3º Domingo do Advento: “Somos chamados a preparar a vinda do Senhor!”

O evangelista João identifica Jesus como “luz do mundo”. A luz que brilha nas trevas da humanidade, luz que ilumina cada filho e filha de Deus. João Batista é então a “testemunha” da luz. Na carta aos Efésios, São Paulo afirma que Cristo é a luz “que brilhou sobre nós” (Ef 5,14), por isso ele pede aos Tessalonicenses que vivam como “filhos da luz” (1Ts 5,5).

É neste contexto que a liturgia deste Domingo interpela os cristãos a esperar vigilantes a vinda do Senhor que brilhará no mundo e “fará brotar a justiça e a sua glória diante de todas as nações” (Is 61,11). Na primeira leitura vemos o profeta anunciando aquele que viria “para dar a boa notícia aos humildes, curar as feridas da alma, libertar os cativos, proclamar o tempo da graça do Senhor”. Este anúncio se concretiza com o nascimento de Jesus que no início de sua pregação usa este texto para revelar-se como o libertador enviado por Deus (Lc 4,16-20). Este é motivo pelo qual o apóstolo pede aos tessalonicenses: “irmãos estais sempre alegres… não apagueis o Espírito”. A presença do Salvador deve transformar a vida dos cristãos em alegria profunda, contagiosa, que é capaz de reavivar sempre a esperança.

João Batista prepara e anuncia a chegada do Salvador, luz do mundo, com humildade e firmeza. No texto do Evangelho vemos como João Batista responde com palavras claras que ele não é o Messias, mas apenas aquele que prepara a sua vinda e o apresenta ao seu povo. O profeta não tem pretensões de ser o primeiro, de ser protagonista, de aparecer diante do povo. Ao contrário, ele quer desaparecer para que brilhe o Filho de Deus.

Hoje todos somos chamados a viver como quem prepara a vinda do Senhor. Isto implica um comportamento de humildade, sem ambiguidades, como seguidores de Jesus que nasce na pobreza, na humildade e na pequenez humana. João Batista diz que “não é digno de desamarrar as correias de suas sandálias” o que significa reconhecer humildemente sua pequenez e não colocar-se no lugar no Messias. Nenhum cristão, nem a Igreja, pode pretender assumir o lugar de Cristo. Todos somos chamados ao seu seguimento e a testemunhar com alegria, fé e obras a sua presença no mundo.

Frei Valmir Ramos, OFM

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