Santa Clara de Assis: Fundadora da Segunda Ordem (Clarissas)

Imagem Ilustrativa (Fonte): Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil

“Nunca perca de vista, o seu ponto de partida!” (Santa Clara)

O mundo em meio a tantos acontecimentos na Idade Média, no ano de 1193, marcado pelo desmoronamento do sistema feudal, pelo crescimento do comércio e pela pobreza e fome, recebe de Deus uma dádiva, uma bela flor que é cultivada no coração de muitos por tão grande beleza e amor pelo autor de nossa existência, onde no século XII, em Assis, na Itália nasce Clara Favorone, filha de Hortolona Fiuni e Favarone Scifi, uma família considerada nobre na sociedade local e que viviam em um palácio na cidade e tinham muitas propriedades.

Clara pertencente a esta família aristocrática e rica, em seus Escritos podemos perceber que em suas palavras o quanto era profunda o seu modo de ser e agir, que por meio de uma entrega incondicional a esse Senhor que a chamou com amor e fé, mesmo vivendo em um ambiente de riqueza e ostentação, ela ousou respondê-lo com praticidade. Assim, a primeira plantinha de Francisco compreendia que as aparências e os adereços que o mundo oferecia podiam ser enganosos e desviariam do seu amor primeiro, e diante desse desejo interior em estar permanentemente com o Cristo, Pobre, humilde e crucificado foi compreendendo que as coisas desta terra, por mais esplêndidas e exuberantes que fossem, não podiam prender seu coração daquele que quisera doar-se por inteira.

Mulher com espírito profundo de oração e devoção, que pela eucaristia contemplava os mistérios e as maravilhas de Deus em sua vida. Fora admiradora do Poverello de Assis, o qual a instruiu para responder o chamado do Senhor com autenticidade. Clara renunciando à nobreza e à riqueza para viver pobre e humilde, adotou com amor o modo de vida que Francisco de Assis propunha aos frades menores, mesmo diante da resistência de sua família.

Com um gesto audaz, corajoso e inspirador vindo de um profundo desejo de seguir o Verbo Eterno do Pai, também pelo exemplo de Francisco, uniu-se definitivamente ao Senhor vestindo o hábito penitencial, tornando-se virgem esposa de Cristo, humilde e pobre, e a Ele se consagrava. Como Claras muitas mulheres no decorrer da história ficaram deslumbradas pelo amor de Cristo que, na entrega por amor primeiro, preencheu seus corações. E a Igreja toda, se alegra, pois, através da mística que envolve toda vocação consagrada, pela contemplação, demonstra aquilo que será para sempre lembrado, o amor primeiro.

Santa Clara de Assis morreu em 11 de agosto de 1253, aos 60 anos e foi canonizada em 23 de agosto de 1255, pelo Papa Alexandre IV, dois anos após sua morte. É representada com uma roupa marrom, o hábito penitencial, e com uma custódia com o Santíssimo Sacramento. Fora fundadora da Segunda Ordem – as Clarissas, de uma espiritualidade singular e mística voltada inteiramente para a pobreza, a oração e a ajuda aos mais necessitados. Ela própria escreveu a Regra e forma de vida para suas irmãs, de viver o mistério de Jesus Cristo pela luz do Evangelho e como inspiração a vida de São Francisco de Assis.

Que o exemplo de vida de Clara de Assis possam ressoar em nossas vidas como a ternura e o amor de Deus, nos impulsionando a termos um espírito de oração e devoção para melhor servirmos nossa Igreja e aos nossos irmãos e irmãs, sobretudo os necessitados.

Fraternalmente,

Frei Vinícius Alves de Oliveira, OFM

SAV: Fraternidade, minoridade, oração e alegria, marcam o Iº Encontro Vocacional Franciscano, em Marília/SP

“E depois que o Senhor me deu irmãos ninguém me mostrou o que eu deveria fazer, mas o Altíssimo mesmo me revelou que eu devia viver segundo a forma do santo Evangelho.” (Testamento de São Francisco – 1226)

Aconteceu neste final de semana (20 a 22 de maio), na Fraternidade Nossa Senhora de Fátima, em Marília/SP, o 1º Encontro Vocacional Franciscano deste ano. O mesmo contou com a presença assídua de 10 jovens, dos frades do SAV (Serviço de Animação Vocacional), com a ajuda e colaboração dos frades da fraternidade local, e dos aspirantes.

Estes jovens que participaram do Encontro Vocacional vieram de várias regiões onde nossa Custódia se faz presente no serviço de evangelização e missão, a saber: Regional Triângulo Mineiro; Regional Nordeste; Regional Norte e Regional Centro Oeste. Destarte, fora um momento singular na vida de cada um que participou, pois fora uma oportunidade de melhor discernir o chamado do Senhor em sua caminhada e na busca de viver o Evangelho a modo de São Francisco de Assis. 

O encontro tem como eixo norteador fomentar reflexões sobre a vida vocacional segundo os ensinamentos de São Francisco e é destinado àqueles que sentem um chamado maior de Deus para perfazerem seu caminho numa vontade de aprofundar a sua caminhada na fé. E tem como objetivo levar o jovem vocacionado a adentrar e vivenciar a experiência do carisma franciscano na vida em fraternidade, de oração, de partilha e acima de tudo, um pouco de conhecimento da Ordem dos Frades Menores.

O encontro teve uma programação de intensas atividades, as quais envolveram os jovens na realidade de nosso carisma. Portanto, teve já início no dia 20 (sexta-feira), onde a fraternidade local e a equipe dos frades que compõe o SAV acolheram os vocacionados num fraterno convívio servindo um delicioso jantar e em seguida um momento de espiritualidade muito bem preparado pelos aspirantes. 

Frades, Aspirantes e Vocacionados com as Irmãs Clarissas do Mosteiro Maria Imaculada de Marília/SP

Já no dia 21 (sábado) esses jovens tiveram a alegria de poderem celebrar a eucaristia, conhecerem e dialogarem com as nossas irmãs Clarissas, pertencentes à segunda Ordem que nosso Pai Seráfico fundou juntamente com Santa Clara de Assis, momento este de grande valia para entendermos a completude e riqueza que há em nosso carisma franciscano espalhado por todo mundo.

Dando sequência às atividades realizadas deste dia, tivemos ainda um café da manhã no Bosque Municipal Rangel Pietraroia da cidade de Marília/SP, e os vocacionados foram interpelados e exortados por uma formação acerca do Testamento de São Francisco assessorada por Frei Everton Piôtto, OFM, então vigário do Santuário de Nossa Senhora Aparecida da cidade de Olímpia/SP.

À tarde foram realizados serviços à fraternidade local, onde cada um pode doar um pouco de si no trabalho e cuidado com a Casa Comum, após tivemos esporte e a noite, rezamos a Coroa Franciscana meditando os mistérios das Alegrias de Nossa Senhora e finalizamos nos confraternizando no recreio fraterno. O encontro encerrou-se no dia 22 (Domingo), onde rezamos o Ofício Divino das Comunidades e celebramos a eucaristia, e posterior almoçamos. 

Entretanto, durante estes dias, os vocacionados foram convidados a refletir sobre o encontro consigo mesmo e com os irmãos, o encontro de São Francisco com o Crucificado, o encontro de São Francisco com o leproso e o encontro com Clara de Assis.

Enfim, o Senhor necessita de operários para messe, pois a messe é grande e os operários são poucos (cf. Lc 10,1-9). E rogamos ao Senhor que caminha sobre as águas que envie discípulos missionários para tua Igreja e para a Ordem, e acima de tudo dê perseverança aos que estão neste caminho como Frades Menores, para que leve ao mundo e por onde estiver o carisma franciscano na alegria e no amor. Contamos com suas orações pelas vocações franciscanas. Paz e Bem!

Fraternalmente,

Frei Vinícius Alves de Oliveira, OFM

JUFRA de Bebedouro/SP e de Ribeirão Preto/SP celebram juntos o dia dos Jufristas

Neste dia 06 de março em que a Família Franciscana celebra Santa Rosa de Viterbo, padroeira da JUFRA, a Juventude Franciscana de Ribeirão Preto/SP e de Bebedouro/SP celebraram juntos o seu dia.

Iniciaram o encontro às 9h com a Celebração da Santa Missa que foi Presidida por Frei Israel Costa Cardoso, OFM, na Matriz Paroquial de Santo Antônio Maria Claret e Frei Galvão. Nesta, contou-se também com a presença dos Assistentes Espirituais das duas fraternidades: Frei Suelton Costa de Oliveira, OFM (Bebedouro/SP) e Frei Lucas de Oliveira Santos, OFM (Ribeirão Preto/SP).

Após a celebração da eucaristia, os irmãos e irmãs se reuniram para um momento de dinâmicas e de entrosamento entre si. Em seguida, almoçaram e nesta contaram com a presença de toda a Fraternidade dos Frades de Ribeirão Preto/SP.

Uma mensagem foi refletida e lida na qual reflete a espiritualidade da Fraternidade da Juventude Franciscana e que disponibilizamos por ser tão verdadeira e motivadora para cada um e cada uma que abraça essa vida e pretende conhecê-la.

Eis o texto:


“SER JUFRISTA”

Ser Jufrista é recordar! O que dizer de um dia que remete a tantas recordações… Recordações pessoais, coletivas, de perto, de longe, tranquilas e até um tanto turbulentas… Mas sempre fraternas!

Ser Jufrista é lembrar na pele! São memórias que renascem e que nos fazem sentir o calor de um abraço de um irmão/irmã que talvez já nem faça parte da fraternidade; o frio da manhã quando é preciso acordar cedo para os eventos “Jufrais”; o cheiro do café da mãe de uma irmã da fraternidade; o som de um pássaro que cantava em um retiro; o gosto da comida nas confraternizações; as cores e a criatividade na confecção das camisas que identificam nossa JUFRA local.. todos os sentidos ficam aguçados com essas memórias que esse dia suscita.

Ser Jufrista é recomeçar! É certo que por mais que saibamos e tentemos seguir nossos ideais, sempre nos deparamos com momentos em que o cansaço, as frustrações, a correria do dia-a-dia nos desmotiva a continuar. Aí a gente lembra: Pouco ou nada fizemos, vamos recomeçar… E tudo se renova! Buscamos uma força que parece brotar lá do fundo da gente e vai crescendo, crescendo e quer sair de nós, não cabe em nós. Sentimos a necessidade de dividir com os irmãos e irmãs e contagiar todo mundo. Isso é ser Jufrista!

Ser Jufrista é encarar desafios! Quantos de nós nunca se imaginou em um serviço na fraternidade e quando se deu conta já fazia parte de uma equipe regional, nacional… Se isso ainda não aconteceu com você, meu irmão e minha irmã, prepare-se!

Ser Jufrista é conhecer o outro! É perceber a unidade nas diferenças. Lembremo-nos do irmão que faz uma ata como ninguém; daquele que sempre chega atrasado, mas que alegra a turma toda; do irmão que toca; da irmã que canta e encanta; daquele que está sempre disposto a ajudar; daquela que sempre tem uma palavra a dizer…

Nossa fraternidade é linda!

Ser Jufrista é sair em missão! Nossos trabalhos nas Jornadas de Direitos Humanos, nossas manifestações nos Gritos dos Excluídos, nossas mobilizações em tantos projetos, nossas orações em cada campanha, nossa participação nos eventos da JUFRA desde os encontros na fraternidade, passando pelos congressos regionais e nacionais até internacional. Quanto pé na estrada, hein?! Quanta luta!

Ser Jufrista é ser vigilante! Não tem nada mais cansativo que ficar horas aprovando estatuto e concluindo pautas até tarde nos encontros por aí a fora… Formadores que viram madrugadas preparando encontros e irmãos que mandam mensagens às três da manhã pra desejar um feliz dia do Jufrista! Equipes que ficam horas em reuniões para que tudo saia certo nos materiais e nos encontros da JUFRA. Mas tudo vale a pena… Pois aquilo que fazemos com amor não nos enfraquece, ao contrário, nos acrescenta.

Ser Jufrista… é algo tão peculiar, mas também tão simples. Tão pessoal e também tão grupal. E a cada momento, a cada vivência, nos definimos de maneira própria, singular. E pra você? O que é ser Jufrista? Pense nisso! Que nesse dia possamos nos reconhecer com tudo que somos, com tudo que temos como jovem franciscano. E que com nosso jeito de ser possamos transformar o mundo a nossa volta!”

Gleice Francisca


Imagem Ilustrativa (Fonte): Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil

Viva Santa Rosa de Viterbo! Viva os jufristas! Parabéns!

PAZ e BEM!

Frei Suelton Costa de Oliveira, OFM (Assistente da JUFRA – Bebedouro/SP)

Mensagem do Ministro Geral para o Natal

Roma, 8 de dezembro de 2021

A todos os Frades Menores da Ordem

A todas as Irmãs Pobres da Ordem de Santa Clara

Aos irmãos e amigos da nossa Ordem

Caros Irmãos e Irmãs, o Senhor lhes dê a paz!

Eu gostaria de entrar com vocês nos sentimentos de São Francisco, quando naquele Natal de 1223 satisfez o inquieto impulso de encaminhar-se entre as rochas e os bosques em torno da vila de Greccio. Não sozinho, mas acompanhado pelos seus irmãos e por uma humanidade simples e pobre, feita de camponeses, de gente humilde. O que impulsionou Frei Francisco a viver aquele Natal foi o desejo irresistível de ver com os seus olhos a pobreza em que o Senhor Jesus quis nascer. E isto para crer que Ele – crucificado e ressuscitado – está presente, vivo e glorificado no Espírito Santo, escondido sob parca aparência de pão até o dia de seu retorno.

Clara viverá deste olhar estupefato e amoroso que nutre a sua fé e a concentra na pobreza de Jesus, desde o seu nascimento, ao longo de toda a sua vida, até à cruz. A vida de Clara é transformada e feita em tudo semelhante ao Crucificado pobre, juntamente com suas irmãs.

Ver e crer são dois verbos, sabemo-lo bem, centrais na vida de São Francisco.

Ver lembra-nos a “fisicidade” da fé de Francisco: não lhe basta pensar, mas ele quer ver com os olhos, tocar com as suas mãos, sentir o cheiro com o nariz, ouvir com seus ouvidos, degustar com a sua língua. Em suma, toda a sua pessoa, os seus sentidos, são colocados em movimento pelo desejo, por aquilo que mais profundamente o move. A fé é simplesmente vida para ele.

Pergunto-me se ainda tenho forte em mim o desejo de ver e de tocar o Senhor. Talvez outra coisa me move muito mais. Então tenho necessidade, como Francisco, de sair da minha zona de conforto e de colocar-me a caminho para um lugar diferente e talvez hostil, a que aludem o bosque e as rochas de Greccio. É aqui que posso escutar de novo aquele desejo que habita em mim, no gemido próprio da criação, nossa casa comum: ver o Senhor Jesus no mistério da sua pobreza e fraqueza, abrir-me e abrir- -nos ainda no Espírito a um renovado encontro com Ele.

Francisco viveu este encontro de modo “físico”: toca o corpo do Senhor no Evangelho, lido e escutado a cada dia; ele o vê no leproso, nos seus irmãos, nos sacerdotes pobrezinhos, nos pecadores; a pobreza de Jesus no paradoxo da condição humana, magnífica, mas ao mesmo tempo destinada à morte. Finalmente libertado do amargor e do medo, olhou nos olhos esta fragilidade.

Do encontro com Jesus floresce para ele a alegria da fé, o olhar novo do homem ressuscitado que vê a presença de Deus em todas as criaturas e por isso o louva e lhe restitui todo bem.

Crer: a fé é acesa por aquele encontro que me tocou e deixou o seu sinal na carne da minha vida. O nosso crer individual nasce e é guardado pelo grande “sim” da fé da Igreja. É este o ato que aquele ver, aquele tocar e deixar-se alcançar realiza. Procuremos o eco deste “sim” mesmo na misteriosa viagem que, por caminhos diversos, tantas pessoas fazem em direção ao Mistério.

O ver sem crer poderia deixar a minha fé à mercê da emoção do momento.

Um crer sem ver poderia reduzir a fé a uma ideia que simplesmente não tem nada mais a ver com a minha vida e cai, mesmo quando exteriormente continuo a realizar os atos religiosos.

A alegria é o sinal que mostra que nossa fé ainda está viva; a tristeza e o lamento são a câmara de gás da fé que lentamente se narcotiza, perde o contato com a “fisicidade” da nossa carne, da vida e se torna só intelectual ou moralista. Ou desaparece.

Estejamos vigilantes, irmãos e irmãs benditos, porque isto pode acontecer também a nós e de fato acontece, quando: dou como garantida a fé e não cuido de modo criativo da vida de oração no silêncio e na contemplação, perco o contato com a palavra de Deus, deixo que a Eucaristia se torne uma rotina, não recorro alegremente ao Sacramento da Reconciliação, separo a fé da vida, não perdoo e não gasto a minha vida pelos outros, me distancio dos pobres e me adapto a uma vida cômoda e garantida.

Ver e crer, eis os passos de Francisco, desarmadores na sua simplicidade e profundidade.

Neste Natal de 2021, vivamos ainda a espera do Senhor que nutre a fé. Ele está presente no lusco-fusco deste tempo que nos pede escuta, discernimento e decisão:

– o medo difundido da pandemia que parece não ter fim e nos está modificando, inclusive o lugar que a ciência e a tecnologia ocupam como nunca e em nenhum lugar;

– a solidariedade que tantos colocaram em campo nesta emergência, como não pensávamos;

– o amontoar-se de tantos migrantes e refugiados em tantas fronteiras, com o senso de impotência que isto nos dá;

– os sinais concretos de acolhida e de abertura ao outro, pagando pessoalmente;

– o sofrimento de nossa irmã terra, arranhada pela fadiga de tantas mulheres, homens e crianças na sua dignidade física e moral;

– os sinais de resistência e de responsabilidade para com o futuro da nossa casa comum, sobretudo dos mais jovens;

– os focos de guerra, de terror e de repressão espalhados pelo mundo, tantos de que não se tem notícia;

– o trabalho silencioso de quem se torna de muitos modos operador e mediador de paz e de justiça.

Este elenco poderia continuar. Somos chamados a celebrar o Natal com os olhos capazes de ver esta realidade em nós e em torno de nós. Cada um, a partir de si mesmo, dê um passo em direção àquele bosque de Greccio entre as rochas para ver um Menino que nasce exatamente nesta realidade pobre.

Neste Natal, creio que sou e somos chamados a ver e crer em um mundo novo.

No-lo pede o tempo que vivemos, o qual termina com toda segurança, mesmo religiosa.

No-lo pede a própria dinâmica da fé, que é caminho, busca, adesão sempre renovada.

No-lo pede a nossa vida religiosa, que hoje exige uma profunda ressignificação nos diferentes contextos em que vivemos no mundo.

No-lo pede também o medo que talvez ainda temos de Deus: recordemos que Ele nos dá tudo e não nos tira nada; oferece-nos a si mesmo como um pai que faz com seus filhos; revela-nos o seu rosto de misericórdia e de graça para que a nossa humanidade viva.

No-lo pede o fato de que hoje a fé perde sentido para a vida de tantas pessoas no mundo e frequentemente também para nós que escolhemos o seguimento do Senhor.

Francisco surpreende-nos como sempre e indica-nos a estrada que leva a Greccio, isto é, aos lugares remotos, distantes das grandes rotas, para redescobrir exatamente aí a possibilidade de um crer novo, rico também hoje de vida e de futuro, a buscar como peregrinos na noite.

O meu voto para este Natal de 2021 está todo aqui: que possamos abrir os olhos no Espírito Santo e crer no mistério da pobreza de Jesus e da sua Santíssima Mãe. E a partir destes “olhos espirituais” deixar reacender a chama da fé. Acesos pelo fogo do Espírito Santo, nós nos tornaremos sempre mais incandescentes contra todo imobilismo gélido do coração. Seremos assim, nas diversas partes do mundo que habitamos, aquele sinal profético que somos chamados a ser por vocação, presença de Cristo crucificado e ressuscitado para cada irmão e irmã que o Senhor nos permite encontrar. Eis o sinal profético que Francisco e Clara foram no calor da sua fé, que foi busca humilde – e não sua posse – da Presença do Vivente em todas as criaturas.

Eis o sinal que podemos ser cada vez que não tivermos medo de ainda ver e crer.

Bom Natal, irmãos e irmãs, e recordemos uns aos outros o Senhor que vem.

Seu irmão e servo,

Fr. Máximo Fusarelli, OFM (Ministro Geral)

Fonte: OFM

Ordem Franciscana Secular (OFS) elege novo governo geral

De 13 a 21 de novembro é celebrado o XVI Capítulo Geral da Ordem Franciscana Secular. Ontem, dia 17 de novembro, na presença de Frei Massimo Fusarelli, Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores, os 57 Capitulares elegeram o novo Governo da OFS para o próximo sexênio.

Durante a celebração da Santa Missa, Frei Massimo iniciou a sua homilia dizendo: “A oração que abriu a nossa celebração, fez-nos pedir a graça de reconhecer Cristo nos pobres e necessitados: reconhecer é um dom que vem de Deus, como diz São Francisco no Testamento: ‘O Senhor me concedeu …’ por outro lado acrescentou que o grito do Evangelho no dia da festa de Santa Isabel lembra aos capitulares que “ser abençoado significa receber uma graça, entre elas a de reconhecer Cristo nos necessitados”.

No final da homilia, Frei Massimo convidou os Capitulares a se apaixonarem por Cristo, a amar a realidade, a ouvir a voz de Deus e a “deixar-se transformar pela presença do Senhor…. na escuta orante da Palavra de Deus: é aqui que podemos ser gradualmente transformados pela força do Espírito para nos tornarmos diligentes e incansáveis ​​na caridade”.

Para os próximos seis anos, as capitulares elegeram Tibor Kauser, da Hungria, e Mary Stronach, dos Estados Unidos, como Ministro Geral e Vice-ministra Geral, respectivamente. Juntamente com eles foram eleitos os membros do Conselho de Presidência: para a Ásia-Oceania Francis Park; para a África francófona e as ilhas Adolfo Assagba, para a África inglesa e portuguesa Eremenciana Chinyama; para a Europa do Norte Dina Shabalina; para a Europa do Sul e Mediterrâneo Noemi Paola Riccardi; pela América do Norte e Central Ana María Raffo; pela América do Sul Noemí Diana Silvia e pela Jufra Luis Feliz Chocojay.

Com o tema do Capítulo Geral “animar e orientar uma liderança servidora”, o novo Ministro e seu Conselho se comprometem na missão de animar a grande Fraternidade Franciscana Secular no mundo, vivendo “no mundo o Evangelho no estilo do Poverello, sine glossa e assumir o Evangelho como forma e regra de vida”, segundo a exortação do Papa Francisco ao receber os Capitulares na audiência de 15 de novembro de 2021.

Fontes: Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil / OFM

Carta do Ministro Geral para a Solenidade de Santa Clara

Vivamos segundo a perfeição do Santo Evangelho

Em 2021, recordamos os 800 anos da Regra não bulada, um precioso texto que ainda nos fala, em maneira extraordinária, da inspiração evangélica de S. Francisco e, ao mesmo tempo, nos faz olhar para Santa Clara.

No prólogo lemos (RnB Prólogo 2):

Esta é a vida, que Frei Francisco pediu do Senhor Papa lhe fosse concedida e confirmada; e ele a concedeu e a confirmou para ele e para os seus irmãos presentes e futuros.

E na conclusão escutamos:

Peço a todos os irmãos que aprendam a carta e o significado das coisas que nesta vida foram escritas para a salvação de nossa alma, e de chamá-la frequentemente à memória.

São Francisco fala de uma vida, a qual entrega aos seus irmãos e que encontra sua fonte e inspiração no seguir o ensinamento e os rastros do Senhor nosso Jesus Cristo (RnB 1,1).

A ligação que, na Regra não bulada amarra o Evangelho à vida e a vida ao Evangelho, é constante em Francisco, que o propõe também a Clara e às suas irmãs em dois breves e intensos escritos:

Pois, por divina inspiração … tendes escolhido viver segundo a perfeição do santo Evangelho, quero e prometo de sempre ter a vós como meus irmãos, por meio meu e por meio deles, cuidado diligente e solicitude especial (Forma de vida 1-2).

Eu, Frei Francisco pequenino, quero seguir a vida e a pobreza do altíssimo Senhor nosso Jesus Cristo e de sua santíssima Mãe e perseverar nela até o fim. E vos peço, minhas senhoras, e vos aconselho que vivais sempre nessa santíssima vida e pobreza (Última vontade 1-2).

É um conselho que Francisco dirige àquelas que ele chama de minhas senhoras e junto está o núcleo carismático que une numa mesma forma de vida – vivida em modalidades e condições diferentes – os irmãos e as irmãs. O Pobre promete de ter cuidado diligente e solicitude especial pelas irmãs exatamente dentro dessa comunhão no carisma, que une irmãos e irmãs no sentido mais genuíno.

Se na Regra não bulada tem confluído o percurso dos primeiros anos de experiência evangélica dos frades, sedimentando-se naquele texto através de um contínuo confronto entre a vida, que é movimento por definição, e a regra, que lhe fixa os fundamentos, Francisco sabe que Clara intui e vive essa circularidade de vida e Evangelho e a propõe sem medo.

Aquilo que nos une é, então, exatamente essa ligação entre vida e Evangelho, onde uma ilumina o outro e dele recebe inspiração contínua. Se for verdadeiro, de fato, que o Evangelho orienta a vida à conversão, é também verdadeiro que a vida nos ajuda a escutar a palavra evangélica no caminho sempre novo da existência, imersa na mudança da história.

A palavra evangélica ilumina e transforma a vida e é, por vez, iluminada pela palavra da vida dos varões e mulheres que encontramos, os pequenos e os pobres de nosso tempo, da criação e também de todos os que encontramos no caminho de busca do sentido e da verdade.

Temos necessidade de um pouco mais de vida verdadeiramente acolhida, vivida, amada, doada, partilhada a fim de acolher a palavra evangélica, sem a qual o livro de nossa existência permanece selado.

Não nos podemos embrulhar a nós mesmos na busca de nossa identidade franciscana clariana, sem o confronto e o diálogo contínuo com o caminho na vida, nosso e de muitos outros, neste tempo único.

O Evangelho nos chama à conversão e acende em nós o chamado à radicalidade da fé, feito de busca da face do Senhor nov seguimento de Jesus; o dom da vida chamanos à radicalidade do dom de si mesmo como cifra decisiva para uma existência plena.

O seguimento radical de Cristo pobre e crucificado associou Francisco e Clara, no espaço de uma fraternidade vivida na minoridade e na pobreza, como a de quem renuncia a apoios e garantias.

O claustro de Clara vivido com suas irmãs em São Damião e aquele de Francisco vivido com os seus irmãos nas estradas do mundo, nos pedem de buscar juntos aquilo que verdadeiramente nos une e de ser, com a vida, palavra profética para nosso tempo.

Percebo profundamente que essa é nossa comum vocação na Igreja de hoje para o mundo, que Deus ama: escutar e acolher a palavra evangélica, para que a vida seja transformada e permita exprimir a força do Espírito que nela habita e a deseja levar rumo à sua plenitude que é a vida eterna, o amor do Pai e do Filho e do Espírito Santo, eterna dança aberta a todas as criaturas. E essa plenitude tem o nome de vidas libertadas e remidas, capazes o=por isso de tornar-se
verdadeiramente fraternas e fermento de Fraternidade para muitas e muitos, hoje.

Caras Irmãs Pobres!

Nesta primeira mensagem que a vós dirijo com simplicidade, peço-vos de fazermos juntos esse percurso entre a vida e o Evangelho e custodiar-nos como irmãos menores, vossos irmãos, na confiança que é possível ainda hoje de viver nossa vocação, tão bonita e carregada de esperança para este tempo.

Empenhar-me-ei em ter para convosco, em nome de São Francisco, aquele cuidado e solicitude que estão fundados na vida segundo o Evangelho, nossa comum e extraordinária vocação. Sejamos memória uns para com as outras desse fogo.

Enquanto confio à vossa fiel intercessão o caminho de nossa Ordem, que no recente Capítulo geral encontrou um ponto importante de inspiração e novo recomeço, prometo-vos de recordar-vos cada dia ao Senhor, para que nossas vidas sejam evangelizadas e transformadas pela potência do Espírito do Senhor e se tornem muita transparência de Sua Misericórdia.

A Virgem feita Igreja nos acompanhe neste caminho. Com minha fraterna saudação e abraço a todas vós, com a Bênção de São Francisco e o cuidado de Santa Clara.

Roma, 11 de agosto de 2021
Solenidade de Santa Clara

Fr. Massimo Fusarelli, OFM
Ministro Geral e Servo

Fonte: Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil

SAV e Irmãs Franciscanas: “Vocação” à Vida, à amizade com Deus e à Santidade, marcam o encontro com os jovens e adolescentes de Louveira/SP

Encontro com os jovens e adolescentes de Louveira/SP, via Google Meet

Com o desejo de aproximarmos sempre mais das juventudes e adolescentes, também respondendo ao apelo do papa por ocasião do Sínodo das Juventudes em 2019, de discutirmos sobre Vocação, nos reunimos na tarde do dia 26 de junho (sábado), de forma remota, pelo Google Meet, com os adolescentes e jovens da cidade de Louveira/SP, onde estão presentes as Irmãs Franciscanas da Penitência.

Participaram deste encontro representantes do SAV das Irmãs Pequenas Missionárias Eucarísticas, da nossa Custódia Franciscana (OFM) e das anfitriãs, Irmãs Franciscanas da Penitência.

Foi uma oportunidade de conversarmos com os adolescentes e jovens sobre “Vocação”, tomando como referência o documento “Christus vivit”, do papa Francisco. O encontro foi coordenado pelas irmãs Franciscanas da Penitência e a Irmã Lucelaine, Pequena Missionária Eucarística, nos brindou com o tema numa reflexão bastante interessante, com linguagem acessível e profunda. Depois tivemos oportunidade de deixarmos nossa mensagem também.

A grande provocação do Papa Francisco e que ficou destacada neste encontro é percebermos a “Vocação” como um chamado de Deus primeiro à vida, depois o chamado à Amizade com Ele e por fim, o chamado à Santidade. Finalizamos o encontro desejosos de que todos, sobretudo os adolescentes e jovens, possam reforçar a certeza do Amor de Deus e construírem sua vocação com capacidade de responder às necessidades do mundo e interferir com autenticidade na realidade que estão inseridos.

Que Deus nos ajude nessa missão de animar as vocações e provocar a todos na construção de uma cultura vocacional, que proporcione ao outro a realização pessoal e o encontro com o Senhor e seu projeto de amor.

Frei José Aécio de Oliveira Filho, OFM (Coordenador – SAV)

Bate-Papo Vocacional: Religiosos(as) apresentam aos jovens vocacionados(as) um pouco de nossas obras sociais

Neste último sábado (19), às 17h, aconteceu mais um Bate-Papo Vocacional voltado para os(as)  jovens vocacionados(as). O encontro foi online, via Google Meet, preparado pelo SAV ( Serviço de Animação Vocacional ) da Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus, Irmãs Pequenas Missionárias Eucarísticas e as Irmãs Franciscanas da Penitência!

O objetivo do bate-papo foi apresentar e partilhar com os vocacionados(as), a importância da missão social da Ordem e Congregações Franciscanas. Através da explicação da presença franciscana em solidariedade com os nossos irmãos e irmãs, foi apresentado a diversidade de trabalhos que são realizados: Atendimentos as crianças, adolescentes, famílias e pessoas em situação de rua.

Na dinâmica da formação humana e espiritual, a missão franciscana social promove a vida com esperança, motivando-os para a dignidade de vida, pois a vida é Dom de Deus! Com olhar fraterno para com as crianças, os adolescentes e nossos irmãos e irmãs em situação de rua, contamos com os nossos benfeitores, voluntários(as) e muitas outras pessoas que colaboram com doações para com estes serviços.

Após a acolhida inicial, o bate-papo foi iluminado com uma oração espontânea e a oração do Pai-Nosso.  No final, rendemos graças a Deus pela vida e trabalho de todos os religiosos que doam a sua vida, findando com a benção de Santa Clara.

Obrigada aos vocacionados(as) pela participação com grande dedicação e disponibilidade, buscando a conhecer e aprofundar acerca do trabalho social na vida franciscana, lugar de proximidade para com os mais necessitados.

Fraternalmente,

Ir. Creudimar de Oliveira, IFP


ENTRE EM CONTATO CONOSCO:

  • Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus

Frei José Aécio de Oliveira Filho, OFM | +55 (16) 99050-9750

  • Irmãs Franciscanas da Penitência

Irmã Marta Melo da Silva, IFP | +55 (16) 98121-1568

  • Irmãs Pequenas Missionárias Eucarísticas

Irmã Lucelaine Pontes Ribeiro, PME |  +55 (17) 99606-2204

SAV e Irmãs Franciscanas: Testemunhos missionários marcam os(as) jovens vocacionados(as) no “3º Bate-Papo Vocacional”

Na tarde de ontem, sábado (15), aconteceu o “3º Bate-Papo Vocacional” de maneira remota, via google meet. Uma iniciativa do SAV (Serviço de Animação Vocacional) de nossa Custódia, em conjunto com as Irmãs Franciscanas da Penitência e as Irmãs Pequenas Missionárias Eucarísticas, promovido a todos(as) os(as) jovens vocacionados(as).

O objetivo do encontro foi partilhar um pouco do carisma franciscano nas suas mais variadas vertentes, possibilitando aos jovens (rapazes e moças) conhecer um pouco mais sobre a nossa vida, bem como tirar dúvidas referentes aos institutos, congregações e ordens.

O Bate-Papo Vocacional contou com a presença dos frades do SAV Custodial; das irmãs responsáveis pelo SAV de ambas as congregações e dos jovens dos mais variados lugares, dos quais nossa Custódia e as congregações das irmãs abrangem. Como fio condutor, o encontro teve como tema: “A evangelização missionária das Franciscanas e dos Franciscanos”.

Tendo a missão como temática deste encontro, o bate-papo contou com a presença de alguns convidados: Frei Patrick, OFM e Frei Suelton, OFM que atualmente residem em Capaccio/Itália; a Irmã Vilma, IFP, que reside na Bolívia e da Irmã Janete, PME, que no momento, reside no Peru.

Agradecemos a Deus pelo dom das vocações e pedimos vossas orações para todos os religiosos e religiosas, hoje de modo especial, por todos os que doam suas vidas em frentes missionárias. Rogamos também por estes jovens vocacionados, para que saibam discernir e escutar a vontade de Deus para as suas vidas! 

Com Francisco e Clara de Assis louvamos ao Senhor!

PAZ e BEM…

Irmã Aniele Cabral, PME e Irmã Lucelaine Pontes Ribeiro, PME


ENTRE EM CONTATO CONOSCO:

  • Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus

Frei José Aécio de Oliveira Filho, OFM | +55 (16) 99050-9750

  • Irmãs Franciscanas da Penitência

Irmã Marta Melo da Silva, IFP | +55 (16) 98121-1568

  • Irmãs Pequenas Missionárias Eucarísticas

Irmã Lucelaine Pontes Ribeiro, PME |  +55 (17) 99606-2204

Vocacionados(as) participam do “2º Bate-Papo Vocacional” promovido pelo SAV Custodial e Irmãs Franciscanas

Aconteceu na tarde de ontem, sábado (17), o “2º Bate-Papo Vocacional” misto de maneira online, iniciativa do SAV (Serviço de Animação Vocacional) de nossa Custódia, em conjunto com as Irmãs Franciscanas da Penitência e as Irmãs Pequenas Missionárias Eucarísticas.

O encontro teve por objetivo, mostrar um pouco do carisma franciscano nas suas mais variadas vertentes, possibilitando aos jovens (rapazes e moças) conhecer um pouco mais sobre a nossa vida, bem como tirar dúvidas referentes aos institutos, congregações e ordens.

O Bate-Papo Vocacional contou com a presença dos frades do SAV Custodial; das irmãs responsáveis pelo SAV de ambas as congregações e dos jovens dos mais variados lugares, dos quais nossa Fraternidade Custodial e as congregações das irmãs abrangem. Como fio condutor, o encontro teve como tema “A vida de oração e devoção na vida franciscana”.

Agradecemos a Deus pelo dom das vocações e pedimos vossas orações para todos os religiosos e religiosas, de modo especial por estes jovens vocacionados, para que saibam discernir e escutar a vontade de Deus para as suas vidas! 

Com Francisco e Clara de Assis louvamos ao Senhor!

PAZ e BEM…

Irmã Marta Melo da Silva, IFP


ENTRE EM CONTATO CONOSCO:

  • Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus

Frei José Aécio de Oliveira Filho, OFM | +55 (16) 99050-9750

  • Irmãs Franciscanas da Penitência

Irmã Marta Melo da Silva, IFP | +55 (16) 98121-1568

  • Irmãs Pequenas Missionárias Eucarísticas

Irmã Lucelaine Pontes Ribeiro, PME |  +55 (17) 99606-2204