Vocacionados(as) participam do “2º Bate-Papo Vocacional” promovido pelo SAV Custodial e Irmãs Franciscanas

Aconteceu na tarde de ontem, sábado (17), o “2º Bate-Papo Vocacional” misto de maneira online, iniciativa do SAV (Serviço de Animação Vocacional) de nossa Custódia, em conjunto com as Irmãs Franciscanas da Penitência e as Irmãs Pequenas Missionárias Eucarísticas.

O encontro teve por objetivo, mostrar um pouco do carisma franciscano nas suas mais variadas vertentes, possibilitando aos jovens (rapazes e moças) conhecer um pouco mais sobre a nossa vida, bem como tirar dúvidas referentes aos institutos, congregações e ordens.

O Bate-Papo Vocacional contou com a presença dos frades do SAV Custodial; das irmãs responsáveis pelo SAV de ambas as congregações e dos jovens dos mais variados lugares, dos quais nossa Fraternidade Custodial e as congregações das irmãs abrangem. Como fio condutor, o encontro teve como tema “A vida de oração e devoção na vida franciscana”.

Agradecemos a Deus pelo dom das vocações e pedimos vossas orações para todos os religiosos e religiosas, de modo especial por estes jovens vocacionados, para que saibam discernir e escutar a vontade de Deus para as suas vidas! 

Com Francisco e Clara de Assis louvamos ao Senhor!

PAZ e BEM…

Irmã Marta Melo da Silva, IFP


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  • Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus

Frei José Aécio de Oliveira Filho, OFM | +55 (16) 99050-9750

  • Irmãs Franciscanas da Penitência

Irmã Marta Melo da Silva, IFP | +55 (16) 98121-1568

  • Irmãs Pequenas Missionárias Eucarísticas

Irmã Lucelaine Pontes Ribeiro, PME |  +55 (17) 99606-2204

Custódia completa os seus 74 anos de presença franciscana, de história e evangelização!

“Todos os dias Vos bendizemos e esperamos glorificar o Vosso nome agora e por todos os séculos” (Te Deum)

Celebrar a História nos motiva trazer à memória situações, personagens, lugares até então esquecidos, tornando-os vivos novamente através de inumeráveis recordações que podem inspirar-nos motivações novas e desafiadoras, apesar de quaisquer percalços.

Neste sentido, é com imenso júbilo que a Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus comemora, no dia de hoje (17 de abril), os seus 74 anos de História. E nesta data memorável, onde iniciamos um verdadeiro “kairós” nas comemorações do “ano jubilar custodial”, louvamos o Sumo Bem pelos momentos importantes de vida fraterna, renovando nosso ardor evangelizador, inspirando-nos em São Francisco de Assis.

Os sentimentos que despontam em nossos corações ao suscitarmos na mente incontáveis nomes, os quais, de uma forma ou de outra, formam os tijolos de sustentação de nossa Custódia, são incontáveis.

Acerca dos franciscanos, da Ordem dos Frades Menores que doaram suas vidas para a construção desse legado desde 1947 temos muito que agradecer, louvar e bendizer ao Pai Celestial. Desde os irmãos presentes, protagonistas e coadjuvantes da missão e da proclamação evangélica, até àqueles que já se encontram na casa do Pai, somos gratos.

Isto dizemos também acerca dos religiosos, religiosas, padres, bispos, que fizeram ou ainda fazem parte desse imenso legado. E pelos inúmeros leigos, que nos ajudaram e ainda ajudam nos empreendimentos pastorais e sociais, colaborando com o anúncio do Reino de Deus nesta porção do interior de São Paulo e Triângulo Mineiro, rezamos contínua e ardorosamente em Ação de Graças.

Amados irmãos em Cristo, hoje somos introduzidos num tempo festivo, um ano de preparação para o Jubileu dos 75 anos da Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus. Tempo kairótico, tempo da graça no qual, aos moldes dos anos jubilares eclesiais, somos impelidos a refletir sobre nossos feitos e louvar a Deus em ação de graças por tudo aquilo que recebemos dEle.

E é com imensa alegria que agradecemos a Deus por tantas dádivas ofertadas a cada dia em prol da evangelização do povo de Deus. Dessa forma, queremos conduzi-lo por uma breve reflexão:


Rumo ao jubileu de 75 anos de fundação

“Da Itália ao Brasil: de dois povos um só Coração”

Os filhos da Missão acordam para um grande dia, que durará por um ano! O sol brilha sobre as águas de um rio que une dois territórios, o Rio Grande.

Embora limite geográfico, um rio de vida, que nos inspira ao refletir a luz do sol, além de oferecer vida em abundância. Águas de luz e vida que unem Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba ao norte e nordeste do Estado de São Paulo, os nossos rincões, a nossa Terra do Trabalho, que remete estes seguidores de Francisco às origens italianas da Terra Laboris.

Contamos a partir deste ano, os feitos e anseios suscitados por Deus no coração dos 10 napolitanos e os 6 salernitano-lucanos que atravessaram as águas oceânicas para adentrarem a esta nossa terra.

Plantaram uma arvorezinha franciscana às duas margens deste Rio. Nas dioceses, pobres de sacerdotes, junto ao povo sedento por educação e acompanhamento pastoral e social, num país desejoso de progresso e aberto aos homens de boa vontade, se debruçaram com vitalidade de jovens operários do Reino e se fizeram despontar.

Paróquias, igrejas, escolas, educandários e orfanatos… prontamente levantados com a fervorosa ajuda dos fiéis encantados com a mensagem franciscana perduram, de um modo ou de outro, até os dias atuais.

Nós, frades franciscanos da Ordem dos Frades Menores, carregamos as insígnias do poverelo por estas terras até hoje. Embora como “vasos de argila” (2 Cor 4,7), carregamos tesouros, continuamos a grande Missão: Evangelizando nas periferias e arrebaldes, nas escolas e paróquias, na cultura e sociedade, como presença e sinal de vocação.

Somos irmãos que buscam viver com Cristo, por Cristo e em Cristo. Gritando ao mundo que a messe é grande, mas os operários são poucos.

O ardor missionário corre em nossas veias, é o nosso DNA, não importa o lugar, a contingência, seremos sempre mensageiros de PAZ e BEM. Afinal de contas, criar fraternidade à maneira de Clara e Francisco é a nossa Missão!


Nossa Custódia se alegra e agradece a todos pela confiança no trabalho desempenhado pelos nossos frades franciscanos. Certos de contarmos com vossas orações para a continuidade desta missão, suplicamos ao seráfico pai São Francisco que interceda junto de Deus por todos vós.

Que o Senhor vos dê a paz!

Fraternalmente,

Equipe – Revista (75 anos)

Mensagem de Páscoa da Irmã Cleusa, presidente da CFFB

Irmã Cleusa Aparecida Neves, CFA (Presidente da CFFB) – Imagem: CFFB

MENSAGEM DE PÁSCOA

“Não temais! O crucificado ressuscitou […]”. “Desapareceu a amarga raiz da cruz, desabrochou a flor da vida com seus frutos”. “Quem jazia na morte ressurgiu na glória.” “De manhã ressurgiu, quem à tarde fora sepultado”, para que se cumprisse a palavra do salmo: “De tarde estaremos em lágrimas, e de manhã em alegria!”
Sermão de Santo Antônio, Páscoa do Senhor (1)

Queridos Irmãos e Irmãs, Feliz e abençoada Páscoa!

Mais um ano vivenciamos a alegria da Páscoa em meio à pandemia provocada pelo Covid-19. Tempo marcado pela angústia e incerteza; pela tristeza causada por tantas vidas ceifadas pela “nossa irmã a morte corporal, da qual nenhum homem vivente pode escapar” (Cnt 12) e pelas mudanças radicais na rotina de nossas vidas. Regada por lágrimas, nossa peregrinação existencial está sendo provada.

Narra o evangelista João (20, 1-18) que, após a morte de Jesus, Maria Madalena faz uma experiência de profunda dor e inconformidade e sua dor é acrescida por grande aflição no momento em que vai ao túmulo de madrugada e encontra-o vazio (v. 1). Diante do túmulo violado, ao perceber que o corpo de Jesus não estava lá, aflita, sai correndo para dar a notícia aos discípulos, retornando com eles ao local. Após constatarem o ocorrido, os discípulos retornam para suas casas e ela permanece junto ao túmulo, chorando (v. 10.11). E não tardou, seus olhos contemplam “quem à tarde fora sepultado e de manhã ressurgiu”: o Mestre (v. 16). Quanta alegria após tantos momentos de profunda dor, angústia e aflição! Ficando com ela a incumbência de levar a notícia, célebre é seu anúncio aos discípulos: “Eu vi o Senhor” (v. 18).

Na realidade contemporânea vivenciamos ou presenciamos de forma intensa, dor, luto, angústia e inconformidade pela morte de nossos parentes, amigos e por sabermos que milhares de pessoas de diferentes nacionalidades morrem sem condições dignas de atendimento, principalmente no Brasil. O momento é de sofrimento, mas nossa fé e esperança garantem-nos: manhãs de alegria virão. O crucificado ressuscitou, está entre nós e sabe de nossas dores e sofrimento, não nos abandona.

Irmãs e irmãos da Conferência da Família Franciscana do Brasil, ao celebrarmos a Páscoa possamos anunciar: Cristo Ressuscitou, está vivo entre nós! Não podemos vê-lo como Maria Madalena (Jo 20, 18) nem tocá-Lo como os discípulos (Jo 20, 20), mas podemos tocá-Lo através da experiência da fé que professamos e do acolhimento e cuidado para com os frágeis de nossas famílias, fraternidades e da sociedade, principalmente nossos irmãos e irmãs cada vez mais pobres e sofredores. Que se abram nossos olhos para reconhecê-Lo e, nossos ouvidos, para ouvi-Lo a dizer-nos: “A paz esteja com vocês” (Jo 20, 19-21).

Na alegria da Páscoa do Senhor, em Francisco e Clara, fraterno abraço.

Brasília, 02 de abril de 2021
Sexta-feira da Paixão do Senhor da Páscoa

Irmã Cleusa Aparecida Neves, CFA
Presidente da CFFB

Fonte: CFFB

SAV Custodial em conjunto com as Irmãs Franciscanas da Penitência e Irmãs Pequenas Missionárias Eucarísticas, promoveram “Bate-Papo Vocacional”

Na tarde deste último sábado (20), das 17h30 às 18h30, o SAV (Serviço de Animação Vocacional) de nossa Custódia em conjunto com as Irmãs Franciscanas da Penitência e as Irmãs Pequenas Missionárias Eucarísticas, realizaram via online um “Bate-Papo Vocacional” misto, onde os jovens (rapazes e moças), puderam conhecer um pouco mais sobre o carisma franciscano.

O encontro contou com a presença dos frades do SAV Custodial, bem como das irmãs responsáveis do SAV de ambas as congregações. Estiveram presentes jovens (rapazes e moças) dos mais variados lugares, dos quais nossa Fraternidade Custodial e as congregações das irmãs abrangem. Como fio condutor, o encontro teve como tema “São Francisco e os desafios de seu tempo”.

Agradecemos a Deus pelo dom das vocações e suplicamos humildemente vossas orações para todos os religiosos e religiosas, principalmente por estes jovens vocacionados, para que saibam discernir e escutar a vontade de Deus para as suas vidas! Que o seráfico pai São Francisco vos ajudem a serem fieis e radicais a essa proposta de vida, à vida religiosa franciscana.

Fraternalmente,

Frei Cristiano Nobre de Oliveira, OFM


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“Também eu me ajoelho nas ruas de Mianmar: pare a violência!” – diz Papa Francisco na Audiência Geral

Religiosa ajoelhada diante dos policiais em Myitkyna

Jackson Erpen (Vatican News)

Ao final da Audiência Geral desta quarta-feira o Papa Francisco fez um dramático apelo pelo fim da violência em Mianmar, que tem vitimado especialmente muitos jovens. E a exemplo das cenas dos últimos dias de religiosos ajoelhados suplicando a policiais birmaneses para evitar a violência, Francisco disse que também ele estende seus braços e pede que “prevaleça o diálogo”:

Mais uma vez e com grande tristeza, sinto a urgência de evocar a dramática situação em Mianmar, onde muitas pessoas, especialmente jovens, estão perdendo a vida por oferecer esperança ao seu país. Eu também me ajoelho nas ruas de Mianmar e digo: pare a violência! Também eu estendo meus braços e digo: prevaleça o diálogo!

Recrudescimento da repressão

Segundo estimativas das Nações Unidas,  são ao menos 149 os mortos desde o início dos protestos, 57 apenas no último final de semana, o mais sangrento desde o golpe militar de 1º de fevereiro. Além do uso de munição letal contra os manifestantes, as forças de segurança continuam a efetuar prisões arbitrárias em todo o país, invadindo residências e prendendo opositores. Os detidos ilegalmente são centenas, senão milhares. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os direitos humanos fala em “desaparecimentos forçados”.

Religiosas (os) tornam-se exemplo de mediação e resistência pacífica

E em meio ao recrudescimento da violência das forças de segurança nos protestos, chamou a atenção o gesto da Irmã Ann Nu Thawng, que em uma rua na cidade de Myitkyina, se ajoelhou diante de uma barreira de policiais prontos a investir contra os manifestantes. A religiosa acabou se tornando um símbolo de mediação e da resistência pacífica às arbitrariedades e um modelo para lideranças da Igreja local, como bispos e sacerdotes, chamados “a sair de sua zona de conforto e tomar como exemplo a sua coragem”, como afirmou na ocasião Joseph Kung Za Hmung, editor do Gloria News Journal, o primeiro jornal católico on-line em Mianmar.

A atitude da religiosa da Congregação de São Francisco Xavier, Instituto de direito diocesano em Myitkyina, voltou a se repetir no dia 8 de março, e também ecoou no coração de lideranças e de outros religiosos, entre os quais, o bispo emérito da Diocese, Dom Francis Daw Tang, que tentou impedir que policiais invadissem a Catedral de São Columbano, onde jovens manifestantes buscaram refúgio para escapar de espancamentos e da prisão. Apesar do apelo da religiosa e do bispo “para não prender e perseguir manifestantes pacíficos”, os policiais abriram fogo e se recusaram a deixar o local.

No dia 9 de março, na cidade de Loikaw, capital do Estado birmanês de Kayah, foi a vez do padre Celso Ba Shwe e de um pastor protestante se posicionaram entre manifestantes e policiais, implorando aos agentes para não avançarem e não atirarem contra os manifestantes. A mediação surtiu efeito: os militares dispararam tiros de advertência e granadas de atordoamento para dispersar a multidão, sem causar vítimas. 

Apelos do Papa Francisco

O primeiro apelo do Papa pelo diálogo em Mianmar foi no Angelus de 7 de fevereiro, dias após o golpe militar de 1º de fevereiro:

Neste momento tão delicado quero assegurar mais uma vez minha proximidade espiritual, minha oração e minha solidariedade com o povo de Mianmar. E rezo para que todos aqueles que têm responsabilidades no país se coloquem com sincera disponibilidade a serviço do bem comum, promovendo a justiça social e a estabilidade nacional, para uma harmoniosa convivência democrática. Rezemos por Mianmar.

Na Audiência Geral de 3 de março, o Pontífice voltou a lançar um apelo pelo país asiático por ele visitado em novembro de 2017, para que o diálogo prevalecesse sobre a repressão e a discórdia:

Ainda estão chegando de Mianmar notícias tristes de sangrentos confrontos, com perdas de vidas humanas. Gostaria de chamar a atenção das autoridades envolvidas para que o diálogo prevaleça sobre a repressão e a harmonia sobre a discórdia. Dirijo um apelo também à comunidade internacional, para que atue a fim de que as aspirações do povo de Mianmar não sejam sufocadas pela violência. Que aos jovens daquela amada terra seja concedida a esperança de um futuro onde o ódio e a injustiça deem lugar ao encontro e à reconciliação.

No dia 15 de março, por sua vez, em nome do Santo Padre, o cardeal secretário de Estado, Pietro Parolin, escreveu ao arcebispo de Yangon e Presidente da Conferência Episcopal de Mianmar, cardeal Charles Bo, demonstrando uma vez mais a preocupação do Pontífice pelo desdobramento dos acontecimentos e seu amor pela nação asiática. A paz é possível, a paz é o único caminho, escreveu o cardeal secretário de Estado, exortando à unidade para encontrar o bem maior para todos, especialmente para satisfazer as esperanças e garantir a dignidade de nossas gerações mais jovens.

Fonte: Vatican News

SAV se reúne em Olímpia/SP para formação planejamento

Equipe do SAV (Em pé da esquerda para a direita): Frei José Aécio, Frei José Luiz, Frei Emanuel e Frei Eduardo. Abaixo (da esquerda para a direita): Frei Cristiano e Frei Lucas Oliveira.

“VEDE A HUMILDADE DISCRETA DE SÃO JOSÉ!”

Foi com a imensa alegria que o Serviço de Animação Vocacional (SAV) da Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus se encontrou para o encontro de formação e planejamento de 2021,  realizado no Convento São Boaventura de Olímpia/SP e conduzido pelo coordenador do serviço, Frei José Aécio de Oliveira Filho, OFM.

Todos os irmãos integrantes da equipe não mediram esforços para comparecer no primeiro evento presencial datado de 22 a 24 de Fevereiro de 2021, mesmo neste tempo crítico de pandemia. Ressaltamos a presença significativa do Secretário para a Formação e os Estudos, Frei Valdemir Nel Rufino, OFM que presidiu a Santa Eucaristia e no tempo oportuno refletiu com todo vigor o “Plano de Ação do SAV”.

Ainda acolhemos as Irmãs Franciscanas da Penitência e as Irmãs Pequenas Missionárias Eucarísticas presentes em nosso território de missão e evangelização para uma ação vocacional conjunta e integrada.

Foram dias intensos, marcados pelo Espírito de Oração, pela partilha de vida, da convivência, de avaliação e por fim, elaboramos o planejamento do SAV deste ano; instrumento possível de transcrever para realidade.

A ocasião reservou um tempo para a formação humana, assessorada pela psicóloga Tânia e o Padre Nelber, SCJ (Dehonianos). Ela, especialista em Vida Religiosa e Sacerdotal e ele, animador vocacional da sua província e mestre dos postulantes de sua congregação. O tema trabalhado foi: “O SAV enquanto serviço de cuidado da pessoa humana e a realidade das vocações adultas e egressos”.

Por fim, a equipe do SAV agradece a atenção de cada frade em particular, para que, possamos ser os primeiros a testemunhar com a própria vida o ideal franciscano e assim provocar jovens que se proponham engrossar a fileira do seguimento de Cristo, ao modo de Francisco.

Por intercessão de São José, patrono das casas de formações espalhadas no mundo inteiro… Intercedei por nós! Amém!

Fraternalmente, 

Frei José Luiz da Costa, OFM (Vice-Coordenador do SAV)

Falece Irmã Verônica, OSC, clarissa do Mosteiro Monte Alverne de Uberlândia/MG

IRMÃ MARIA VERÔNICA DA SAGRADA FACE, OSC
♦  24/06/1929     –     †  26/02/2021

Na noite desta última sexta-feira (26), a Irmã Maria Verônica da Sagrada Face, OSC, uma das irmãs clarissas do Mosteiro Monte Alverne de Uberlânida/MG fez sua páscoa definitiva. Nossa Fraternidade Custodial se une em oração pela sua alma, bem como se solidariza com as demais irmãs que permanecem a sua missão terrena.


Uma breve cronologia de Irmã Verônica, OSC

Irmã Maria Verônica da Sagrada Face, OSC nasceu em Selbach/RS no dia 24 de junho de 1929 e foi batizada dois dias após, recebendo o nome de “Therezinha Welter”. Toda sua formação familiar foi seguida a partir da cultura alemã, pois seus pais eram netos de alemães. Até a Segunda Guerra Mundial, só convivia com pessoas dessa nacionalidade, pois formavam uma colônia onde até na escola só se falava a língua alemã. Durante a guerra, toda a colônia foi obrigada a abandonar esses costumes e a duras penas aprenderam o português e a cultura do País. É a 13ª de 15 irmãos, que receberam sólida formação moral e religiosa dos pais.

Em 1951 entrou para a Vida Religiosa no Mosteiro da Gávea no Rio de Janeiro/RJ, percebendo sua vocação para a vida contemplativa já com 21 anos de idade. Sempre foi orientada espiritualmente pelo Padre Karson que a apresentou através de correspondência ao Mosteiro das Clarissas, o primeiro no Brasil, fundação das Irmãs de Düsseldorf. Destemida, teve a coragem de deixar seus pais e irmãos, indo sozinha, de ônibus para o Rio de Janeiro/RJ, numa época em que as estradas e os meios de comunicação eram bastante precários. Sabia que, deixando seus pais, jamais tornaria a vê-los. Mas o Senhor a conduzia e fazia arder seu jovem coração, num amor irredutível e radical.

Em 1973, após a morte da Madre Juliana, que a recebera no Mosteiro e de quem tomara a si os  cuidados durante um longo período de doença grave,  seguiu para Forquilhinha/SC, para completar o número das Fundadoras de um novo Mosteiro, que, mais tarde, em 1982 foi transferido para Lages, no mesmo Estado.

Irmã Verônica, OSC com Frei Ezimar, OFM e o nosso Ministro Geral, Frei Michael Perry, OFM (Da esquerda para a direita: Frei Ezimar, Irmã Verônica e Frei Michael)

Em Lages/SC, foi eleita Abadessa por três triênios, e, em 1996, foi eleita convidada para Abadessa do Mosteiro de Uberlândia/MG, e era muito querida e buscada por todos, que recebem dela orientação e conselhos e a valiosa intercessão.

Desde sua entrada para a Vida Consagrada Religiosa, vive em total doação ao Senhor e aos irmãos, levando no coração o mundo inteiro para apresentá-lo dia e noite a Deus nas orações, nos sacrifícios e na entrega total de si mesma, num amor incondicional e fiel.


Uma breve narrativa de Irmã Verônica, tempos antes de falecer…

“Aqui em Uberlândia/MG, comemorei meus Jubileus de Ouro e de Diamante na Vida Religiosa. Agora, já  posso desfrutar mais tempo da oração e adoração, porque meus trabalhos ficaram reduzidos por conta da idade. A saúde, entretanto, está muito bem, sinto-me muito viva e participante. Gosto de estar com as Irmãs, na vida fraterna, nos Capítulos, na Formação permanente, e no cuidado do jardim, minha grande paixão, depois de Jesus. O convívio com as flores são para mim um importante meio de contato com o Criador. Gosto de agradar as Irmãs fazendo proezas na cozinha: pão de queijo, bolo, pães, arrumo o Refeitório, cuido dos panos de pratos, das frutas,  descasco os legumes. São belíssimas oportunidades de oferecer a Jesus almas para serem salvas. […]

[…] Mas as Irmãs sempre cuidadosas zelam pelo meu descanso e não permitem excessos. Toda minha oração é para o mundo, “sustentáculo dos membros frágeis do Corpo Místico de Deus. Discípula, missionária, samaritana. A cada momento vou descobrindo novas formas de oração, sempre muito íntimas com Jesus, pelos sacerdotes, pelas almas, pelos benfeitores,  pela Federação Sagrada Família e pela Ordem, pelos meus familiares e os familiares das Irmãs das Irmãs, pela intenções que nos são recomendadas diariamente. Hoje procuro assemelhar minha vida a este poema que encontrei: Um dia, o sol ao se por atrás dos montes disse: vou embora, porém, quem me substituirá? E uma humilde lamparina respondeu: farei o melhor que puder. Eu me identifico com esta lamparina. E me pergunto: Qual foi o plano de Deus quando me criou? E como eu vivo este plano? Peço orações para ser fiel até o fim e cumprir a missão que Ele em Seu infinito amor me designou”

R.I.P.

Irmã Miriã Gabriela da Santa Cruz, OSC

Fonte: Arquivos – Mosteiro Monte Alverne (Uberlândia/MG)

Presidente da CRB é nomeada Consultora da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e das Sociedades de Vida Apostólica

O papa Francisco nomeou, no dia 19 de janeiro de 2021, Consultora da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e das Sociedades de Vida Apostólica, por cinco anos, Irmã Maria Inês Vieira Ribeiro, mad, presidente da CRB Nacional.

A notificação foi feita pelo Secretário de Estado, Cardeal Pedro Parolin.

Fonte: CRB Nacional

Irmãs Pequenas Missionárias Eucarísticas promovem retiro online nos próximos dias

Estamos nos aproximando do tempo quaresmal e para bem nos prepararmos, as Irmãs Pequenas Missionárias Eucarísticas buscando colaborar com todo o povo de Deus, irão promover um retiro online no Instagram da instituição.

“Regenerando no Amor!

PARTICIPE!

O retiro tem por tema “Regenerando no Amor” e acontecerá do dia 14 a 16 de fevereiro deste ano, sempre as 20h30, tendo por objetivo: propor momentos de espiritualidade, pausa para discernimento e para a oração, bem como, momentos formativos em vista do tempo forte que adentraremos na liturgia da Igreja, o Tempo da Quaresma.

14, 15 e 16 de Fevereiro às 20h30

Não fique de fora!

Para participar, acesse o Instagram: @pme_eucaristicas

Participe deste belo momento de reflexão e formação… Não fique de fora!

Fraternalmente,

Irmã Fernanda, PME

Papa: a paciência de Deus não exige perfeição, mas generosidade do coração

Santa Missa por ocasião do Dia da Vida Consagrada

Jane Nogara (Vatican News)

Na festa da Apresentação do Senhor e Dia Mundial da Vida Consagrada o Papa Francisco presidiu a Santa Missa no Altar da Cátedra da Basílica Vaticana. Na sua homilia falou sobre a paciência de Deus. Iniciou com a paciência de Simeão: “Vejamos de perto a paciência de Simeão. Durante toda a vida, esteve à espera exercitando a paciência do coração (…). Caminhando com paciência, Simeão não se deixou quebrantar com o passar do tempo (…) não perdeu a esperança; com paciência, guarda a promessa, sem se deixar consumir de amargura pelo tempo passado nem por aquela melancolia resignada que surge quando se chega ao crepúsculo da vida”.

E Francisco explica que em Simeão “a expectativa do esperado traduziu-se na paciência quotidiana de quem, apesar de tudo, permaneceu vigilante até que, finalmente, os seus ‘olhos viram a Salvação’ (Lc 2, 30)”.

“Onde terá Simeão aprendido esta paciência? Recebeu-a da oração e da vida do seu povo, que sempre reconheceu, no Senhor, o Pai que mesmo em presença da recusa e da infidelidade não se cansa; antes, a sua ‘paciência suportou-os durante muitos anos’ ,para conceder sempre a possibilidade da conversão”

A paciência de Deus

Francisco continua:

“Assim, a paciência de Simeão é espelho da paciência de Deus. A partir da oração e da história de seu povo, Simeão aprendeu que Deus é paciente. E com a sua paciência, como afirma São Paulo, ‘convida à conversão’ (Rm 2, 4)”.  E esclarece explicando que há de ser sobretudo Jesus “a revelar-nos a paciência de Deus, o Pai que usa de misericórdia para conosco e chama até à última hora, que não exige a perfeição, mas a generosidade do coração”.

“O seu amor não se mede com os pesos dos nossos cálculos humanos, mas sempre nos infunde a coragem de recomeçar”

A nossa paciência

O Papa segue falando sobre “A nossa paciência” e explica:

“Não é simples tolerância das dificuldades nem suportação fatalista das adversidades. A paciência não é sinal de fraqueza: a fortaleza de ânimo torna-nos capazes de suportar a carga dos problemas pessoais e comunitários (…) impele-nos a caminhar mesmo quando nos assaltam o tédio e a preguiça”.

Três lugares onde se concretiza a paciência

Dirigindo-se particularmente aos consagrados sugere: “Gostaria de indicar três ‘lugares’ onde se concretiza a paciência”.

O primeiro é a nossa vida pessoal. Um dia respondemos o chamado do Senhor, oferecendo-nos a Ele com entusiasmo e generosidade. Ao longo do caminho, a par das consolações, tivemos também decepções e frustrações. Às vezes, o resultado esperado não corresponde ao entusiasmo do nosso trabalho”, porém adverte o Pontífice:

“Devemos ter paciência conosco e esperar, confiantes, os tempos e as modalidades de Deus: Ele é fiel às suas promessas. Lembrar-nos disto permite repensar os percursos e revigorar os nossos sonhos, sem ceder à tristeza interior e ao desânimo”

O segundo lugar onde se concretiza a paciência: a vida comunitária. As relações humanas, especialmente quando se trata de partilhar um projeto de vida e uma atividade apostólica, nem sempre são pacíficas (…), é preciso saber dar tempo ao tempo, procurar não perder a paz, esperar o momento melhor para uma clarificação na caridade e na verdade”.

“Lembremo-nos disto: o Senhor não nos chama para ser solistas, mas para fazer parte dum coro, que às vezes desafina, mas sempre deve tentar cantar em conjunto”

Paciência com o mundo

Enfim o terceiro “lugar”, a paciência com o mundo. Francisco diz que precisamos da paciência de Simeão e Ana para não entoar o lamento pelo que está errado, mas esperar com paciência a luz na obscuridade da história.

“Precisamos desta paciência, para não acabarmos prisioneiros das lamentações”

Concluindo o Santo Padre afirma:

“A paciência ajuda-nos a olhar com misericórdia para nós mesmos, as nossas comunidades e o mundo”.  E sugere uma auto conscientização: “Acolhemos nós a paciência do Espírito na nossa vida? Nas nossas comunidades, carregamo-nos mutuamente aos ombros e mostramos a alegria da vida fraterna? E, com o mundo, realizamos o nosso serviço com paciência ou julgamos com severidade? São desafios para a nossa vida consagrada: não podemos ficar parados na nostalgia do passado, nem limitar-nos a repetir sempre as mesmas coisas. Precisamos da paciência corajosa de caminhar, explorar novos caminhos, procurar aquilo que o Espírito Santo nos sugere”.

Não à fofoca, sim a um senso de humor

No final da celebração, o Cardeal João Braz de Aviz, Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, dirigiu uma breve saudação ao Papa, cheio de gratidão. E Francisco, por sua vez, agradeceu ao cardeal e a todos os homens e mulheres consagrados pelo que fazem no mundo, por seu testemunho num momento difícil também por causa da Covid: “é preciso paciência” também para esta situação. Depois ele faz duas recomendações úteis, diz ele, para a vida comunitária. A primeira é fugir das fofocas, a outra é não perder o senso de humor:

Este é o anti-fofocagem: saber rir de si mesmo, das situações, e também dos outros – com bom coração – mas não perder o senso de humor e fugir da fofoca. O que recomendo a vocês não é um conselho muito clerical, digamos, mas é humano: é humano levar a paciência adiante. Nunca fofocar sobre os outros: morda sua língua. E então, não perca seu senso de humor: isso nos ajudará muito.

As últimas palavras ainda são de incentivo pensando nas muitas dificuldades, na dor diante da falta de vocações. “Vamos adiante”, exorta o Papa, “tenham coragem: o Senhor é maior, o Senhor nos ama”. Vamos atrás do Senhor”. 

Fonte: Vatican News