Frades de Profissão Temporária participam da Semana Interprovincial de Formação Franciscana

Aconteceu durante esta semana (17 a 21 de janeiro de 2022), a “Semana Interprovincial de Formação Franciscana”, destinada aos frades de profissão temporária das seguintes entidades: Província Santa Cruz (MG), Província do Santíssimo Nome de Jesus do Brasil (GO, TO e DF), Custódia Franciscana das Sete Alegrias de Nossa Senhora (MT e MS) e da Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus.

Este encontro teve por objetivo estudar e aprofundar assuntos acerca da Espiritualidade Franciscana, além de uma maior integração dos frades das entidades acima referida, estreitando os laços fraternos.

A “Semana Interprovincial de Formação Franciscana” era para ter acontecido de maneira presencial, no Convento Santa Maria dos Anjos de Franca/SP. Contudo, devido ao grande aumento dos casos de COVID-19, a organização achou por bem realizá-la de maneira remota (online).

Imagem (Fonte): Captura de Tela (Meet) – Frei Aldir Crocoli, OFMCap, em um dos momentos da formação.

A Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus foi a anfitriã da formação e convidou o Frei Aldir Crocoli, OFMCap, da Província Capuchinha do Rio Grande do Sul, que é Doutor em Franciscanismo. Durante esta semana, Frei Aldir, OFMCap, trabalhou e aprofundou de forma dinâmica, os capítulos 1, 7, 9 e 14 da Regra não-Bulada.

Foi possível perceber através deste estudo orientado por Frei Aldir, OFMCap, a grande riqueza desta regra, e que nas maioria das vezes, acabamos por ler sem realizar o devido aprofundamento. O estudo contribuiu para aprofundarmos o nosso conhecimento acerca da Cristologia Franciscana, bem como sobre a importância do conhecermos afundo a forma de vida em que nós, frades, escolhemos de livre e espontânea vontade viver, seguindo assim, os passos de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Imagem (Fonte): Captura de Tela (Meet) – Frei Aldir Crocoli, OFMCap, durante os agradecimentos.

Os temas abortados por Frei Aldir, OFMCap, nos provocou a uma reflexão que é impossível não levá-la para o nosso cotidiano, como frades menores, seja em relação a convivência fraterna junto dos nos irmãos da Ordem ou junto com o povo de Deus. Assim sendo, agradecemos a Deus por tal dádiva e rogamos a Ele que continue abençoando este exímio frade, Frei Aldir, OFMCap, por nos conduzir com maestria durante os estudos desta semana. Que Deus nos dê a graça da santa perseverança!

Frei Douglas Brito Ribeiro Atanazio de Sousa, OFM (Custódia Franciscana das Sete Alegrias de Nossa Senhora – MT e MS)

Noviços professam os primeiros votos em Catalão/GO

No dia em que a Igreja celebra a Festa do Santíssimo Nome de Jesus, 03 de janeiro, doze noviços (7 da Província do Santíssimo Nome de Jesus do Brasil – GO/TO e DF, 4 da Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus – SP/MG e 1 da Custódia Franciscana das Sete Alegrias de Nossa Senhora) professaram seus primeiros Votos Religiosos de obediência, sem nada de próprio e em castidade na Paróquia Mãe de Deus, em Catalão/GO.

Para ser um Frade Franciscano é preciso sentir a vocação, ou seja, sentir-se chamado por Deus a trilhar um percurso que te interpela a uma vivência em fraternidade e, com outros vocacionados; abraçar uma vida em comum e consagração a Deus no serviço a Igreja e ao Povo. É uma forma também de confirmar teu batismo de modo mais profundo. Esta vida deve configurar-se na pessoa de Jesus, tendo os Evangelhos como instrumento vivo e atual, e São Francisco como inspirador de uma espiritualidade que te faz sentir e te alimenta nessa experiência vocacional.

Ser Frade é estar ao serviço dos menores e excluídos da sociedade e ir de encontro as periferias existenciais e locais, lá onde estão as dores físicas, sentimentais e sociais. É ser um com todos, é ser irmão, onde possam construir um reino de justiça, equidade e bem-comum. E nessa certeza evangélica, abraçar um projeto que faça vencer o ódio, a fome, a violência, o genocídio, uma pandemia, um sistema que fere e mata, pois ser frade é querer e desejar do fundo do coração um mundo de amor.


Frades da Custódia, que professaram os primeiros votos:


Esse é um pouco do objetivo principal de ser um franciscano, além dos estudos, trabalhos, missões, serviços e ministérios confiados a cada vocacionado que deseja se lançar nessa vida. E isso foi o desejo de cada noviço que professaram seus votos. Uma etapa experimentada em suas vidas de muitas outras que virão. O noviciado é uma experiência de vida conventual e fraterna que são vividas durante um ano, que ao seu término, com satisfação e alegria, dão a cada um sentimentos particulares que os fazem olhar o mundo no modo de Cristo e de São Francisco.

Que cada neo-professo seja uma gota da graça de Deus e espalhem com fé e alegria a paz e o bem a todos os homens e mulheres por Deus amado.

PAZ e BEM!

Frei Suelton Costa de Oliveira, OFM

11 jovens são revestidos com o Hábito Franciscano no Noviciado Comum, em Catalão/GO

Na manhã desta segunda-feira, 03 de janeiro de 2022, 11 jovens foram admitidos ao ano de provação no Noviciado Comum, em Catalão, no Estado de Goiás.

Há 20 anos o noviciado acontece de forma “comum” entre três entidades da Ordem dos Frades Menores no Brasil: Província do Santíssimo Nome de Jesus (GO, TO e DF), Custódia Franciscana das Sete Alegrias de Nossa Senhora (MT e MS) e a Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus (SP e MG).

Estes jovens, após realizarem a caminhada formativa própria de suas entidades, pediram para serem admitidos ao ano de “Provação”, como tradicionalmente é chamado o ano de noviciado em nossa ordem.

Os noviços da nossa Custódia são:

Custódio com os três noviços | Da esquerda para a direita: Frei Luiz Carlos, OFM, Frei Fernando Ap. dos Santos, OFM (Custódio), Frei Jarder Rodrigues, OFM e Frei André Felipe, OFM

Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus (SP e MG)

  • Frei André Felipe Pereira Martins, OFM
  • Frei Jarder Rodrigues Leite, OFM
  • Frei Luiz Carlos da Silva Pinto, OFM

Além dos que pertencem a nossa Custódia, também foram admitidos os seguintes jovens:

Custódia Franciscana das Sete Alegrias de Nossa Senhora (MT e MS)

  • Frei João Pedro Gall Macena, OFM

Província do Santíssimo Nome de Jesus do Brasil (GO, TO e DF)

  • Frei Carlos Antônio Sartim, OFM
  • Frei Daniel Ferreria de Amorim Mendes, OFM
  • Frei Elias Maurício dos Santos Ferreira, OFM
  • Frei José Augusto Lemos Moraes Pires, OFM
  • Frei Matheus Pereira Souza, OFM
  • Frei Natanael Carvalho Amorim, OFM
  • Frei Pedro Rodrigues dos Santos, OFM
Todos os frades da Província do Santíssimo Nome de Jesus do Brasil (GO, TO e DF), da Custódia Franciscana das Sete Alegrias de Nossa Senhora (MT e MS) e de nossa Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus (SP e MG) que estiveram presentes na vestição dos novos noviços, turma 2022.

Deus dê a estes nossos irmãos, a graça de uma caminhada frutuosa e um bom discernimento.

Fraternalmente,

Frei Lucas de Oliveira Santos, OFM

Mensagem do Ministro Geral para o Natal

Roma, 8 de dezembro de 2021

A todos os Frades Menores da Ordem

A todas as Irmãs Pobres da Ordem de Santa Clara

Aos irmãos e amigos da nossa Ordem

Caros Irmãos e Irmãs, o Senhor lhes dê a paz!

Eu gostaria de entrar com vocês nos sentimentos de São Francisco, quando naquele Natal de 1223 satisfez o inquieto impulso de encaminhar-se entre as rochas e os bosques em torno da vila de Greccio. Não sozinho, mas acompanhado pelos seus irmãos e por uma humanidade simples e pobre, feita de camponeses, de gente humilde. O que impulsionou Frei Francisco a viver aquele Natal foi o desejo irresistível de ver com os seus olhos a pobreza em que o Senhor Jesus quis nascer. E isto para crer que Ele – crucificado e ressuscitado – está presente, vivo e glorificado no Espírito Santo, escondido sob parca aparência de pão até o dia de seu retorno.

Clara viverá deste olhar estupefato e amoroso que nutre a sua fé e a concentra na pobreza de Jesus, desde o seu nascimento, ao longo de toda a sua vida, até à cruz. A vida de Clara é transformada e feita em tudo semelhante ao Crucificado pobre, juntamente com suas irmãs.

Ver e crer são dois verbos, sabemo-lo bem, centrais na vida de São Francisco.

Ver lembra-nos a “fisicidade” da fé de Francisco: não lhe basta pensar, mas ele quer ver com os olhos, tocar com as suas mãos, sentir o cheiro com o nariz, ouvir com seus ouvidos, degustar com a sua língua. Em suma, toda a sua pessoa, os seus sentidos, são colocados em movimento pelo desejo, por aquilo que mais profundamente o move. A fé é simplesmente vida para ele.

Pergunto-me se ainda tenho forte em mim o desejo de ver e de tocar o Senhor. Talvez outra coisa me move muito mais. Então tenho necessidade, como Francisco, de sair da minha zona de conforto e de colocar-me a caminho para um lugar diferente e talvez hostil, a que aludem o bosque e as rochas de Greccio. É aqui que posso escutar de novo aquele desejo que habita em mim, no gemido próprio da criação, nossa casa comum: ver o Senhor Jesus no mistério da sua pobreza e fraqueza, abrir-me e abrir- -nos ainda no Espírito a um renovado encontro com Ele.

Francisco viveu este encontro de modo “físico”: toca o corpo do Senhor no Evangelho, lido e escutado a cada dia; ele o vê no leproso, nos seus irmãos, nos sacerdotes pobrezinhos, nos pecadores; a pobreza de Jesus no paradoxo da condição humana, magnífica, mas ao mesmo tempo destinada à morte. Finalmente libertado do amargor e do medo, olhou nos olhos esta fragilidade.

Do encontro com Jesus floresce para ele a alegria da fé, o olhar novo do homem ressuscitado que vê a presença de Deus em todas as criaturas e por isso o louva e lhe restitui todo bem.

Crer: a fé é acesa por aquele encontro que me tocou e deixou o seu sinal na carne da minha vida. O nosso crer individual nasce e é guardado pelo grande “sim” da fé da Igreja. É este o ato que aquele ver, aquele tocar e deixar-se alcançar realiza. Procuremos o eco deste “sim” mesmo na misteriosa viagem que, por caminhos diversos, tantas pessoas fazem em direção ao Mistério.

O ver sem crer poderia deixar a minha fé à mercê da emoção do momento.

Um crer sem ver poderia reduzir a fé a uma ideia que simplesmente não tem nada mais a ver com a minha vida e cai, mesmo quando exteriormente continuo a realizar os atos religiosos.

A alegria é o sinal que mostra que nossa fé ainda está viva; a tristeza e o lamento são a câmara de gás da fé que lentamente se narcotiza, perde o contato com a “fisicidade” da nossa carne, da vida e se torna só intelectual ou moralista. Ou desaparece.

Estejamos vigilantes, irmãos e irmãs benditos, porque isto pode acontecer também a nós e de fato acontece, quando: dou como garantida a fé e não cuido de modo criativo da vida de oração no silêncio e na contemplação, perco o contato com a palavra de Deus, deixo que a Eucaristia se torne uma rotina, não recorro alegremente ao Sacramento da Reconciliação, separo a fé da vida, não perdoo e não gasto a minha vida pelos outros, me distancio dos pobres e me adapto a uma vida cômoda e garantida.

Ver e crer, eis os passos de Francisco, desarmadores na sua simplicidade e profundidade.

Neste Natal de 2021, vivamos ainda a espera do Senhor que nutre a fé. Ele está presente no lusco-fusco deste tempo que nos pede escuta, discernimento e decisão:

– o medo difundido da pandemia que parece não ter fim e nos está modificando, inclusive o lugar que a ciência e a tecnologia ocupam como nunca e em nenhum lugar;

– a solidariedade que tantos colocaram em campo nesta emergência, como não pensávamos;

– o amontoar-se de tantos migrantes e refugiados em tantas fronteiras, com o senso de impotência que isto nos dá;

– os sinais concretos de acolhida e de abertura ao outro, pagando pessoalmente;

– o sofrimento de nossa irmã terra, arranhada pela fadiga de tantas mulheres, homens e crianças na sua dignidade física e moral;

– os sinais de resistência e de responsabilidade para com o futuro da nossa casa comum, sobretudo dos mais jovens;

– os focos de guerra, de terror e de repressão espalhados pelo mundo, tantos de que não se tem notícia;

– o trabalho silencioso de quem se torna de muitos modos operador e mediador de paz e de justiça.

Este elenco poderia continuar. Somos chamados a celebrar o Natal com os olhos capazes de ver esta realidade em nós e em torno de nós. Cada um, a partir de si mesmo, dê um passo em direção àquele bosque de Greccio entre as rochas para ver um Menino que nasce exatamente nesta realidade pobre.

Neste Natal, creio que sou e somos chamados a ver e crer em um mundo novo.

No-lo pede o tempo que vivemos, o qual termina com toda segurança, mesmo religiosa.

No-lo pede a própria dinâmica da fé, que é caminho, busca, adesão sempre renovada.

No-lo pede a nossa vida religiosa, que hoje exige uma profunda ressignificação nos diferentes contextos em que vivemos no mundo.

No-lo pede também o medo que talvez ainda temos de Deus: recordemos que Ele nos dá tudo e não nos tira nada; oferece-nos a si mesmo como um pai que faz com seus filhos; revela-nos o seu rosto de misericórdia e de graça para que a nossa humanidade viva.

No-lo pede o fato de que hoje a fé perde sentido para a vida de tantas pessoas no mundo e frequentemente também para nós que escolhemos o seguimento do Senhor.

Francisco surpreende-nos como sempre e indica-nos a estrada que leva a Greccio, isto é, aos lugares remotos, distantes das grandes rotas, para redescobrir exatamente aí a possibilidade de um crer novo, rico também hoje de vida e de futuro, a buscar como peregrinos na noite.

O meu voto para este Natal de 2021 está todo aqui: que possamos abrir os olhos no Espírito Santo e crer no mistério da pobreza de Jesus e da sua Santíssima Mãe. E a partir destes “olhos espirituais” deixar reacender a chama da fé. Acesos pelo fogo do Espírito Santo, nós nos tornaremos sempre mais incandescentes contra todo imobilismo gélido do coração. Seremos assim, nas diversas partes do mundo que habitamos, aquele sinal profético que somos chamados a ser por vocação, presença de Cristo crucificado e ressuscitado para cada irmão e irmã que o Senhor nos permite encontrar. Eis o sinal profético que Francisco e Clara foram no calor da sua fé, que foi busca humilde – e não sua posse – da Presença do Vivente em todas as criaturas.

Eis o sinal que podemos ser cada vez que não tivermos medo de ainda ver e crer.

Bom Natal, irmãos e irmãs, e recordemos uns aos outros o Senhor que vem.

Seu irmão e servo,

Fr. Máximo Fusarelli, OFM (Ministro Geral)

Fonte: OFM

Frades iniciam Capítulo Custodial nesta segunda-feira

Imagem Ilustrativa (Fonte): Arquivo Custodial – Capítulo Custodial (2016)

É com alegria e júbilo, que nós, frades da Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus, presentes no interior de São Paulo, Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, daremos início na próxima segunda-feira (22) ao nosso Capítulo Custodial, que acontecerá em Brodowski/SP e se estende até a sexta-feira (26).

O ambiente que nos acolherá será a “Casa de Retiro Dom Luis”, localizada em Brodowski/SP, território da Arquidiocese de Ribeirão Preto/SP e que também nos acolheu em capítulos anteriores (2016 e 2018).

Capela da Casa de Retiro Dom Luis de Brodowski/SP | Imagem (Fonte): Arquivo Custodial – Capítulo Custodial (2016)

O Capítulo Custodial é um encontro fraterno, e visto pelos Estatutos Gerais como uma assembleia. O trabalho desta assembleia, dará as indicações de direção da missão e vida de nossos frades, bem como de nossa Custódia.

“Em tempos de crises, abracemos o futuro: somos todos irmãos, não tenhais medo!” é a temática que norteará o nosso Capítulo, junto com o lema, retirado do Evangelho de São Lucas: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele!” (Lc 10, 33-34). Estarão reunidos neste momento ímpar da Fraternidade Custodial, 43 frades, sendo 39 capitulares e 4 frades de profissão temporária.

O Visitador Geral eleito para nos conduzir durante este encontro de irmãos, foi o Frei Wanderley Gomes de Figueiredo, OFM, frade da Custódia Franciscana das Sete Alegrias de Nossa Senhora (MT e MS). É chamado de “Visitador Geral” por ser um representante diretamente do Ministro Geral, bem como, por realizar a visita em nome da Ordem dos Frades Menores (OFM). É o Definitório Geral da Ordem que elege o mesmo, com o serviço de visitar a todos os frades de uma Custódia ou Província. (Cf. CCGG, Art. 213). Desde o começo deste ano, ele realizou as visitas canônicas em nossas fraternidades, onde admoestou, confortou e na humildade e caridade nos corrigiu como irmãos.


Conhecendo um pouco do Visitador Geral

Visitador Geral – Frei Wanderley Gomes de Figueiredo, OFM

Frei Wanderley Gomes de Figueiredo, OFM, filho de Bento Evangelista de Figueiredo e de Justina Gomes de Figueiredo (In Memorian), nasceu no dia 5 de maio de 1967 em Rosário Oeste/MT. Entrou para a Ordem dos Frades Menores na Custódia Franciscana das Sete Alegrias de Nossa Senhora (MT e MS) e fez o seu noviciado no ano de 1987 em Campo Grande/MS. Professou Solene no dia 14 de agosto de 1993 e Ordenou Diácono em 17 de maio de 1997 em Campo Grande/MS. Foi Ordenado Sacerdote no dia 19 de março de 1998 em sua cidade natal. É licenciado em Filosofia, Teologia e Psicologia; possui mestrado em Teologia com especialização em Espiritualidade Franciscana. Tem especialização em Bioética e Pastoral da Saúde, bem como, especialização em Gestalt-Terapia. Já foi Visitador Geral da Província Franciscana de Santa Cruz (MG) em 2011/2012 e 2015. Atualmente reside na Fraternidade Franciscana Santa Isabel da Hungria em Campo Grande/MS.


Para o Custódio, Frei Fernando Aparecido dos Santos, OFM, “o Capítulo Custodial sempre é tempo de renovar-se e de deixar ser renovado”. Suas expectativas “são de gratidão pelas conquistas, apoio recebido ao longo do triênio e sentimento de dever cumprido ao concluir este triênio, mesmo tendo sido desafiados pela pandemia”. Finaliza dizendo: “Que não tenhamos medo em abraçar o futuro e estarmos certos de que não estamos sozinhos, pois somos todos irmãos”.

Neste capítulo, um dos momentos de grande importância, será a eleição do novo governo custodial. Serão eleitos frades para os seguintes serviços: Custódio, Vigário Custodial e Conselheiros (4 frades); formando assim a Animação Custodial para o triênio de 2022-2024.

A nossa Fraternidade Custodial acolhe mais uma vez com muito carinho o Visitador Geral, Frei Wanderley Figueiredo, OFM e deseja a ele votos de um profícuo serviço em prol da Ordem dos Frades Menores e de nossa Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus.

Que o Seráfico Pai São Francisco nos abençoe neste encontro de irmãos; que Maria, Rainha da Ordem interceda por cada um dos frades reunidos neste Capítulo Custodial e que o Espírito Santo, Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores, nos ilumine nas escolhas e decisões que serão tomadas!

Fraternalmente,

Equipe de Comunicação

Ordem Franciscana Secular (OFS) elege novo governo geral

De 13 a 21 de novembro é celebrado o XVI Capítulo Geral da Ordem Franciscana Secular. Ontem, dia 17 de novembro, na presença de Frei Massimo Fusarelli, Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores, os 57 Capitulares elegeram o novo Governo da OFS para o próximo sexênio.

Durante a celebração da Santa Missa, Frei Massimo iniciou a sua homilia dizendo: “A oração que abriu a nossa celebração, fez-nos pedir a graça de reconhecer Cristo nos pobres e necessitados: reconhecer é um dom que vem de Deus, como diz São Francisco no Testamento: ‘O Senhor me concedeu …’ por outro lado acrescentou que o grito do Evangelho no dia da festa de Santa Isabel lembra aos capitulares que “ser abençoado significa receber uma graça, entre elas a de reconhecer Cristo nos necessitados”.

No final da homilia, Frei Massimo convidou os Capitulares a se apaixonarem por Cristo, a amar a realidade, a ouvir a voz de Deus e a “deixar-se transformar pela presença do Senhor…. na escuta orante da Palavra de Deus: é aqui que podemos ser gradualmente transformados pela força do Espírito para nos tornarmos diligentes e incansáveis ​​na caridade”.

Para os próximos seis anos, as capitulares elegeram Tibor Kauser, da Hungria, e Mary Stronach, dos Estados Unidos, como Ministro Geral e Vice-ministra Geral, respectivamente. Juntamente com eles foram eleitos os membros do Conselho de Presidência: para a Ásia-Oceania Francis Park; para a África francófona e as ilhas Adolfo Assagba, para a África inglesa e portuguesa Eremenciana Chinyama; para a Europa do Norte Dina Shabalina; para a Europa do Sul e Mediterrâneo Noemi Paola Riccardi; pela América do Norte e Central Ana María Raffo; pela América do Sul Noemí Diana Silvia e pela Jufra Luis Feliz Chocojay.

Com o tema do Capítulo Geral “animar e orientar uma liderança servidora”, o novo Ministro e seu Conselho se comprometem na missão de animar a grande Fraternidade Franciscana Secular no mundo, vivendo “no mundo o Evangelho no estilo do Poverello, sine glossa e assumir o Evangelho como forma e regra de vida”, segundo a exortação do Papa Francisco ao receber os Capitulares na audiência de 15 de novembro de 2021.

Fontes: Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil / OFM

Frades do “Under Ten” se encontraram de maneira remota para encontro anual custodial

Aconteceu na manhã desta terça-feria (16), o encontro anual dos frades do “Under Ten” de nossa Custódia, via Google Meet. O “Under Ten” é o encontro onde os frades que estão nos primeiros anos da profissão solene (até dez anos), se reúnem para formação, partilha de vida e partilha acerca da vocação.

Na oportunidade, estiveram presentes Frei Roberto Luiz dos Santos, OFM, Moderador para a Formação Permanente; Frei Vicente Paulo do Nascimento, OFM, frade da Província Santa Cruz (MG) e assessor deste nosso encontro, bem como os demais frades com até dez anos de profissão solene.

Num primeiro momento, o Moderador para a Formação Permanente nos convidou a uma partilha de vida. Após, Frei Vicente Paulo, OFM refletiu conosco acerca do subsídio “Nossa Vocação: Entre abandonos e fidelidade”,  preparado pela comissão para o “Serviço de Fidelidade e Perseverança”, encomendado pelo Capítulo Geral de 2009 e reconfirmado pelo Capítulo Geral de 2015.

Em sua fala, além de nos escutar, nos motivou para a Vida Religiosa Franciscana e também nos provocou sobre os pontos principais da vida franciscana: fraternidade, oração, trabalho, lazer, dentre outros.

Agradecemos a disponibilidade do nosso assessor, Frei Vicente Paulo, OFM, que conduziu de maneira simples e fraterna este momento ímpar para a vida de todos os frades participantes. Que Deus nos abençoe e nos ajude a perseverarmos neste propósito que abraçamos para as nossas vidas.

Fraternalmente,

Frei Alef Henrique Pavini, OFM

Entidades que estiveram à frente da organização da “V Jornada Mundial dos Pobres” no Brasil divulgam manifesto

As organizações e entidades que estiveram à frente da realização, no Brasil, desde o dia 14 de setembro, dasações em torno da V Jornada Mundial dos Pobres, convocada pelo Papa Francisco, divulgam neste sábado, 13 de novembro, um  manifesto no qual denunciam aspectos da realidade brasileira que agravam a situação em que vivem os empobrecidos e empobrecidas.

O manifesto foi produzido Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Sociotransformadora e Setor de Mobilidade Humana da CNBB em parceria com Pastorais Sociais e organismos da Igreja: Semana Social Brasileira, Cáritas Brasileira, Pastoral Carcerária, Pastoral dos Povos de Rua, Pastoral Operária, Pastoral da Mulher Marginalizada, Serviço Pastoral dos Migrantes, Conferência dos Religiosos do Brasil, Conselho Nacional do Laicato do Brasil, Pascom Brasil, Conselho Pastoral dos Pescadores e Signis Brasil.

Conheça abaixo a íntegra do documento e uma versão em formato PDF: CLIQUE AQUI


Manifesto por ocasião da V Jornada Mundial dos Pobres

Nós, da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Sociotransformadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), das Pastorais Sociais e dos Organismos da Igreja no Brasil, em atenção ao chamado do papa Francisco para a celebração do V Dia Mundial dos Pobres, vimos realizando, desde o dia 14 de setembro, a V Jornada Mundial dos Pobres, razão pela qual apresentamos este Manifesto.

Denunciamos o cenário vergonhoso de descaso e de sofrimento dos pobres que se instaurou em no Brasil. Observamos o aumento exponencial de pessoas em situação de empobrecimento e o agravamento do que os especialistas chamam de “pobreza extrema”.

O motivo de nosso protesto é impulsionado pelo convite do papa Francisco, em sua mensagem para o V Dia Mundial dos Pobres, celebrado no dia 14 de novembro deste ano, que nos convoca à reflexão: “Sempre tereis pobres entre vós” (Mc 14, 7). O pobre sempre está entre nós, no entanto, não podemos nos conformar com a indiferença, naturalizar a pobreza e aceitar o desmonte de ações de proteção social aos empobrecidos que vêm ocorrendo no Brasil. Isso tudo, em nome de um poder econômico e de interesses políticos que causam morte.

Potencializamos o clamor que vem dos territórios: dos povos originários e comunidades tradicionais, que sofrem os impactados pelas invasões e grilagens de suas terras, águas e florestas, destruindo suas vidas, culturas, ancestralidades e identidades. Além desses impactos econômicos e socioambientais, enfrentam a onda de violência no campo e os impactos do preconceito e do racismo.

Reconhecemos nossa responsabilidade com o cuidado e a defesa da vida, especialmente dos mais pobres. Por isso, manifestamos nosso repúdio à condição degradante a que é submetida essa parcela da sociedade, com a subtração dos direitos básicos como moradia, saúde, habitação e alimentação. Tal condição se soma à humilhante marca de 15 milhões de pessoas desempregadas e de tantas outras jogadas na informalidade, desalentadas, em condições precárias e de subemprego.

Na questão da moradia, a população pobre não tem condições de pagar o aluguel e é, muitas vezes, submetida às ordens de despejo. Há uma legião de pessoas em situação de rua, à mercê do tráfico e da violência, como únicas formas de sobrevivência; há milhares de migrantes e refugiados em situação de alta vulnerabilidade agravada pela pandemia; as cadeias públicas e presídios estão abarrotados de jovens, a maioria deles pobres, negros, periféricos e muitos indígenas trancafiados por um sistema carcerário que não diferencia homens e mulheres e não lhes garante condições mínimas de sobrevivência e possibilidade de reinserção social.

A pandemia, causada pela Covid-19, afetou todo o planeta, ceifando milhões de vidas, dentre as quais, mais de 610 mil em nosso país, deixando outras milhões de famílias enlutadas e milhares de órfãos. Estas viram seus entes queridos partirem precocemente por conta do descaso dos governantes brasileiros que deixaram prevalecer a ideologia perversa de um negacionismo que mata e deixa morrer.

Manifestamos nossa indignação, por entender que tal quadro não é fruto do acaso, mas fruto de opções governamentais alicerçadas no modelo econômico neoliberal, consequência perversa do capitalismo, que vem empurrando mais de 19 milhões de pessoas para a linha da miséria absoluta, somando-se a outros 100 milhões de brasileiros que estão em estado de insegurança alimentar.

O resultado visível são os flagrantes de pessoas em filas na busca por ossos de animais para se alimentarem ou à procura por comida em caminhões de lixo. São famílias inteiras nesta cena deprimente, na disputa pela sobrevivência, revelando uma triste e inconcebível crise humanitária.

Diante de tal quadro, reivindicamos que nossos governantes se sensibilizem, se comprometam e cumpram o que prevê a nossa Carta Magna, a Constituição Federal, quando estabelece os objetivos fundamentais da República Brasileira: Construir uma sociedade livre, justa e solidária; Garantir o desenvolvimento nacional; e Erradicar a pobreza, a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais.

O impacto da pandemia sobre a humanidade revela o quanto a vida é tênue e a sobrevivência de cada ser humano depende do esforço criativo de todas as pessoas. E, mais, deixa-nos uma severa lição: tudo está interligado e é urgente colocarmos em prática instrumentos e sistemas de equidade que garantam a preservação da vida e a sobrevivência de nossa Casa Comum, o planeta Terra.

Convocamos cristãs e cristãos, mulheres e homens de boa vontade, a exercemos com firmeza e a fazermos um coro em uníssono denunciando estas injustiças e assumirmos, em nossas vidas, as recomendações do papa Francisco para que enfrentemos e afirmemos corajosamente e com profetismo:

“Não à uma economia de exclusão”.
“Não à cultura descartável” (EG, n. 53).
“Não à globalização da indiferença” (EG, n. 54).
“Não à idolatria do dinheiro” (EG, n. 55).
“Não à especulação financeira” (EG, n. 56).
“Não ao dinheiro que domina ao invés de servir” (EG, n. 57).
“Não à desigualdade social que gera violência” (EG, n. 59).

Brasil, novembro de 2021
Dia Mundial dos Pobres

Fonte: CNBB

Papa Francisco aos pobres em Assis: “Esperança e resistência partilhadas”

Jane Nogara (Vatican News)

Por ocasião do Encontro de oração e testemunho da quinta edição do Dia Mundial dos Pobres o Papa Francisco foi a Assis nesta sexta-feira, 12 de novembro. Depois de ouvir os testemunhos de alguns presentes e do momento especial de oração o Papa dirigiu algumas palavras aos presentes.

Francisco iniciou agradecendo a presença de todos em Assis e recordando que a cidade de Assis “tem impresso o rosto de São Francisco” que recebeu o chamado para viver o Evangelho à letra. E disse que embora a sua santidade de alguma forma nos assusta porque parece impossível imitá-la, devemos recordar certos momentos da sua vida que valem mais do que os sermões. E falou dos pequenos sacrifícios os “fioretti” que o Santo fazia, que foram reunidos para mostrar a beleza da sua vocação: “somos atraídos por esta simplicidade de coração e de vida: é a própria atração de Cristo, do Evangelho”. O Papa recordou uma dessas passagens quando Francisco vivendo na pobreza extrema conseguia alguma coisa para comer embora fosse pouca ele sempre a considerava como “um tesouro do qual não se sentia digno”, e dizia:

“É precisamente isto que considero um grande tesouro, porque não há nada, mas o que temos nos foi dado pela Providência (…) Este é o ensinamento que São Francisco nos dá: saber contentar-se com o pouco que temos e partilhá-lo com os outros”

Homens e mulheres pedras vivas da Igreja

Ao recordar que o encontro se realizava na Porciúncula, uma das pequenas igrejas que São Francisco pensou em restaurar, o Papa disse: “Ele nunca teria pensado que o Senhor lhe pedisse para dar a sua vida para renovar não a igreja feita de pedras, mas a de pessoas, de homens e mulheres que são as pedras vivas da Igreja. E se estamos aqui hoje é precisamente para aprender com o que São Francisco fez”.

Marginalização espiritual

São Francisco “passava muito tempo nesta pequena igreja a rezar”, continuou o Papa, “recolhia-se aqui em silêncio e escutava o Senhor, o que Deus queria dele. Também nós viemos aqui para isto: queremos pedir ao Senhor que ouça o nosso grito e venha em nosso auxílio. Não esqueçamos que a primeira marginalização de que os pobres sofrem é espiritual”. O Papa recordou e agradeceu a todos os que ajudam os pobres, e disse que fica muito feliz quando “as pessoas param para falar e às vezes rezar com eles”.

Em seguida falou da acolhida.

“Acolher significa abrir a porta, a porta da casa e a porta do coração, e permitir àqueles que batem à porta de entrar. E que podem sentir-se à vontade, sem medo. Onde existe um verdadeiro sentido de fraternidade, existe também a experiência sincera de acolhimento”

A fraqueza pode se tornar uma força que melhora o mundo

Neste ponto do discurso o Papa falou sobre o encontro.

“Encontrar-se é a primeira coisa, ou seja, ir ao encontro uns dos outros com o coração aberto e a mão estendida. Sabemos que cada um de nós precisa do outro, e mesmo a fraqueza, se experimentada em conjunto, pode tornar-se uma força que melhora o mundo”

O Pontífice em seguida abordou a questão dos que afirmam que os responsáveis pela pobreza são os pobres…. além da “hipocrisia dos que querem se enriquecer para além das medidas, se coloca a culpa sobre os ombros dos mais fracos”. E para contrastar o Papa afirmou com veemência:

“É tempo que seja restituída a palavra aos pobres, porque durante demasiado tempo os seus pedidos não foram ouvidos. É tempo que se abram os olhos para ver o estado de desigualdade em que vivem tantas famílias. É tempo de arregaçar as mangas para restituir dignidade através da criação de empregos. É tempo que se volte a se escandalizar diante da realidade de crianças famintas, escravizadas, tiradas das águas quando naufragam, vítimas inocentes de todo o tipo de violência. É tempo que cessem as violências contra as mulheres e as mulheres sejam respeitadas e não tratadas como mercadoria. É tempo que se rompa o círculo da indiferença para retornar a descobrir a beleza do encontro e do diálogo”.

Coragem e sinceridade

Em seguida o Papa comentou os testemunhos das pessoas pobres agradecendo sua coragem e sinceridade. “Coragem, porque quiseram partilhar com todos nós, mesmo que façam parte da sua vida pessoal; sinceridade, porque se mostraram como são e abriram o seu coração com o desejo de serem compreendidos”.

Esperança e resistência

“Percebi um grande sentido de esperança. A marginalização, o sofrimento da doença e da solidão, a falta de muitos meios necessários não os impediu de olharem com os olhos cheios de gratidão para as pequenas coisas que lhes permitiram de resistir”

Por fim o Papa falou sobre resistir além da esperança: “Esta é a segunda impressão que eu percebi e que deriva da esperança. O que significa resistir? Ter a força para continuar apesar de tudo. A resistir não é uma ação passiva, pelo contrário, requer coragem para empreender um novo caminho sabendo que dará frutos”.

Concluindo disse: “Peçamos ao Senhor que nos ajude sempre a encontrar a serenidade e a alegria. Aqui na Porciúncula, São Francisco ensina-nos a alegria que vem de olhar para quem está próximo como a um companheiro de viagem que nos compreende e nos apoia, tal como nós somos para ele ou ela”.

Fonte: Vatican News

“Centenário Franciscano” será anunciado dia 19 de novembro em Greccio

Imagem Ilustrativa (Fonte): Piero Casentini

A Conferência da Família Franciscana publicou ontem, 3 de novembro, uma carta sobre a celebração do Centenário Franciscano. Ela partiu do encontro dos Ministros Gerais das Famílias Franciscanas, que se reuniram em Assis, no dia 2 de outubro passado, para planejar a celebração dos aniversários franciscanos em um único Centenário Franciscano.

Esse Centenário Franciscano, celebrado em diversos centenários, será anunciado no dia 19 de novembro de 2021 no Santuário de Greccio (Rieti), lugar onde “São Francisco quis ver com seus próprios olhos a pobreza em que nasceu Jesus, para ensinar-nos a beleza de um Deus que assume nossa condição humana”.

“Os anos que estamos vivendo estão marcados pela recordação de importantes passagens do itinerário da vida de São Francisco em seu último ano”, explicaram na carta Deborah Lockwood, presidente da Conferência Franciscana Internacional da Ordem Terceira Regular; Tibor Kauser, Ministro Geral da Ordem Franciscana Secular; Frei Massimo Fusarelli, Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores; Frei Roberto Genuin, Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos; Frei Carlos Alberto Trovarelli, Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores Conventuais; e Frei Amando Trujillo Cano, Ministro Geral da Ordem Terceira Regular.

A Família Franciscana chama de único Centenário Franciscano os eventos que, de 2023 a 2026, em torno do Ano Santo de 2025, incluirá: os 800 anos da Regra, o Presépio de Greccio (2023), os Estigmas (2024), o Cântico das Criaturas (2025) e a Páscoa de Francisco (2026). “Busca ser um centenário articulado e celebrado em diferentes centenários”, explicam os ministros.

Segundo a carta, tal distribuição dos centenários “parece oferecer-nos a todos a preciosa possibilidade de fazer memória viva e desafiante do carisma evangélico que o Espírito suscitou na Igreja através de São Francisco. Queremos viver este Centenário Franciscano em profunda comunhão como Família, em todos os países e contextos do mundo em que estamos presentes”.

Para isso, os Ministros Gerais instituíram uma Comissão do Centenário Franciscano e convidaram para participar os Ministro Provinciais das Famílias da Itália Central, ao Custódio do Sacro Convento de Assis e quatro representantes dos Conselhos Gerais. “Reconhecemos a importância deste Centenário, que não se restringe somente a algumas celebrações nos Santuários da Itália Central, mas que busca ajudar-nos – em todo o mundo – a retomar e aprofundar juntos os pontos essenciais de nossa identidade carismática franciscana”.

Fonte: Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil