Irmãos Leigos Franciscanos das quatro obediências, se reúnem de maneira remota para a quarta edição do encontro nacional

No dia 06 de setembro de 2021 realizou-se o IVº Encontro de Irmãos Franciscanos das quatro obediências – OFM, OFMCap, OFMConv e TOR. O último encontro aconteceu em 2019 em Lagoa Seca/PB.

O encontro desse ano, aconteceu de forma online e teve como tema “Portadores de esperança: sinal da bondade e misericórdia de Deus”, tendo como pano de fundo as temáticas da pandemia – a encíclica Fratelli Tutti, o desafio das relações humanas e redes sociais e o contexto de polarização. Como lema, teve o número 27 da Fratelli Tutti: “Quem constrói um muro, acabará escravo dentro dos muros que construiu, sem horizontes” (FT, 27).

Tivemos a participação de irmãos dos quatro ramos franciscanos e, mesmo a distância, foi satisfatório.

Na parte da manhã contamos com apresentações de atividades dos confrades e saudações dos superiores gerais e presidentes de conferências. A tarde fomos assessorados pelo Pastor Henrique Vieira, da Igreja Batista do Rio de Janeiro e de Moema Miranda, leiga da OFS e antropóloga. A noite foi aberta a discussão para os posicionamentos dos confrades, com seus questionamentos e contribuições.

O encontro teve por objetivo primeiro nos proporcionar o encontro (vivamos a cultura do encontro, como nos pede o Papa Francisco). É significativo nos escutarmos mutuamente: nossas histórias, nossos sonhos, projetos, desafios. Nos apoiamos uns aos outros, nos entendemos, pois falamos a partir de um mesmo chão existencial-vocacional: somos simplesmente irmãos! E Claro que tiramos daí uma força motivadora que nos põe em marcha na caminhada da vida e da fraternidade.

Fraternalmente,

Frei Tiago Santos da Silva, OFMCap (Membro da Coordenação)

Carta do Ministro Geral para a Solenidade de Santa Clara

Vivamos segundo a perfeição do Santo Evangelho

Em 2021, recordamos os 800 anos da Regra não bulada, um precioso texto que ainda nos fala, em maneira extraordinária, da inspiração evangélica de S. Francisco e, ao mesmo tempo, nos faz olhar para Santa Clara.

No prólogo lemos (RnB Prólogo 2):

Esta é a vida, que Frei Francisco pediu do Senhor Papa lhe fosse concedida e confirmada; e ele a concedeu e a confirmou para ele e para os seus irmãos presentes e futuros.

E na conclusão escutamos:

Peço a todos os irmãos que aprendam a carta e o significado das coisas que nesta vida foram escritas para a salvação de nossa alma, e de chamá-la frequentemente à memória.

São Francisco fala de uma vida, a qual entrega aos seus irmãos e que encontra sua fonte e inspiração no seguir o ensinamento e os rastros do Senhor nosso Jesus Cristo (RnB 1,1).

A ligação que, na Regra não bulada amarra o Evangelho à vida e a vida ao Evangelho, é constante em Francisco, que o propõe também a Clara e às suas irmãs em dois breves e intensos escritos:

Pois, por divina inspiração … tendes escolhido viver segundo a perfeição do santo Evangelho, quero e prometo de sempre ter a vós como meus irmãos, por meio meu e por meio deles, cuidado diligente e solicitude especial (Forma de vida 1-2).

Eu, Frei Francisco pequenino, quero seguir a vida e a pobreza do altíssimo Senhor nosso Jesus Cristo e de sua santíssima Mãe e perseverar nela até o fim. E vos peço, minhas senhoras, e vos aconselho que vivais sempre nessa santíssima vida e pobreza (Última vontade 1-2).

É um conselho que Francisco dirige àquelas que ele chama de minhas senhoras e junto está o núcleo carismático que une numa mesma forma de vida – vivida em modalidades e condições diferentes – os irmãos e as irmãs. O Pobre promete de ter cuidado diligente e solicitude especial pelas irmãs exatamente dentro dessa comunhão no carisma, que une irmãos e irmãs no sentido mais genuíno.

Se na Regra não bulada tem confluído o percurso dos primeiros anos de experiência evangélica dos frades, sedimentando-se naquele texto através de um contínuo confronto entre a vida, que é movimento por definição, e a regra, que lhe fixa os fundamentos, Francisco sabe que Clara intui e vive essa circularidade de vida e Evangelho e a propõe sem medo.

Aquilo que nos une é, então, exatamente essa ligação entre vida e Evangelho, onde uma ilumina o outro e dele recebe inspiração contínua. Se for verdadeiro, de fato, que o Evangelho orienta a vida à conversão, é também verdadeiro que a vida nos ajuda a escutar a palavra evangélica no caminho sempre novo da existência, imersa na mudança da história.

A palavra evangélica ilumina e transforma a vida e é, por vez, iluminada pela palavra da vida dos varões e mulheres que encontramos, os pequenos e os pobres de nosso tempo, da criação e também de todos os que encontramos no caminho de busca do sentido e da verdade.

Temos necessidade de um pouco mais de vida verdadeiramente acolhida, vivida, amada, doada, partilhada a fim de acolher a palavra evangélica, sem a qual o livro de nossa existência permanece selado.

Não nos podemos embrulhar a nós mesmos na busca de nossa identidade franciscana clariana, sem o confronto e o diálogo contínuo com o caminho na vida, nosso e de muitos outros, neste tempo único.

O Evangelho nos chama à conversão e acende em nós o chamado à radicalidade da fé, feito de busca da face do Senhor nov seguimento de Jesus; o dom da vida chamanos à radicalidade do dom de si mesmo como cifra decisiva para uma existência plena.

O seguimento radical de Cristo pobre e crucificado associou Francisco e Clara, no espaço de uma fraternidade vivida na minoridade e na pobreza, como a de quem renuncia a apoios e garantias.

O claustro de Clara vivido com suas irmãs em São Damião e aquele de Francisco vivido com os seus irmãos nas estradas do mundo, nos pedem de buscar juntos aquilo que verdadeiramente nos une e de ser, com a vida, palavra profética para nosso tempo.

Percebo profundamente que essa é nossa comum vocação na Igreja de hoje para o mundo, que Deus ama: escutar e acolher a palavra evangélica, para que a vida seja transformada e permita exprimir a força do Espírito que nela habita e a deseja levar rumo à sua plenitude que é a vida eterna, o amor do Pai e do Filho e do Espírito Santo, eterna dança aberta a todas as criaturas. E essa plenitude tem o nome de vidas libertadas e remidas, capazes o=por isso de tornar-se
verdadeiramente fraternas e fermento de Fraternidade para muitas e muitos, hoje.

Caras Irmãs Pobres!

Nesta primeira mensagem que a vós dirijo com simplicidade, peço-vos de fazermos juntos esse percurso entre a vida e o Evangelho e custodiar-nos como irmãos menores, vossos irmãos, na confiança que é possível ainda hoje de viver nossa vocação, tão bonita e carregada de esperança para este tempo.

Empenhar-me-ei em ter para convosco, em nome de São Francisco, aquele cuidado e solicitude que estão fundados na vida segundo o Evangelho, nossa comum e extraordinária vocação. Sejamos memória uns para com as outras desse fogo.

Enquanto confio à vossa fiel intercessão o caminho de nossa Ordem, que no recente Capítulo geral encontrou um ponto importante de inspiração e novo recomeço, prometo-vos de recordar-vos cada dia ao Senhor, para que nossas vidas sejam evangelizadas e transformadas pela potência do Espírito do Senhor e se tornem muita transparência de Sua Misericórdia.

A Virgem feita Igreja nos acompanhe neste caminho. Com minha fraterna saudação e abraço a todas vós, com a Bênção de São Francisco e o cuidado de Santa Clara.

Roma, 11 de agosto de 2021
Solenidade de Santa Clara

Fr. Massimo Fusarelli, OFM
Ministro Geral e Servo

Fonte: Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil

2 de Agosto: Perdão de Assis, voltar para casa e sentir o abraço de um Pai

A Porciúncula dentro da Basílica Santa Maria dos Anjos em Assis/Itália

“Peço-Te para que todos aqueles que, arrependidos e confessados, visitarem esta igreja, obtenham o perdão amplo e generoso, com a remissão completa de todos as culpas”.

Foi um pedido quase ousado aquele que São Francisco fez diretamente ao Senhor, que lhe apareceu numa noite de 1216 enquanto ele estava mergulhado em oração na Porciúncula. Segundo fontes franciscanas, ele se viu repentinamente cercado por um faixo de luz.

O Senhor então concedeu essa graça a Francisco que foi imediatamente ao Papa Honório III para obter a indulgência e em 2 de agosto de 1216, diante de uma grande multidão, na presença dos bispos da Úmbria, promulgou o Grande Perdão.

Francisco, naquele dia de agosto, disse às pessoas abrigadas à sombra dos carvalhos: “Irmãos, quero enviar-vos todos ao Paraíso e anuncio uma graça que obtive da boca do Sumo Pontífice”.

A indulgência do Perdão

Aquele distante dia de verão marca assim o nascimento do tesouro da Porciúncula: a Indulgência do Perdão que pode ser pedida para si ou pelos falecidos. Para obtê-la, é necessária a Confissão, a participação na Missa e a Comunhão, a renovação durante a visita à igreja da própria profissão de fé recitando o Credo e o Pai Nosso e, por fim, a oração segundo as intenções do Papa e pelo Papa.

Das 12 horas de 1º de agosto até às 24 horas de 2 de agosto, a Indulgência Plenária concedida à Porciúncula todos os dias se estende a todas as igrejas paroquiais do mundo e também a todas as igrejas franciscanas.

O programa das celebrações

Ao final de um Tríduo preparatório, a Solenidade do Perdão foi aberta às 11 horas deste domingo. O recém-eleito Ministro geral da Ordem dos Frades Menores presidiu a Solene Celebração Eucarística que se encerrar com a procissão da “Abertura do Perdão”. A partir de então, a Indulgência Plenária passa a ser concedida. 

Na segunda-feira, às 11h30, o Penitenciário-Mor do Tribunal da Penitenciária Apostólica, cardeal Mauro Piacenza, presidirá uma solene celebração. Já às 19 horas, as segundas Vésperas da Solenidade do Perdão serão presididas pelo Ministro Provincial dos Frades Menores da Úmbria e da Sardenha, Pe. Francesco Piloni. Por fim, às 20 horas, ao vivo da Porciúncula, está programada a Vigília dos Jovens.

Será possível acompanhar ao vivo todos os principais acontecimentos pela WebTV da Porciúncula e pelas redes sociais dos Frades.

Perdão: o caminho de retorno no abraço do Pai

“O perdão de Assis é um “super” dom que Francisco quis oferecer a cada pessoa, de cada época e lugar. Um retorno à uma relação com Deus, explica Pe. Francesco Piloni. Em uma noite conturbada, o Santo sentiu que cada pessoa é esperada e desejada por Deus, que cuida da pessoa, deixando nela uma saudade de casa: a relação com Ele. O perdão é voltar para casa, sentir o abraço de um Pai que desde sempre nos acompanhou”.

Padre Francesco Piloni, explicou ao Vatican News o significado da palavra perdão, em particular neste ano:

O perdão é, acima de tudo, aquele a ser dado a nós mesmos, pelo tempo vivido mal, pela pressa e pelas oportunidades perdidas. Frequentemente percebemos a bondade de uma coisa quando a perdemos, quando ela não existe mais. E é muito triste viver de oportunidades perdidas. Perdoar-nos por aquilo que negligenciamos ou vivenciamos de maneira superficial e também perdoar a forma como tratamos a Criação, falando em ecologia integral. Ou a não acolhida com que tratamos quem é diferente de nós, tendo em vista que se as diferenças podem gerar conflitos, mas a uniformidade gera asfixia, então é mais bonito enfrentar e buscar juntos o valor de um encontro.

Como vocês se prepararam para viver esta grande e solene festa do Perdão?

Além das habituais iniciativas que propomos todos os anos, criamos um novo site www.perdonodiassisi.org que permite não só acompanhar ao vivo todas as celebrações, mas também enviar pedidos de oração. Neste período assim difícil, percebemos que muitas pessoas nos pediram para serem amparadas com orações de intercessão. Portanto, é possível enviar pedidos de oração e receber ou dar um santinho personalizado com o próprio nome. Doações também podem ser feitas para apoiar as iniciativas da basílica. É, portanto, um instrumento a mais para oferecer a muitas pessoas em todo o mundo este lugar de graça que custodiamos, mas que pertence a cada pessoa que deseja o perdão: aquele retorno para casa nos braços do Pai em uma reconciliação que fala de beleza de ser filhos e irmãos.

Fonte: Vatican News

“É agosto! É mês Vocacional!” – SAV Custodial prepara série para mês vocacional

Iniciamos hoje o mês de Agosto e o grito que ecoa na Igreja é um ato de louvor e uma prece de esperança. Louvor a Deus que confia na humanidade e continua chamando homens e mulheres ao serviço do Amor. Uma prece de esperança para que mais corações se abram ao toque de Deus e assumam na Igreja um modo explícito de ser Evangelho no mundo.

É Agosto! É mês vocacional!

Por isso, nós, os frades, freiras, juventude, irmãs e irmãos seculares, Franciscanas e Franciscanos, queremos chegar até você com nossa alegria de ser de Deus e nossa simplicidade de viver como irmãs e irmãos em São Francisco e Santa Clara de Assis e partilhar o nosso vigor, seja na vida religiosa consagrada ou secular.

Nos acompanhe todos os dias desse mês e reze conosco pelas vocações Franciscanas.

E você jovem, que sente no coração o inquieto desejo de aproximar de nós e conhecer a nossa vida, não tenha medo, ou vergonha. Há espaço para todo mundo e te esperamos com alegria. Afinal, “conhecer não te compromete, acertar te realiza”.

O Senhor nos dê a sua Paz!

Frei José Aécio de Oliveira Filho, OFM (Animador Vocacional)


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Série: “A gente pode ser muito mais feliz, seguindo o exemplo de Francisco de Assis” 

01 – APRESENTAÇÃO

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Movimento Laudato si’: uma realidade consolidada que se renova

Giada Aquilino (Vatican News)

“Inspirar e mobilizar a comunidade católica para cuidar da nossa casa comum e alcançar a justiça climática e ecológica”. Estes são os objetivos da nova fase que se abre para o Movimento Católico Global pelo Clima, que a partir de hoje muda seu nome para Movimento Laudato si’.

Fundação seis anos atrás

Fundado em 2015 por um grupo de 17 organizações católicas e 12 líderes de realidades universitárias e sociais de todos os continentes, empenhados em ajudar os fiéis a responder às exortações da encíclica do Papa Francisco sobre os cuidados da casa comum, publicada naquele mesmo ano, o Movimento conta hoje com mais de 800 organizações.

Em tempos recentes, passou por “um caminho de discernimento que durou mais de 18 meses”, explica ao Vatican News Tomás Insua, co-fundador e diretor executivo do Movimento: uma reflexão sobre identidade, missão, nome e estruturas. O nome anterior, continua, “além de ser longo era difícil de recordar. Pensando no trabalho de conversão ecológica e na ecologia integral que a Laudato si’ invoca e que catalisa nosso trabalho, em colaboração com vários parceiros eclesiais decidimos nos chamar de Movimento Laudato si'”, depois de examinar uma lista de 25 nomes possíveis.

O novo logotipo do Movimento Laudato si’

Lorna Gold, presidente do Comitê Diretivo, que apresentou a novidade de hoje em uma reunião on-line, destaca como é “importante notar que a missão está sendo ampliada para incluir o conceito de justiça ecológica, baseada no espírito da Laudato si’, no qual ‘tudo está interligado”. A encíclica do Pontífice, prossegue Tomás Insua, “é a base de tudo o que fazemos e organizamos, desde a Semana Laudato si’ ao curso de Animadores Laudato si’, dos nossos Círculos aos estudos específicos”: um compromisso que nunca foi interrompido, nem mesmo durante a emergência pandêmica, tanto que agora temos cerca de 25 mil animadores Laudato si’ no mundo, pessoas envolvidas principalmente nas paróquias, associações e âmbito religioso, mas também pessoas comuns que sentem de modo particular o chamado à ecologia integral, colocando-se a serviço de suas próprias comunidades.

As cúpulas da ONU

 “Hoje há muito o que fazer: neste ano em particular precisamos nos concentrar nas próximas grandes cúpulas da ONU”, diz Tomás Insua com referência à Conferência da ONU sobre a Biodiversidade, a Cop15, agendada de 11 a 24 de outubro na China, e a Conferência da ONU sobre as Mudanças Climáticas, a Cop26, em Glasgow, de 31 de outubro a 12 de novembro, antes da qual também haverá um encontro “Fé e Ciência: Rumo à Cop26” em 4 de outubro no Vaticano e em Roma.

Um grupo do Movimento Laudato si’ no Vietnã

As grandes cúpulas da ONU, reflete o diretor executivo do Movimento Laudato si’, “têm o objetivo de reunir a família humana para agir com urgência diante destas grandes crises: os cientistas nos dizem que elas são ainda mais urgentes ano após ano. São muitos os sinais: os incêndios na Sardenha, o calor recorde e incêndios no Canadá, a seca em Madagascar, o grito da terra e dos pobres que são ainda mais altos. Portanto, há necessidade de agir”. Nós do Movimento – anunciou – estamos ajudando a animar uma iniciativa particular: ‘Planeta Saudável, Pessoas Saudáveis’. É uma petição com mais de 200 organizações católicas para lançar um apelo aos participantes nas cúpulas da ONU: será uma de nossas prioridades nos próximos meses e especialmente no período do Tempo da Criação, que começa em 1º de setembro. Estamos pedindo para aumentar o nível de ambição nas duas cúpulas: em particular na Cop26 – refere Tomás Insua – fala-se em alcançar até 2050 zero emissões de gases de efeito estufa em todo o planeta. Mas sabemos que os países mais ricos, que têm uma responsabilidade histórica por séculos de emissões, têm possibilidades mais claras para fazer esta transição até 2035 – 2040″.

As palavras do Papa para o Movimento Laudato si’

As palavras do Papa

Do Pontífice, um incentivo constante para continuar o compromisso do Movimento. “Escrevemos uma carta ao Papa, informando-o do processo, pedindo sua opinião e sua bênção antes de agir e mudar nosso nome. Francisco – informa Tomás Insua – escreveu uma breve carta de resposta, que chegou nas Vésperas de Pentecostes, em 22 de maio, e foi um sinal muito forte. Dado que este processo tem sido caracterizado por um clima de oração sinodal, pedindo luz ao Espírito Santo, o fato de a carta do Papa ter chegado para a festa de Pentecostes foi um sinal que nos motiva ainda mais: ele a dirigiu ao Movimento Laudato si’, agradecendo-nos “pela missão de promover a ecologia integral e pela ajuda” oferecida “à Igreja no mundo”, desejando-nos uma feliz Semana Laudato si’ que estava em andamento naqueles dias. Um incentivo a mais, reflete Tomás Insua, para “viver Laudato si’, que não deve permanecer um documento escrito, um documento de biblioteca, mas um documento vivo”.

Uma jovem do Movimento Laudato si’ em Assis

Fonte: Vatican News

Semana Laudato Si’ 2021 celebra a conclusão do Ano dedicado à Encíclica

Imagem (Fonte: Captura de Tela do vídeo do evento)

Este evento contará com a presença de Cardeais, líderes católicos, oradores e autores de prestígio mundial de 16 a 25 de maio.

A Semana Laudato Si’ 2021 contará com um elenco diversificado de líderes católicos de todo o mundo, bem como palestrantes e autores de renome mundial, enquanto 1,3 bilhão de católicos do mundo se reúnem para celebrar o encerramento do Ano Especial Laudato Si’ no final deste mês.

Por meio de diálogos ao vivo e conversas cheias do Espírito, a celebração de 10 dias destacará o grande progresso que os católicos fizeram ao levar a Laudato Si’ à vida e inspirará os fiéis em todo o mundo a planejar novas ações com vistas à Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP15), a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP26) e a próxima década.

O Papa Francisco convida todos os católicos a participarem desta alegre celebração, que coincide com o sexto aniversário (24 de maio) da data em que Sua Santidade terminou de escrever a encíclica.

O tema da semana é “porque sabemos que as coisas podem mudar” (Laudato Si’ 13), e os diálogos e eventos da semana semearão essa esperança em todo o mundo.

Para Frei Joshtrom Kureethadam, Coordenador de Ecologia e Criação do Dicastério para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral, a “Semana Laudato Si’ inaugurou o Ano Especial Laudato Si’ e agora o encerrará. Celebremos o belo presente da Laudato Si’ durante esta semana e nos coloquemos em ação.”

A semana começará com um Diálogo Laudato Si’ crucial sobre como todos os católicos podem criar mudanças com vistas à COP15 e COP26. Um dos maiores especialistas do Vaticano em Laudato Si’, padre Augusto Zampini, participará da conversa, junto com vozes da Amazônia e da África do Sul, que será moderada por Christine Allen, diretora da Agência Católica para o Desenvolvimento no Exterior (CAFOD) .

No meio da semana, o cardeal Jean-Claude Hollerich, presidente da Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia (COMECE), participará de um diálogo sobre a economia e como as instituições católicas em todo o mundo podem construir um futuro mais resiliente, comprometendo-se a mudar.

Também participarão dessa conversa fundamental Bill McKibben, autor de best-sellers do “New York Times” e cofundador do grupo de defesa ambiental “350.org”, e Jeni Miller, diretora executiva da Aliança Mundial pelo Clima e a Saúde.

O Papa Francisco apela a todos os católicos para que realizem uma conversão ecológica, e o Diálogo Laudato Si’ de quinta-feira apresentará testemunhos de líderes religiosos de países ao redor do mundo, incluindo aqueles que foram devastados pela pandemia Covid-19, como Índia, EUA e Filipinas.

Como indicou Josianne Gauthier, Secretária Geral da CIDSE, “Na CIDSE, enquanto celebramos a Laudato Si’ e o compromisso contínuo de milhares de pessoas e comunidades em todo o mundo para proteger nossa casa comum, também lembramos que devemos continuar lutando por um planeta mais justo e igualitário, onde nossos desafios globais comuns são enfrentados com um espírito de solidariedade. Nesse contexto, os países mais ricos e poderosos que mais consomem e se beneficiam devem assumir suas responsabilidades em resposta à crise climática”.

“Semeando Esperança para o Planeta” será moderado pela Irmã Sheila Kinsey, pertencente às Irmãs Franciscanas Filhas do Sagrado Coração de Jesus e Maria, e Alberto Parise, dos Missionários Combonianos do Coração de Jesus.

Em 24 de maio, o cardeal Peter K.A. Turkson, Prefeito do Dicastério do Vaticano para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral, participará de um debate sobre os progressos que a Igreja global tem realizado para proporcionar acesso à água potável para nossos irmãos e irmãs mais vulneráveis ​​ao redor do mundo.

A semana também mostrará o impacto transformador do Laudato Si’ na educação global, um festival “Canções para a Criação”, um dia de ação global e o lançamento da Plataforma de Ação Laudato Si’. O programa completo e detalhado da Semana Laudato Si’ 2021 pode ser encontrado em LaudatoSiWeek.org/pt.

Todos os eventos mundiais terão tradução simultânea para inglês, espanhol, italiano, português, polonês e francês.

Em nível local, os católicos são encorajados a liderar oportunidades semelhantes, incluindo eventos de sustentabilidade e encontros de oração, e a ajudar a inspirar sua comunidade, registrando seu evento em LaudatoSiWeek.org, onde podem baixar recursos gratuitos e dicas sobre como planejar um evento com sucesso.

“Num momento em que o grito da terra e o grito dos pobres se tornam cada vez mais intensos, a Semana Laudato Si’ é uma oportunidade perfeita para cuidar da nossa casa comum. O relógio continua correndo. Todos estão convidados e todos são necessários para participar da celebração e ação, por meio de atividades locais, eventos on-line e muito mais”, disse Tomás Insua, diretor executivo do Movimento Católico Global pelo Clima.

O Ano Especial do Aniversário do Laudato Si’ foi inaugurado pelo Vaticano em maio passado, no final da Semana Laudato Si’ 2020, que comemorou o quinto aniversário da encíclica.

A Semana Laudato Si’ 2021 é patrocinada pelo Dicastério do Vaticano para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral e apoiada pelo Movimento Católico Mundial pelo Clima em colaboração com RENOVA +, Caritas Internationalis, CIDSE, a União Internacional dos Superiores Gerais, a União dos Superiores Gerais, a Companhia de Jesus, a direção Geral da Justiça, Paz e Integridade da Criação da Ordem dos Frades Menores, e em associação com dezenas de parceiros católicos.

Fonte: Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil