciscana. Iniciei no Pré-Postulantado, no Convento Santo Antônio, sob a orientação formativa de Frei Rogério Rodrigues, OFM.

No ano seguinte (2012), fui transferido para o Postulantado, Convento São Boaventura em Triunfo/PE. Em maio daquele ano, fui crismado pelo então Bispo Diocesano, Dom Egídio Bisol, Bispo de Afogados das Ingazeira/PE.

Em janeiro de 2013, na cidade de Bacabal/MA, sede da Província Franciscana de Nossa Senhora da Assunção, participei de uma semana de retiro, onde fui revestido do hábito franciscano, no dia 31 de janeiro. Em seguida fui para a Fraternidade do Noviciado Interprovincial, em Teresina/PI. Vivendo lá até o final de julho, pois com a fusão da Fundação Franciscana de Nossa Senhora das Graças (Sul do Piauí) com a supracitada Província, o Noviciado fora transferido para Marcos Parente/PI, e lá permaneci até 05 de outubro, retornando para minha família.

Após um tempo de reflexão, de estudos teológicos e técnico de agropecuária, e trabalhando, sentia ainda o forte desejo vocacional e decidi retomar a caminhada franciscana, graças a Deus e por intermedio de meus confrades, Frei Alleanderson, OFM e Frei Israel Cardoso, OFM, que me deram grande apoio e força.

No segundo semestre de 2015, fiz uma belíssima experiência com a Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus, que me acolheu e incentivou na retomada vocacional. Destaco a grande acolhida dos confrades, de modo particular de Frei José Luiz, OFM. Na oportunidade, passei por Olímpia/SP, onde fiz convivência com os Aspirantes, participei das Missões Populares Franciscanas e de um Encontro Vocacional em Araguari/MG. Em Marília/SP participei de uma Semana Missionária em preparação para a Profissão Solene de Frei Lucas Lisi, OFM. No Convento Santa Maria dos Anjos, em Franca/SP, fui readmitido ao Postulantado, junto com o companheiro de turma Frei João Paulo, OFM. Fomos acompanhados por Frei Joaquim Camilo, OFM e Frei João Lourenço, OFM, que se tornaram pais espirituais, Frei David Précaro, OFM (In memoriam) também fazia parte desta fraternidade, sua presença também era um grande testemunho franciscano.

Em 2016 fiz novamente o Noviciado, na fraternidade comum em Catalão/GO, com Frei Bruno Scapolan, OFM como mestre de formação. Professei os primeiros votos em 03 de janeiro de 2017. Estudei Filosofia, em Marília/SP, pela Faculdade João Paulo II. Em 2019 escrevi um projeto para o ano missionário de vivenciar junto com os sem-terra no Rio Grande do Sul, mas tive que deixar de lado tal projeto para abraçar uma outra proposta maior, vinda da Fraternidade Missionária de Capaccio, no sul da Itália. Lá vivi dois anos (2020-2021) com Frei Ademir, OFM, Frei Flaerdi, OFM e Frei Patrick, OFM. Auxiliei nos trabalhos pastorais e no serviço junto aos imigrantes que ali procuram refúgio, pois, das suas terras natal, fogem da fome, do desemprego e da guerra. Ao final desta experiência, a fraternidade e o conselho da Custódia aprovaram meu pedido para a Profissão Perpétua.

Atualmente vivo na Fraternidade do Sagrado Coração de Jesus, em Bebedouro/SP, junto com os confrades, Frei Nivaldo, OFM e Frei Valmir, OFM, prestando os serviços pastorais junto do povo de Deus, na Assistência Espiritual da OFS e JUFRA, colaborando como vice-coordenador da Equipe de Comunicação. Faço parte da equipe do SAV (Serviço de Animação Vocacional) de nossa Custódia, serviço de acompanhamento aos jovens que sentem o chamado de Deus para a vida religiosa, também na Missão e Evangelização e por fim, no Serviço de Justiça, Paz e Integridade de Criação (JPIC).

Equipe de Comunicação – O que o Frei Suelton está pedindo a Igreja e a sua Fraternidade Franciscana é a Profissão Solene. Explique-nos um pouco sobre isso e qual o sentido dela para o Frade Menor?

Frei Suelton, OFM – A Profissão definitiva dos três votos (obediência, sem nada de próprio e castidade) significam, para o Frade Menor, a dedicação “totalmente a Deus, o Sumo bem, vivendo o Evangelho na Igreja segundo a forma observada e Proposta por São Francisco. Os seguidores de São Francisco, os irmãos, são obrigados a levar uma vida radicalmente evangélica, isto é: viver em Espírito de oração e devoção e em comunhão fraterna; dar um testemunho de penitência e minoridade; anunciar o Evangelho ao mundo inteiro em espírito de caridade com o povo; pregar por obras a reconciliação, a paz e a Justiça; e mostrar o respeito pela criação.” (CCGG). Com esse ideal de vida, eu, depois de sete anos de formação inicial na Ordem dos Frades Menores, na livre escolha e vontade, desejo confirmar o chamado de Deus em minha vida para servi-Lo, bem como servir a igreja e o povo que a nós frades são confiados para animá-los na fé e missão.

Nesse sentido de uma busca mais radical, todo frade é chamado a viver a mesma experiência do Pai Seráfico São Francisco de Assis e, com ele, escolhi e abracei viver seu ideal, e como lema da minha Profissão, faço ressoar suas mesmas palavras: “O Altíssimo mesmo me revelou que eu deveria viver segundo a Forma do Santo Evangelho” (Testamento de São Francisco, vv. 14). Nessa inspiração franciscana, vou tentando a cada dia configurar minha vida nesse projeto que se faz para mim Regra e Vida.

Equipe de Comunicação – Qual sentido de fé e a relação da Igreja em sua vida?

Frei Suelton, OFM – Sou muito convencido pelas palavras da Primeira Carta de São João que diz: “Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?” e também nas palavras de São Tiago em sua Epístola: “Mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.”  São esses princípios que me impulsionam cada dia mais acreditar no Deus da Vida, no “Deus que é Pai e também é Mãe” (como dizia Papa João Paulo I – Papa Sorriso), nesse Deus Uno e Trino que tende misericórdia de nós e a doa cotidianamente a todos e todas, sem distinção de cor, raça, fé e classe social. É essa a fé que cultivo em meu ser e não quero perde-la, mas cultiva-la com estimulo, sabedoria e humildade.

Se antes não cultivo essa fé, como vou acreditar numa relação concreta desse Deus em minha comunidade de fé, de Igreja, de religioso? É por isso que acredito numa Igreja que se coloca como um dos instrumentos do projeto de Deus que vem sempre a se revelar. Ele se mostra e opera suas maravilhas onde quer, e eu enquanto igreja e uma partícula participante da Sua missão, me coloco e busco estar sempre em construção e em participação ativa na Sua obra, essa que não tem limite e nem é seletiva, mas acolhe a todos e todas.

Acredito também na Igreja em sua restauração após o Concilio Vaticano II, que abriu portas e janelas para deixar que o Espírito possa agir com total liberdade, porque seus membros o permitiram para que fossemos mais atentos aos sinais dos tempos e do seu povo; e do Papa Francisco, o que falar desse homem extraordinário, sensível a tudo e todos. Ele que nos coloca em constante reflexão e nos incita a agir com verdade e com amor, para uma Igreja libertadora, pobre e para os pobres, missionária em saída nas periferias existenciais, sem medo e sem limites para se abrir ao novo e ao outro.

Equipe de Comunicação – Estamos atravessando e acompanhando um tempo difícil de pandemia, guerra, fome, preconceitos e divergências políticas, o que o Frei João de modo geral, tem refletido sobre esses temas e nos deixa como mensagem ao abraçar por toda a vida o Evangelho como regra?

Frei Suelton, OFM – É muito delicado tratar desses assuntos, pois são acontecimentos existentes em todas as gerações passadas e atual nos seus mais diversos contextos. E sabemos que sempre é culpa humana, pois recursos temos, condições não nos faltam, mas a ambição egoísta do HOMEM sempre foi e está presente. Basta lermos, não só a história da humanidade, mas também nossa própria Bíblia e ver do Gêneses ao Apocalipse os horrores e terrores humanos, mas não esqueçamos da presença cotidiana de Deus que em sua sabedoria e amor mostra ao seu povo maneiras e modos de agir para o bem de TODOS, e é aí onde busco a fonte de luz.

Em Jesus Cristo, esse AMOR se torna mais concreto ainda. Nele novo mundo nasceu, com Ele e N’Ele temos uma visão de mundo. Acredito que sua referência humana é a única possível já vivida neste universo. É com Ele que temos que aprender, que temos que buscar fundamentos para saírmos dessas e de outras situações que são difíceis e desumanas.

Jesus é Deus, mas também é humano, ou melhor, quis se tornar um de nós e com isso nós apresenta um olhar misericordioso, de afeto, cuidado, de cura e de libertação. Ele nos ensina: “Se, portanto, levares a tua oferenda ao altar, te lembrares de que teu irmão tem algo contra ti, deixa a tua oferenda lá diante do altar, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão e, então, volta para apresentar a tua oferenda” (Mt) e “Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei” (Jo). As relações humanas com afeto e empatia são os antídotos para sanar de vez a guerra, fome, preconceitos, divergências políticas e etc. E se o exemplo de Cristo fosse de fato exercido, não estaríamos em tantas e tamanhas calamidades.

Equipe de Comunicação – O que diria para um jovem que deseja ingressar na Vida Religiosa hoje?

Frei Suelton, OFM – Para finalizar e deixar uma mensagem final, em sua pregação quaresmal desse ano, Frei Raniero Cantalamessa, OFMCap. (Cardeal pregador da Casa Pontifícia no Vaticano) trouxe-nos uma reflexão aprofundada sobre a espiritualidade do Corpo de Cristo. O Frei traz nos dois últimos pontos da reflexão a importância da Comunhão com Cristo, que ultrapassa o além de comer o pão, mas na “Comunhão física uns com os outros” e a “Comunhão com os Pobres”.

Trago esses pontos para percebermos que verdadeiramente é um possível caminho para o bem comum: 1)  Aquele que disse sobre o pão: “Isto é o meu corpo”, disse também sobre o pobre. Disse-o quando, falando do que tiver sido feito para o faminto, o sedento, o preso e o nu, declarou solenemente: “Foi a mim que o fizestes!”. É como dizer: “Estava com fome, com sede, eu era o forasteiro, o doente, o prisioneiro” (cf. Mt 25, 35). Já recordei outras vezes o momento em que esta verdade quase explodiu dentro de mim. Eu estava em missão em um país muito pobre. Caminhando pelas ruas da capital, eu via por todo lado crianças cobertas por farrapos sujos, que corriam atrás do caminhão de lixo para procurar algo para comer. Em um certo momento, era como se Jesus me dissesse interiormente: “Olha bem: aquilo é o meu corpo!”; 2) A irmã do grande filósofo cristão Blaise Pascal relata o seguinte fato sobre seu irmão. Em sua última enfermidade, não conseguia reter nada do que comia e, por isso, não lhe permitiram receber o viático, que pedia insistentemente. Então disse: “Se não podem me dar a Eucaristia, deixem pelo menos que entre um pobre em meu quarto. Se não posso comungar a Cabeça, quero ao menos comungar com o seu corpo”; Concluo com uma pequena história que li em algum lugar. Um homem vê uma menina desnutrida, descalça e tremendo de frio, e brada a Deus, quase com raiva: “Ó Deus, por que não fazes algo por aquela menina?”. Deus lhe responde: “Claro que fiz algo por aquela menina: eu te fiz!


CONVITE


Agradecidos a Deus pelo vida deste irmão, desejamos perseverança em sua vida e vocação. Que Deus, por intercessão de São Francisco e Santa Clara, ajude o Frei Suelton cotidianamente em vosso trabalho e missão.

Equipe de Comunicação

Teresina/PI se prepara para acolher o Tríduo Vocacional em ação de graças pela Profissão Solene de Frei João Paulo, OFM

Frei João Paulo Gabriel Mendes de Moraes, OFM proferindo os seus agradecimentos, no dia de sua Profissão Solene (23/04/22), em Olímpia/SP

Acontecerá nos próximos dias 26, 27 e 28 de maio, o “Tríduo Vocacional” em ação de graças pela Profissão Solene de Frei João Paulo Gabriel Mendes de Moraes, OFM, junto de seus amigos e familiares na cidade de Teresina/PI, sua cidade natal.

O Tríduo Vocacional tem o objetivo animar a comunidade paroquial, destacando a importância de rezar pelas vocação, enfatizando a vocação deste jovem, que dali saiu para servir a Igreja.

Nesse caso, Frei João Paulo, OFM escolheu as duas paróquias que tiveram peso em sua caminhada vocacional: a Paróquia São Raimundo Nonato, de administração dos frades franciscanos (Província Franciscana da Assunção de Nossa Senhora – com sede em Bacabal/MA), onde iniciou sua caminhada eclesial nos grupos de acólitos e jovens; e também a Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, administrada pelos padres diocesanos da Arquidiocese de Teresina/PI, local em que continuou sua caminhada nos grupos de EJC (Encontro de Jovens com Cristo) e GERAR (Geração de Adoradores ao Rei).

Na oportunidade, sua família e amigos também estão organizando este momento para que possam se alegrar com o Professo, uma vez que sua Profissão Solene se realizou em Olímpia/SP, no último dia 23 de abril, impossibilitando que muitos estivessem presentes, devido a distância.

As paróquias citadas se alegram com a vocação de Frei João Paulo, OFM e esperam, com muita expectativa, os frades de nossa Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus (SP e MG), para celebrarem junto da nova família do Professo.

Após o Tríduo, os frades seguirão para Campina Grande/PB, onde iniciará o “Tríduo Vocacional” em preparação da Profissão Solene de Frei Suelton Costa de Oliveira, OFM nos dias 31/05 a 02/06, culminando com a Celebração Eucarística da Profissão Solene no dia 03 de junho. Ambos são frades de turma e fizeram o noviciado no ano de 2016, em Catalão/GO.

Que as bênçãos de Deus recaiam sobre estes nossos irmãos, amigos e familiares!

A nossa Fraternidade Custodial se alegra com o sim desses dois irmãos.

Fraternalmente,

Equipe de Comunicação


CONVITE (Programação)


Reveja a Profissão Solene de Frei João Paulo, OFM e também sua entrevista para a nossa Equipe de Comunicação

SAV: Fraternidade, minoridade, oração e alegria, marcam o Iº Encontro Vocacional Franciscano, em Marília/SP

“E depois que o Senhor me deu irmãos ninguém me mostrou o que eu deveria fazer, mas o Altíssimo mesmo me revelou que eu devia viver segundo a forma do santo Evangelho.” (Testamento de São Francisco – 1226)

Aconteceu neste final de semana (20 a 22 de maio), na Fraternidade Nossa Senhora de Fátima, em Marília/SP, o 1º Encontro Vocacional Franciscano deste ano. O mesmo contou com a presença assídua de 10 jovens, dos frades do SAV (Serviço de Animação Vocacional), com a ajuda e colaboração dos frades da fraternidade local, e dos aspirantes.

Estes jovens que participaram do Encontro Vocacional vieram de várias regiões onde nossa Custódia se faz presente no serviço de evangelização e missão, a saber: Regional Triângulo Mineiro; Regional Nordeste; Regional Norte e Regional Centro Oeste. Destarte, fora um momento singular na vida de cada um que participou, pois fora uma oportunidade de melhor discernir o chamado do Senhor em sua caminhada e na busca de viver o Evangelho a modo de São Francisco de Assis. 

O encontro tem como eixo norteador fomentar reflexões sobre a vida vocacional segundo os ensinamentos de São Francisco e é destinado àqueles que sentem um chamado maior de Deus para perfazerem seu caminho numa vontade de aprofundar a sua caminhada na fé. E tem como objetivo levar o jovem vocacionado a adentrar e vivenciar a experiência do carisma franciscano na vida em fraternidade, de oração, de partilha e acima de tudo, um pouco de conhecimento da Ordem dos Frades Menores.

O encontro teve uma programação de intensas atividades, as quais envolveram os jovens na realidade de nosso carisma. Portanto, teve já início no dia 20 (sexta-feira), onde a fraternidade local e a equipe dos frades que compõe o SAV acolheram os vocacionados num fraterno convívio servindo um delicioso jantar e em seguida um momento de espiritualidade muito bem preparado pelos aspirantes. 

Frades, Aspirantes e Vocacionados com as Irmãs Clarissas do Mosteiro Maria Imaculada de Marília/SP

Já no dia 21 (sábado) esses jovens tiveram a alegria de poderem celebrar a eucaristia, conhecerem e dialogarem com as nossas irmãs Clarissas, pertencentes à segunda Ordem que nosso Pai Seráfico fundou juntamente com Santa Clara de Assis, momento este de grande valia para entendermos a completude e riqueza que há em nosso carisma franciscano espalhado por todo mundo.

Dando sequência às atividades realizadas deste dia, tivemos ainda um café da manhã no Bosque Municipal Rangel Pietraroia da cidade de Marília/SP, e os vocacionados foram interpelados e exortados por uma formação acerca do Testamento de São Francisco assessorada por Frei Everton Piôtto, OFM, então vigário do Santuário de Nossa Senhora Aparecida da cidade de Olímpia/SP.

À tarde foram realizados serviços à fraternidade local, onde cada um pode doar um pouco de si no trabalho e cuidado com a Casa Comum, após tivemos esporte e a noite, rezamos a Coroa Franciscana meditando os mistérios das Alegrias de Nossa Senhora e finalizamos nos confraternizando no recreio fraterno. O encontro encerrou-se no dia 22 (Domingo), onde rezamos o Ofício Divino das Comunidades e celebramos a eucaristia, e posterior almoçamos. 

Entretanto, durante estes dias, os vocacionados foram convidados a refletir sobre o encontro consigo mesmo e com os irmãos, o encontro de São Francisco com o Crucificado, o encontro de São Francisco com o leproso e o encontro com Clara de Assis.

Enfim, o Senhor necessita de operários para messe, pois a messe é grande e os operários são poucos (cf. Lc 10,1-9). E rogamos ao Senhor que caminha sobre as águas que envie discípulos missionários para tua Igreja e para a Ordem, e acima de tudo dê perseverança aos que estão neste caminho como Frades Menores, para que leve ao mundo e por onde estiver o carisma franciscano na alegria e no amor. Contamos com suas orações pelas vocações franciscanas. Paz e Bem!

Fraternalmente,

Frei Vinícius Alves de Oliveira, OFM

Fraternidade Nossa Sra. de Fátima de Marília/SP, acolherá o Iº Encontro Vocacional Franciscano do ano

Querido jovem, PAZ e BEM!
 
A Fraternidade Nossa Sra. de Fátima de Marília/SP já está em festa, pois com alegria acolherá todos os jovem que lá estarão para discernir a sua vocação, no Iº Encontro Vocacional Franciscano” deste ano.
 
O encontro acontecerá do dia 20 a 22 de maio, iniciando na noite da sexta-feira (20) e terminará com o almoço do domingo (22). O objetivo do encontro é ajudar a todos os presentes a conhecer um pouco do carisma franciscano, de modo especial a vida de São Francisco e Santa Clara de Assis, bem como mostrar a base da nossa vida, a vida fraterna.

CARTAZ DE DIVULGAÇÃO


Então jovem, você que deseja conhecer mais de perto a vida religiosa franciscana para discernir melhor o apelo do Senhor na Igreja e no mundo, nos procure através dos nossos meios de comunicação, que seguirá logo abaixo.
 
Venha ser um FRADE FRANCISCANO!
 
Participe conosco!
 
Fraternalmente,
 
Frei Eduardo Augusto Schiehl, OFM (Coordenador – SAV)

CONTATO
 
WhatsApp: (16) 99050-9750
Facebook/Instagram: @custodiascj
Canal (YouTube): Fraternizar SCJ
E-mail: sav@ofmscj.com.br ou savcustodiascj@gmail.com

Vivência em fraternidade, oração, partilha de vida e formação, marcam o Iº Encontro Interprovincial dos Postulantes em Franca/SP

Aconteceu nesta última semana (01 a 07 de maio), o Iº Encontro Interprovincial dos Postulantes deste ano, envolvendo assim, as três entidades que compõem o Noviciado Comum em Catalão/GO, a saber:  Província do Santíssimo Nome de Jesus do Brasil (GO, TO e DF), Custódia Franciscana das Sete Alegrias de Nossa Senhora (MT e MS) e a Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus (SP e MG). O encontro foi realizado no Convento Santa Maria dos Anjos, em Franca/SP e contou com a participação de 18 jovens/rapazes Postulantes.

O encontro teve início no domingo (01) com a celebração do “Lucernário”, oportuna oração do tempo pascal; e logo em seguida houve um recreio fraterno, no qual fomos acolhidos por toda a fraternidade presente. Houve também a acolhida do guardião a todos os frades e formandos visitantes.

Na segunda-feira (02) fomos inseridos, de fato, na programação do encontro, como também com o espírito de oração proposto pela casa para tal momento. No decorrer do dia, houve também um momento de apresentação e partilha fraterna, entre nós postulantes, onde tivemos a oportunidade de conhecer um pouco da vida e do testemunho vocacional de cada irmão.

Durante a tarde aconteceu uma formação com a psicóloga Luciana, sobre dependência emocional, na qual pudemos ter contato com essa realidade tão presente na vida humana, e na oportunidade, tiramos dúvidas acerca do assunto proposto. Encerramos o dia com a oração das vésperas, seguida da celebração da Santa Missa presidida pelo Frei Eduardo, OFM, bem como de um delicioso jantar fraterno. Terminado o jantar, foi apresentado pelo Frei Alef Henrique Pavini, OFM, um pouco da história da Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus, entidade esta que nos acolheu durante estes dias.

Na terça-feira (03), a celebração das laudes, seguida da Santa Missa, presidida pelo Frei Janilson, OFM antecipou-nos o bom clima do dia que começava. Este terceiro dia foi marcado por um passeio magnífico, em uma chácara de um benfeitor da casa, onde conseguimos enxergar entre nós a interação de cada formando e conhecer um pouco mais a identidade de cada um, num ambiente pautado pelo respeito, aceitação, abertura e caridade mútua.

Psicólogas Tassiana e Edimara com os postulantes

A quarta-feira (04), durante período matutino, seguimos a rotina habitual do convento; já no período vespertino tivemos a formação com as psicólogas Tassiana e Edimara, tendo como tema: “Um encontro com meu eu interior: Fagulha divina”. Como abordagem para a formação, fora escolhida pelas profissionais a forma de dinâmicas, favorecendo a leveza e o entrosamento do momento entre nós. Logo após a formação tivemos a celebração das vésperas que anteciparam a Santa Missa, celebrada nas intenções dos benfeitores e presidida pelo Custódio da entidade local, Frei Fernando Aparecido dos Santos, OFM. Em sua homilia, nos chamou atenção o seu convite a perseverança e fidelidade no dom da vocação Franciscana concedida por Deus. Aproveitando a presença do Custódio, fraternalmente tivemos um recreio de conclusão do dia.

Frei Wagner Gleyson Theodoro, OFM com os postulantes

Após as laudes da quinta-feira (05), presidiu para nós a Santa Missa o Frei Janilson, OFM. As orações diurnas já mencionadas antecederam a formação que tivemos com o Frei Wagner, OFM, cujo tema “A Sexualidade na Vida Religiosa Consagrada”, inseriu-nos no aperfeiçoamento daquilo que já sabíamos e desvendou-nos alguns tabus desse assunto pouco comentado no meio religioso e até mesmo estigmatizado.

Na noite deste mesmo dia tivemos um momento de adoração ao Santíssimo Sacramento, vivo e presente na Eucaristia, que fora conduzido pela equipe de liturgia, junto do Frei Alef, OFM. Foi-nos proposto também uma “Noite Cultural”, onde cada um  teve a oportunidade de trazer a cultura presente no território e história de cada uma de suas entidades. Destacamos aqui o amplo espírito fraterno e respeitoso acerca de cada apresentação, como também o resgate da história de alguns frades memoráveis, já idosos ou falecidos, transpondo-nos um sentimento de gratidão pelo dom de suas vidas doadas em missão, para o bem de cada entidade representada.

Como de costume, iniciamos a sexta-feira (06) com as laudes, seguida da celebração da Santa Missa, que desta vez foi presidida pelo Frei José Aécio, OFM. A tarde tivemos a oportunidade de conhecer as duas comunidades paroquiais aos quais os frades estão presentes em Franca/SP, como também a Sede Custodial, onde fomos extremamente bem acolhidos pela fraternidade. O passeio findou-se com uma visita ao Mosteiro Cisterciense de Claraval/MG, que nos encantou com sua história e influência na região. Ao retornarmos para casa, em espírito fraterno, assistimos a um filme muito interessante, escolhido em comum acordo entre nós.


Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus (SP e MG)


Custódia Franciscana das Sete Alegrias de Nossa Senhora (MT e MS)


Província Franciscana do Santíssimo Nome de Jesus do Brasil (GO, TO e DF)


No sábado (07) seguiu-se a rotineira organização dos horários, sendo iniciada pela oração das laudes antecipando assim, a Santa Missa que foi presidida pelo Frei João Boga, OFM e na qual admoestou-nos sobre a riqueza da vida fraterna, os perigos da ausência de fraternidade entre nós formandos e a importância de praticarmos o preceito franciscano da ajuda mútua entre os irmãos, sem nenhum ar de superioridade, fazendo-se todos menores. Tivemos a avaliação final do encontro logo após café, onde cada um de nós, participantes, tivemos direito de voz e nos manifestamos sobre o que vivemos intensamente nessa semana.

Num geral a avaliação foi magnanimamente positiva, com a qual acreditamos acarretar bons frutos para o futuro das entidades e consequentemente da Ordem. No período da tarde fizemos coletivamente a limpeza da estrutura física da casa. A noite encerramos este encontro com a mesma oração que o iniciou, o “Lucernário”. Turisticamente visitamos a Sé Catedral da Diocese de Franca/SP e sua, muito acolhedora praça central. Ao chegarmos em casa, com toda a fraternidade presente, celebramos um festivo recreio conclusivo desse Iº Encontro Interprovincial de Postulantes do ano de 2022.

Em diversos momentos, de todos os dias dessa semana, tivemos muitas oportunidades de entrosamento dentre as quais destacamos o trabalho, característica fundamental da espiritualidade franciscana e de enriquecimento tanto para o físico como também para o emocional e igualmente o psicológico. Houve ainda muitos outros momentos de vivência fraterna, os esportes foram um deles, no qual, cada um diante de suas próprias realidades esforçaram-se para participar ativamente. Durante as refeições, recreios, encontros fraternos e lanches da tarde a irmandade entre cada um de nós e o bom clima de respeito, consideração, abertura, cordialidade, elegância, solidariedade e fraternidade acentuaram a nós um verdadeiro espírito de franciscanismo adaptado a nossa etapa, nossas condições e a nossa realidade.

Ousamos dizer por todos os postulantes integrados nesse encontro o nosso: “ Louvado sejas meu Senhor”, por tudo aquilo que fez, faz e fará em nossas realidades, de forma muito especial, o dom de nossas vidas, o dom de nossa vocação franciscana, o dom da perseverança e fidelidade naquilo que o Cristo pobre, humilde e crucificado nos convida a viver e a celebrar.

Cabe aqui, de forma muito singela o nosso cordial agradecimento, em primeiro lugar ao Altíssimo e Gloriosíssimo Deus que tanto inspirou o nosso seráfico pai São Francisco de Assis. O fazemos também a todos os frades que nos acompanharam, auxiliaram e se fizeram presentes nesse momento tão significativo de nossa trajetória rumo a vida religiosa franciscana: Frei Fernando, OFM, Custódio da entidade que nos recebeu; Frei Eduardo, OFM, guardião da Fraternidade Local; Frei José Aécio, OFM, mestre dos postulantes e aspirantes da Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus; Frei João Boga, OFM, vice-mestre dos postulantes e aspirantes; Frei Ademir, OFM (Frei Neco), colaborador conventual; Frei Alef Pavini, OFM, Secretário Custodial e residente na fraternidade; Frei Valdemilson, OFM, mestre dos postulantes da Custódia Franciscana das Sete Alegrias de Nossa Senhora; Frei Janilson, OFM mestre dos postulantes da Província do Santíssimo Nome de Jesus do Brasil. Também a todos os postulantes que se abriram ao processo e o fizeram de forma voluntária por amor ao reino de Deus e seu Santo Evangelho. Ainda agradecemos a todos, que de longe ou de perto, se fizeram presentes em suas orações, que o Bom Deus derrame copiosamente sobre vós saúde, paz e bençãos do céu!

PAZ e BEM…

Elano Alves dos Santos (Postulante – Província do Santíssimo Nome de Jesus do Brasil)

Nathan de Melo Brito Pires (Postulante – Custódia Franciscana das Sete Alegrias de Nossa Senhora)

SAV e Irmãs Franciscanas: “Maria, modelo de vocacionada”, foi a temática do Bate-Papo Vocacional deste sábado (07)

Na tarde deste sábado (07), aconteceu o “Bate-Papo Vocacional” de maneira remota, via google meet. Uma iniciativa do SAV (Serviço de Animação Vocacional) de nossa Custódia, em conjunto com as Irmãs Franciscanas da Penitência e as Irmãs Pequenas Missionárias Eucarísticas, promovido a todos(as) os(as) jovens vocacionados(as).

O objetivo do encontro, além da formação com temática mariana, foi partilhar um pouco do carisma franciscano nas suas mais variadas vertentes, possibilitando aos jovens (rapazes e moças) conhecer um pouco mais sobre a nossa vida, bem como tirar dúvidas referentes aos institutos, congregações e ordens.

O Bate-Papo Vocacional contou com a presença dos frades do SAV Custodial; das irmãs responsáveis pelo SAV de ambas as congregações e dos jovens dos mais variados lugares, dos quais nossa Custódia e as congregações das irmãs abrangem. Como fio condutor, o encontro teve como tema: “Maria, modelo de vocacionada”.

Agradecemos a Deus pelo dom das vocações e pedimos vossas orações para todos os religiosos e religiosas. Que Maria, nossa mãe, nos ajude a sermos fiéis aos seu filho Jesus! Rezemos também por estes jovens vocacionados, para que saibam discernir e escutar a vontade de Deus para as suas vidas, assim como Maria fez com maestria.

PAZ e BEM…

Equipe de Comunicação

Mensagem do Papa Francisco para o 59º Dia Mundial de Oração pelas Vocações

Imagem Ilustrativa (Fonte): Arquivo Custodial

8 de maio de 2022 – 4º Domingo de Páscoa

Chamados para construir a família humana”

Queridos irmãos e irmãs!

Nos dias que correm, enquanto continuam a soprar os ventos gélidos da guerra e da opressão e frequentemente testemunhamos fenómenos de polarização, prosseguimos como Igreja o processo sinodal iniciado: sentimos urgente necessidade de caminhar juntos cultivando as dimensões da escuta, participação e partilha. Juntamente com todos os homens e mulheres de boa vontade, queremos contribuir para construir a família humana, curar as suas feridas e projetá-la para um futuro melhor. Nesta perspetiva, para o LIX Dia Mundial de Oração pelas Vocações, desejo refletir convosco sobre o amplo significado da «vocação», no contexto duma Igreja sinodal que se coloca à escuta de Deus e do mundo.

Todos chamados a ser protagonistas da missão

A sinodalidade, o caminhar juntos é uma vocação fundamental para a Igreja e, só neste horizonte, é possível descobrir e valorizar as diversas vocações, carismas e ministérios. Ao mesmo tempo, sabemos que a Igreja existe para evangelizar, saindo de si mesma e espalhando a semente do Evangelho na história. Ora esta missão é possível precisamente colocando em sinergia todas as áreas pastorais e, antes ainda, envolvendo todos os discípulos do Senhor. Com efeito, «em virtude do Batismo recebido, cada membro do Povo de Deus tornou-se discípulo missionário (cf. Mt 28, 19). Cada um dos batizados, independentemente da própria função na Igreja e do grau de instrução da sua fé, é um sujeito ativo de evangelização» (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 120). É preciso acautelar-se da mentalidade que separa sacerdotes e leigos, considerando protagonistas os primeiros e executores os segundos, e levar por diante a missão cristã, conjuntamente, leigos e pastores como único Povo de Deus. Toda a Igreja é comunidade evangelizadora.

Chamados a ser guardiões uns dos outros e da criação

A palavra «vocação» não deve ser entendida em sentido restrito, referindo-a apenas àqueles que seguem o Senhor pelo caminho duma consagração específica. Todos somos chamados a participar na missão de Cristo de reunir a humanidade dispersa e reconciliá-la com Deus. De modo mais geral, cada pessoa humana, antes ainda de viver o encontro com Cristo e abraçar a fé cristã, recebe com o dom da vida um chamamento fundamental: cada um de nós é uma criatura querida e amada por Deus, objeto dum pensamento único e especial d’Ele e somos chamados a desenvolver, ao longo da nossa vida, esta centelha divina que mora no coração de cada homem e mulher, contribuindo para fazer crescer uma humanidade animada pelo amor e mútuo acolhimento. Somos chamados a ser guardiões uns dos outros, a construir laços de concórdia e partilha, a curar as feridas da criação para que não seja destruída a sua beleza. Em suma, tornamo-nos uma família na maravilhosa casa comum da criação, na variedade harmoniosa dos seus elementos. Neste sentido amplo, não só os indivíduos mas também os povos, as comunidades e as agregações dos mais variados géneros têm uma «vocação».

Chamados a acolher o olhar de Deus

Nesta grande vocação comum, insere-se a chamada mais particular que Deus nos dirige, alcançando a nossa existência com o seu Amor e orientando-a para a sua meta definitiva, para uma plenitude que ultrapassa até mesmo o limiar da morte. Assim quis Deus olhar, e olha, para a nossa vida.

As seguintes palavras são atribuídas a Miguel Ângelo Buonarroti: «No interior de cada bloco de pedra, há uma estátua, cabendo ao escultor a tarefa de a descobrir». Se tal pode ser o olhar do artista, com muito mais razão assim nos vê Deus: naquela jovem de Nazaré, viu a Mãe de Deus; no pescador Simão, filho de Jonas, viu Pedro, a rocha sobre a qual podia construir a sua Igreja; no publicano Levi, entreviu o apóstolo e o evangelista Mateus; em Saulo, cruel perseguidor dos cristãos, viu Paulo, o apóstolo dos gentios. O seu olhar de amor sempre nos alcança, toca, liberta e transforma, fazendo com que nos tornemos pessoas novas.

Esta é a dinâmica de cada vocação: somos alcançados pelo olhar de Deus, que nos chama. A vocação – como aliás a santidade – não é uma experiência extraordinária reservada a poucos. Tal como existem «os santos ao pé da porta» (Francisco, Exort. ap. Gaudete et exsultate, 6-9), assim também a vocação é para todos, porque todos são olhados com amor e chamados por Deus.

Diz um provérbio do Extremo Oriente: «Um sábio, ao olhar o ovo, sabe ver a águia; ao olhar a semente, vislumbra uma grande árvore; ao olhar um pecador, sabe entrever um santo». É assim que Deus nos olha: em cada um de nós, vê potencialidades, às vezes ignoradas por nós mesmos, e atua incansavelmente, ao longo da nossa vida, a fim de as podermos colocar ao serviço do bem comum.

Assim a vocação nasce, graças à arte do Escultor divino que, com as suas «mãos», nos faz sair de nós mesmos, para que se delineie em nós a obra-prima que somos chamados a ser. Particularmente capaz de nos purificar, iluminar e recriar é a Palavra de Deus, que nos liberta do egocentrismo. Coloquemo-nos, pois, à escuta da Palavra, para nos abrirmos à vocação que Deus nos confia! E aprendamos a escutar também os irmãos e irmãs na fé, porque nos seus conselhos e exemplo pode esconder-se a iniciativa de Deus, que nos indica estradas sempre novas a percorrer.

Chamados a responder ao olhar de Deus

O olhar amoroso e criador de Deus alcançou-nos de forma singular em Jesus. Ao falar do jovem rico, o evangelista Marcos observa: «Jesus, fitando nele o olhar, sentiu afeição por ele» (10, 21). O mesmo olhar de Jesus, cheio de amor, pousa sobre cada um de nós. Irmãos e irmãs, deixemo-nos tocar por este olhar e ser levados por Ele para além de nós mesmos! E aprendamos também a olhar de tal modo um para o outro que as pessoas com quem vivemos e as que encontramos – sejam elas quem forem – possam sentir-se acolhidas e descobrir que há Alguém que as olha com amor, convidando-as a desenvolverem todas as suas potencialidades.

A nossa vida muda quando acolhemos este olhar. Tudo se torna um diálogo vocacional entre nós e o Senhor, mas também entre nós e os outros. Um diálogo que, vivido em profundidade, nos faz tornar cada vez mais aquilo que somos: na vocação ao sacerdócio ordenado, ser instrumento da graça e da misericórdia de Cristo; na vocação à vida consagrada, ser louvor de Deus e profecia de nova humanidade; na vocação ao matrimónio, ser dom mútuo e geradores e educadores da vida; em cada vocação e ministério na Igreja, em geral, que nos chama a olhar os outros e o mundo com os olhos de Deus, servir o bem e difundir o amor com as obras e as palavras.

A propósito, desejo mencionar aqui a experiência do Dr. José Gregório Hernández Cisneros. Quando trabalhava como médico em Caracas, na Venezuela, quis tornar-se irmão terceiro franciscano. Mais tarde, pensou em tornar-se monge e sacerdote, mas a saúde não lho permitiu. Compreendeu então que a sua vocação era precisamente a profissão médica, na qual se prodigalizou especialmente a favor dos pobres. E, sem reservas, dedicou-se aos doentes atingidos pela epidemia de gripe chamada «espanhola», que então alastrava pelo mundo. Morreu atropelado por um carro, ao sair duma farmácia aonde fora buscar remédios para uma idosa, sua paciente. Testemunha exemplar do que significa acolher a vocação do Senhor aderindo plenamente à mesma, foi beatificado há um ano.

Convocados para construir um mundo fraterno

Como cristãos, não só somos chamados, isto é, interpelados cada qual pessoalmente por uma vocação, mas também con-vocados. Somos como os ladrilhos dum mosaico, belos já quando vistos um a um, mas só juntos é que formam uma imagem. Brilhamos, cada um e cada uma de nós, como uma estrela no coração de Deus e no firmamento do universo, mas somos chamados a compor constelações que orientem e iluminem o caminho da humanidade, a partir do ambiente onde vivemos. Tal é o mistério da Igreja: na convivência das diferenças, ela é sinal e instrumento daquilo a que toda a humanidade é chamada. Para isso, a Igreja deve tornar-se cada vez mais sinodal: capaz de caminhar unida na harmonia das diversidades, onde todos têm a sua própria contribuição para dar e podem participar ativamente.

Portanto, quando falamos de «vocação», não se trata apenas de escolher esta ou aquela forma de vida, votar a própria existência a um determinado ministério ou seguir o encanto do carisma duma família religiosa, dum movimento ou duma comunidade eclesial; mas trata-se sobretudo de realizar o sonho de Deus, o grande desígnio da fraternidade que Jesus tinha no coração quando pediu ao Pai «que todos sejam um só» (Jo 17, 21). Cada vocação na Igreja e, em sentido largo, também na sociedade, concorre para um objetivo comum: fazer ressoar entre os homens e as mulheres aquela harmonia dos múltiplos e variados dons que só o Espírito Santo sabe realizar. Sacerdotes, consagradas e consagrados, fiéis leigos, caminhemos e trabalhemos juntos, para testemunhar que uma grande família humana unida no amor não é uma utopia, mas o projeto para o qual Deus nos criou!

Rezemos, irmãos e irmãs, para que o Povo de Deus, no meio das dramáticas vicissitudes da história, corresponda cada vez mais a esta vocação. Invoquemos a luz do Espírito Santo, para que cada um e cada uma de nós possa encontrar o respetivo lugar e dar o melhor de si neste grande desígnio!

Roma, São João de Latrão, no IV Domingo de Páscoa, 8 de maio de 2022.

Francisco

Fonte: Vaticano

Postulantes das entidades que compõem o Noviciado Comum em Catalão/GO, se reúnem em Franca/SP para o Iº Encontro Interprovincial do ano

Deu-se início no dia ontem (01) de maio, o Encontro Interprovincial dos Postulantes das três entidades que compõem o Noviciado Comum, em Catalão/GO, a saber:  Província do Santíssimo Nome de Jesus do Brasil (GO, TO e DF), Custódia Franciscana das Sete Alegrias de Nossa Senhora (MT e MS) e a nossa Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus (SP e MG). O encontro está sendo realizado no Convento Santa Maria dos Anjos, em Franca/SP e conta com a participação de 18 jovens/rapazes Postulantes.

  • Província Franciscana do Santíssimo Nome de Jesus do Brasil – 12 Postulantes
  • Custódia Franciscana das Sete Alegrias de Nossas Senhora – 3 Postulantes
  • Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus – 3 Postulantes

O objetivo deste encontro é a apresentação das turmas, bem como a preparação para a vivência em fraternidade das três entidades na etapa do noviciado. O Noviciado é realizado em Catalão/GO e têm início no dia 03/01 de cada ano. Quando uma turma inicia a etapa, a que lá está, professa os primeiros votos, seguindo adiante a caminhada formativa nas suas respectivas entidades.

Vivenciando a interprovincialidade, durante os momentos do encontro, serão trabalhadas temáticas importantes sobre a vida fraterna e formação humana. Também contará com a presença de Frades e Psicólogos(as) para abordagem e trabalho acerca dos temas propostos. O encontro perdura até o próximo domingo (08).

Peçamos as bençãos de Deus, pela intercessão de São Francisco e Santa Clara, na vida destes jovens, dando-lhes força, sabedoria e perseverança na caminhada. Que este encontro seja uma verdadeira oportunidade de união fraterna e busca da vida e missão franciscana a exemplo do irmão menor, Francisco de Assis.

Ariel Altman Garcia (Postulante)

Frades ligados a formação e animação vocacional de nossas entidades, participam de Formação para Formadores em Catalão/GO

Com a participação de 13 frades, atuantes nas fraternidades formativas do Aspirantado, Postulantado, Noviciado, Pós-Noviciado e Animação Vocacional, das entidades que compõe o Noviciado Franciscano Comum (Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus – SP e MG, Custódia Franciscana das Sete Alegrias de Nossa Senhora – MT e MS e Província do Santíssimo Nome de Jesus do Brasil – GO, TO e DF), realizou-se entre os dias 25 à 28 de abril, em Catalão/GO, mais um encontro formativo para os formadores, com assessoria de Frei Wanderley Gomes de Figueiredo, OFM, da Custódia das Sete Alegrias de Nossa Senhora.

Durante esses dias foi discutido e partilhado acerca das “recorrências de alguns transtornos de ansiedade, estresse e depressão em tempos de pós-pandemia” e também de alguns elementos da “sexualidade humana”; temas esses bem presentes nas diferentes etapas formativas.

Esses momentos formativos vem em resposta aos anseios da Ordem dos Frades Menores, a qual pede cada vez mais que os formadores estejam bem preparados para acompanhar, discernir, conduzir e formar os vocacionados que o Senhor nos envia, dentro da identidade franciscana, para sermos Irmãos e Menores.

Rezemos por todos os nossos formandos, bem como por todos os frades que se dedicam à frente da Formação. Que o Seráfico pai vos ensine a serem fiéis testemunhas do evangelho para com aqueles que Deus vos confia.

PAZ e BEM!

Fonte: Província Franciscana do Santíssimo Nome de Jesus do Brasil (Instagram)