13 de maio: Emoção, fé e amor, marcam os fiéis da Paróquia Nossa Sra. de Fátima de Araguari/MG

É com alegria que a comunidade de fiéis da nossa Paróquia Nossa Sra. de Fátima de Araguari/MG, retomam os festejos e celebrações em honra à sua padroeira, celebrada no último dia 13 de maio.

Depois de 2 anos de espera e sem poder reunir a multidão de fiéis à Nossa Senhora de Fátima, esse ano foi possível. “Não tenham medo”… Essas palavras dirigidas pela Virgem Maria aos 3 pastorinhos, foram a força para superarmos todos os obstáculos e consolo para seguirmos em frente rumo a volta da grande festa de maio.

Foram retomadas as novenas às 19h e as famosas barraquinhas com o tradicional bingão esperado por muitos. As barraquinhas aconteceram do dia 04 a 07 e de 12 a 15 de maio. No dia das mães, tivemos ao invés das barraquinhas, o evento: “Doce de Mãe”, um festival de tortas doadas e vendidas logo após a celebração eucarística das 9h, sendo este o segundo ano que acontece.

Durante os 9 dias da novena, foram vividos momentos de muita emoção, fé e demonstrações de amor a Mãe de Fátima. Presididas por queridos frades e sacerdotes da nossa região e da Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus.

  • 1º DIA: Frei Manoel – “Nossa Senhora e a ressurreição do Senhor”
  • 2º DIA: Frei Filomeno – “Nossa Senhora fonte de luz”
  • 3º DIA: Padre Adão – “Nossa Senhora do cenáculo”
  • 4º DIA: Frei Fernando – “Nossa Senhora e a perseverança”
  • 5º DIA: Frei Mauro – “Nossa Senhora e a fidelidade”
  • 6º DIA: Frei Lucas Lisi – “Nossa Senhora e o serviço”
  • 7º DIA: Frei Joaquim – “Nossa Senhora, a alegria da esperança”
  • 8º DIA: Frei Antônio Carlos – “Nossa Senhora, do diálogo brota o sim”
  • 9º DIA: Frei Ezimar – “Nossa Senhora e a Sabedoria”

No dia 13, dia da grande festa, a temática foi: “Fátima nossa mãe”; sob a presidência do pároco, Frei Mauro Luiz de Oliveira, OFM, às 19h. Neste dia também houve celebração às 7h e 15h. As 12h a comunidade se uniu para a oração do Santo Terço.

O encerramento da novena contou com uma multidão de fiéis que participaram da celebração, seguida da coroação e procissão das luzes, ápice da nossa fé em Maria. Um verdadeiro sentimento de volta, de alegria e de retorno à casa da mãe para celebrar o seu dia, um tempo de espera e de angústia que foi superado e confiado à ela que disse: “Não tenham medo!”

Pároco da Paróquia Nossa Sra. de Fátima de Araguari/MG, Frei Mauro Luiz de Oliveira, OFM

A festa continua com a confraternização nas barraquinhas, regada a deliciosas comidas e bebidas, leilões e bingos. Tem o seu encerramento neste domingo (15), logo após a Santa Missa das 19h.

Rogamos a Virgem de Fátima que olhe por nossa comunidade, bem como por todo o povo de Deus, para que possam sempre perseverar no serviço e no amor, como o próprio Cristo nos ensinou.

Fraternalmente,

PASCOM – Araguari/MG

O Papa: vivamos as tarefas de cada dia em espírito de serviço

Mariangela Jaguraba (Vatican News)

O Papa Francisco canonizou dez novos santos durante a missa celebrada na manhã deste domingo (15/05), na Praça São Pedro.

Dentre os novos santos estão o carmelita Tito Brandsma, Maria Rivier e Charles de Foucauld.

«Assim como Eu vos amei, amai-vos também vós uns aos outros». Com estas palavras Jesus diz aos seus discípulos o que significa ser cristão. “Este é o testamento que Cristo nos deixou, o critério fundamental para discernir se somos verdadeiramente seus discípulos ou não: o mandamento do amor”, disse o Papa em sua homilia.

No centro está o amor incondicional e gratuito de Deus

A seguir, Francisco refletiu sobres os dois elementos essenciais deste mandamento: o amor de Jesus por nós, «assim como Eu vos amei», e o amor que Ele nos pede para viver, «amai-vos também vós uns aos outros».

Primeiro ponto: «Assim como Eu vos amei». “E como nos amou Jesus?”, perguntou o Papa. “Até o fim, até o dom total de si mesmo”, respondeu o Pontífice. Segundo o Papa, “causa impressão vê-Lo pronunciar estas palavras numa noite tenebrosa, enquanto se respira no Cenáculo um ambiente denso de comoção e turbamento: comoção, porque o Mestre está prestes a despedir-se dos seus discípulos; turbamento, porque anuncia que será precisamente um deles a traí-Lo. Podemos imaginar a tristeza que havia no íntimo de Jesus, a escuridão que se adensava no coração dos apóstolos, a amargura vivida ao ver que Judas, depois de receber o bocado de pão ensopado para ele pelo Mestre, saía da sala para adentrar-se na noite da traição. É justamente na hora da traição que Jesus confirma o amor pelos seus. Com efeito, nas trevas e tempestades da vida, o essencial é isto: Deus nos ama”, sublinhou Francisco.

«Não fomos nós que amamos a Deus, mas foi Ele mesmo que nos amou». Que este anúncio “seja sempre central na profissão da nossa fé e nas suas expressões”, disse Francisco, acrescentando:

Nunca nos esqueçamos disto! No centro, não está a nossa capacidade nem os nossos méritos, mas o amor incondicional e gratuito de Deus, que não merecemos. No início do nosso ser cristão, não estão as doutrinas e as obras, mas a maravilha de descobrir que se é amado, antes de qualquer resposta nossa.

“Enquanto o mundo quer muitas vezes convencer-nos de que só temos valor se produzirmos resultados, o Evangelho nos lembra a verdade da vida: somos amados.”

Assim escreveu um mestre espiritual do nosso tempo: «Ainda antes que nos visse qualquer ser humano, fomos vistos pelos olhos amorosos de Deus. Ainda antes que alguém nos ouvisse chorar ou rir, fomos escutados pelo nosso Deus que é todo ouvidos para nós. Ainda antes que alguém neste mundo nos falasse, já nos falava a voz do amor eterno».

Deixar-se transfigurar pela força do amor de Deus

Segundo o Papa, “esta verdade nos pede uma conversão da ideia de santidade que frequentemente possuímos. Às vezes, insistindo muito sobre o nosso esforço para praticar boas obras, criamos um ideal de santidade demasiado fundado em nós mesmos, no heroísmo pessoal, na capacidade de renúncia, nos sacrifícios feitos para se conquistar um prêmio. Deste modo fizemos da santidade uma meta inacessível, separamo-la da vida de todos os dias, em vez de a procurar e abraçar na existência quotidiana, no pó da estrada, nas aflições da vida concreta e, como dizia Santa Teresa de Ávila às suas irmãs, «entre as panelas da cozinha». Ser discípulo de Jesus e caminhar pela via da santidade é, primeiramente, deixar-se transfigurar pela força do amor de Deus. Não esqueçamos o primado de Deus sobre o próprio eu, do Espírito sobre a carne, da graça sobre as obras”.

“O amor que recebemos do Senhor é a força que transforma a nossa vida: dilata-nos o coração e predispõe-nos a amar. Por isso, e passamos ao segundo ponto, Jesus diz «assim como Eu vos amei, amai-vos também vós uns aos outros». Este «assim como» não é apenas um convite a imitar o amor de Jesus; mas significa que só podemos amar porque Ele nos amou, porque dá aos nossos corações o seu próprio Espírito, Espírito de santidade, amor que nos cura e transforma. Por isso podemos decidir-nos a praticar gestos de amor em toda a situação e com cada irmão e irmã que encontramos”, disse ainda o Pontífice.

“O que significa, concretamente, viver este amor?”, perguntou o Papa. “Antes de nos deixar este mandamento, Jesus lavou os pés aos discípulos; depois de o ter pronunciado, entregou-se no madeiro da cruz”, disse Francisco, acrescentando: 

“Amar significa isto: servir e dar a vida. Servir, isto é, não colocar os próprios interesses em primeiro lugar; desintoxicar-se dos venenos da ganância e da preeminência; combater o câncer da indiferença e o caruncho da autorreferencialidade, partilhar os carismas e os dons que Deus nos concedeu.”

Perguntando-nos o que fazemos de concreto pelos outros, vivamos as tarefas de cada dia em espírito de serviço, com amor e sem alarde, sem nada reivindicar.

“Primeiro servir, depois dar a vida”, sublinhou o Papa. “Aqui não se trata só de oferecer aos outros qualquer coisa, alguns bens próprios, mas dar-se a si mesmo.”

Eu gosto de perguntar às pessoas que me pedem conselhos: “Diga-me, você dá esmola?” – “Sim, Padre, eu dou esmola aos pobres”. “E quando você dá esmola, você toca na mão da pessoa, ou você joga a esmola e se limpa? E ficam vermelhos: “Não, eu não toco.” “Quando você dá esmola, você olha nos olhos da pessoa que você ajuda, ou você olha para o outro lado?” “Eu não olho”. Tocar e olhar, tocar e olhar a carne de Cristo que sofre em nossos irmãos e irmãs. Isso é muito importante. Dar a vida é isso. A santidade não se faz de alguns gestos heróicos, mas de muito amor diário.

O caminho da santidade não está fechado

Somos chamados a “servir o Evangelho e os irmãos”, a oferecer a nossa vida “sem retribuição, sem buscar nenhuma glória mundana, mas escondido humildemente como Jesus”.

“Os nossos companheiros de viagem, canonizados hoje, viveram assim a santidade: abraçando com entusiasmo a sua vocação, de sacerdote, de consagrada, de leigo, gastaram-se pelo Evangelho, descobriram uma alegria que não tem comparação e tornaram-se reflexos luminosos do Senhor na história. Este é um santo ou uma santa: um reflexo luminoso do Senhor na história.”

O caminho da santidade não está fechado. É universal, é um chamado a todos nós. Começa com o Batismo, não está fechado. Tentemos fazê-lo também nós, porque cada um de nós é chamado à santidade, a uma santidade única e irrepetível. A santidade é sempre original, como dizia o Beato Carlos Acutis: Não existe santidade de fotocópia, a santidade é original, é a minha e a sua, de cada um de nós. É única e irrepetível. Sim, o Senhor tem um projeto de amor para cada um, tem um sonho para a sua vida, para a minha vida, para a vida de cada um de nós. O que você quer que eu lhe diga? Realiza-o com alegria.

Fonte: Vatican News

Fraternidade Nossa Sra. de Fátima de Marília/SP, acolherá o Iº Encontro Vocacional Franciscano do ano

Querido jovem, PAZ e BEM!
 
A Fraternidade Nossa Sra. de Fátima de Marília/SP já está em festa, pois com alegria acolherá todos os jovem que lá estarão para discernir a sua vocação, no Iº Encontro Vocacional Franciscano” deste ano.
 
O encontro acontecerá do dia 20 a 22 de maio, iniciando na noite da sexta-feira (20) e terminará com o almoço do domingo (22). O objetivo do encontro é ajudar a todos os presentes a conhecer um pouco do carisma franciscano, de modo especial a vida de São Francisco e Santa Clara de Assis, bem como mostrar a base da nossa vida, a vida fraterna.

CARTAZ DE DIVULGAÇÃO


Então jovem, você que deseja conhecer mais de perto a vida religiosa franciscana para discernir melhor o apelo do Senhor na Igreja e no mundo, nos procure através dos nossos meios de comunicação, que seguirá logo abaixo.
 
Venha ser um FRADE FRANCISCANO!
 
Participe conosco!
 
Fraternalmente,
 
Frei Eduardo Augusto Schiehl, OFM (Coordenador – SAV)

CONTATO
 
WhatsApp: (16) 99050-9750
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Canal (YouTube): Fraternizar SCJ
E-mail: sav@ofmscj.com.br ou savcustodiascj@gmail.com

5º Domingo da Páscoa: “Amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros!”

LEITURAS: At 14,21b-27 / Sl 144 / Ap 21,1-5a / Jo 13,31-33a.34-35

As palavras de Jesus deste Evangelho são ditas no contexto da última ceia: Jesus lavou os pés dos discípulos, anunciou a traição e imediatamente a glorificação do Filho do Homem, isto é, de Jesus encarnado e nascido de uma mulher. É a introdução de um longo discurso de despedida que Jesus faz aos seus discípulos em que o evangelista concentra uma série de ensinamentos de d’Ele.

Depois de indicar que o amor se vive concretamente através do serviço, Jesus deixa o seu novo mandamento: “amai-vos uns aos outros”. O mandamento é novo por se tratar de uma atitude sempre nova, uma vez que o verdadeiro amor é vivo. E Jesus indica o tamanho do amor que Ele pede: “como eu vos amei, amai-vos uns aos outros”. A ação concreta do maior amor de Jesus que os discípulos conheciam é a de entregar a própria vida. Mas mesmo antes disso, Jesus tinha expresso seu amor por todas as pessoas, a começar pelos doentes, pelos excluídos, pelas mulheres discriminadas, pelas crianças, pelos pecadores, pelos pobres, pelos famintos, pelos pagãos… seu amor era preferencialmente pelos mais frágeis da sociedade de seu tempo.

Como Jesus sabe que logo não estará mais fisicamente com os seus discípulos, pede a eles que vivam o amor. A expressão usada pelo evangelista é clara: “conhecerão que sois meus discípulos se tiverdes amor uns aos outros”. Isto significa que para ser cristão não basta ser batizado ou ser consagrado ou ser padre. É preciso viver o amor concretamente como Jesus viveu. O seu gesto de lavar os pés pode ter deixado os discípulos que pensavam em privilégios meio confusos, como também hoje pode deixar confusos os que buscam privilégios na Igreja e através dela. Porém foi o gesto que revelou o amor desinteressado e abriu caminho para que os discípulos compreendessem o novo mandamento.

A leitura do Apocalipse fala de “um novo céu e uma nova terra”. Esta também é uma palavra atual, pois num mundo em que as pessoas estão perdidas entre falsos valores e falsas notícias, entre corrida pelo poder e pelos privilégios, Jesus ressuscitado chama os cristãos para viver concretamente o amor pelas pessoas sem engano e servindo aos mais frágeis das sociedades. O novo só acontecerá se houver amor verdadeiro e serviço desinteressado.

Frei Valmir Ramos, OFM

15 anos de Aparecida: um Documento que conserva toda sua validade

Celebração presidida por Bento XVI em Aparecida em maio de 2007

Padre Modino (CELAM)

Aparecida, um documento que permanece vivo nas ações do Papa Francisco, um documento atual, surgido de uma Conferência celebrada aos pés da Padroeira do Brasil de 13 a 31 de maio de 2007, com 266 participantes. Disso está sendo feito memória nos dias 12 e 13 de maio de 2022 no mesmo local, algo que tem começado coma inauguração de um Espaço Memorial e a reza do terço, lembrando o presidido pelo Papa Bento XVI 15 anos atrás.

O Espaço Memorial é uma iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Santuário Nacional, que lembra as conferências realizadas pelo Conselho Episcopal Latino-americano (Celam), com livros, fotos, paramentos e outros objetos. A inauguração esteve presidida por Dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, que após a acolhida do reitor do Santuário Nacional, que insistiu em ver Aparecida como a Casa da Mãe, mostrou sua alegria diante deste importantíssimo evento.

Dom Walmor insistiu em que esse espaço memória não faz referência unicamente ao passado, e sim algo que mostra “a força espiritual e missionária da Conferência de Aparecida e o Documento de Aparecida”, destacando que mesmo sem aparecer o termo, no Documento de Aparecida “nós encontramos um programa de sinodalidade da mais alta qualidade, da mais alta pertinência”.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo

O rezo do Terço foi presidido pelo cardeal Odilo Scherer, contando com a presença de bispos, os mais de 500 presbíteros que estão participando do seu 18º Encontro Nacional, a Vida Religiosa e leigos e leigas. Juntos meditaram os mistérios do Santo Rosário, sendo rezados por diferentes pessoas, tudo intercalado com cantos, textos bíblicos e do Documento de Aparecida, e reflexões do Arcebispo de São Paulo que foi atualizando esta devoção secular à luz daquilo que hoje o mundo vive.

O cardeal Scherer afirmou que “a nós é pedido que nos renovemos no fervor missionário”, o que se concretiza no anuncio com alegria de uma Palavra que precisa ser testemunhada. O purpurado também fez um chamado à paz frente a uma violência que “acaba sendo uma grande injustiça para as pessoas”, que na guerra gera fome e sofrimento. Isso o fez mostrar a necessidade de “nós cuidar para que este mundo seja cada vez mais sadio, com menos sofrimentos”, chamado a ser testemunhas da caridade, da compaixão, da misericórdia de Deus.

No final da oração do terço, Dom Miguel Cabrejos fez uma leitura de uma mensagem onde ele descreveu os 15 anos desde Aparecida como um tempo de impulso missionário. O presidente do Celam disse ver o Documento de Aparecida, citando as palavras do Papa Francisco, como algo que “nasceu precisamente desta tecelagem entre o trabalho dos Pastores e a simples fé dos peregrinos, sob a proteção materna de Maria”.

Dom Miguel Cabrejos

Aparecida foi “um autêntico Kairos que gerou um profundo impulso missionário”, segundo o presidente do episcopado peruano, que destacou a dimensão missionária como um dos eixos norteadores de Aparecida, a partir do método de ver-julgar-atuar, e a opção preferencial pelos pobres e pelo cuidado da Criação. A partir daí ele afirmou que “a Igreja precisa de um choque forte que a impeça de se acomodar no conforto, estagnação e tibieza, às margens do sofrimento dos pobres do continente”.

Em suas palavras, ele se referiu à conversão pastoral e outros aspectos da V Conferência Geral do Celam, tais como ser discípulos missionários e assumir a Missão Permanente como uma tarefa impagável. Juntamente com isto, ele o relacionou com o atual processo sinodal e a Assembleia Eclesial da América Latina e do Caribe, chamando a “reafirmar nossa identidade de discípulos missionários, a ser uma Igreja em saída, sinodal e misericordiosa”, algo que leva a “fortalecer a missão, a comunhão eclesial, a colegialidade e a sinodalidade”.

Hoje, Aparecida produz “uma grande esperança, um espírito de profecia, de grande compromisso, porque ainda há desafios a serem enfrentados e outros que se abrem”, algo motivado pelo contexto histórico, segundo Dom Miguel Cabrejos. O prelado destacou que Aparecida promove o conceito do povo de Deus, que somos todos Igreja, assim como a interculturalidade, o cuidado com a casa comum e a ecologia integral. Neste sentido, ele disse não ter dúvidas de que Aparecida inspirou os quatro sonhos da Querida Amazônia: social, cultural, ecológico e eclesial.

Uma riqueza reunida em Aparecida, que, segundo Dom Miguel Cabrejos, nos abre para entender que “toda evangelização deve ser um processo, as obras pastorais devem ser um processo, não eventos que são organizados, terminados e pronto”. Tudo isso olhando para o futuro, para o evento de Guadalupano de 2031 e para o ano da Redenção em 2033, caminhando sinodalmente, algo já presente na vida das primeiras comunidades cristãs.

Aparecida se entende a partir da decisão pessoal do Papa Bento XVI na escolha do lugar, segundo Dom Jaime Spengler, que vê no Santuário Nacional “um lugar todo especial na história também do nosso povo. Aparecida é a referência para muitos de nosso povo, a casa da mãe”. Segundo o vice-presidente primeiro da CNBB, “na casa da mãe, a gente fala livremente, na casa da mãe, nós verdadeiramente nos sentimos em casa”, algo experimentado pelos bispos participantes da V Conferência do Celam.

Dom Jaime Spengler

O arcebispo de Porto Alegre insistiu em que “foi esse sentir-se em casa, na casa da mãe, com os irmãos e irmãs que frequentam o santuário que, por assim dizer forjou a beleza, a grandeza desse documento que marca, não só a história da Igreja latino-americana, mas que também de alguma forma delineou o próprio pontificado do Papa Francisco”.

Aparecida mantem a sua atualidade, segundo o cardeal Odilo Scherer, “embora depois de Aparecida até nossos dias já tem surgido muitas outras questões que não estão contempladas suficientemente no Documento de Aparecida e necessitam de novas declarações, novas posturas, enfim nova reflexão da Igreja”.

Cardeal Odilo Scherer

Ele destaca que “as questões essenciais do Documento de Aparecida conservam toda sua validade”. O vice-presidente primeiro do Celam vê como questão de fundo, “o renovado encontro com Jesus Cristo para uma fé viva, profunda e verdadeira”. Junto com isso, “a necessidade de renovar a Igreja a partir de uma renovação missionária, a Igreja precisa se renovar na missão”, algo sempre atual, com toda sua validade, assim como “aquela atenção que Aparecida pediu aos pobres, pediu para a juventude, se mostra totalmente atual”.

O purpurado destacou também a atualidade da “presença da Igreja no meio dos nossos povos, que é histórica”, uma presença que “precisa ser aprofundada, precisa ser renovada e cultivada, de maneira que através sobretudo de uma renovada presença laical no meio da sociedade, a Igreja, o evangelho, possa chegar a todos os âmbitos da vida social, da vida cultural, da vida pública, da vida política, econômica e assim por diante”, para que esses povos possam ter “vida abundante em Jesus Cristo”.

Fonte: Vatican News

O apelo do Ministro Geral: O chamado missionário faz parte da nossa vocação

A todos os Irmãos da Ordem

Roma, 6 de maio de 2022

“O Senhor diz: ‘Eis que vos envio como ovelhas no meio de lobos. Portanto, sejam prudentes como as serpentes e simples como as pombas”. Portanto, aqueles irmãos que por inspiração divina desejam ir entre os sarracenos e outros infiéis, deixem-nos ir com a permissão de seu ministro e servo”. (RegNB XVI, 1-3)

Caros Irmãos de toda a Ordem que o Senhor te dê a paz!

De 10 a 23 de fevereiro de 2022, fiz pessoalmente a visita canônica à Custódia dos Santíssimos Protomártires de Marrocos para conhecer diretamente esta realidade que depende do Ministro geral.

Experimentei esta oportunidade como uma verdadeira peregrinação numa terra única, durante a qual cresceram em mim as palavras da Regra não marcada há pouco, e com ela a consciência de que aqui está em jogo um ponto essencial do nosso carisma: estar com e estar entre as pessoas como transparência da Encarnação e da Paixão, do Bem que habita em cada criatura. 

Ao percorrer esta terra, trouxe comigo os irmãos de toda a Ordem, sentindo que aqui estamos jogando com algo muito vital: aderir a uma terra, um povo, uma cultura, línguas e outras visões do mundo, amando-os e buscando neles humildemente os vestígios da presença do Deus da vida. Nossas Constituições dizem: “Como seguidores de São Francisco e primeiros missionários da Ordem, os frades devem estar fortemente preocupados em ir humilde e devotamente entre os povos da religião islâmica, para os quais também não há onipotência senão Deus”.

Vivemos esta vocação em muitas partes do mundo. Marrocos é o lugar onde Francisco, Clara e António gostariam de dar um testemunho radical de Cristo, e onde os Mártires da Ordem o viveram. Agradeço a todos os frades que aceitaram a inspiração divina de vir viver com e entre este povo, como resposta ao chamado interior de dizer novamente sim à vocação de Frades menores. Com estas simples palavras, é minha intenção recordar a todos os frades da Ordem a vocação missionária que pertence de dentro à nossa vocação, que morre sem manter vivo este impulso. A necessidade de novos irmãos é muito urgente:

  • Na Custódia de Marrocos, encontra-se em anexo a apresentação específica;
  • No Sudão e no Sudão do Sul, onde se exige o conhecimento do inglês e do árabe, esperamos Irmãos para o serviço de formação e para o serviço pastoral e missionário em Cartum e Juba;
  • Na Custódia da Terra Santa há necessidade de formadores e frades que, aprendendo as línguas, possam ingressar nas diversas formas que a missão neste lugar exige hoje.
  • Na Rússia e na Líbia, precisamos de irmãos que estejam disponíveis para a missão em contextos difíceis.

Peço aos frades que sentem este chamado que o escutem na oração, que façam um discernimento pessoal e com o seu Ministro e se apresentem comigo através do Secretariado Geral para as Missões e Evangelização. Agradeço-vos mesmo que seja apenas para ouvir este chamado, coração da nossa vocação. Com a bênção de São Francisco, que nos quer irmãos e menores no mundo, saúdo-vos fraternalmente.

Fr. Massimo Fusarelli, OFM (Ministro Geral)

Fonte: OFM

Vivência em fraternidade, oração, partilha de vida e formação, marcam o Iº Encontro Interprovincial dos Postulantes em Franca/SP

Aconteceu nesta última semana (01 a 07 de maio), o Iº Encontro Interprovincial dos Postulantes deste ano, envolvendo assim, as três entidades que compõem o Noviciado Comum em Catalão/GO, a saber:  Província do Santíssimo Nome de Jesus do Brasil (GO, TO e DF), Custódia Franciscana das Sete Alegrias de Nossa Senhora (MT e MS) e a Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus (SP e MG). O encontro foi realizado no Convento Santa Maria dos Anjos, em Franca/SP e contou com a participação de 18 jovens/rapazes Postulantes.

O encontro teve início no domingo (01) com a celebração do “Lucernário”, oportuna oração do tempo pascal; e logo em seguida houve um recreio fraterno, no qual fomos acolhidos por toda a fraternidade presente. Houve também a acolhida do guardião a todos os frades e formandos visitantes.

Na segunda-feira (02) fomos inseridos, de fato, na programação do encontro, como também com o espírito de oração proposto pela casa para tal momento. No decorrer do dia, houve também um momento de apresentação e partilha fraterna, entre nós postulantes, onde tivemos a oportunidade de conhecer um pouco da vida e do testemunho vocacional de cada irmão.

Durante a tarde aconteceu uma formação com a psicóloga Luciana, sobre dependência emocional, na qual pudemos ter contato com essa realidade tão presente na vida humana, e na oportunidade, tiramos dúvidas acerca do assunto proposto. Encerramos o dia com a oração das vésperas, seguida da celebração da Santa Missa presidida pelo Frei Eduardo, OFM, bem como de um delicioso jantar fraterno. Terminado o jantar, foi apresentado pelo Frei Alef Henrique Pavini, OFM, um pouco da história da Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus, entidade esta que nos acolheu durante estes dias.

Na terça-feira (03), a celebração das laudes, seguida da Santa Missa, presidida pelo Frei Janilson, OFM antecipou-nos o bom clima do dia que começava. Este terceiro dia foi marcado por um passeio magnífico, em uma chácara de um benfeitor da casa, onde conseguimos enxergar entre nós a interação de cada formando e conhecer um pouco mais a identidade de cada um, num ambiente pautado pelo respeito, aceitação, abertura e caridade mútua.

Psicólogas Tassiana e Edimara com os postulantes

A quarta-feira (04), durante período matutino, seguimos a rotina habitual do convento; já no período vespertino tivemos a formação com as psicólogas Tassiana e Edimara, tendo como tema: “Um encontro com meu eu interior: Fagulha divina”. Como abordagem para a formação, fora escolhida pelas profissionais a forma de dinâmicas, favorecendo a leveza e o entrosamento do momento entre nós. Logo após a formação tivemos a celebração das vésperas que anteciparam a Santa Missa, celebrada nas intenções dos benfeitores e presidida pelo Custódio da entidade local, Frei Fernando Aparecido dos Santos, OFM. Em sua homilia, nos chamou atenção o seu convite a perseverança e fidelidade no dom da vocação Franciscana concedida por Deus. Aproveitando a presença do Custódio, fraternalmente tivemos um recreio de conclusão do dia.

Frei Wagner Gleyson Theodoro, OFM com os postulantes

Após as laudes da quinta-feira (05), presidiu para nós a Santa Missa o Frei Janilson, OFM. As orações diurnas já mencionadas antecederam a formação que tivemos com o Frei Wagner, OFM, cujo tema “A Sexualidade na Vida Religiosa Consagrada”, inseriu-nos no aperfeiçoamento daquilo que já sabíamos e desvendou-nos alguns tabus desse assunto pouco comentado no meio religioso e até mesmo estigmatizado.

Na noite deste mesmo dia tivemos um momento de adoração ao Santíssimo Sacramento, vivo e presente na Eucaristia, que fora conduzido pela equipe de liturgia, junto do Frei Alef, OFM. Foi-nos proposto também uma “Noite Cultural”, onde cada um  teve a oportunidade de trazer a cultura presente no território e história de cada uma de suas entidades. Destacamos aqui o amplo espírito fraterno e respeitoso acerca de cada apresentação, como também o resgate da história de alguns frades memoráveis, já idosos ou falecidos, transpondo-nos um sentimento de gratidão pelo dom de suas vidas doadas em missão, para o bem de cada entidade representada.

Como de costume, iniciamos a sexta-feira (06) com as laudes, seguida da celebração da Santa Missa, que desta vez foi presidida pelo Frei José Aécio, OFM. A tarde tivemos a oportunidade de conhecer as duas comunidades paroquiais aos quais os frades estão presentes em Franca/SP, como também a Sede Custodial, onde fomos extremamente bem acolhidos pela fraternidade. O passeio findou-se com uma visita ao Mosteiro Cisterciense de Claraval/MG, que nos encantou com sua história e influência na região. Ao retornarmos para casa, em espírito fraterno, assistimos a um filme muito interessante, escolhido em comum acordo entre nós.


Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus (SP e MG)


Custódia Franciscana das Sete Alegrias de Nossa Senhora (MT e MS)


Província Franciscana do Santíssimo Nome de Jesus do Brasil (GO, TO e DF)


No sábado (07) seguiu-se a rotineira organização dos horários, sendo iniciada pela oração das laudes antecipando assim, a Santa Missa que foi presidida pelo Frei João Boga, OFM e na qual admoestou-nos sobre a riqueza da vida fraterna, os perigos da ausência de fraternidade entre nós formandos e a importância de praticarmos o preceito franciscano da ajuda mútua entre os irmãos, sem nenhum ar de superioridade, fazendo-se todos menores. Tivemos a avaliação final do encontro logo após café, onde cada um de nós, participantes, tivemos direito de voz e nos manifestamos sobre o que vivemos intensamente nessa semana.

Num geral a avaliação foi magnanimamente positiva, com a qual acreditamos acarretar bons frutos para o futuro das entidades e consequentemente da Ordem. No período da tarde fizemos coletivamente a limpeza da estrutura física da casa. A noite encerramos este encontro com a mesma oração que o iniciou, o “Lucernário”. Turisticamente visitamos a Sé Catedral da Diocese de Franca/SP e sua, muito acolhedora praça central. Ao chegarmos em casa, com toda a fraternidade presente, celebramos um festivo recreio conclusivo desse Iº Encontro Interprovincial de Postulantes do ano de 2022.

Em diversos momentos, de todos os dias dessa semana, tivemos muitas oportunidades de entrosamento dentre as quais destacamos o trabalho, característica fundamental da espiritualidade franciscana e de enriquecimento tanto para o físico como também para o emocional e igualmente o psicológico. Houve ainda muitos outros momentos de vivência fraterna, os esportes foram um deles, no qual, cada um diante de suas próprias realidades esforçaram-se para participar ativamente. Durante as refeições, recreios, encontros fraternos e lanches da tarde a irmandade entre cada um de nós e o bom clima de respeito, consideração, abertura, cordialidade, elegância, solidariedade e fraternidade acentuaram a nós um verdadeiro espírito de franciscanismo adaptado a nossa etapa, nossas condições e a nossa realidade.

Ousamos dizer por todos os postulantes integrados nesse encontro o nosso: “ Louvado sejas meu Senhor”, por tudo aquilo que fez, faz e fará em nossas realidades, de forma muito especial, o dom de nossas vidas, o dom de nossa vocação franciscana, o dom da perseverança e fidelidade naquilo que o Cristo pobre, humilde e crucificado nos convida a viver e a celebrar.

Cabe aqui, de forma muito singela o nosso cordial agradecimento, em primeiro lugar ao Altíssimo e Gloriosíssimo Deus que tanto inspirou o nosso seráfico pai São Francisco de Assis. O fazemos também a todos os frades que nos acompanharam, auxiliaram e se fizeram presentes nesse momento tão significativo de nossa trajetória rumo a vida religiosa franciscana: Frei Fernando, OFM, Custódio da entidade que nos recebeu; Frei Eduardo, OFM, guardião da Fraternidade Local; Frei José Aécio, OFM, mestre dos postulantes e aspirantes da Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus; Frei João Boga, OFM, vice-mestre dos postulantes e aspirantes; Frei Ademir, OFM (Frei Neco), colaborador conventual; Frei Alef Pavini, OFM, Secretário Custodial e residente na fraternidade; Frei Valdemilson, OFM, mestre dos postulantes da Custódia Franciscana das Sete Alegrias de Nossa Senhora; Frei Janilson, OFM mestre dos postulantes da Província do Santíssimo Nome de Jesus do Brasil. Também a todos os postulantes que se abriram ao processo e o fizeram de forma voluntária por amor ao reino de Deus e seu Santo Evangelho. Ainda agradecemos a todos, que de longe ou de perto, se fizeram presentes em suas orações, que o Bom Deus derrame copiosamente sobre vós saúde, paz e bençãos do céu!

PAZ e BEM…

Elano Alves dos Santos (Postulante – Província do Santíssimo Nome de Jesus do Brasil)

Nathan de Melo Brito Pires (Postulante – Custódia Franciscana das Sete Alegrias de Nossa Senhora)

SAV e Irmãs Franciscanas: “Maria, modelo de vocacionada”, foi a temática do Bate-Papo Vocacional deste sábado (07)

Na tarde deste sábado (07), aconteceu o “Bate-Papo Vocacional” de maneira remota, via google meet. Uma iniciativa do SAV (Serviço de Animação Vocacional) de nossa Custódia, em conjunto com as Irmãs Franciscanas da Penitência e as Irmãs Pequenas Missionárias Eucarísticas, promovido a todos(as) os(as) jovens vocacionados(as).

O objetivo do encontro, além da formação com temática mariana, foi partilhar um pouco do carisma franciscano nas suas mais variadas vertentes, possibilitando aos jovens (rapazes e moças) conhecer um pouco mais sobre a nossa vida, bem como tirar dúvidas referentes aos institutos, congregações e ordens.

O Bate-Papo Vocacional contou com a presença dos frades do SAV Custodial; das irmãs responsáveis pelo SAV de ambas as congregações e dos jovens dos mais variados lugares, dos quais nossa Custódia e as congregações das irmãs abrangem. Como fio condutor, o encontro teve como tema: “Maria, modelo de vocacionada”.

Agradecemos a Deus pelo dom das vocações e pedimos vossas orações para todos os religiosos e religiosas. Que Maria, nossa mãe, nos ajude a sermos fiéis aos seu filho Jesus! Rezemos também por estes jovens vocacionados, para que saibam discernir e escutar a vontade de Deus para as suas vidas, assim como Maria fez com maestria.

PAZ e BEM…

Equipe de Comunicação

Santuário Nossa Sra. Aparecida de Olímpia/SP, celebrará Mês Mariano com variadas atividades

Imagem Ilustrativa (Fonte): PASCOM – Olímpia/SP

O mês de maio, conhecido também entre os católicos como mês Mariano, dedicado exclusivamente à Maria, a mãe de Jesus, será celebrado com diversas atividades no Santuário Nossa Senhora Aparecida em Olímpia/SP.

Os frades franciscanos e toda comunidade paroquial, pelo segundo ano consecutivo, depois que a igreja foi elevada a santuário diocesano, está organizando uma programação com missas votivas, celebrações, romarias, bençãos e confissões, durante todo mês.

Os fiéis e devotos de Olímpia e região, podem organizar seus grupos e familiares, para vir ao encontro da mãe e realizar os pagamentos de promessas, os pedidos no fitário e a evangelização mariana junto ao santuário, que tem recebido milhares de fiéis, com testemunho de fé, milagres e graças alcançadas.

Maria que é muita amada pelos cristãos por toda sua história e exemplo de mãe, será também homenageada com terços, oferta de flores, cânticos, coroação e orações especiais. Na sexta-feira dia 13 de maio, a partir das 18h30 haverá uma carreata para receber a imagem de Nossa Senhora de Fátima, da rotatória da APAE com trajeto até o santuário para a missa votiva as 19h30, seguida de procissão luminosa em veneração a santa.

O santuário trabalhará todos os finais de semana, de 07 a 29 de maio, um tema de reflexão e benção para as crianças, os jovens, as famílias e os enfermos. Barraca de quitutes com venda de pastel na praça, aos sábados das 18h30 as 20h30 e venda de artigos religiosos, também estarão a disposição da comunidade.

As romarias acontecerão todos os sábados das 8h as 12h na praça da igreja, com motivação franciscana e benção dos freis. A oração Regina Coeli (em honra a Rainha do Céu), acontecerá presencialmente todos os dias do mês as 12h na igreja e será transmitida pelas redes sociais do santuário. No mês mariano, a intercessão da Virgem Maria, como mãe que não desampara seus filhos, é fonte de inspiração para muitos devotos.


PROGRAMAÇÃO


PASCOM – Santuário (Olímpia/SP)

Mensagem do Papa Francisco para o 59º Dia Mundial de Oração pelas Vocações

Imagem Ilustrativa (Fonte): Arquivo Custodial

8 de maio de 2022 – 4º Domingo de Páscoa

Chamados para construir a família humana”

Queridos irmãos e irmãs!

Nos dias que correm, enquanto continuam a soprar os ventos gélidos da guerra e da opressão e frequentemente testemunhamos fenómenos de polarização, prosseguimos como Igreja o processo sinodal iniciado: sentimos urgente necessidade de caminhar juntos cultivando as dimensões da escuta, participação e partilha. Juntamente com todos os homens e mulheres de boa vontade, queremos contribuir para construir a família humana, curar as suas feridas e projetá-la para um futuro melhor. Nesta perspetiva, para o LIX Dia Mundial de Oração pelas Vocações, desejo refletir convosco sobre o amplo significado da «vocação», no contexto duma Igreja sinodal que se coloca à escuta de Deus e do mundo.

Todos chamados a ser protagonistas da missão

A sinodalidade, o caminhar juntos é uma vocação fundamental para a Igreja e, só neste horizonte, é possível descobrir e valorizar as diversas vocações, carismas e ministérios. Ao mesmo tempo, sabemos que a Igreja existe para evangelizar, saindo de si mesma e espalhando a semente do Evangelho na história. Ora esta missão é possível precisamente colocando em sinergia todas as áreas pastorais e, antes ainda, envolvendo todos os discípulos do Senhor. Com efeito, «em virtude do Batismo recebido, cada membro do Povo de Deus tornou-se discípulo missionário (cf. Mt 28, 19). Cada um dos batizados, independentemente da própria função na Igreja e do grau de instrução da sua fé, é um sujeito ativo de evangelização» (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 120). É preciso acautelar-se da mentalidade que separa sacerdotes e leigos, considerando protagonistas os primeiros e executores os segundos, e levar por diante a missão cristã, conjuntamente, leigos e pastores como único Povo de Deus. Toda a Igreja é comunidade evangelizadora.

Chamados a ser guardiões uns dos outros e da criação

A palavra «vocação» não deve ser entendida em sentido restrito, referindo-a apenas àqueles que seguem o Senhor pelo caminho duma consagração específica. Todos somos chamados a participar na missão de Cristo de reunir a humanidade dispersa e reconciliá-la com Deus. De modo mais geral, cada pessoa humana, antes ainda de viver o encontro com Cristo e abraçar a fé cristã, recebe com o dom da vida um chamamento fundamental: cada um de nós é uma criatura querida e amada por Deus, objeto dum pensamento único e especial d’Ele e somos chamados a desenvolver, ao longo da nossa vida, esta centelha divina que mora no coração de cada homem e mulher, contribuindo para fazer crescer uma humanidade animada pelo amor e mútuo acolhimento. Somos chamados a ser guardiões uns dos outros, a construir laços de concórdia e partilha, a curar as feridas da criação para que não seja destruída a sua beleza. Em suma, tornamo-nos uma família na maravilhosa casa comum da criação, na variedade harmoniosa dos seus elementos. Neste sentido amplo, não só os indivíduos mas também os povos, as comunidades e as agregações dos mais variados géneros têm uma «vocação».

Chamados a acolher o olhar de Deus

Nesta grande vocação comum, insere-se a chamada mais particular que Deus nos dirige, alcançando a nossa existência com o seu Amor e orientando-a para a sua meta definitiva, para uma plenitude que ultrapassa até mesmo o limiar da morte. Assim quis Deus olhar, e olha, para a nossa vida.

As seguintes palavras são atribuídas a Miguel Ângelo Buonarroti: «No interior de cada bloco de pedra, há uma estátua, cabendo ao escultor a tarefa de a descobrir». Se tal pode ser o olhar do artista, com muito mais razão assim nos vê Deus: naquela jovem de Nazaré, viu a Mãe de Deus; no pescador Simão, filho de Jonas, viu Pedro, a rocha sobre a qual podia construir a sua Igreja; no publicano Levi, entreviu o apóstolo e o evangelista Mateus; em Saulo, cruel perseguidor dos cristãos, viu Paulo, o apóstolo dos gentios. O seu olhar de amor sempre nos alcança, toca, liberta e transforma, fazendo com que nos tornemos pessoas novas.

Esta é a dinâmica de cada vocação: somos alcançados pelo olhar de Deus, que nos chama. A vocação – como aliás a santidade – não é uma experiência extraordinária reservada a poucos. Tal como existem «os santos ao pé da porta» (Francisco, Exort. ap. Gaudete et exsultate, 6-9), assim também a vocação é para todos, porque todos são olhados com amor e chamados por Deus.

Diz um provérbio do Extremo Oriente: «Um sábio, ao olhar o ovo, sabe ver a águia; ao olhar a semente, vislumbra uma grande árvore; ao olhar um pecador, sabe entrever um santo». É assim que Deus nos olha: em cada um de nós, vê potencialidades, às vezes ignoradas por nós mesmos, e atua incansavelmente, ao longo da nossa vida, a fim de as podermos colocar ao serviço do bem comum.

Assim a vocação nasce, graças à arte do Escultor divino que, com as suas «mãos», nos faz sair de nós mesmos, para que se delineie em nós a obra-prima que somos chamados a ser. Particularmente capaz de nos purificar, iluminar e recriar é a Palavra de Deus, que nos liberta do egocentrismo. Coloquemo-nos, pois, à escuta da Palavra, para nos abrirmos à vocação que Deus nos confia! E aprendamos a escutar também os irmãos e irmãs na fé, porque nos seus conselhos e exemplo pode esconder-se a iniciativa de Deus, que nos indica estradas sempre novas a percorrer.

Chamados a responder ao olhar de Deus

O olhar amoroso e criador de Deus alcançou-nos de forma singular em Jesus. Ao falar do jovem rico, o evangelista Marcos observa: «Jesus, fitando nele o olhar, sentiu afeição por ele» (10, 21). O mesmo olhar de Jesus, cheio de amor, pousa sobre cada um de nós. Irmãos e irmãs, deixemo-nos tocar por este olhar e ser levados por Ele para além de nós mesmos! E aprendamos também a olhar de tal modo um para o outro que as pessoas com quem vivemos e as que encontramos – sejam elas quem forem – possam sentir-se acolhidas e descobrir que há Alguém que as olha com amor, convidando-as a desenvolverem todas as suas potencialidades.

A nossa vida muda quando acolhemos este olhar. Tudo se torna um diálogo vocacional entre nós e o Senhor, mas também entre nós e os outros. Um diálogo que, vivido em profundidade, nos faz tornar cada vez mais aquilo que somos: na vocação ao sacerdócio ordenado, ser instrumento da graça e da misericórdia de Cristo; na vocação à vida consagrada, ser louvor de Deus e profecia de nova humanidade; na vocação ao matrimónio, ser dom mútuo e geradores e educadores da vida; em cada vocação e ministério na Igreja, em geral, que nos chama a olhar os outros e o mundo com os olhos de Deus, servir o bem e difundir o amor com as obras e as palavras.

A propósito, desejo mencionar aqui a experiência do Dr. José Gregório Hernández Cisneros. Quando trabalhava como médico em Caracas, na Venezuela, quis tornar-se irmão terceiro franciscano. Mais tarde, pensou em tornar-se monge e sacerdote, mas a saúde não lho permitiu. Compreendeu então que a sua vocação era precisamente a profissão médica, na qual se prodigalizou especialmente a favor dos pobres. E, sem reservas, dedicou-se aos doentes atingidos pela epidemia de gripe chamada «espanhola», que então alastrava pelo mundo. Morreu atropelado por um carro, ao sair duma farmácia aonde fora buscar remédios para uma idosa, sua paciente. Testemunha exemplar do que significa acolher a vocação do Senhor aderindo plenamente à mesma, foi beatificado há um ano.

Convocados para construir um mundo fraterno

Como cristãos, não só somos chamados, isto é, interpelados cada qual pessoalmente por uma vocação, mas também con-vocados. Somos como os ladrilhos dum mosaico, belos já quando vistos um a um, mas só juntos é que formam uma imagem. Brilhamos, cada um e cada uma de nós, como uma estrela no coração de Deus e no firmamento do universo, mas somos chamados a compor constelações que orientem e iluminem o caminho da humanidade, a partir do ambiente onde vivemos. Tal é o mistério da Igreja: na convivência das diferenças, ela é sinal e instrumento daquilo a que toda a humanidade é chamada. Para isso, a Igreja deve tornar-se cada vez mais sinodal: capaz de caminhar unida na harmonia das diversidades, onde todos têm a sua própria contribuição para dar e podem participar ativamente.

Portanto, quando falamos de «vocação», não se trata apenas de escolher esta ou aquela forma de vida, votar a própria existência a um determinado ministério ou seguir o encanto do carisma duma família religiosa, dum movimento ou duma comunidade eclesial; mas trata-se sobretudo de realizar o sonho de Deus, o grande desígnio da fraternidade que Jesus tinha no coração quando pediu ao Pai «que todos sejam um só» (Jo 17, 21). Cada vocação na Igreja e, em sentido largo, também na sociedade, concorre para um objetivo comum: fazer ressoar entre os homens e as mulheres aquela harmonia dos múltiplos e variados dons que só o Espírito Santo sabe realizar. Sacerdotes, consagradas e consagrados, fiéis leigos, caminhemos e trabalhemos juntos, para testemunhar que uma grande família humana unida no amor não é uma utopia, mas o projeto para o qual Deus nos criou!

Rezemos, irmãos e irmãs, para que o Povo de Deus, no meio das dramáticas vicissitudes da história, corresponda cada vez mais a esta vocação. Invoquemos a luz do Espírito Santo, para que cada um e cada uma de nós possa encontrar o respetivo lugar e dar o melhor de si neste grande desígnio!

Roma, São João de Latrão, no IV Domingo de Páscoa, 8 de maio de 2022.

Francisco

Fonte: Vaticano