2º Domingo da Páscoa: “Bem-aventurados os que creram sem terem visto!”

LEITURAS: At 4,32-35 / Sl 117 / 1Jo 5,1-6 / Jo 20,19-31

“A paz esteja convosco!”. O Deus da paz, nascido “príncipe da paz”, agora ressuscitado saúda os seus discípulos desejando a paz com o sentido de “salvação”, de vitória sobre o mundo, sobre a injustiça, sobre a morte. A vitória de Jesus revela o poder do “Deus dos vivos, não dos mortos” (Mc 12,27), que é o Senhor da vida.

Agora seu corpo não tem mais os limites da vida terrena. Os discípulos estavam fechados e o Ressuscitado apareceu no meio deles. Sua presença será constante e em todos os lugares onde estiverem seus seguidores. Foi difícil para os discípulos entenderem o que estava acontecendo. O final do Evangelho de Marcos traz uma síntese das aparições de Jesus ressuscitado dizendo que apareceu a Maria Madalena, a dois discípulos que iam para o campo e depois aos onze (cf Mc 16,9-14). Ainda assim Tomé quer ver as chagas de Jesus de Nazaré. Ele, como os demais discípulos, percorreu um caminho de crescimento na fé para chegar ao reconhecimento de Jesus ressuscitado como “meu Senhor e meu Deus” e nem precisou tocá-lo.

Jesus ressuscitado cumpre a promessa feita aos discípulos de que enviaria o Espírito. A narração deste trecho do Evangelho indica que foi no mesmo dia da ressurreição que Jesus “soprou” sobre os discípulos. É o “sopro” de Deus, a força criadora de Deus, o Espírito Santo. De fato, a compreensão bíblica do Espírito de Deus parte da palavra que significa “sopro”, um vento que dá vida. O gesto de Jesus transforma a vida dos discípulos e faz nascer a sua nova família, a Igreja, que vai se fortalecer e continuar missão que Jesus recebeu do Pai: “como o Pai me enviou, eu também vos envio”. De fato, sem medo, os discípulos iniciaram a missão de anunciar o Evangelho de Cristo, que é Ele mesmo, sua vida e seus ensinamentos.

Nos Atos dos Apóstolos vemos como eles acolheram os ensinamentos de Jesus de viver o amor fraterno sem ficar presos aos bens materiais. Viveram uma experiência de responsabilidade uns pelos outros na qual nenhum passava necessidade. Assim brilhava a solidariedade entre os irmãos e irmãs seguidores de Jesus ressuscitado. A missão dos Apóstolos era realizada com o poder do Espírito Santo e o testemunho de vida nova na comunidade cristã.

São João na sua primeira carta anuncia o Cristo ressuscitado como Filho de Deus e faz um apelo para que os cristãos vivam o amor e observem os mandamentos. Este será o sinal do verdadeiro discípulo missionário que vive a solidariedade. Hoje também é assim.

Frei Valmir Ramos, OFM

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