SAV se reúne em Olímpia/SP para formação planejamento

Equipe do SAV (Em pé da esquerda para a direita): Frei José Aécio, Frei José Luiz, Frei Emanuel e Frei Eduardo. Abaixo (da esquerda para a direita): Frei Cristiano e Frei Lucas Oliveira.

“VEDE A HUMILDADE DISCRETA DE SÃO JOSÉ!”

Foi com a imensa alegria que o Serviço de Animação Vocacional (SAV) da Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus se encontrou para o encontro de formação e planejamento de 2021,  realizado no Convento São Boaventura de Olímpia/SP e conduzido pelo coordenador do serviço, Frei José Aécio de Oliveira Filho, OFM.

Todos os irmãos integrantes da equipe não mediram esforços para comparecer no primeiro evento presencial datado de 22 a 24 de Fevereiro de 2021, mesmo neste tempo crítico de pandemia. Ressaltamos a presença significativa do Secretário para a Formação e os Estudos, Frei Valdemir Nel Rufino, OFM que presidiu a Santa Eucaristia e no tempo oportuno refletiu com todo vigor o “Plano de Ação do SAV”.

Ainda acolhemos as Irmãs Franciscanas da Penitência e as Irmãs Pequenas Missionárias Eucarísticas presentes em nosso território de missão e evangelização para uma ação vocacional conjunta e integrada.

Foram dias intensos, marcados pelo Espírito de Oração, pela partilha de vida, da convivência, de avaliação e por fim, elaboramos o planejamento do SAV deste ano; instrumento possível de transcrever para realidade.

A ocasião reservou um tempo para a formação humana, assessorada pela psicóloga Tânia e o Padre Nelber, SCJ (Dehonianos). Ela, especialista em Vida Religiosa e Sacerdotal e ele, animador vocacional da sua província e mestre dos postulantes de sua congregação. O tema trabalhado foi: “O SAV enquanto serviço de cuidado da pessoa humana e a realidade das vocações adultas e egressos”.

Por fim, a equipe do SAV agradece a atenção de cada frade em particular, para que, possamos ser os primeiros a testemunhar com a própria vida o ideal franciscano e assim provocar jovens que se proponham engrossar a fileira do seguimento de Cristo, ao modo de Francisco.

Por intercessão de São José, patrono das casas de formações espalhadas no mundo inteiro… Intercedei por nós! Amém!

Fraternalmente, 

Frei José Luiz da Costa, OFM (Vice-Coordenador do SAV)

Falece Irmã Verônica, OSC, clarissa do Mosteiro Monte Alverne de Uberlândia/MG

IRMÃ MARIA VERÔNICA DA SAGRADA FACE, OSC
♦  24/06/1929     –     †  26/02/2021

Na noite desta última sexta-feira (26), a Irmã Maria Verônica da Sagrada Face, OSC, uma das irmãs clarissas do Mosteiro Monte Alverne de Uberlânida/MG fez sua páscoa definitiva. Nossa Fraternidade Custodial se une em oração pela sua alma, bem como se solidariza com as demais irmãs que permanecem a sua missão terrena.


Uma breve cronologia de Irmã Verônica, OSC

Irmã Maria Verônica da Sagrada Face, OSC nasceu em Selbach/RS no dia 24 de junho de 1929 e foi batizada dois dias após, recebendo o nome de “Therezinha Welter”. Toda sua formação familiar foi seguida a partir da cultura alemã, pois seus pais eram netos de alemães. Até a Segunda Guerra Mundial, só convivia com pessoas dessa nacionalidade, pois formavam uma colônia onde até na escola só se falava a língua alemã. Durante a guerra, toda a colônia foi obrigada a abandonar esses costumes e a duras penas aprenderam o português e a cultura do País. É a 13ª de 15 irmãos, que receberam sólida formação moral e religiosa dos pais.

Em 1951 entrou para a Vida Religiosa no Mosteiro da Gávea no Rio de Janeiro/RJ, percebendo sua vocação para a vida contemplativa já com 21 anos de idade. Sempre foi orientada espiritualmente pelo Padre Karson que a apresentou através de correspondência ao Mosteiro das Clarissas, o primeiro no Brasil, fundação das Irmãs de Düsseldorf. Destemida, teve a coragem de deixar seus pais e irmãos, indo sozinha, de ônibus para o Rio de Janeiro/RJ, numa época em que as estradas e os meios de comunicação eram bastante precários. Sabia que, deixando seus pais, jamais tornaria a vê-los. Mas o Senhor a conduzia e fazia arder seu jovem coração, num amor irredutível e radical.

Em 1973, após a morte da Madre Juliana, que a recebera no Mosteiro e de quem tomara a si os  cuidados durante um longo período de doença grave,  seguiu para Forquilhinha/SC, para completar o número das Fundadoras de um novo Mosteiro, que, mais tarde, em 1982 foi transferido para Lages, no mesmo Estado.

Irmã Verônica, OSC com Frei Ezimar, OFM e o nosso Ministro Geral, Frei Michael Perry, OFM (Da esquerda para a direita: Frei Ezimar, Irmã Verônica e Frei Michael)

Em Lages/SC, foi eleita Abadessa por três triênios, e, em 1996, foi eleita convidada para Abadessa do Mosteiro de Uberlândia/MG, e era muito querida e buscada por todos, que recebem dela orientação e conselhos e a valiosa intercessão.

Desde sua entrada para a Vida Consagrada Religiosa, vive em total doação ao Senhor e aos irmãos, levando no coração o mundo inteiro para apresentá-lo dia e noite a Deus nas orações, nos sacrifícios e na entrega total de si mesma, num amor incondicional e fiel.


Uma breve narrativa de Irmã Verônica, tempos antes de falecer…

“Aqui em Uberlândia/MG, comemorei meus Jubileus de Ouro e de Diamante na Vida Religiosa. Agora, já  posso desfrutar mais tempo da oração e adoração, porque meus trabalhos ficaram reduzidos por conta da idade. A saúde, entretanto, está muito bem, sinto-me muito viva e participante. Gosto de estar com as Irmãs, na vida fraterna, nos Capítulos, na Formação permanente, e no cuidado do jardim, minha grande paixão, depois de Jesus. O convívio com as flores são para mim um importante meio de contato com o Criador. Gosto de agradar as Irmãs fazendo proezas na cozinha: pão de queijo, bolo, pães, arrumo o Refeitório, cuido dos panos de pratos, das frutas,  descasco os legumes. São belíssimas oportunidades de oferecer a Jesus almas para serem salvas. […]

[…] Mas as Irmãs sempre cuidadosas zelam pelo meu descanso e não permitem excessos. Toda minha oração é para o mundo, “sustentáculo dos membros frágeis do Corpo Místico de Deus. Discípula, missionária, samaritana. A cada momento vou descobrindo novas formas de oração, sempre muito íntimas com Jesus, pelos sacerdotes, pelas almas, pelos benfeitores,  pela Federação Sagrada Família e pela Ordem, pelos meus familiares e os familiares das Irmãs das Irmãs, pela intenções que nos são recomendadas diariamente. Hoje procuro assemelhar minha vida a este poema que encontrei: Um dia, o sol ao se por atrás dos montes disse: vou embora, porém, quem me substituirá? E uma humilde lamparina respondeu: farei o melhor que puder. Eu me identifico com esta lamparina. E me pergunto: Qual foi o plano de Deus quando me criou? E como eu vivo este plano? Peço orações para ser fiel até o fim e cumprir a missão que Ele em Seu infinito amor me designou”

R.I.P.

Irmã Miriã Gabriela da Santa Cruz, OSC

Fonte: Arquivos – Mosteiro Monte Alverne (Uberlândia/MG)

Presidente da CRB é nomeada Consultora da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e das Sociedades de Vida Apostólica

O papa Francisco nomeou, no dia 19 de janeiro de 2021, Consultora da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e das Sociedades de Vida Apostólica, por cinco anos, Irmã Maria Inês Vieira Ribeiro, mad, presidente da CRB Nacional.

A notificação foi feita pelo Secretário de Estado, Cardeal Pedro Parolin.

Fonte: CRB Nacional

Irmãs Pequenas Missionárias Eucarísticas promovem retiro online nos próximos dias

Estamos nos aproximando do tempo quaresmal e para bem nos prepararmos, as Irmãs Pequenas Missionárias Eucarísticas buscando colaborar com todo o povo de Deus, irão promover um retiro online no Instagram da instituição.

“Regenerando no Amor!

PARTICIPE!

O retiro tem por tema “Regenerando no Amor” e acontecerá do dia 14 a 16 de fevereiro deste ano, sempre as 20h30, tendo por objetivo: propor momentos de espiritualidade, pausa para discernimento e para a oração, bem como, momentos formativos em vista do tempo forte que adentraremos na liturgia da Igreja, o Tempo da Quaresma.

14, 15 e 16 de Fevereiro às 20h30

Não fique de fora!

Para participar, acesse o Instagram: @pme_eucaristicas

Participe deste belo momento de reflexão e formação… Não fique de fora!

Fraternalmente,

Irmã Fernanda, PME

Papa: a paciência de Deus não exige perfeição, mas generosidade do coração

Santa Missa por ocasião do Dia da Vida Consagrada

Jane Nogara (Vatican News)

Na festa da Apresentação do Senhor e Dia Mundial da Vida Consagrada o Papa Francisco presidiu a Santa Missa no Altar da Cátedra da Basílica Vaticana. Na sua homilia falou sobre a paciência de Deus. Iniciou com a paciência de Simeão: “Vejamos de perto a paciência de Simeão. Durante toda a vida, esteve à espera exercitando a paciência do coração (…). Caminhando com paciência, Simeão não se deixou quebrantar com o passar do tempo (…) não perdeu a esperança; com paciência, guarda a promessa, sem se deixar consumir de amargura pelo tempo passado nem por aquela melancolia resignada que surge quando se chega ao crepúsculo da vida”.

E Francisco explica que em Simeão “a expectativa do esperado traduziu-se na paciência quotidiana de quem, apesar de tudo, permaneceu vigilante até que, finalmente, os seus ‘olhos viram a Salvação’ (Lc 2, 30)”.

“Onde terá Simeão aprendido esta paciência? Recebeu-a da oração e da vida do seu povo, que sempre reconheceu, no Senhor, o Pai que mesmo em presença da recusa e da infidelidade não se cansa; antes, a sua ‘paciência suportou-os durante muitos anos’ ,para conceder sempre a possibilidade da conversão”

A paciência de Deus

Francisco continua:

“Assim, a paciência de Simeão é espelho da paciência de Deus. A partir da oração e da história de seu povo, Simeão aprendeu que Deus é paciente. E com a sua paciência, como afirma São Paulo, ‘convida à conversão’ (Rm 2, 4)”.  E esclarece explicando que há de ser sobretudo Jesus “a revelar-nos a paciência de Deus, o Pai que usa de misericórdia para conosco e chama até à última hora, que não exige a perfeição, mas a generosidade do coração”.

“O seu amor não se mede com os pesos dos nossos cálculos humanos, mas sempre nos infunde a coragem de recomeçar”

A nossa paciência

O Papa segue falando sobre “A nossa paciência” e explica:

“Não é simples tolerância das dificuldades nem suportação fatalista das adversidades. A paciência não é sinal de fraqueza: a fortaleza de ânimo torna-nos capazes de suportar a carga dos problemas pessoais e comunitários (…) impele-nos a caminhar mesmo quando nos assaltam o tédio e a preguiça”.

Três lugares onde se concretiza a paciência

Dirigindo-se particularmente aos consagrados sugere: “Gostaria de indicar três ‘lugares’ onde se concretiza a paciência”.

O primeiro é a nossa vida pessoal. Um dia respondemos o chamado do Senhor, oferecendo-nos a Ele com entusiasmo e generosidade. Ao longo do caminho, a par das consolações, tivemos também decepções e frustrações. Às vezes, o resultado esperado não corresponde ao entusiasmo do nosso trabalho”, porém adverte o Pontífice:

“Devemos ter paciência conosco e esperar, confiantes, os tempos e as modalidades de Deus: Ele é fiel às suas promessas. Lembrar-nos disto permite repensar os percursos e revigorar os nossos sonhos, sem ceder à tristeza interior e ao desânimo”

O segundo lugar onde se concretiza a paciência: a vida comunitária. As relações humanas, especialmente quando se trata de partilhar um projeto de vida e uma atividade apostólica, nem sempre são pacíficas (…), é preciso saber dar tempo ao tempo, procurar não perder a paz, esperar o momento melhor para uma clarificação na caridade e na verdade”.

“Lembremo-nos disto: o Senhor não nos chama para ser solistas, mas para fazer parte dum coro, que às vezes desafina, mas sempre deve tentar cantar em conjunto”

Paciência com o mundo

Enfim o terceiro “lugar”, a paciência com o mundo. Francisco diz que precisamos da paciência de Simeão e Ana para não entoar o lamento pelo que está errado, mas esperar com paciência a luz na obscuridade da história.

“Precisamos desta paciência, para não acabarmos prisioneiros das lamentações”

Concluindo o Santo Padre afirma:

“A paciência ajuda-nos a olhar com misericórdia para nós mesmos, as nossas comunidades e o mundo”.  E sugere uma auto conscientização: “Acolhemos nós a paciência do Espírito na nossa vida? Nas nossas comunidades, carregamo-nos mutuamente aos ombros e mostramos a alegria da vida fraterna? E, com o mundo, realizamos o nosso serviço com paciência ou julgamos com severidade? São desafios para a nossa vida consagrada: não podemos ficar parados na nostalgia do passado, nem limitar-nos a repetir sempre as mesmas coisas. Precisamos da paciência corajosa de caminhar, explorar novos caminhos, procurar aquilo que o Espírito Santo nos sugere”.

Não à fofoca, sim a um senso de humor

No final da celebração, o Cardeal João Braz de Aviz, Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, dirigiu uma breve saudação ao Papa, cheio de gratidão. E Francisco, por sua vez, agradeceu ao cardeal e a todos os homens e mulheres consagrados pelo que fazem no mundo, por seu testemunho num momento difícil também por causa da Covid: “é preciso paciência” também para esta situação. Depois ele faz duas recomendações úteis, diz ele, para a vida comunitária. A primeira é fugir das fofocas, a outra é não perder o senso de humor:

Este é o anti-fofocagem: saber rir de si mesmo, das situações, e também dos outros – com bom coração – mas não perder o senso de humor e fugir da fofoca. O que recomendo a vocês não é um conselho muito clerical, digamos, mas é humano: é humano levar a paciência adiante. Nunca fofocar sobre os outros: morda sua língua. E então, não perca seu senso de humor: isso nos ajudará muito.

As últimas palavras ainda são de incentivo pensando nas muitas dificuldades, na dor diante da falta de vocações. “Vamos adiante”, exorta o Papa, “tenham coragem: o Senhor é maior, o Senhor nos ama”. Vamos atrás do Senhor”. 

Fonte: Vatican News

O amor da Igreja pela vocação dos consagrados

Bianca Fraccalvieri (Cidade do Vaticano)

Este ano de 2021, a celebração do dia 2 de fevereiro será especial por dois motivos: marca a 25a edição do Dia Mundial da Vida Consagrada e a primeira vez que se festeja em meio a uma pandemia, já que em 2020 o coronavírus estava começando a entrar no vocabulário e, sobretudo, na rotina de todo o mundo.

Dos 25 anos que a Igreja celebra este Dia Mundial, o cardeal brasileiro João Braz de Aviz está há 10 anos à frente da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica.

Em todo este tempo, Dom João ressalta que sempre sentiu o amor do Santo Padre, o seu cuidado para que a vocação seja bem vivida, que se centralize no que é mais importante: o olhar e o amor de Cristo por cada pessoa.

Pandemia: sofrimento e graça

Em entrevista ao Vatican News, Dom João fala também de como a pandemia impactou na vida consagrada, que define como um “momento de sofrimento e de graça”.

De sofrimento porque muitos institutos foram foco de contágio, com a perda de vidas humanas. De graça porque criou espaços novos que antes não havia devido à correria do dia a dia: mais tempo para oração, para o diálogo em comunidade e para pensar problemas arquivados.

Foi para encurtar a distância com os consagrados que a Congregação decididiu divulgar uma carta em vista do dia 2 de fevereiro. No texto, a “Fratelli tutti” do Papa Francisco é apresentada como uma bússola para a vida consagrada, um antítodo ao individualismo e um convite a olhar as diferenças em função da fraternidade.

Mas para Dom João, a encíclica do Pontífice é uma exortação a inverter a pirâmide que constitui a Igreja: “O povo de Deus tem que estar em cima, é a referência, e quem tem ministérios particulares deve ser a raiz, o fundamento que ajuda a fidelidade a Cristo”.

Fonte: Vatican News