Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Olímpia/SP será elevada a Santuário Diocesano

Imagem aérea da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Olímpia/SP, pertencente a Diocese de Barretos/SP

A Matriz de Nossa Senhora Aparecida, fundada em Olímpia/SP em meados de 1940 e transformada em Paróquia em 1958, será elevada a Santuário Diocesano no próximo dia 12 de outubro.

O anúncio oficial aconteceu pelo Bispo Diocesano Dom Milton Kenan Júnior na última reunião do clero, após visita paroquial e aprovação do conselho de presbíteros.

A decisão de elevar a Igreja a Santuário é decorrente do incansável trabalho de evangelização, realizado pelos frades franciscanos que desde a vinda dos freis italianos a mais de 60 anos, comunicam e preparam com alegria e fé o povo de Deus.

Nos últimos três anos, o projeto se fortaleceu e Dom Milton solicitou aos frades que já fossem moldando a paróquia para ser um Santuário.

Para o pároco Frei Lucas Lisi Rodrigues, essa elevação é um marco no seu ministério sacerdotal. “Com a graça de Deus estou vivendo um momento marcante na vida de Olímpia e de nossa paróquia. Saber que como pároco, idealizei um sonho que foi concretizado desde a chegada dos primeiros freis em nossa cidade, é motivo de alegria.

Um sentimento de missão cumprida.”O novo Santuário será um sinal de esperança para o povo. Sinal de consolo, conforto, alegria e solidariedade fraterna. São muitos os fiéis que encontram na Mãe Aparecida inúmeros motivos de devoção e fé.

O local espera receber romeiros e devotos, que em peregrinações buscam no Santuário, pagamento de promessas, bençãos, celebrações, confissões e gestos de fé e caridade.

Conhecida carinhosamente como “Igrejinha”, a Paróquia foi erguida em terreno santo, no antigo cemitério da cidade. Admirada pela sua beleza, tem sua estrutura em formato de cruz, altar todo em mármore e pinturas nas paredes internas, feitas pelo artista olimpiense Dakinho, que ordena em sequência cronológica o projeto amoroso de Deus para a vida de Nossa Senhora Aparecida.

Hoje, a igreja se destaca pelo o amplo trabalho, pelas devoções, pelas missas diárias, pelos atendimentos sociais, por pastorais atuantes junto as missões populares.

Fonte: Diário de Olímpia/SP

Lideranças jovens das nossas frentes de evangelização se reúnem com o SAV Custodial e Irmãs Franciscanas

O carisma franciscano é viver o Evangelho na fraternidade e no desejo de atualizar o projeto de Deus na vida e na realidade onde estamos. Por isso, cabe a cada um de nós o passo necessário para garantir uma sociedade e uma Igreja de irmãos. Assim, unidos como frades e irmãs que vivem o carisma franciscano, o Serviço de Animação Vocacional deu mais um passo na proximidade com nossas juventudes.

Depois de ouvirmos suas expectativas, frustrações e alegrias, fizemos nesse domingo, 12 de setembro, mais um encontro para partilhar a vida franciscana e programar as atividades que teremos com as juventudes onde estamos presentes como franciscanos e franciscanas.

Participaram desse momento os frades animadores vocacionais da nossa Custódia, as animadoras vocacionais das Irmãs Franciscanas da Penitência, Irmãs Pequenas Missionárias Eucarística, Irmãs Franciscanas de Cristo Rei e os coordenadores de cada grupo de jovens onde estamos presentes, os frades e as irmãs.

A intenção é assumirmos o chamado do papa Francisco para perceber que a Juventude “é o agora de Deus” e por isso podemos caminhar juntos no processo de despertar, discernir e acompanhar a vocação desses jovens. A vocação, segundo o papa na exortação apostólica pós-sinodal Christus Vivit, “pode ser entendida em sentido amplo como chamado de Deus. Inclui a chamada à vida, a chamada à amizade com Ele, a chamada à santidade”.

Estamos juntos nessa travessia! Que São Francisco e Santa Clara sejam sempre referências na construção de fraternidade, proximidade, empatia e sobretudo seguimento de Jesus Cristo, construindo a Paz e a Justiça.

Deus nos abençoe e nos faça perseverantes na caminhada!

Fraternalmente,

Frei José Aécio de Oliveira Filho, OFM

Irmãos Leigos Franciscanos das quatro obediências, se reúnem de maneira remota para a quarta edição do encontro nacional

No dia 06 de setembro de 2021 realizou-se o IVº Encontro de Irmãos Franciscanos das quatro obediências – OFM, OFMCap, OFMConv e TOR. O último encontro aconteceu em 2019 em Lagoa Seca/PB.

O encontro desse ano, aconteceu de forma online e teve como tema “Portadores de esperança: sinal da bondade e misericórdia de Deus”, tendo como pano de fundo as temáticas da pandemia – a encíclica Fratelli Tutti, o desafio das relações humanas e redes sociais e o contexto de polarização. Como lema, teve o número 27 da Fratelli Tutti: “Quem constrói um muro, acabará escravo dentro dos muros que construiu, sem horizontes” (FT, 27).

Tivemos a participação de irmãos dos quatro ramos franciscanos e, mesmo a distância, foi satisfatório.

Na parte da manhã contamos com apresentações de atividades dos confrades e saudações dos superiores gerais e presidentes de conferências. A tarde fomos assessorados pelo Pastor Henrique Vieira, da Igreja Batista do Rio de Janeiro e de Moema Miranda, leiga da OFS e antropóloga. A noite foi aberta a discussão para os posicionamentos dos confrades, com seus questionamentos e contribuições.

O encontro teve por objetivo primeiro nos proporcionar o encontro (vivamos a cultura do encontro, como nos pede o Papa Francisco). É significativo nos escutarmos mutuamente: nossas histórias, nossos sonhos, projetos, desafios. Nos apoiamos uns aos outros, nos entendemos, pois falamos a partir de um mesmo chão existencial-vocacional: somos simplesmente irmãos! E Claro que tiramos daí uma força motivadora que nos põe em marcha na caminhada da vida e da fraternidade.

Fraternalmente,

Frei Tiago Santos da Silva, OFMCap (Membro da Coordenação)

Tempo da Criação: uma casa para todos, seguindo o exemplo do Padre Dall’Oglio

Giada Aquilino (Vatican News)

A hospitalidade como uma missão de diálogo, como um compromisso para construir um abrigo para o próximo, “para fazer a nossa parte agora e fazê-la juntos”. Assim Cecilia Dall’Oglio, diretora associada dos programas europeus do Movimento Laudato si’, resume o significado do Tempo da Criação 2021, um tempo de cura e esperança ao qual participam todos os anos os cristãos de todas as confissões: recordando a experiência de vida e de fé de seu irmão, padre Paolo Dall’Oglio, que está desaparecido desde 2013, e o compromisso do jesuíta em refundar o mosteiro de Mar Musa na Síria.

Tema e símbolo, um pensamento para o padre Paolo

A partir de amanhã, 1º de setembro, Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, até 4 de outubro, festa de São Francisco de Assis, os fiéis de todo o mundo estarão se mobilizando para renovar sua relação com o Criador e toda a criação através da celebração, da conversão e do compromisso concreto. O tema deste ano é: “Uma casa para todos? Renovar o oikos de Deus”, explica a representante do Comitê Diretor Ecumênico Mundial para o Tempo da Criação, que também aponta a Tenda de Abraão como o símbolo cardeal de todos os eventos. “Penso que padre Paolo, meu irmão, ficaria muito feliz em ver tantas Tendas de Abraão instaladas em todas as comunidades do mundo, nos lugares simbólicos de todos os continentes, tantas declarações de compromisso dos cristãos do mundo inteiro em construir uma casa para todos, em renovar os oikos de Deus, para que a hospitalidade, que é o carisma, um dos pilares da comunidade de Mar Musa, possa ser uma linha na qual todos nós nos movamos: hospitalidade é também abrir espaços, apertar outras mãos”.

O padre jesuíta Paolo Dall’Oglio

Na sua última entrevista em árabe, Cecilia Dall’Oglio recorda: “Padre Paolo disse ‘o que não fizermos agora, vai levar muito tempo para ser feito’: sinto – acrescenta a irmã – este pedido para que sejamos ousados agora, não pararmos dizendo ‘sempre foi feito assim’. Este Tempo da Criação é verdadeiramente a maior oportunidade para dar este testemunho. Nisto sinto claramente a proximidade do meu irmão, que não queria perder aquele momento oportuno até o dom total de si mesmo”.

Como São Francisco

Focalizando a questão “Uma casa para todos?” do tema central, Cecilia Dall’Oglio destaca o quanto é urgente “iniciar um processo de conversão ecológica”: é necessário, explica, que “nossas comunidades parem e reflitam: que rezem ao Senhor para dar-lhes o dom da sabedoria, da razão, do discernimento para entender se estão realmente, como comunidade, construindo uma casa para todos”. “’Renovar os oikos de Deus’ vem de tomar consciência- acrescenta – de que a terra é do Senhor, como tudo o que está nela. Esta terra, esta casa comum, como o Papa Francisco a chama na Laudato si’, este oikos é feito de relações: sabemos que o Criador deu ao homem uma vocação especial para custodiar, cuidar da sua casa, por isso somos chamados juntos para apoiar as corretas relações ecológicas, sociais, econômicas e políticas”.

Cecilia Dall’Oglio com os jovens de Agesci

Portanto, até 4 de outubro, o Tempo da Criação será “uma oportunidade que não se pode perder para reparar esta casa, como São Francisco foi chamado a fazer. A pandemia, que no momento não está afetando as pessoas da mesma maneira, trazendo à tona desigualdades ainda maiores, nos mostrou mais uma vez como esta casa, nossa casa, está em ruínas”. Foi o que recordou o Papa Francisco mais uma vez, no Angelus do passado domingo, sublinhando como o grito da Terra e o grito dos pobres se “tornam cada vez mais graves e alarmantes”, conforme evidenciado na Encíclica Laudato si ‘de 2015, e exigem “uma ação decisiva e urgente para transformar esta crise em oportunidade”. Por isso é necessário urgentemente como definiram os bispos italianos – em sua Mensagem para o 16º Dia Nacional da Custódia da Criação, também amanhã – “uma transição que transforme profundamente nosso modo de vida”.

O Tempo da Criação encoraja a renovar a relação com Deus e tudo o que nos rodeia

Christina Leaño, diretora associada e co-fundadora do Movimento Laudato si’, também ressalta que este é um compromisso que une os cristãos de todo o mundo. Nos últimos sete anos”, afirma, “trabalhamos lado a lado com parcerias ecumênicas, o Conselho Mundial de Igrejas, representantes da Comunhão Ortodoxa, a Igreja Anglicana, os Luteranos e outros, para nos unirmos como seguidores de Cristo no cuidado de nosso planeta”. O resultado foi uma “motivação mais forte para uma colaboração ecumênica” que se traduziu em ações concretas, “desde peregrinações ao longo de rios locais no Canadá até congregações religiosas empenhadas em reduzir o consumo de carne”, de participações a mobilizações pelo clima de jovens de todo o mundo até a inclusão de temas relativos à criação “nas liturgias dominicais na América Latina”.

A carta de Dom Duffé

No sexto aniversário da encíclica “Laudato si”, em 24 de maio passado, Dom Bruno-Marie Duffé, secretário do Dicastério para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral, em uma carta convidou todos os fiéis a promover o Tempo da Criação nas paróquias e comunidades locais, incentivando todas as realidades eclesiais a difundir seu espírito, “ajudando os fiéis a serem conscientes de que viver a vocação de ser guardiães da obra de Deus é parte essencial de uma existência virtuosa, não algo opcional ou mesmo um aspecto secundário da experiência cristã”, como afirmou o Pontífice na encíclica (217). O Tempo da Criação, destacou Dom Duffé, é também “um momento fundamental para os católicos elevarem a voz dos mais vulneráveis e se mobilizarem a seu favor em vista das duas importantes cúpulas da ONU”: a Conferência da das Nações Unidas sobre Biodiversidade (Cop15), programada de 11 a 24 de outubro na China, e a Conferência sobre Mudança Climática (Cop26), em Glasgow, de 31 de outubro a 12 de novembro. O secretário do Dicastério para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral também exortou os fiéis a aderirem a “iniciativas de mobilização como a petição ‘Planeta Saudável, Povo Saudável‘, apelando fortemente para uma ação corajosa para proteger a criação”.

O objetivo da petição, acrescenta Cecília Dall’Oglio é “pedir planos ousados aos governos para tornar realidade as promessas do Acordo de Paris”. Nossos Animadores Laudato si’, presentes em todo o mundo, estão treinando para se tornarem promotores de petições, para que em cada evento realizado para o Tempo da Criação, possam ser coletadas muitas assinaturas e assim serem cada vez mais numerosos ao exigir políticas diferentes”.

Crise e deslocamento climático

Foi o Papa Francisco em seu prefácio às Diretrizes Pastorais sobre o Deslocamento Climático, quem indicou que não sairemos da crise como a do clima ou a crise da Covid “fechando-nos no individualismo, mas somente estando juntos, através do encontro, do diálogo e da cooperação”. O representante do Movimento Laudato si’, que apresentou o documento na Sala de Imprensa da Santa Sé, lembra como ele destaca “a importância de promover campanhas de informação e programas pastorais que ressaltem a gravidade da crise climática e do deslocamento climático, focalizando a face humana da crise e a necessidade de ações urgentes”, combinando assistência humanitária, educação para a reconciliação, proteção dos direitos e da dignidade, oração, liturgia e apoio espiritual e psicológico.

Os jovens de Agesci armaram sua tenda em Assis, diante da Basílica de Santa Clara

A tenda

Entre as iniciativas da edição de 2021 está “Uma tenda para todos”, com um convite para armar barracas em lugares simbólicos. A Agesci, Associação Italiana de Guias e Escoteiros Católicos, o fez na Praça Santa Clara, em Assis. A presidente, Barbara Battilana, recorda que ali mesmo, na Basílica, “está conservado o Crucifixo de São Damião, diante do qual o Pobrezinho de Assis estava rezando quando recebeu o pedido do Senhor para reparar a sua casa”. Para os jovens da Agesci, assegura, “daquele ponto parte um exemplo e uma referência contínua para poder montar as barracas em todos os lugares e transmitir a mensagem de cuidar da nossa casa comum, não como uma empresa individual, mas comunitária”.

“Por outro lado, a Tenda de Abraão”, confirma Cecilia Dall’Oglio, “nos lembra que o Senhor armou sua tenda no meio de nós. Enraizados na fé de Abraão, atravessamos as dificuldades e sabemos como ter uma visão de esperança que nos caracteriza como cristãos. A tenda”, acrescenta, “está aberta em todos os lados porque acolhe, é um espaço de diálogo e é somente no diálogo com todos, inclusive com os não-crentes, que podemos com os outros credos ter sucesso na construção da casa comum. É também o símbolo da essencialidade, da leveza, de uma pegada no chão que não deixa uma marca ecológica pesada para as gerações futuras. A tenda também nos recorda dos que não têm um teto sobre suas cabeças, nos recorda dos refugiados, pensamos em nossos irmãos e irmãs sírios que estão há 10 anos em campos de refugiados no Líbano”, em uma ligação especial que une o Tempo da Criação com o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, em 26 de setembro.

Fonte: Vatican News

Falece Ir. Marlene Inácia, OSC, Madre Fundadora e Vigária do Mosteiro Maria Imaculada de Marília/SP

IRMÃ MARLENE INÁCIA DE JESUS HÓSTIA, OSC
♦  27/12/1949     –     †  02/09/2021

Na noite desta última quinta-feira (02), a Irmã Marlene Inácia de Jesus Hóstia, OSC, Madre Fundadora e atual Madre Vigária das irmãs clarissas do Mosteiro Maria Imaculada de Marília/SP, fez sua páscoa definitiva. Nossa Fraternidade Custodial se une em oração pela sua alma, bem como se solidariza com as demais irmãs que continuam a sua missão terrena.


Uma breve biografia de Ir. Marlene Inácia, OSC

Irmã Marlene Inácia de Jesus Hóstia, OSC, filha de João Inácio da Silva e de Inácia Josefa da Conceição, nasceu em Alagoa Nova/PB no dia 27 de dezembro de 1949 e foi batizada no dia 22 de janeiro de 1950, recebendo o nome de “Marlene Inácia da Conceição”. Cresceu na cidade de São João do Meriti/RJ e entrou para o Mosteiro Nossa Senhora dos Anjos (Mosteiro da Gávea) no Rio de Janeiro/RJ no dia 03 de março de 1975. Sua vestição monástica aconteceu no dia 18 de abril de 1976. Professou os primeiros votos em 25 de março de 1978 e os votos perpétuos no dia 19 de abril de 1981.

Ir. Marlene Inácia de Jesus Hóstia, OSC

Ao longo de sua vida vocacional, foi pioneira e colaborou na fundação de dois mosteiros, o Mosteiro Nossa Sra. de Guadalupe de Caicó/RN no ano 1984 e o Mosteiro Maria Imaculada de Marília/SP em 1999, sendo ela uma das 14 irmãs que vieram para dar início a este Mosteiro, a pedido do então Custódio, Frei Irineu Andreassa, OFM (atual Bispo de Ituiutaba/MG).

Frei Irineu Andreassa, OFM, já como bispo da Diocese de Lages/SC (sua primeira diocese), solicitou em 2011 a colaboração das Irmãs Clarissas de Marília/SP para revitalizar o Mosteiro Nazaré de Lages/SC, onde Irmã Marlene, OSC juntamente com um grupo de irmãs, partiram para esta árdua missão. Após um tempo, retornou para residir no Mosteiro de Marília/SP.

Em 2020 o Mosteiro Monte Alverne de Uberlândia/MG foi filiado ao Mosteiro Maria Imaculada de Marília/SP. Na oportunidade, Irmã Marlene Inácia de Jesus Hóstia, OSC também esteve presente no grupo de irmãs que partiram rumo o Mosteiro de Uberlândia/MG.

Após um tempo, Irmã Marlene, OSC retornou e atualmente residia no Mosteiro Maria Imaculada de Marília/SP, exercendo o serviço de Madre Vigária.


Partilha vocacional de Irmã Marlene Inácia, OSC

Material produzido em agosto (mês vocacional) no ano de 2020, no Mosteiro Maria Imaculada de Marília/SP


Agradecemos a Deus pela dádiva que Ele concedeu a nossa Custódia de poder conviver com a Irmã Marlene Inácia de Jesus Hóstia, OSC, irmã clarissa que viveu boa parte de sua vida terrena em nossa território custodial e regamos a Ele que acolha esta vossa serva na vida Eterna.

Que São Francisco e Santa Clara interceda pelo seu descanso eterno!

R.I.P.

Fraternalmente,

Equipe de Comunicação

Fonte: Arquivos – Mosteiro Maria Imaculada (Marília/SP)

Irmã Aniele e Irmã Fernanda professam os votos solenes em Morrinhos/GO

No último domingo (15), Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, aconteceu na Comunidade/Igreja Nossa Sra. Aparecida e São Sebastião de Morrinhos/GO, a Profissão Perpétua da Irmã Aniele Luiz Cabral, PME e da Irmã Fernanda B. do Espírito Santo, PME, ambas pertencem a Congregação das Irmãs Pequenas Missionárias Eucarísticas.

A celebração eucarística foi presidida pelo nosso Custódio, Frei Fernando Aparecido dos Santos, OFM e concelebrada pelos vários padres religiosos e diocesanos presentes. Contou também com a presença de alguns diáconos.

Com a Profissão Perpétua as irmãs confirmam para sempre a aliança com Cristo, unindo ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo com os fortes e nobres vínculos do amor. Conduzidas e sustentadas pelo Espírito Santo, com fidelidade, tornam sinal da união indissolúvel de Cristo com a Igreja. A Profissão Perpétua exige um empenho definitivo em nossa santificação. Este nobre gesto, dá a possibilidade de colaborar mais eficazmente na santificação dos irmãos.

“A profissão só confirma a eleição de Deus por mim, dando sentido em ser toda d’Ele para sempre!”, afirma a Irmã Fernanda, PME ao conversar com a nossa Equipe de Comunicação. E apresentou que o que a motiva a ser uma religiosa, é o grande amor de Deus por ela e sua misericórdia para com todos os que necessitam de perdão.

Segundo a Irmã Aniele, PME, professar os votos solenes, “é dizer como São Francisco publicamente: ‘É isso que eu quero, é isso que eu procuro e é isso que eu desejo de todo coração’. É entregar a vida para sempre ao Senhor, bem como colocar a vida a serviço da Igreja e de todo o povo de Deus”. O que a motiva a perseverar na consagração a Deus, é  saber que Ele a conduz e a faz instrumento para o serviço do seu Reino.

Agradecemos a Deus pelo dom da vida e vocação destas nossas irmãs e suplicamos as vossas orações pela perseverança, fidelidade e amor ao compromisso assumido. Que Maria, mãe das vocações esteja sempre junto de suas filhas.

Fraternalmente,

Equipe de Comunicação 


Conhecendo um pouco da Irmã Aniele, PME e da Irmã Fernanda, PME

Irmã Aniele Luiz Cabral, PME, nasceu no dia 14 de novembro de 1990 em Morrinhos/GO. Irmã Fernanda B. do Espírito Santo, PME, nasceu no dia 03 de fevereiro de 1989 em Belford Roxo/RJ. Ambas foram revestidas com o hábito religioso no dia 13 de janeiro de 2013 em Olímpia/SP, data esta em que também aconteceu os primeiros votos. Atualmente residem em Barretos/SP, na Cidade de Maria.


Transmissão – Profissão Perpétua

Irmã Aniele Luiz Cabral, PME e Irmã Fernanda B. do Espírito Santo, PME

Carta do Ministro Geral para a Solenidade de Santa Clara

Vivamos segundo a perfeição do Santo Evangelho

Em 2021, recordamos os 800 anos da Regra não bulada, um precioso texto que ainda nos fala, em maneira extraordinária, da inspiração evangélica de S. Francisco e, ao mesmo tempo, nos faz olhar para Santa Clara.

No prólogo lemos (RnB Prólogo 2):

Esta é a vida, que Frei Francisco pediu do Senhor Papa lhe fosse concedida e confirmada; e ele a concedeu e a confirmou para ele e para os seus irmãos presentes e futuros.

E na conclusão escutamos:

Peço a todos os irmãos que aprendam a carta e o significado das coisas que nesta vida foram escritas para a salvação de nossa alma, e de chamá-la frequentemente à memória.

São Francisco fala de uma vida, a qual entrega aos seus irmãos e que encontra sua fonte e inspiração no seguir o ensinamento e os rastros do Senhor nosso Jesus Cristo (RnB 1,1).

A ligação que, na Regra não bulada amarra o Evangelho à vida e a vida ao Evangelho, é constante em Francisco, que o propõe também a Clara e às suas irmãs em dois breves e intensos escritos:

Pois, por divina inspiração … tendes escolhido viver segundo a perfeição do santo Evangelho, quero e prometo de sempre ter a vós como meus irmãos, por meio meu e por meio deles, cuidado diligente e solicitude especial (Forma de vida 1-2).

Eu, Frei Francisco pequenino, quero seguir a vida e a pobreza do altíssimo Senhor nosso Jesus Cristo e de sua santíssima Mãe e perseverar nela até o fim. E vos peço, minhas senhoras, e vos aconselho que vivais sempre nessa santíssima vida e pobreza (Última vontade 1-2).

É um conselho que Francisco dirige àquelas que ele chama de minhas senhoras e junto está o núcleo carismático que une numa mesma forma de vida – vivida em modalidades e condições diferentes – os irmãos e as irmãs. O Pobre promete de ter cuidado diligente e solicitude especial pelas irmãs exatamente dentro dessa comunhão no carisma, que une irmãos e irmãs no sentido mais genuíno.

Se na Regra não bulada tem confluído o percurso dos primeiros anos de experiência evangélica dos frades, sedimentando-se naquele texto através de um contínuo confronto entre a vida, que é movimento por definição, e a regra, que lhe fixa os fundamentos, Francisco sabe que Clara intui e vive essa circularidade de vida e Evangelho e a propõe sem medo.

Aquilo que nos une é, então, exatamente essa ligação entre vida e Evangelho, onde uma ilumina o outro e dele recebe inspiração contínua. Se for verdadeiro, de fato, que o Evangelho orienta a vida à conversão, é também verdadeiro que a vida nos ajuda a escutar a palavra evangélica no caminho sempre novo da existência, imersa na mudança da história.

A palavra evangélica ilumina e transforma a vida e é, por vez, iluminada pela palavra da vida dos varões e mulheres que encontramos, os pequenos e os pobres de nosso tempo, da criação e também de todos os que encontramos no caminho de busca do sentido e da verdade.

Temos necessidade de um pouco mais de vida verdadeiramente acolhida, vivida, amada, doada, partilhada a fim de acolher a palavra evangélica, sem a qual o livro de nossa existência permanece selado.

Não nos podemos embrulhar a nós mesmos na busca de nossa identidade franciscana clariana, sem o confronto e o diálogo contínuo com o caminho na vida, nosso e de muitos outros, neste tempo único.

O Evangelho nos chama à conversão e acende em nós o chamado à radicalidade da fé, feito de busca da face do Senhor nov seguimento de Jesus; o dom da vida chamanos à radicalidade do dom de si mesmo como cifra decisiva para uma existência plena.

O seguimento radical de Cristo pobre e crucificado associou Francisco e Clara, no espaço de uma fraternidade vivida na minoridade e na pobreza, como a de quem renuncia a apoios e garantias.

O claustro de Clara vivido com suas irmãs em São Damião e aquele de Francisco vivido com os seus irmãos nas estradas do mundo, nos pedem de buscar juntos aquilo que verdadeiramente nos une e de ser, com a vida, palavra profética para nosso tempo.

Percebo profundamente que essa é nossa comum vocação na Igreja de hoje para o mundo, que Deus ama: escutar e acolher a palavra evangélica, para que a vida seja transformada e permita exprimir a força do Espírito que nela habita e a deseja levar rumo à sua plenitude que é a vida eterna, o amor do Pai e do Filho e do Espírito Santo, eterna dança aberta a todas as criaturas. E essa plenitude tem o nome de vidas libertadas e remidas, capazes o=por isso de tornar-se
verdadeiramente fraternas e fermento de Fraternidade para muitas e muitos, hoje.

Caras Irmãs Pobres!

Nesta primeira mensagem que a vós dirijo com simplicidade, peço-vos de fazermos juntos esse percurso entre a vida e o Evangelho e custodiar-nos como irmãos menores, vossos irmãos, na confiança que é possível ainda hoje de viver nossa vocação, tão bonita e carregada de esperança para este tempo.

Empenhar-me-ei em ter para convosco, em nome de São Francisco, aquele cuidado e solicitude que estão fundados na vida segundo o Evangelho, nossa comum e extraordinária vocação. Sejamos memória uns para com as outras desse fogo.

Enquanto confio à vossa fiel intercessão o caminho de nossa Ordem, que no recente Capítulo geral encontrou um ponto importante de inspiração e novo recomeço, prometo-vos de recordar-vos cada dia ao Senhor, para que nossas vidas sejam evangelizadas e transformadas pela potência do Espírito do Senhor e se tornem muita transparência de Sua Misericórdia.

A Virgem feita Igreja nos acompanhe neste caminho. Com minha fraterna saudação e abraço a todas vós, com a Bênção de São Francisco e o cuidado de Santa Clara.

Roma, 11 de agosto de 2021
Solenidade de Santa Clara

Fr. Massimo Fusarelli, OFM
Ministro Geral e Servo

Fonte: Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil

Frei Fidêncio, OFM volta ao serviço de Ministro Provincial da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil

São Paulo (SP) – Ministro Provincial por nove anos, Frei Fidêncio Vanboemmel, está de volta a este serviço da Província da Imaculada Conceição do Brasil. Ele foi escolhido por unanimidade durante a reunião, nesta quarta-feira (4/8), memória de São João Maria Vianney e Dia do Padre, do Definitório Provincial com o Vigário Provincial Frei Gustavo Medella e o Definidor e Visitador Geral Frei César Külkamp. Junto com Frei Gustavo, ele estará à frente do serviço de animar a vida e missão da Fraternidade Provincial, pelo período necessário para completar o triênio 2019-2021, quando será celebrado o próximo Capítulo ordinário, em novembro.

A escolha do novo Governo foi necessária devido à eleição do então Ministro Provincial, Frei César Külkamp, para o serviço de Definidor Geral para a América Latina, no último dia 15 de julho, durante o Capítulo Geral em Roma.  Na mesma reunião, na Sede Provincial em São Paulo, foi realizada a celebração de posse de Frei Fidêncio como Ministro Provincial. Este momento simples e histórico para a Província terminou com  a bênção de Frei Fidêncio a todos os frades.

Frei Fidêncio recebe o carimbo da Província, usado para selar documentos e cartas oficiais.

Catarinense, natural da cidade de Santo Amaro da Imperatriz, onde nasceu no dia 25 de março de 1953, Frei Fidêncio tem 68 anos e há 46 anos ingressou na Ordem Franciscana, quando vestiu o hábito de São Francisco de Assis no dia 20 de janeiro de 1974. Professou solenemente na Ordem dos Frades Menores no dia 2 de agosto de 1978 e foi ordenado presbítero no dia 14 de dezembro de 1979. “Sou filho de agricultores, voltados para o árduo trabalho. Dos pais aprendi a disciplina, o rigor, a ternura e a fé. Depois, a minha vida foi se moldando dentro da Província, como seminarista e frade. Ao me formar dentro da Província, também adquiri o seu rosto, principalmente a formação que recebi dos meus mestres e irmãos”, define-se.

Durante 23 anos, Frei Fidêncio trabalhou na formação franciscana até ser eleito Ministro Provincial no Capítulo Provincial de 2009. “Ao terminar a teologia em Petrópolis eu era candidato a trabalhar numa casa de formação da Província. Na época conversei com o Ministro Provincial, Frei Basílio Prim, suplicando para fazer uma experiência pastoral para ajudar a vencer a timidez. Fui então transferido para a Paróquia de Campos do Jordão, no início de 1981 e lá permaneci até 1985. Depois, a partir de 1986, começou minha trajetória como formador: meio ano em Lages, 1 ano e meio em Petrópolis, 2 anos de estudos em Roma em vista da formação, 7 anos em Rondinha, 3 anos em Guaratinguetá e 9 anos mestre em Rodeio”.

Da esquerda para a direita: Os definidores provinciais Frei João Francisco, Frei Mário Tagliari, Frei Alexandre Magno, Frei Daniel Dellandrea, Frei Fidêncio (provincial), Frei Gustavo (vigário), Frei João Mannes (definidor), Frei César (definidor geral) e Frei Paulo Pereira (definidor).

Frei Fidêncio Vanboemmel (pronuncia-se Fanbemel) foi eleito Ministro Provincial, para um mandato de seis anos, no Capítulo realizado em novembro de 2009, ano que coincidiu também com a celebração dos 800 anos de fundação da Ordem dos Frades Menores. Terminado este mandato, para sua surpresa, foi reeleito para mais três anos no Capítulo de 2016. No último triênio, residindo no Convento São Francisco, onde assumiu as funções de Vigário da Fraternidade e Vigário Paroquial, não deixou de servir à Província como moderador da Formação Permanente.

Numa entrevista antes do Capítulo de 2016, ao fazer uma prestação de contas de seu governo, deu um parecer do serviço de Ministro Provincial: “Creio firmemente que este serviço à Província seria impossível sem a confiança na Graça de Deus. Os muitos questionamentos que a gente se fez, não diferentes dos questionamentos de Maria Santíssima (Como pode? Como vai ser? Como, se eu não conheço? Etc.), principalmente os que me surpreendiam neste ‘encargo de lavar os pés’, se tivesse de respondê-los somente a partir da minha fragilidade humana, as respostas seriam uma desgraça para a Fraternidade Provincial. Portanto, como outrora para Maria, hoje também para o Ministro: sem a graça de Deus, impossível!”

Fonte: Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil

Frades de Profissão Temporária se reúnem em Garça/SP para Assembleia

No dia 03 de agosto de 2021, nas dependências da Fraternidade Nossa Senhora de Lourdes, Garça, SP e do Patronato Juvenil Garcense, deu-se início a XXVI Assembleia dos Frades de Profissão Temporária, com o tema “Somente identificando-se com os últimos, é que se chega a ser irmão de todos!” (FT nº 287). Estão presentes Frei Cristiano Nobre, OFM, residente na fraternidade de Marília/SP, Frei Lucas de Oliveira, OFM e Frei João Paulo Gabriel, OFM, residentes na fraternidade de Garça/SP e Frei Suelton Costa, OFM, residente na fraternidade de Capaccio/Itália. 

A Assembleia tem por objetivo reunir os frades de profissão temporária e promover a interação e a partilha, e com isso, gerar uma auto-avaliação da caminhada vocacional de cada um, como também o olhar dos frades em relação à instituição custodial, como consta no Artigo primeiro do Estatuto da Assembleia dos Frades de Profissão Temporário:

Art. 1 – A Assembleia dos Professos Temporários se constitui como encontro dos frades de profissão temporária para celebrar, partilhar e avaliar a própria caminhada vocacional, bem como o itinerário formativo da Custódia, visando o seu aperfeiçoamento. (2016, p. 2).

A partir da dinâmica proposta, os participantes têm a oportunidade de discutir sobre sua conduta na caminhada vocacional e formativa contando com a abertura de seus pares, a fim de aprofundar partilhas pertinentes à etapa de formação inicial, com o intuito de somar com a Custódia do Sagrado Coração de Jesus, naquilo que lhe é oportuno. (cfr. CCGG 129, 1-2; Ratio Formationis Franciscanae nº40).

O momento foi iniciado com a presença de Frei Suelton Costa, OFM, de forma remota, o que causou um sentimento de proximidade, uma vez que há cerca de um ano e meio este irmão se lançou na missão italiana.

Na oportunidade, e refletindo o tema deste ano, os frades estão se percebendo diante da caminhada vocacional e buscando seguir o ritmo que a Vida Religiosa Franciscana tem a oferecer, com a intenção sempre de se voltar àqueles mais necessitados, que São Francisco chamou de irmãos.

Com o espírito celebrativo e na intenção de horizontes cada vez mais frutíferos nos territórios e serviços custodiais, os frades reunidos se propõem, até a sexta-feira próxima (06/08), em ritmo de fraternidade, para rezar e criar ainda mais o sentido de pertença à Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus.

Frei João Paulo Gabriel, OFM

Frades se reuniram no Convento Santa Maria do Anjos de Franca/SP para Assembleia Extraordinária

Na última sexta-feira (30), no Convento Santa Maria dos Anjos de Franca/SP, os frades da Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus se reuniram em Assembleia Extraordinária.

A programação iniciou com a celebração eucarística, presidida pelo nosso Custódio, Frei Fernando Aparecido dos Santos, OFM, seguido do café da manhã. Após, nos reunimos na sala capitular, onde a equipe de liturgia conduziu a oração inicial com um canto de abertura e invocação do Espírito Santo sobre todos nós.

Frei Fernando apresentou o sentido desta assembleia e apresentou a pauta prevista. Vários foram os momentos e em um deles, Frei Wanderley, OFM apresentou um respaldo de como aconteceu as Visitas Canônica em nossas fraternidades. Agradeceu a acolhida recebida por cada confrade e fraternidade por onde passou e visitou. Destacou que buscou ser irmão com os irmãos, se fazendo fraterno e simples durante as vivências.

O Visitador Geral também realizou reflexões acerca de vários conceitos fortes do nosso carisma, nos indagando e trazendo possíveis luzes para o nosso dia a dia, de modo especial em relação ao termo “Fraternidade”.

Outro momento de destaque foi a partilha do responsável da Comissão Preparatório do Capítulo, Frei Mauro Luiz de Oliveira, OFM, que nos apresentou como tem sido a organização, bem como os anseios e dificuldades da comissão.

Após a discussão de todas as pautas e partilhas realizadas em grupos, realizamos a oração das vésperas e tiramos a foto oficial do encontro, finalizando assim, a Assembleia Extraordinária ao final da tarde.

Que pela intercessão de nosso seráfico pai São Francisco, Deus continue abençoando todos os trabalhos de nossa Fraternidade Custodial, em especial neste tempo de preparação para o nosso Capítulo Custodial, previsto para acontecer em novembro próximo.

Fraternalmente,

Equipe de Comunicação