Frei Wanderley Figueiredo, OFM realiza Visita Canônica na Fraternidade de Olímpia/SP

Frades da Fraternidade Local com o Visitador Geral (Da esquerda para a direita: Frei Bruno, Frei Wanderley, Frei José Luiz – Guardião, Frei Lucas Lisi, Frei Anízio, Frei José Antônio e Frei José Aécio.

Queridos irmãos, o Senhor vos dê a paz!

Nestes dias vivemos um tempo de graça em nossa fraternidade, pois recebemos a visita do nosso Visitador Geral, Frei Wanderley Gomes de Figueiredo, OFM. O acolhemos na sexta-feira (30) e sua visita perdurou até o almoço desta última quarta-feira (05).

No primeiro dia ele foi recepcionado pelos frades com um momento de oração e após, vivenciamos na ocasião, um tempo de lazer, onde foi cedido uma chácara para que bem pudéssemos aproveitar este momento.

Durante toda a visita, vários foram os momentos específicos e um deles foi a conversa com o Bispo Diocesano de Barretos/SP, Dom Milton Kenan. Visitou também o território da Paróquia Nossa Sra. Aparecida, paróquia assistida por nós frades; e na oportunidade, celebrou a missa junto com as lideranças.

O Visitador Geral pôde conhecer uma das obras sociais de nossa Custódia, o Educandário Frei Roque Biscione e também esteve presente nos projetos sociais de nossa paróquia. Participou presencialmente da reunião do CPP, momento este, com as lideranças paroquiais; já com a família franciscana local, as fraternidades da OFS (Ordem Franciscana Secular) que são acompanhadas pelos nossos frades, se reuniu de modo virtual.

Visitador Geral com os Aspirantes (Em pé, da esquerda para a direita: Felipe e Daniel. Sentados, Ariel e Frei Wanderley, OFM)

Frei Wanderley Figueiredo, OFM dividiu o seu tempo para conviver com os frades residentes na casa paroquial e com os frades e formandos residentes no Convento São Boaventura, casa que acolhe a etapa do aspirantado.

Aproveitou para animar, admoestar e iluminar com considerações importantes em vista da preparação para o nosso Capítulo Custodial. Durante a visita conversou com todos os frades, bem como, com os aspirantes. Sua visita terminou com uma belíssima celebração eucarística e a leitura das suas observações sobre a vida desta fraternidade. Ao findar, houve um almoço festivo por ocasião de seu aniversário.

Que Deus continue acompanhando Frei Wanderley Figueiredo, OFM em sua missão fraterna para com a nossa Custódia.

Fraternalmente,

Fraternidade – Olímpia/SP

Iº Encontro Interprovincial de Postulantes das entidades que compõem o Noviciado Comum de Catalão/GO foi realizado em Franca/SP

Entre os dias 18 e 25 de abril, aconteceu na casa do postulantado, Convento Santa Maria dos Anjos de Franca/SP, o “1º Encontro Interprovincial de Postulantes – 2021”. Este encontro acontece ao menos três vezes no ano, onde os postulantes das três entidades que compõem o noviciado comum, a saber: Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus (SP e MG), Custódia Franciscana das Sete Alegrias de Nossa Senhora (MT e MS) e a Província do Santíssimo Nome de Jesus do Brasil (GO/TO e DF); podem conviver, trocar experiências, se conhecerem, entrosarem, considerando que realizarão juntos a etapa seguinte da formação, o noviciado. Todavia, não é só isso. É semana de muito trabalho, formação e aprendizado.

Esse 1º Interprovincial, contou com a participação de sete postulantes da Província do Santíssimo Nome de Jesus do Brasil (GO/TO e DF), quatro de nossa Custódia e, por conta da pandemia, os três da Custódia Franciscana das Sete Alegrias de Nossa Senhora (MT e MS) participaram por videoconferência de todos os momentos de formação. Foram boas manhãs de muito trabalho, muita alegria e suor. Tardes de Formação e autoconhecimento com as psicólogas convidadas: Luciana, Taciana e Edimara; na formação humana e, ainda, a participação extrovertida de nosso confrade Frei Wagner Gleyson Theodoro, OFM (Pároco da Paróquia Santo Antônio Maria Claret e Frei Galvão de Ribeirão Preto/SP), tratando de forma leve o tema da Sexualidade Humana.

Além do trabalho e da formação, para completar a vida e vivência fraterna: a diversão. Conversas e mais conversas, assuntos que não acabavam nunca, fazia dos dias mais leves e esquentava os corações nas noites frias de Franca. Teve fogueira, luau ao som de um violão, compartilhado entre os que sabiam tocar, biscoito e muito chá. Um dia inteiro de banho nas águas calmas a beira da Represa Estreito, e Pedregulho/SP.

Foram dias de muita oração, também. Não existe religioso sem a prontidão na oração. Três equipes se revezavam no preparo da liturgia do dia e dos momentos de oração. Todos os dias começaram com a Santa Missa e durante as horas do dia houve outras oportunidades de rezarmos juntos: na adoração ao Santíssimo Sacramento, no Ofício Divino das Comunidades, Vésperas, Lucernário, Meditação e Oração Pessoal.

No dia 25, domingo, dia do Senhor, com o café da manhã chegou ao fim este nosso 1º Encontro Interprovincial de Postulantes deste ano; ficando em todos os que participaram, o sentimento de saudade e a grata esperança de em breve, muito em breve, todos se encontrarem novamente. Os portões de entrada do Convento Santa Maria dos Anjos se abriram e os carros partiram entre acenos de adeus e sorrisos de até breve.

José Carlos Costa Santos (Postulante)

Fraternidade São Judas Tadeu de Franca/SP (Sede Custodial), acolheu o Frei Wanderley Figueiredo, OFM para a Visita Canônica

Frei Sérgio Ferreira Cintra, OFM, Frei Fernando Aparecido dos Santos, OFM (Custódio), Frei Wanderley Gomes de Figueiredo, OFM (Visitador Geral) e Frei Luís Fernando Nunes Leite, OFM (Guardião)

Dos dias 22 a 26 de abril deste ano, os membros da Fraternidade Franciscana São Judas Tadeu de Franca/SP (Sede Custodial), a saber: Frei Luís Fernando Nunes Leite, OFM (guardião e pároco da Paróquia São Judas Tadeu), Frei Sérgio Ferreira Cintra, OFM (pároco da Paróquia Sagrada Família) e Frei Fernando Aparecido dos Santos, OFM (Custódio); acolheu o nosso Visitador Geral, Frei Wanderley Gomes de Figueiredo, OFM para a Visita Canônica.

Com uma programação intensa e cuidadosa diante da realidade pandêmica, nós frades da Fraternidade Local alegres ficamos por acolhê-lo entre nós. Durante a Visita Canônica, Frei Wanderley Figueiredo, OFM dialogou com cada frade da fraternidade, onde em tempo oportuno, pôde saber um pouco como está a nossa vocação, a nossa missão e o nosso apostolado, mesmo diante da realidade presente.

Na noite da quinta-feira (22), o Visitador Geral participou da reunião do CPP (online) da Paróquia São Judas Tadeu, uma das frentes de evangelização de nossa Custódia em solo francano. No ensejo, agradeceu a preocupação, amizade, cordialidade para com todos os frades que por ali já passaram e pediu desculpas pelas faltas cometidas pelos frades e/ou fraternidade custodial. As lideranças partilharam suas expectativas, bem como alegrias de serem fiéis paroquianos da Paróquia São Judas Tadeu.

Pela manhã (23), Frei Wanderley, OFM teve a oportunidade de visitar as dependências da Casa Maternal São Francisco de Assis, obra social anexa a Paróquia São Judas Tadeu e que neste ano vivencia o seu jubileu de 50 anos. Estiveram presentes neste momento a representante da diretoria, Tassiana Costa Ferreira Teixeira, as professoras, funcionárias e colaboradoras. Frei Luís Fernando Nunes Leite, OFM, pároco da Paróquia São Judas e diretor espiritual da Casa Maternal São Francisco de Assis também esteve presente.

Durante a tarde (23), os confrades Frei Luís Fernando, OFM e Frei Sérgio Cintra, OFM conduziram o Visitador Geral à residência episcopal para um momento com o Bispo Diocesano de Franca/SP, Dom Paulo Beloto. O bispo agradeceu a presença franciscana nas duas frentes de evangelização (Paróquia São Judas Tadeu e Paróquia Sagrada Família), bem como a fidelidade para com o trabalho pastoral.

Na noite da sexta-feira (23), o Visitador Geral participou da reunião do CPP (presencial) da Paróquia Sagrada Família. Frei Wanderley Figueiredo, OFM aproveitou a oportunidade e exortou a comunidade, levando os fiéis à reflexão já conduzida na Paróquia São Judas Tadeu.

Durante a Visita Canônica, presidiu a celebração junto com a comunidade na Paróquia São Judas Tadeu no sábado (24). No domingo (25), presidiu com a comunidade na Paróquia Sagrada Família, celebrando de maneira festiva, o final de semana do Bom Pastor.

Frei Wanderley, OFM durante a Celebração Eucarística no sábado (24), na Paróquia São Judas Tadeu

Na segunda-feira (26), Frei Wanderley Figueiredo, OFM celebrou com os confrades da Fraternidade Local na capela interna e exortou sobre a importância da Visita Canônica, da vivência na minoridade e principalmente da vivência fraterna, cerne da vida franciscana. Na oportunidade, realizou durante o ato penitencial um momento de reflexão, onde todos nós suplicamos a Deus, perdão por nossas faltas fraternas, em especial para com os membros da fraternidade em que vivemos.

Por fim, agradeceu a acolhida e cordialidade, deixando elencado, pontos a serem encaminhados e refletidos em fraternidade. Nós, frades da Fraternidade Local agradecemos a alegre e fraterna visita de Frei Wanderley, OFM e desejamos a ele perseverança e frutos no serviço realizado em prol de nossa Custódia e Ordem.

Fraternalmente,

Frei Luís Fernando Nunes Leite, OFM (Guardião)

Convento Santa Maria dos Anjos de Franca/SP realizou edição online do “Leilão de Gado” em prol da casa de formação

Frei Eduardo Schiehl, OFM, guardião do Convento Santa Maria dos Anjos de Franca/SP realizando a abertura oficial do “Leilão de Gado – 2021″(online)

Aconteceu neste último domingo (18), em clima festivo, mais um tradicional “Leilão de Gado” em prol do Convento Franciscano Santa Maria dos Anjos de Franca/SP. O evento é realizado anualmente, e este ano, realizamos de forma online, devido ao contexto pandêmico que nos encontramos. Todo valor arrecadado é revertido em prol do Convento e da formação dos nossos postulantes.

Trinta e quatro lotes de bezerros foram leiloados durante o evento. Além destes lotes, várias prendas também foram arrematadas, tais como: objetos do campo, ferramentas de trabalho, quarto de porco assado, frutas cultivadas no convento, doces, chapéus, pelúcias decorativas e latões decorativos.

O leilão de gado deste ano foi um sucesso! Diante disso, o mais importante é agradecer a generosidade e confiança dos agropecuaristas que prestigiaram o evento “online”, dos doadores, colaboradores, arrematadores, apoiadores, benfeitores e da equipe organizadora deste evento; agradecer também a todos que “por trás das câmeras” participaram e se doaram de forma incansável para a realização do mesmo.

Frei Eduardo Schiehl, OFM (Guardião) e Frei Israel Cardoso, OFM (Formador dos Postulantes) realizando os agradecimentos finais

O apoio e afeto de todos, mesmo de forma que de maneira virtual, nos deixaram muito felizes e nossa Fraternidade Franciscana fica honrada e grata por tamanho afeto para com nosso Convento, para com os frades e postulantes que aqui residem. Graças a Deus, podemos contar com a generosidade de pessoas especiais. Isso nos enaltece cada vez mais. Que Deus abençoe!

Fraternalmente,

Frei Israel Cardoso, OFM


Assista a íntegra do “Leilão de Gado”

Casa Maternal São Francisco de Assis de Franca/SP, completou os seus 50 anos de história e evangelização franciscana

Frente da Casa Maternal São Francisco de Assis de Franca/SP

O último dia 06 de abril, teve como marco a comemoração do Jubileu de Ouro da Casa Maternal São Francisco de Assis de Franca/SP, uma das Obras Sociais presentes no território custodial, que há 50 anos evangelizam os pequenos, naquela porção do povo de Deus.

O trabalho realizado pela Casa Maternal São Francisco de Assis iniciou a partir da idealização de um grupo de paroquianos da Paróquia São Judas Tadeu de Franca/SP, que no início da década de 70, criaram a “Ação Social Franciscana”. O grupo, juntamente com os frades que ali estavam, lutaram pela construção da querida “Creche da São Judas”, como é carinhosamente conhecida por todos. Segundo alguns documentos, é registrado que a instituição teve o seu início no dia 06 de abril de 1971, celebrando neste ano do Senhor, os seus 50 anos.

Nos sonhos do pequeno grupo que deu origem a tal trabalho, e que perpetua ainda hoje, uma coisa é certa: A Providência Divina nunca faltou! No início, conseguiram o terreno para a construção da creche e o recurso utilizado era oriundo do trabalho destes que iniciaram este lindo projeto, sem participação alguma do poder público.

Conseguiram através de promoções, arrecadarem recursos para primeiro construí-la e depois para mantê-la funcionando. As cuidadoras das crianças eram voluntárias e chegaram até bater de porta em porta, pedindo a doação de alimentos para oferecerem a alimentação às crianças, que de início eram 20; todas residentes na região da creche.

Frei Mauro Luiz de Oliveira, OFM com as crianças da Casa Materna São Francisco de Assis de Franca/SP

Para tornar-se efetivamente a “creche” na estrutura que hoje encontramos, criou-se a primeira diretoria no ano de 1971, quando a partir de então passou a se chamar: “Casa Maternal São Francisco de Assis”. Somente a partir de 1988, que na constituição foi previsto que creche é direito da família e dever do Estado; passou-se a ter a participação do poder público na manutenção da mesma.

 Atualmente a creche é administrada por uma diretoria de 29 paroquianos. A diretoria tem, juntamente com a coordenação da creche, a função de administrar a subvenção recebida do município através do convênio com a Secretaria Municipal de Educação, bem como, conduzir a todos os trabalhos realizados pela obra social.

A Casa Maternal São Francisco de Assis atende hoje 96 crianças, com a faixa etária de 9 meses a 3 anos e 11 meses, e tem como missão: “Oferecer às crianças o bem estar e a proteção integral, visando seu desenvolvimento nos aspectos sociais, emocionais, cognitivos e espirituais”.

Agradecemos a Deus pelo empenho de todos os envolvidos e gratos somos por todo o trabalho realizado em prol dos menos favorecidos. Que estes 50 anos sirvam de combustível para se manter acessa a chama da solidariedade franciscana.

Que Deus sempre vos dê a paz!

Fraternalmente,

Equipe de Comunicação


ALGUNS TESTEMUNHOS

Vocacionados(as) participam do “2º Bate-Papo Vocacional” promovido pelo SAV Custodial e Irmãs Franciscanas

Aconteceu na tarde de ontem, sábado (17), o “2º Bate-Papo Vocacional” misto de maneira online, iniciativa do SAV (Serviço de Animação Vocacional) de nossa Custódia, em conjunto com as Irmãs Franciscanas da Penitência e as Irmãs Pequenas Missionárias Eucarísticas.

O encontro teve por objetivo, mostrar um pouco do carisma franciscano nas suas mais variadas vertentes, possibilitando aos jovens (rapazes e moças) conhecer um pouco mais sobre a nossa vida, bem como tirar dúvidas referentes aos institutos, congregações e ordens.

O Bate-Papo Vocacional contou com a presença dos frades do SAV Custodial; das irmãs responsáveis pelo SAV de ambas as congregações e dos jovens dos mais variados lugares, dos quais nossa Fraternidade Custodial e as congregações das irmãs abrangem. Como fio condutor, o encontro teve como tema “A vida de oração e devoção na vida franciscana”.

Agradecemos a Deus pelo dom das vocações e pedimos vossas orações para todos os religiosos e religiosas, de modo especial por estes jovens vocacionados, para que saibam discernir e escutar a vontade de Deus para as suas vidas! 

Com Francisco e Clara de Assis louvamos ao Senhor!

PAZ e BEM…

Irmã Marta Melo da Silva, IFP


ENTRE EM CONTATO CONOSCO:

  • Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus

Frei José Aécio de Oliveira Filho, OFM | +55 (16) 99050-9750

  • Irmãs Franciscanas da Penitência

Irmã Marta Melo da Silva, IFP | +55 (16) 98121-1568

  • Irmãs Pequenas Missionárias Eucarísticas

Irmã Lucelaine Pontes Ribeiro, PME |  +55 (17) 99606-2204

Custódia completa os seus 74 anos de presença franciscana, de história e evangelização!

“Todos os dias Vos bendizemos e esperamos glorificar o Vosso nome agora e por todos os séculos” (Te Deum)

Celebrar a História nos motiva trazer à memória situações, personagens, lugares até então esquecidos, tornando-os vivos novamente através de inumeráveis recordações que podem inspirar-nos motivações novas e desafiadoras, apesar de quaisquer percalços.

Neste sentido, é com imenso júbilo que a Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus comemora, no dia de hoje (17 de abril), os seus 74 anos de História. E nesta data memorável, onde iniciamos um verdadeiro “kairós” nas comemorações do “ano jubilar custodial”, louvamos o Sumo Bem pelos momentos importantes de vida fraterna, renovando nosso ardor evangelizador, inspirando-nos em São Francisco de Assis.

Os sentimentos que despontam em nossos corações ao suscitarmos na mente incontáveis nomes, os quais, de uma forma ou de outra, formam os tijolos de sustentação de nossa Custódia, são incontáveis.

Acerca dos franciscanos, da Ordem dos Frades Menores que doaram suas vidas para a construção desse legado desde 1947 temos muito que agradecer, louvar e bendizer ao Pai Celestial. Desde os irmãos presentes, protagonistas e coadjuvantes da missão e da proclamação evangélica, até àqueles que já se encontram na casa do Pai, somos gratos.

Isto dizemos também acerca dos religiosos, religiosas, padres, bispos, que fizeram ou ainda fazem parte desse imenso legado. E pelos inúmeros leigos, que nos ajudaram e ainda ajudam nos empreendimentos pastorais e sociais, colaborando com o anúncio do Reino de Deus nesta porção do interior de São Paulo e Triângulo Mineiro, rezamos contínua e ardorosamente em Ação de Graças.

Amados irmãos em Cristo, hoje somos introduzidos num tempo festivo, um ano de preparação para o Jubileu dos 75 anos da Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus. Tempo kairótico, tempo da graça no qual, aos moldes dos anos jubilares eclesiais, somos impelidos a refletir sobre nossos feitos e louvar a Deus em ação de graças por tudo aquilo que recebemos dEle.

E é com imensa alegria que agradecemos a Deus por tantas dádivas ofertadas a cada dia em prol da evangelização do povo de Deus. Dessa forma, queremos conduzi-lo por uma breve reflexão:


Rumo ao jubileu de 75 anos de fundação

“Da Itália ao Brasil: de dois povos um só Coração”

Os filhos da Missão acordam para um grande dia, que durará por um ano! O sol brilha sobre as águas de um rio que une dois territórios, o Rio Grande.

Embora limite geográfico, um rio de vida, que nos inspira ao refletir a luz do sol, além de oferecer vida em abundância. Águas de luz e vida que unem Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba ao norte e nordeste do Estado de São Paulo, os nossos rincões, a nossa Terra do Trabalho, que remete estes seguidores de Francisco às origens italianas da Terra Laboris.

Contamos a partir deste ano, os feitos e anseios suscitados por Deus no coração dos 10 napolitanos e os 6 salernitano-lucanos que atravessaram as águas oceânicas para adentrarem a esta nossa terra.

Plantaram uma arvorezinha franciscana às duas margens deste Rio. Nas dioceses, pobres de sacerdotes, junto ao povo sedento por educação e acompanhamento pastoral e social, num país desejoso de progresso e aberto aos homens de boa vontade, se debruçaram com vitalidade de jovens operários do Reino e se fizeram despontar.

Paróquias, igrejas, escolas, educandários e orfanatos… prontamente levantados com a fervorosa ajuda dos fiéis encantados com a mensagem franciscana perduram, de um modo ou de outro, até os dias atuais.

Nós, frades franciscanos da Ordem dos Frades Menores, carregamos as insígnias do poverelo por estas terras até hoje. Embora como “vasos de argila” (2 Cor 4,7), carregamos tesouros, continuamos a grande Missão: Evangelizando nas periferias e arrebaldes, nas escolas e paróquias, na cultura e sociedade, como presença e sinal de vocação.

Somos irmãos que buscam viver com Cristo, por Cristo e em Cristo. Gritando ao mundo que a messe é grande, mas os operários são poucos.

O ardor missionário corre em nossas veias, é o nosso DNA, não importa o lugar, a contingência, seremos sempre mensageiros de PAZ e BEM. Afinal de contas, criar fraternidade à maneira de Clara e Francisco é a nossa Missão!


Nossa Custódia se alegra e agradece a todos pela confiança no trabalho desempenhado pelos nossos frades franciscanos. Certos de contarmos com vossas orações para a continuidade desta missão, suplicamos ao seráfico pai São Francisco que interceda junto de Deus por todos vós.

Que o Senhor vos dê a paz!

Fraternalmente,

Equipe – Revista (75 anos)

Membro da PASCOM de Olímpia/SP vence concurso de identidade visual do Dia Mundial das Comunicações Sociais 2021

Evandro Luís Marques Caldeira, agente da PASCOM da Paróquia Nossa Sra. Aparecida de Olímpia/SP e colaborador da Equipe de Comunicação de nossa Custódia!

A Paróquia Nossa Sra. Aparecida de Olímpia/SP, juntamente com a nossa Fraternidade Custodial, alegres recebemos a notícia de que o membro da PASCOM local, bem como colaborador da Equipe de Comunicação de nossa Custódia, teve a sua arte escolhida como vencedora do concurso nacional para a identidade visual do Dia Mundial das Comunicações Sociais 2021.

A escolha se dá por meio de uma análise criteriosa da Comissão Julgadora que foi composta por leigos profissionais da área da comunicação e também por bispos, membros da Comissão de Comunicação da CNBB. A obra do pasconeiro olimpiense foi escolhida por unanimidade entre os membros da comissão técnica e bispos.

A comissão formada para analisar e escolher a arte vencedora foi composta por:

  • Flávio Medeiros (designer da Inspetoria Maria Auxiliadora e membro da Signis Brasil Jovem – Recife)
  • Gustavo Huguenin (designer responsável pelo logotipo da JMJ Rio 2013 – Santa Catarina)
  • Adielson Agrelos (coordenador do GT Produção da PASCOM Brasil – Rio de Janeiro)
  • Juliene Barros (coordenadora de criação da Paulinas Brasil – São Paulo)
  • Zanete Dadalto (professora de fotografia na Faesa – Espírito Santo)
  • Fernando Gomes (fotógrafo e coordenador da PASCOM na Diocese de Guarulhos)

O júri técnico acima citado, indicou as três primeiras colocadas. A segunda etapa partiu da decisão dos três bispos membros da Comissão de Comunicação da CNBB:

  • Dom Joaquim Mol
  • Dom Neri José
  • Dom Edilson Nobre

Explicação da identidade visual do 55º Dia Mundial das Comunicações Sociais 2021

Segundo a PASCOM Brasil, durante o percurso de inscrição e entrega da arte, Evandro Caldeira explicou a identidade visual vencedora da seguinte maneira:

“Enfrentando a pandemia do coronavírus, as paróquias tiveram que se reinventar fazendo com que a Igreja acontecesse em diversos lugares. O tema “Vem e verás” foi evidenciado, tornando a igreja próxima dos fieis onde estão e como eles são, e o quando a Igreja foi ampliada mediante a comunicação e o esforço de toda a Igreja no Brasil, comunicando-se de maneira direta e diária, chegando em hospitais, assistência social e, sobretudo, em cada família através da oração. Recordamos a encíclica Fratelli Tutti do Papa Francisco, que nos motiva a compreender que neste momento a comunicação foi a da unidade, todos estavam unidos pela fé, formando uma família, onde todos são irmãos. A cruz representa a entrega de Jesus Cristo por amor a todos nós. O símbolo do wi-fi representa a conexão entre os meios de comunicação. As fotos retratam o povo unido pela fé. A foto aos pés da cruz é o meu pároco (Frei Lucas Lisi Rodrigues) em uma das missa on-line, representando todo o clero.”


Entrevista da PASCOM Brasil com Evandro Caldeira

A PASCOM Brasil entrou em contato com o autor da arte vencedora para conversar um pouco sobre o sentimento do momento e também para saber como se deu o percurso da elaboração da identidade visual elaborada por ele. Confira o podcast da entrevista:


Conhecendo um pouco sobre ao autor da identidade visual

Evandro Luís Marques Caldeira, nascido em 05 de maio de 1989 é natural de Olímpia/SP. Graduado e licenciado em Design Gráfico pela Universidade de Franca (UNIFRAN) no ano de 2010. Atua na área de comunicação desde o ano de sua formação. É proprietário há oito anos da CG Design (agência de publicidade e marketing) onde desempenha também as criações e projetos como designer gráfico. É membro da PASCOM na Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Olímpia/SP desde o ano de 2016 e colabora com equipe de comunicação da Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus (SP e MG).


Graças rendemos a Deus pelo seu dom colocado à serviço da comunicação, da PASCOM local da Paróquia Nossa Sra. Aparecida de Olímpia/SP e também pela colaboração com a Equipe de Comunicação de nossa Custódia. Deus lhe ajude a sempre perseverar neste serviço e o retribua com muitas bençãos!

Fraternalmente,

Equipe de Comunicação

Referências para o texto: PASCOM Brasil / Diocese de Barretos 

Fonte (Podcast): PASCOM Brasil

Capítulo Geral: Tema e lema compreendidos na ótica pascal

Renovemos nossa visão. Abracemos nosso futuro. “Desperta… e Cristo te iluminará” (Ef 5,14)

O Capítulo Geral de nossa Ordem dos Frades Menores está se aproximando, apesar da pandemia, e nos impele a rezar suplicando que Jesus ressuscitado ilumine todos os frades da Ordem para viverem autenticamente a consagração e o carisma em nossos dias e no futuro. Proponho em seguida uma pequena reflexão que pode ajudar-nos a entrar no processo de preparação desta celebração, vislumbrando o futuro de nossa Fraternidade e de nossa missão.

Visão

Quando analisamos planejamentos estratégicos do mundo empresarial, encontramos a visão como um dos pilares do planejamento, junto com a missão, os valores, as estratégias, as metas e os objetivos. A visão no mundo dos negócios é definida como o grande objetivo da empresa ou organização. Por isso, é tida como uma ideia ou plano que a organização quer realizar nos anos futuros. A visão precisa ser revista e avaliada periodicamente, pois os tempos mudam, as situações mudam e as pessoas também. Uma empresa pode definir sua visão de acordo com a necessidade do momento e a sua percepção de futuro. Por isso mesmo, a visão aponta para o futuro, tentando manter claro para todos aonde quer chegar, vislumbrar oportunidades futuras e alcançar suas metas.

A celebração do Capítulo Geral será uma oportunidade para todos nós, Frades Menores, revisarmos nossa visão de Igreja, de Vida Religiosa, de Ordem, de mundo, pois o futuro que nos espera será bem diverso do passado que vivemos. A Igreja precisa continuar o seu processo de “aggiornamento” (São João XXIII) com confiança e audácia, os religiosos e nossa Ordem serem reconhecidos pelo que somos e não pelo que fazemos. Certamente somos impelidos a ler o mais corretamente possível os sinais dos tempos, a enxergar o mundo como massa a ser fermentada e a viver nossa Regra e Vida e as Constituições Gerais profundamente ricas de espiritualidade para todos os tempos.

OFM hoje

Atualmente nossa Ordem, com mais de 12 mil frades, está presente em 119 países, na maioria deles com liberdade religiosa e boas oportunidades para viver bem o carisma e a missão que Deus nos confia. Contudo vemos mudanças significativas em curso, como o envelhecimento e a diminuição numérica muito rápida no Hemisfério Norte e na América do Sul. Desta mudança resulta a dificuldade sempre maior em cuidar dos serviços assumidos, especialmente relativos às paróquias e santuários que ocupa a maioria dos frades. Daí que nas últimas décadas vemos muitas Províncias em processo de redimensionamento. Esta realidade deve animar a todos para qualificar sempre mais nossa vida religiosa franciscana num esforço sempre maior para esclarecer e aprofundar a identidade carismática da nossa vocação franciscana, cultivando profundo espírito de oração, como pede o CPO 2018 (Quem tem ouvidos escute o que o Espírito diz… aos Frades Menores hoje – Conselho Plenário da Ordem, Nairóbi, 2018).

O mesmo CPO 2018, constatou mais uma vez que Deus nos chama como Frades Menores, para vivermos e agirmos no mundo de hoje profeticamente em fraternidade. Isto nos leva a uma existência que seja testemunho do amor, da misericórdia e da bondade de Deus e sinal de uma Igreja que é mãe de todos e tem particularmente no coração os pobres, as pessoas mais frágeis e sofredoras e aqueles que são migrantes e refugiados. Também nos faz empregar todas as forças e as capacidades que o Senhor nos deu para construir o Reino de Deus enfrentando abertamente as forças que ameaçam a vida.

Como Frades Menores, somos e estamos na Igreja, e em nosso tempo o Papa Francisco nos interpela apontando que a Igreja de Cristo é uma “Igreja em saída” como nos mostra em sua Encíclica Evangelii Gaudium (cf. EG 20-49). É uma Igreja atuante, viva, que vai ao encontro das pessoas mais vulneráveis e presta muita atenção para não ser envolvida na rede de sistemas injustos e opressivos. Eu diria que é aquele modelo de Igreja vivido por São Francisco que foi convertido pelo leproso e anunciou o Evangelho com a vida pelas ruas, estradas, campos, praças e igrejas. É uma Igreja aberta, despojada, servidora e solidária.

Mudanças

As rápidas mudanças no mundo, na Igreja e na Ordem nos fazem perceber a necessidade de renovar nossa visão. Certamente, não aquela empresarial, mas aquela do ser Frade Menor hoje e servir como instrumento de construção do Reino onde estivermos neste mundo. São Francisco nos inspira neste processo e nos aponta o caminho: ele abraçou o Cristo pobre e crucificado e fundamentou sua vida no Evangelho; dialogava em oração constantemente com Deus; viveu como irmão universal; compadeceu-se dos mais frágeis e envergonhava-se ao encontrar um irmão mais pobre do que ele; com Santa Clara discerniu que deveria viver no meio do povo de Deus (“inter gentes”). Sem dúvida, hoje a presença dos Frades Menores deve ser significativa, difundindo a alegria do Evangelho e fazendo a diferença na vida das pessoas e da Igreja. Nenhum religioso pode permanecer indiferente diante das mais variadas formas de sofrimento alheio e fechar os olhos diante das mudanças em ato.

A pandemia que surgiu no final de 2019 trouxe sofrimento a milhões de pessoas em todo o mundo e escancarou ainda mais a vergonhosa situação de desigualdades existentes em todos os lugares do planeta, mas especialmente nos países mais pobres. Milhões de irmãos e irmãs abandonados à própria sorte ou atingidos direta e indiretamente pela pandemia: doença, fome, solidão, morte. É uma realidade que interpela os Frades Menores hoje e continuará interpelando no futuro. O Papa Francisco escreveu em sua Encíclica Fratelli Tutti que é preciso “repensar os nossos estilos de vida, as nossas relações, a organização das nossas sociedades e sobretudo o sentido da nossa existência” (FT 33) e anunciou que precisamos sair da pandemia melhores que antes (Audiência do dia 26.08.2020).

Estamos assistindo a cada dia a banalização da vida. A história mostra que sempre aconteceram conflitos, guerras, destruição da vida… Foi esta situação triste de desrespeito pela vida que fez surgir o texto da Sagrada Escritura narrando a história de Abel e Caim: luta fratricida! Hoje encontramos homens e mulheres iludidos por falsas seguranças e defendendo medidas pouco inteligentes para combater a violência. São Francisco viveu a paz e tornou-se irmão de todas as criaturas. “Todos os franciscanos são sucessores de São Francisco”, afirma Frei Michael Anthony Perry, OFM, Ministro Geral. Como tais deveriam enxergar as pessoas com a dignidade de filhas do Deus e, por isso mesmo, respeitá-las e buscar o diálogo. Por outro lado, empenhar-se em construir a paz através das mais variadas formas de prevenção à violência, à injustiça, à marginalização e abandono de crianças e adolescentes.

Experiência pascal

O “mistério pascal” envolve os passos da paixão, morte e ressurreição de Jesus. Os discípulos e discípulas chegam a Jerusalém com o Mestre por ocasião a celebração da festa da Páscoa judaica. O mistério inicia quando Jesus com os Doze celebra a última ceia e não demora para ser traído e preso como malfeitor. Começa a ser processado durante a noite e é condenado à morte pela manhã. Sem fugir do sofrimento, abraça a cruz e a própria morte, “escândalo para os judeus e insensatez para os pagãos” (1Cor 1,23). O mistério se revela com Jesus ressuscitado aparecendo às discípulas e discípulos.

De fato, quando as discípulas de Jesus o viram ressuscitado, uma luz brilhou para elas. Os evangelistas narram a experiência delas no dia da Ressurreição com pequenas, mas significativas nuances. São Marcos diz que elas foram ao túmulo de Jesus “ao nascer do sol” (Mc 16,2); São Mateus diz “ao raiar do primeiro dia da semana” (Mt 28,1); e São João diz “quando ainda estava escuro” (Jo 20,1). Jesus, luz do mundo, ressuscitando, venceu as trevas da morte e iluminou a vida das discípulas e dos discípulos. O Ressuscitado iluminou também as mentes deles para compreenderem a revelação de Deus nas Escrituras.

Jesus, luz do mundo

O tema da luz perpassa toda a Sagrada Escritura opondo-se às trevas. De fato, vemos já no primeiro ato da criação Deus separando a luz das trevas (cf. Gn 1,3s) e, no final da narração da história da salvação, Deus mesmo é a luz da nova criação e a sua “lâmpada é o Cordeiro” (cf. Ap 21,5.23).

São Lucas vê a realização das promessas anunciadas nos profetas Isaías e Malaquias e atribui a Jesus a imagem do “Astro das alturas” que veio para “iluminar os que jazem nas trevas e nas sombras da morte” (Lc 1,78-19; cf. Is 9,1; 42,7; Ml 3,20). Jesus é a “luz para iluminar as nações” (Lc 2,32; cf. Is 42,6; 49,6) que São Paulo anunciará aos pagãos para que “se convertam das trevas à luz” (cf. At 13,47; 26,18). Os discípulos mesmos deverão ser luz para as nações e atrair os irmãos e irmãs para o Cristo com o próprio testemunho (cf. Mt 5,14).

São João fermenta todo o Evangelho com a consciência de que Jesus é a “luz que brilha nas trevas” como foi inserido no prólogo do seu Evangelho (Jo 1,5). No milagre do cego de nascença, Jesus se revela como “luz do mundo” (Jo 9,5) e, ensinando em Jerusalém, diz “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8,12). A certeza de que é Ele quem ilumina o caminho dos discípulos está na sua afirmação: “Eu, a Luz, vim ao mundo para que aquele que crê em mim não permaneça nas trevas” (Jo 12,46).

Com a Ressurreição na Páscoa, as discípulas e discípulos saem das sombras da morte. O medo, a tristeza e as lágrimas são substituídos pela alegria, pela felicidade, pela vida plena no Reino messiânico. O Ressuscitado, aparecendo aos discípulos, envia-os em missão: “como o Pai me enviou eu também vos envio” (Jo 20,21). A missão deles será dar testemunho da luz diante da humanidade que vive nas trevas. De fato, lemos, por exemplo, na primeira Carta de Pedro que Deus “nos chamou das trevas para a sua luz maravilhosa” (1Pd 2,9) e na Carta aos Colossenses que “Ele nos arrancou do poder das trevas” (Cl 1,13).

Segundo a compreensão dos primórdios da Igreja, pelo Batismo é que somos agraciados com a Luz de Cristo. O lema escolhido para o Capítulo Geral, “Desperta… e Cristo te iluminará” (Ef 5,14) está no contexto da exposição do que acontece com o batizado: “agora és luz no Senhor” (Ef 5,8) que, transformado, precisa comportar-se como “nova criatura”, o “homem novo, criado segundo Deus, na justiça e santidade da verdade” (Ef 4,24). O apelo da carta é para que os batizados vivam “filhos da luz” (Ef 5,8; 1Ts 5,5), produzam os “frutos da luz… bondade, justiça e verdade” (Ef 5,9) e procurem “conhecer a vontade do Senhor” (Ef 5,17). Desta maneira, o batizado realiza a missão de irradiar a luz divina da qual tornou-se depositário no Batismo (cf. Mt 5,16; Fl 2,15).

Futuro

O futuro da Ordem depende da nossa vivência hoje e das nossas opções em relação ao que queremos para o futuro. Isto implica avaliar nosso estilo de vida, o local de nossas presenças, os trabalhos assumidos, os projetos e estruturas que ocupam o tempo e as habilidades dos Frades pelo mundo afora. Talvez seja impossível chegar a um consenso universal, sabendo que cada região tem as suas particularidades e as suas exigências. Contudo, o Evangelho é o mesmo e as pessoas são seres humanos em todos os lugares do planeta. O que compromete às vezes são esforços inúteis para manter estruturas caducas e distantes do carisma franciscano; são “atitudes mundanas” (Papa Francisco, Tóquio, 25.11.2019) que distanciam o religioso do Evangelho e da essência da Vida Religiosa; o clericalismo, que vem sendo combatido pelo Papa Francisco em diversas ocasiões; um certo saudosismo medieval que tende a olhar só para trás; e a também grave atitude de entrincheiramento diante das incertezas e ameaças do mundo atual.

Como religiosos chamados, consagrados e enviados pelo Senhor da vida, todos nós Frades Menores temos a oportunidade de entrar em processo de discernimento fraterno, dialogando, pessoal e comunitariamente, com o Cristo ressuscitado, luz para o mundo, escutando o que o Espírito está soprando aos ouvidos da Ordem e assumindo responsavelmente nossa missão no mundo que nos interpela. Este processo deve levar-nos a avaliar nosso estilo de vida, se condiz com o Evangelho, com o carisma e com o chamado à proximidade com os mais pobres e vulneráveis de nossas sociedades.

Frei Valmir Ramos, OFM


Paulista, natural de Franca (SP), Frei Valmir pertence a Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus e foi eleito Definidor Geral para a América Latina no Capítulo Geral de 2015. Ele reside na Cúria Geral, em Roma/Itália.

Fonte: Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil

Mensagem do Custódio em ocasião da Páscoa

É Páscoa! Aleluia, o Senhor ressuscitou!

“Quem rolará para nós a pedra da entrada do túmulo?” (Mc 16, 3). Esta foi a pergunta que as mulheres fizeram entre si nos primeiros raios de sol daquele domingo, que tornara o dia sem ocaso, o Domingo da Ressurreição. Na verdade, não havia mais a pedra obstruindo a entrada ao túmulo porque já não havia mais a morte como castigo. A libertação dos filhos de Deus já estava consumada de uma vez por todas com a Ressurreição do Seu Filho, o Cristo, o Ungido.

Muitas vezes acreditamos que a pedra ainda obstrui a passagem do encontro com Jesus, o Ressuscitado. A pedra já não é empecilho, mas, pela nossa pouca fé e medo, resistimos à entrada ao túmulo. Quem não entra no túmulo da humildade, do perdão, do amor, da conversão, do renovar-se, não contempla a ressurreição. Não ouve o alegre anúncio do Anjo: “Ele ressuscitou. Não está aqui” (Mc 16, 6).

Que pela força do Espírito que o Ressuscitado mesmo nos conferiu, possamos vencer as barreiras que nos impedem desse encontro, tais como: o medo, a incredulidade, o egoísmo, a injustiça, o extremismo, a apatia, a intolerância, o preconceito e falta de caridade. Que a Luz do Cristo ressuscitado ilumine as trevas dos nossos corações e do mundo inteiro e os faça arder do seu amor e da bendita esperança que nos faz mirar ao longe com a certeza da vida que se refaz a cada instante, não obstante, os sinais de morte que nos rodeiam. Que possamos gritar ao mundo com as nossas ações transbordantes da certeza de que a morte foi vencida e a vida sempre prevalecerá porque o Senhor reina para sempre.

“Não vos assusteis. Ele ressuscitou!” (Mc 16, 6)

Feliz Páscoa!

Franca, 03 de abril de 2021

Solenidade da Vigília Pascal

 

Frei Fernando Aparecido dos Santos, OFM

Custódio