JMJ 2023: Custódia se prepara com as juventudes para se encontrar com o Papa em Lisboa/Portugal

O Secretariado para a Missão e Evangelização da Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus, abraçando uma de suas frentes de evangelização, o setor de juventudes, em parceria com o SAV (Serviço de Animação Vocacional) que propaga o anúncio do Reino de Deus “Vinde e Vede” (Jo 1, 39), chegamos até você, querendo lhe propor algo audacioso e bem diferente… Queremos que você, junto de nossos frades, vivencie a experiência da JMJ 2023, que acontecerá em Lisboa/Portugal.


O que é?

A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) é um encontro dos jovens de todo o mundo com o Papa. É, simultaneamente, uma peregrinação, uma festa da juventude, uma expressão da Igreja universal e um momento forte de evangelização do mundo juvenil. Apresenta-se como um convite a uma geração determinada em construir um mundo mais justo e solidário. Com uma identidade claramente católica, é aberta a todos, quer estejam mais próximos ou mais distantes da Igreja. 

Como surgiu?

Há quem lhe chame a mais bela invenção de João Paulo II. Em 1984, o Papa quis organizar um encontro no Domingo de Ramos, em Roma, para celebrar o jubileu dos jovens inserido no Ano Santo da Redenção 1983-1984. Esperavam-se 60 mil peregrinos. Acorreram 250 mil de muitos países. 

A experiência foi de tal modo significativa para toda a Igreja, que o Santo Padre resolveu repeti-la no ano seguinte. Nesse encontro, 300 mil jovens repartiram-se entre as igrejas da cidade para momentos de oração e catequese, reunindo-se, depois, na praça de São Pedro para participar na celebração com o Papa. Ainda nesse ano de 1985, João Paulo II escreve uma Carta Apostólica aos jovens do mundo inteiro e anuncia, a 20 de dezembro, a instituição da Jornada Mundial da Juventude.  

Dirigindo-se ao Colégio Cardinalício e à Cúria Romana, o Papa explicava assim a criação da JMJ: «Todos os jovens devem sentir-se acompanhados pela Igreja: é por isso que toda a Igreja, em união com o Sucessor de Pedro, se sente mais comprometida, a nível mundial, a favor da juventude, das suas preocupações e pedidos, da sua abertura e esperanças, para corresponder à suas aspirações, comunicando a certeza que é Cristo, a Verdade que é Cristo, o amor que é Cristo, através de uma formação apropriada». 


Venha conhecer…

Nossa Custódia deseja oferecer aos nossos jovens, a oportunidade de, além de participarem da JMJ em Lisboa/Portugal com um grupo fraterno das juventudes da Custódia, deseja ainda realizar uma experiência de imersão na espiritualidade franciscana, visitando Assis/Itália, fazendo uma experiência de peregrinação como Pré-Jornada na terra de São Francisco de Assis, bem como em Roma/Itália. Depois, seguir para Lisboa/Portugal, onde acontecerá a JMJ.

Por isso, participe de nossa “Reunião Online” no dia 05 de julho deste ano, onde você poderá saber os detalhes e os encaminhamentos para abraçar de vez este projeto. Visite a nossa página com formulário de inscrição e venha se aventurar conosco.

PAZ e BEM!

Fraternalmente,

Frei Lucas Lisi Rodrigues, OFM (Secretário para a Missão e Evangelização)

Frei Suelton, OFM professará os votos solenes na próxima sexta-feira (03)

Frei Suelton Costa de Oliveira, OFM

Queridos irmãos e irmãs, PAZ e BEM!

É com grande alegria que a nossa Fraternidade Custodial na próxima sexta-feira (03), reunida estará na Paróquia São Francisco de Assis de Campina Grande/PB, para a celebração eucarística onde o nosso confrade, Frei Suelton Costa de Oliveira, OFM professará os votos solenes na OFM (Ordem dos Frades Menores).

Por isso, a Equipe de Comunicação de nossa Custódia, entrou em contato com o referido confrade para entrevistá-lo e assim, partilhar com todos vocês, nossos amigos e benfeitores, um pouco desta trajetória de vida e vocação.

Acompanhe conosco!


CONHECENDO UM POUCO DE SUA VIDA E VOCAÇÃO

Fonte: Arquivo Pessoal – Frei Suelton Costa de Oliveira, OFM

Equipe de Comunicação – Conte-nos um pouco da sua história!

Frei Suelton, OFM – Sou filho de Cláudia Doroti Costa de Oliveira e George Batista, nasci aos 26 de Abril de 1992, na cidade de Campina Grande/PB. Tenho três irmãos: Sumaya, Sulyvan e Emanuel. Aos 03 de Agosto de 1997, pelas mãos de Frei Lauro Schwartz, OFM, fui batizado na minha paróquia de origem, Paróquia São Francisco de Assis, Diocese de Campina Grande/PB. Vivi na cidade até meus dezenove anos, onde estudei as escolas primária e secundária; exerci atividades remunerada, fiz curso de Técnico em Agropecuária e também frequentei algumas aulas de Teologia (três semestres) antes de ser Frade.

Equipe de Comunicação – Fale um pouco quem é o Frei Suelton e como se deu o seu discernimento vocacional.

Frei Suelton, OFM – Sou uma pessoa bem introvertida e tranquila, de opinião própria e me interesso em compreender assuntos sobre Política e Sociedade, também busco me inteirar e viver uma Igreja Missionária, Pastoral, Ecológica e Social.

Minha Vó, Maria Doroti Costa (in memoriam), sempre foi quem incentivou e me levava para participar das Celebrações Eucarísticas, especialmente as terças-feiras em que se celebra a memória votiva de Santo Antônio; aos 10 anos iniciei a formação catequética e ingressei no serviço de coroinha. No ano de 2004, fiz minha 1ª Comunhão, conferida por Frei Urbano Kaup, OFM, este que foi e é um grande incentivador de minha vocação franciscana.

Em 2009 e 2010 iniciei os Encontros Vocacionais pela Província Franciscana de Santo Antônio do Brasil (Nordeste), incentivado pelos frades da minha Paróquia de origem; em julho de 2011 deixei a casa de minha família e parti para São Francisco do Conde/BA para entrar na Vida Religiosa Franciscana. Iniciei no Pré-Postulantado, no Convento Santo Antônio, sob a orientação formativa de Frei Rogério Rodrigues, OFM.

No ano seguinte (2012), fui transferido para o Postulantado, Convento São Boaventura em Triunfo/PE. Em maio daquele ano, fui crismado pelo então Bispo Diocesano, Dom Egídio Bisol, Bispo de Afogados das Ingazeira/PE.

Em janeiro de 2013, na cidade de Bacabal/MA, sede da Província Franciscana de Nossa Senhora da Assunção, participei de uma semana de retiro, onde fui revestido do hábito franciscano, no dia 31 de janeiro. Em seguida fui para a Fraternidade do Noviciado Interprovincial, em Teresina/PI. Vivendo lá até o final de julho, pois com a fusão da Fundação Franciscana de Nossa Senhora das Graças (Sul do Piauí) com a supracitada Província, o Noviciado fora transferido para Marcos Parente/PI, e lá permaneci até 05 de outubro, retornando para minha família.

Após um tempo de reflexão, de estudos teológicos e técnico de agropecuária, e trabalhando, sentia ainda o forte desejo vocacional e decidi retomar a caminhada franciscana, graças a Deus e por intermedio de meus confrades, Frei Alleanderson, OFM e Frei Israel Cardoso, OFM, que me deram grande apoio e força.

No segundo semestre de 2015, fiz uma belíssima experiência com a Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus, que me acolheu e incentivou na retomada vocacional. Destaco a grande acolhida dos confrades, de modo particular de Frei José Luiz, OFM. Na oportunidade, passei por Olímpia/SP, onde fiz convivência com os Aspirantes, participei das Missões Populares Franciscanas e de um Encontro Vocacional em Araguari/MG. Em Marília/SP participei de uma Semana Missionária em preparação para a Profissão Solene de Frei Lucas Lisi, OFM. No Convento Santa Maria dos Anjos, em Franca/SP, fui readmitido ao Postulantado, junto com o companheiro de turma Frei João Paulo, OFM. Fomos acompanhados por Frei Joaquim Camilo, OFM e Frei João Lourenço, OFM, que se tornaram pais espirituais, Frei David Précaro, OFM (In memoriam) também fazia parte desta fraternidade, sua presença também era um grande testemunho franciscano.

Em 2016 fiz novamente o Noviciado, na fraternidade comum em Catalão/GO, com Frei Bruno Scapolan, OFM como mestre de formação. Professei os primeiros votos em 03 de janeiro de 2017. Estudei Filosofia, em Marília/SP, pela Faculdade João Paulo II. Em 2019 escrevi um projeto para o ano missionário de vivenciar junto com os sem-terra no Rio Grande do Sul, mas tive que deixar de lado tal projeto para abraçar uma outra proposta maior, vinda da Fraternidade Missionária de Capaccio, no sul da Itália. Lá vivi dois anos (2020-2021) com Frei Ademir, OFM, Frei Flaerdi, OFM e Frei Patrick, OFM. Auxiliei nos trabalhos pastorais e no serviço junto aos imigrantes que ali procuram refúgio, pois, das suas terras natal, fogem da fome, do desemprego e da guerra. Ao final desta experiência, a fraternidade e o conselho da Custódia aprovaram meu pedido para a Profissão Perpétua.

Atualmente vivo na Fraternidade do Sagrado Coração de Jesus, em Bebedouro/SP, junto com os confrades, Frei Nivaldo, OFM e Frei Valmir, OFM, prestando os serviços pastorais junto do povo de Deus, na Assistência Espiritual da OFS e JUFRA, colaborando como vice-coordenador da Equipe de Comunicação. Faço parte da equipe do SAV (Serviço de Animação Vocacional) de nossa Custódia, serviço de acompanhamento aos jovens que sentem o chamado de Deus para a vida religiosa, também na Missão e Evangelização e por fim, no Serviço de Justiça, Paz e Integridade de Criação (JPIC).

Equipe de Comunicação – O que o Frei Suelton está pedindo a Igreja e a sua Fraternidade Franciscana é a Profissão Solene. Explique-nos um pouco sobre isso e qual o sentido dela para o Frade Menor?

Frei Suelton, OFM – A Profissão definitiva dos três votos (obediência, sem nada de próprio e castidade) significam, para o Frade Menor, a dedicação “totalmente a Deus, o Sumo bem, vivendo o Evangelho na Igreja segundo a forma observada e Proposta por São Francisco. Os seguidores de São Francisco, os irmãos, são obrigados a levar uma vida radicalmente evangélica, isto é: viver em Espírito de oração e devoção e em comunhão fraterna; dar um testemunho de penitência e minoridade; anunciar o Evangelho ao mundo inteiro em espírito de caridade com o povo; pregar por obras a reconciliação, a paz e a Justiça; e mostrar o respeito pela criação.” (CCGG). Com esse ideal de vida, eu, depois de sete anos de formação inicial na Ordem dos Frades Menores, na livre escolha e vontade, desejo confirmar o chamado de Deus em minha vida para servi-Lo, bem como servir a igreja e o povo que a nós frades são confiados para animá-los na fé e missão.

Nesse sentido de uma busca mais radical, todo frade é chamado a viver a mesma experiência do Pai Seráfico São Francisco de Assis e, com ele, escolhi e abracei viver seu ideal, e como lema da minha Profissão, faço ressoar suas mesmas palavras: “O Altíssimo mesmo me revelou que eu deveria viver segundo a Forma do Santo Evangelho” (Testamento de São Francisco, vv. 14). Nessa inspiração franciscana, vou tentando a cada dia configurar minha vida nesse projeto que se faz para mim Regra e Vida.

Equipe de Comunicação – Qual sentido de fé e a relação da Igreja em sua vida?

Frei Suelton, OFM – Sou muito convencido pelas palavras da Primeira Carta de São João que diz: “Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?” e também nas palavras de São Tiago em sua Epístola: “Mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.”  São esses princípios que me impulsionam cada dia mais acreditar no Deus da Vida, no “Deus que é Pai e também é Mãe” (como dizia Papa João Paulo I – Papa Sorriso), nesse Deus Uno e Trino que tende misericórdia de nós e a doa cotidianamente a todos e todas, sem distinção de cor, raça, fé e classe social. É essa a fé que cultivo em meu ser e não quero perde-la, mas cultiva-la com estimulo, sabedoria e humildade.

Se antes não cultivo essa fé, como vou acreditar numa relação concreta desse Deus em minha comunidade de fé, de Igreja, de religioso? É por isso que acredito numa Igreja que se coloca como um dos instrumentos do projeto de Deus que vem sempre a se revelar. Ele se mostra e opera suas maravilhas onde quer, e eu enquanto igreja e uma partícula participante da Sua missão, me coloco e busco estar sempre em construção e em participação ativa na Sua obra, essa que não tem limite e nem é seletiva, mas acolhe a todos e todas.

Acredito também na Igreja em sua restauração após o Concilio Vaticano II, que abriu portas e janelas para deixar que o Espírito possa agir com total liberdade, porque seus membros o permitiram para que fossemos mais atentos aos sinais dos tempos e do seu povo; e do Papa Francisco, o que falar desse homem extraordinário, sensível a tudo e todos. Ele que nos coloca em constante reflexão e nos incita a agir com verdade e com amor, para uma Igreja libertadora, pobre e para os pobres, missionária em saída nas periferias existenciais, sem medo e sem limites para se abrir ao novo e ao outro.

Equipe de Comunicação – Estamos atravessando e acompanhando um tempo difícil de pandemia, guerra, fome, preconceitos e divergências políticas, o que o Frei Suelton de modo geral, tem refletido sobre esses temas e nos deixa como mensagem ao abraçar por toda a vida o Evangelho como regra?

Frei Suelton, OFM – É muito delicado tratar desses assuntos, pois são acontecimentos existentes em todas as gerações passadas e atual nos seus mais diversos contextos. E sabemos que sempre é culpa humana, pois recursos temos, condições não nos faltam, mas a ambição egoísta do HOMEM sempre foi e está presente. Basta lermos, não só a história da humanidade, mas também nossa própria Bíblia e ver do Gêneses ao Apocalipse os horrores e terrores humanos, mas não esqueçamos da presença cotidiana de Deus que em sua sabedoria e amor mostra ao seu povo maneiras e modos de agir para o bem de TODOS, e é aí onde busco a fonte de luz.

Em Jesus Cristo, esse AMOR se torna mais concreto ainda. Nele novo mundo nasceu, com Ele e N’Ele temos uma visão de mundo. Acredito que sua referência humana é a única possível já vivida neste universo. É com Ele que temos que aprender, que temos que buscar fundamentos para saírmos dessas e de outras situações que são difíceis e desumanas.

Jesus é Deus, mas também é humano, ou melhor, quis se tornar um de nós e com isso nós apresenta um olhar misericordioso, de afeto, cuidado, de cura e de libertação. Ele nos ensina: “Se, portanto, levares a tua oferenda ao altar, te lembrares de que teu irmão tem algo contra ti, deixa a tua oferenda lá diante do altar, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão e, então, volta para apresentar a tua oferenda” (Mt) e “Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei” (Jo). As relações humanas com afeto e empatia são os antídotos para sanar de vez a guerra, fome, preconceitos, divergências políticas e etc. E se o exemplo de Cristo fosse de fato exercido, não estaríamos em tantas e tamanhas calamidades.

Equipe de Comunicação – O que diria para um jovem que deseja ingressar na Vida Religiosa hoje?

Frei Suelton, OFM – Para finalizar e deixar uma mensagem final, em sua pregação quaresmal desse ano, Frei Raniero Cantalamessa, OFMCap. (Cardeal pregador da Casa Pontifícia no Vaticano) trouxe-nos uma reflexão aprofundada sobre a espiritualidade do Corpo de Cristo. O Frei traz nos dois últimos pontos da reflexão a importância da Comunhão com Cristo, que ultrapassa o além de comer o pão, mas na “Comunhão física uns com os outros” e a “Comunhão com os Pobres”.

Trago esses pontos para percebermos que verdadeiramente é um possível caminho para o bem comum: 1)  Aquele que disse sobre o pão: “Isto é o meu corpo”, disse também sobre o pobre. Disse-o quando, falando do que tiver sido feito para o faminto, o sedento, o preso e o nu, declarou solenemente: “Foi a mim que o fizestes!”. É como dizer: “Estava com fome, com sede, eu era o forasteiro, o doente, o prisioneiro” (cf. Mt 25, 35). Já recordei outras vezes o momento em que esta verdade quase explodiu dentro de mim. Eu estava em missão em um país muito pobre. Caminhando pelas ruas da capital, eu via por todo lado crianças cobertas por farrapos sujos, que corriam atrás do caminhão de lixo para procurar algo para comer. Em um certo momento, era como se Jesus me dissesse interiormente: “Olha bem: aquilo é o meu corpo!”; 2) A irmã do grande filósofo cristão Blaise Pascal relata o seguinte fato sobre seu irmão. Em sua última enfermidade, não conseguia reter nada do que comia e, por isso, não lhe permitiram receber o viático, que pedia insistentemente. Então disse: “Se não podem me dar a Eucaristia, deixem pelo menos que entre um pobre em meu quarto. Se não posso comungar a Cabeça, quero ao menos comungar com o seu corpo”; Concluo com uma pequena história que li em algum lugar. Um homem vê uma menina desnutrida, descalça e tremendo de frio, e brada a Deus, quase com raiva: “Ó Deus, por que não fazes algo por aquela menina?”. Deus lhe responde: “Claro que fiz algo por aquela menina: eu te fiz!


CONVITE


Agradecidos a Deus pelo vida deste irmão, desejamos perseverança em sua vida e vocação. Que Deus, por intercessão de São Francisco e Santa Clara, ajude o Frei Suelton cotidianamente em vosso trabalho e missão.

Equipe de Comunicação

SAV: Fraternidade, minoridade, oração e alegria, marcam o Iº Encontro Vocacional Franciscano, em Marília/SP

“E depois que o Senhor me deu irmãos ninguém me mostrou o que eu deveria fazer, mas o Altíssimo mesmo me revelou que eu devia viver segundo a forma do santo Evangelho.” (Testamento de São Francisco – 1226)

Aconteceu neste final de semana (20 a 22 de maio), na Fraternidade Nossa Senhora de Fátima, em Marília/SP, o 1º Encontro Vocacional Franciscano deste ano. O mesmo contou com a presença assídua de 10 jovens, dos frades do SAV (Serviço de Animação Vocacional), com a ajuda e colaboração dos frades da fraternidade local, e dos aspirantes.

Estes jovens que participaram do Encontro Vocacional vieram de várias regiões onde nossa Custódia se faz presente no serviço de evangelização e missão, a saber: Regional Triângulo Mineiro; Regional Nordeste; Regional Norte e Regional Centro Oeste. Destarte, fora um momento singular na vida de cada um que participou, pois fora uma oportunidade de melhor discernir o chamado do Senhor em sua caminhada e na busca de viver o Evangelho a modo de São Francisco de Assis. 

O encontro tem como eixo norteador fomentar reflexões sobre a vida vocacional segundo os ensinamentos de São Francisco e é destinado àqueles que sentem um chamado maior de Deus para perfazerem seu caminho numa vontade de aprofundar a sua caminhada na fé. E tem como objetivo levar o jovem vocacionado a adentrar e vivenciar a experiência do carisma franciscano na vida em fraternidade, de oração, de partilha e acima de tudo, um pouco de conhecimento da Ordem dos Frades Menores.

O encontro teve uma programação de intensas atividades, as quais envolveram os jovens na realidade de nosso carisma. Portanto, teve já início no dia 20 (sexta-feira), onde a fraternidade local e a equipe dos frades que compõe o SAV acolheram os vocacionados num fraterno convívio servindo um delicioso jantar e em seguida um momento de espiritualidade muito bem preparado pelos aspirantes. 

Frades, Aspirantes e Vocacionados com as Irmãs Clarissas do Mosteiro Maria Imaculada de Marília/SP

Já no dia 21 (sábado) esses jovens tiveram a alegria de poderem celebrar a eucaristia, conhecerem e dialogarem com as nossas irmãs Clarissas, pertencentes à segunda Ordem que nosso Pai Seráfico fundou juntamente com Santa Clara de Assis, momento este de grande valia para entendermos a completude e riqueza que há em nosso carisma franciscano espalhado por todo mundo.

Dando sequência às atividades realizadas deste dia, tivemos ainda um café da manhã no Bosque Municipal Rangel Pietraroia da cidade de Marília/SP, e os vocacionados foram interpelados e exortados por uma formação acerca do Testamento de São Francisco assessorada por Frei Everton Piôtto, OFM, então vigário do Santuário de Nossa Senhora Aparecida da cidade de Olímpia/SP.

À tarde foram realizados serviços à fraternidade local, onde cada um pode doar um pouco de si no trabalho e cuidado com a Casa Comum, após tivemos esporte e a noite, rezamos a Coroa Franciscana meditando os mistérios das Alegrias de Nossa Senhora e finalizamos nos confraternizando no recreio fraterno. O encontro encerrou-se no dia 22 (Domingo), onde rezamos o Ofício Divino das Comunidades e celebramos a eucaristia, e posterior almoçamos. 

Entretanto, durante estes dias, os vocacionados foram convidados a refletir sobre o encontro consigo mesmo e com os irmãos, o encontro de São Francisco com o Crucificado, o encontro de São Francisco com o leproso e o encontro com Clara de Assis.

Enfim, o Senhor necessita de operários para messe, pois a messe é grande e os operários são poucos (cf. Lc 10,1-9). E rogamos ao Senhor que caminha sobre as águas que envie discípulos missionários para tua Igreja e para a Ordem, e acima de tudo dê perseverança aos que estão neste caminho como Frades Menores, para que leve ao mundo e por onde estiver o carisma franciscano na alegria e no amor. Contamos com suas orações pelas vocações franciscanas. Paz e Bem!

Fraternalmente,

Frei Vinícius Alves de Oliveira, OFM

SAV e Irmãs Franciscanas: “Maria, modelo de vocacionada”, foi a temática do Bate-Papo Vocacional deste sábado (07)

Na tarde deste sábado (07), aconteceu o “Bate-Papo Vocacional” de maneira remota, via google meet. Uma iniciativa do SAV (Serviço de Animação Vocacional) de nossa Custódia, em conjunto com as Irmãs Franciscanas da Penitência e as Irmãs Pequenas Missionárias Eucarísticas, promovido a todos(as) os(as) jovens vocacionados(as).

O objetivo do encontro, além da formação com temática mariana, foi partilhar um pouco do carisma franciscano nas suas mais variadas vertentes, possibilitando aos jovens (rapazes e moças) conhecer um pouco mais sobre a nossa vida, bem como tirar dúvidas referentes aos institutos, congregações e ordens.

O Bate-Papo Vocacional contou com a presença dos frades do SAV Custodial; das irmãs responsáveis pelo SAV de ambas as congregações e dos jovens dos mais variados lugares, dos quais nossa Custódia e as congregações das irmãs abrangem. Como fio condutor, o encontro teve como tema: “Maria, modelo de vocacionada”.

Agradecemos a Deus pelo dom das vocações e pedimos vossas orações para todos os religiosos e religiosas. Que Maria, nossa mãe, nos ajude a sermos fiéis aos seu filho Jesus! Rezemos também por estes jovens vocacionados, para que saibam discernir e escutar a vontade de Deus para as suas vidas, assim como Maria fez com maestria.

PAZ e BEM…

Equipe de Comunicação

Frei João Paulo, OFM professa solene na Ordem dos Frades Menores

Foi com grande alegria que os frades de nossa Custódia, bem como todo o povo de Deus de nossas frentes de evangelização, estiveram reunidos neste último sábado (23) no Santuário Nossa Senhora Aparecida em Olímpia/SP para a Profissão Solene do nosso confrade, Frei João Paulo Gabriel Mendes de Moraes, OFM.

Um dia carregado de emoções e de muita importância na vida e vocação deste confrade e de nossa Fraternidade Custodial, pois a partir de então, Frei João Paulo, OFM se une definitivamente a Deus por meio dos seus votos perpétuos, na Ordem dos Frades Menores, abraçando viver para o resto de sua vida a nossa forma de vida e regra: o Santo Evangelho.

Após acolher todos os confrades, familiares e amigos que vieram dos mais variados lugares, o professando se preparou para às 15h realizar o pedido de Profissão Solene à sua fraternidade. Um rito simples, porém tradicional em nossa Ordem.

Pedido de Profissão à Fraternidade e benção da mãe

Chegado a hora, perante os confrades, amigos e familiares reunidos, Frei João Paulo, OFM, fez seu pedido para Professar os Votos Solenes de obediência, sem nada de próprio e em castidade na Ordem dos Frades Menores. O rito aconteceu dentro da capela do Convento São Boaventura em Olímpia/SP.

Esse pedido consiste na entrega do confrade nas mãos de Deus, pedindo sua bênção e dizendo sim para o Seu chamado a Vida Religiosa Franciscana.

No momento do rito, Frei João Paulo também pediu a bênção de sua mãe, Eliene Gabriel, e lhe agradeceu pelo primeiro sim ao concebê-lo, gerando-lhe, pois, para a vida. E por fim, ao seu guardião, Frei Teodolino Braz, OFM, pediu sua bênção e consentimento.

Lema: “[…] e fiz misericórdia com eles!” (Test. 2b)

Um dia marcado com a temática da “misericórdia” e celebrando o 2º Domingo da Páscoa, conhecido como “domingo da misericórdia”, eis que chegou o momento da consagração definitiva de nosso confrade, Frei João Paulo Gabriel Mendes de Moraes, OFM.

Na noite deste sábado (23), todos se dirigiram ao Santuário Nossa Senhora Aparecida, em Olímpia/SP, para a Celebração Eucarística na qual Frei João Paulo, OFM emitiu os seus Votos Solenes nas mãos do nosso Custódio, Frei Fernando Aparecido dos Santos, OFM.

O confrade após se prostrar perante o altar para invocar todos aqueles que nos precederam aqui na terra, suplicando a intercessão e ajuda para a etapa que se inicia, profere a fórmula que professamos, com as mãos entre as mãos do Custódio.

O Santuário estava repleto de fiéis, de modo particular aqueles vindos de:

  • Catalão/GO
  • Marília/SP
  • Garça/SP
  • Ribeirão Preto/SP
  • Franca/SP
  • São Paulo/SP

Também estiveram presentes os noviços do Noviciado Comum de Catalão/GO, os frades da Província Franciscana de Santa Cruz (MG), da Província Franciscana do Santíssimo Nome de Jesus do Brasil (GO, TO e DF) e da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil (SP), bem como todo povo Deus de Olímpia/SP. Amigos e irmãos que vieram celebrar e ficar em comunhão com o Frei João Paulo, OFM nesse momento tão especial em sua vida. Além de todos os que nos acompanharam pelos meios sociais de nossa Custódia e Santuário.

Um dos pontos fortes da celebração e de muita emoção, foi o abraço do filho em sua mãe, após ter se consagrado definitivamente a Deus, escolhendo viver por toda a vida, o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Ao término da Celebração, os convidados se dirigiram até o Salão de Festa do Santuário (FENOSSA) para o jantar e um momento de confraternização. Na oportunidade também, alguns jovens amigos e amigas do professando, encenaram ao som da música franciscana “O Amor não é Amado”.


Uma breve biografia de Frei João Paulo, OFM

Frei João Paulo Gabriel Mendes de Moraes, OFM, nascido no dia 24 de novembro de 1989 é natural de Teresina/PI. Entrou para a Ordem dos Frades Menores e foi vestido com o habito franciscano no dia 03 de janeiro de 2016. Professou os primeiros votos no dia 03 de janeiro de 2017 em Catalão/GO. Professou Solene no último sábado, 23 de abril de 2022. Atualmente reside na Fraternidade Nossa Sra. de Lourdes em Garça/SP.


A este nosso irmão, Frei João Paulo, OFM, desejamos muitas felicidades e um frutuoso caminhar na Vida Religiosa Franciscana por ele abraçado. Que seu lema de Profissão, retirado do Testamento de São Francisco quando olhou para o leproso e disse: “… e fiz misericórdia com eles”, seja seu lema de vida concreta, fazendo com que ecoe sempre, não lhe deixando desanimar, mas sempre se reerguer com força e vigor na esperança de um mundo melhor.

Que Deus o abençoe e o guarde sempre!

Fraternalmente,

Equipe de Comunicação

75 anos: Com júbilo, frades celebram missa de abertura do jubileu em Franca/SP

Foto oficial, tirada logo após a celebração eucarística (Frades, Postulantes e Aspirantes)

A Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus celebrou nesta segunda-feira (18) a abertura dos festejos dos seus 75 anos de presença e missão no interior de São Paulo e Triângulo Mineiro. Já fazem todo esse tempo, quando dez missionário da Província Franciscana, presente do território de Nápoles/Itália, vieram para o solo brasileiro.

Para tanto, o custódio Frei Fernando Aparecido dos Santos, OFM, junto com alguns confrades das Fraternidades espalhadas pela extensão de nossa Custódia, celebraram uma solene missa nesta intenção especial. A celebração se deu na Paróquia São Judas Tadeu, em Franca/SP, onde está a sede Custodial.

Frei Fernando Ap. dos Santos, OFM (Custódio) proferindo a homilia

Na homilia, Frei Fernando enfatizou a importância histórica desse evento, recordando desde seu percurso inicial, do desejo de um antigo bispo de Jaboticabal/SP em ter missionários em sua diocese. Lembrou também que nesse tempo estava acontecendo a 2ª Guerra Mundial. Foi no ano de 1947 que os dez primeiros missionária partiram do Porto de Nápoles/Itália e, após 15 dias em alto mar, chegaram ao Porto do Rio de Janeiro/RJ (Brasil).

Neste clima de festa jubilar e também em ocasião pela oitava da Páscoa do Senhor Ressuscitado, Frei Fernando, em suas palavras, encorajou os confrades a olhar para o passado com gratidão, a ver os frutos que hoje são colhidos, que um dia foram plantados por estes missionários; e com a alegria do Senhor que nos sustenta olhar para o presente, com esperança na certeza de um futuro iluminado e edificante.


Íntegra da homilia – Missa de Abertura do Jubileu (75 anos)


Foto dos 10 primeiros frades missionários vindos de Nápoles/Itália e foto do último Capítulo Custodial (2021)

No momento das oferendas, rito que dá lugar a apresentação dos preciosos frutos dos trabalhos humanos, pão e vinho, e que se tornarão Corpo e Sangue do Senhor, foi-se também um momento de oferecer a Deus nossas gratidão e apresentar por meio de símbolos, como a Regra e Vida da Ordem dos Frades Menores, uma foto da Fraternidade Custodial, um par de sandália Franciscana, um banner e a vida de cada frade; a disponibilidade e coragem da Custódia em continuar a semear e cuidar do Reino de Deus instaurado no povo confiado a nós para evangelizar.

Por fim, passado todo o ritual da celebração eucarística, um belo poema foi recitado, apresentando, assim, um pouco da história inicial da Custódia, e que disponibilizamos a você, caro leitor, logo abaixo:


75 ANOS – Custódia SCJ

  • Irmãs e irmãos em Cristo
  • Jesus, o nosso amém!
  • Recebam a nossa saudação
  • De alegria, paz e bem!
  • Nesta noite tão formosa
  • Nesta noite cheia de luz
  • Onde vivemos a Páscoa
  • A vitória do bom Jesus
  • Comemoramos com alegria
  • Data, para nós singular
  • 75 anos de história
  • De nossa custódia vamos falar
  •  A muito tempo atrás
  • Em grande precisão
  • Um bispo pedira ajuda
  • Para compor uma missão
  • De nas terras brasileiras
  •  Abençoadas, altaneiras
  • Em São Paulo, uma região
  • Assumir com força e coragem
  • Na paroquia evangelização
  • Com os pobres e no social
  • Com orfanatos, educação.
  • Sendo ao nosso povo
  • Seguras e boas mãos
  • O pedido foi para Roma
  • E depois ao provincial
  • De Nápoles, aos frades menores
  • Numa graça sem igual
  • Ao chamado escutaram
  • E aceitaram tal e qual.
  • Em 45 o tal pedido
  • Um ano depois a concessão
  • Ganhara, Nápoles, Jaboticabal
  • Como terra de missão
  • Recebendo do ministro geral
  • O dileto e santo aval
  • Para a evangelização.
  • Frei Roque Biscione,
  • Frei Justino di Giorgio,
  • Frei Eugênio de Rosa,
  • Frei Marcelo Manilia,
  • Frei Januário Pinto,
  • Frei Benedito Faticato,
  • Frei Frederico Curatolo
  • Frei Leonardo Ferraro,
  • Frei Angelo Ruggiero
  • Frei Berardo Paolino.
  • Foram dez, os primeiros
  • Que aceitaram a missão
  • Vindo de tão longe
  • Para viver neste chão
  • Nesta vinha do senhor
  • Nessa messe, plantação.
  • Assumiram as paróquias
  • Que de vigários carecia
  • Por essas terras espalharam
  • Paz, amor e alegria.
  • O veio social da Custódia
  • Desde cedo já bramia
  • Num Brasil que Crescia
  • Naqueles anos o progresso
  • Mesmo dificultoso
  • O bendito acesso
  • Os primeiros frades levavam
  • Jesus nesse expresso
  • O tempo foi passando
  • A missão foi crescendo
  • E logo os primeiros frades
  • Do Brasil, aparecendo
  • Via-se ali
  • Nossa história se fazendo
  •  Até 2012
  • Era, esta, vinculada
  • A província napolitana
  • E numa atitude ousada
  • Nos tornamos independentes
  • Assumimos tal empreitada
  • Em 2013 uma aproximação
  • Muito santa começou
  • Com a Fundação N. Sra. de Fatima
  • E em 2016 se consolidou
  • Integração plena
  • O triangulo se achegou
  • Minas e São Paulo
  • Uma só se tornou.
  • Duas histórias se juntaram
  • Uma só se tornando
  • Dores divididas
  • Alegrias partilhando
  • Somos mais de 50 frades
  • Nesta noite celebramos
  • De nossa custódia querida
  • Seus 75 anos
  • E já que contamos a história
  • De nossa Custódia querida
  • lembremos então agora
  • Os que são história em vida
  • Frei Carmine e frei Filomeno
  • Figuras tão enaltecidas
  • Também não esqueçamos
  • O querido esmoler de Deus
  • O Frei Berardo Paolino
  • Que Vivia aqui entre os seus
  • Por fim, agradecemos
  • Ao nosso Deus Querido
  • Que Nos deu a santa graça
  • Dos 75 anos cumpridos
  • Parabéns por essa historia
  • Aos que vivem e tenham existido
  • Peçamos ao pai Seráfico
  • Olhai por nossa custódia
  • Rogai por nós a Deus
  • Que venham mais anos de história
  • Que o futuro vire presente
  • Que o presente seja memória
  • De pé, com alegria
  • Cantemos com o coração
  • Batendo nossas palmas
  • Com tamanha emoção
  • Que o órgão dê as notas
  • Do parabéns em canção

Frei João Paulo Gabriel Mendes de Moraes, OFM com a Benção Apostólica, lida pelo Custódio, Frei Fernando Ap. dos Santos, OFM

Após a apresentação do jogral, acolhemos a Benção Apostólica enviada por ocasião do jubileu dos 75 anos e lida pelo nosso Custódio. Seguidamente, o Secretário Custodial, Frei Alef Pavini, OFM, leu as mensagens enviadas pelas irmãs Clarissas de Marília/SP, bem como do nosso Ministro Geral, Frei Massimo Fusarelli, OFM. Terminada as homenagens, encerramos a celebração com a benção de São Francisco.

Agradecemos a Deus pela dádiva de nossas vocações, bem como pela vida e vocação dos frades que nos antecederam nesta árdua missão, como religiosos franciscanos. Que o seráfico pai São Francisco nos ajude perseverarmos neste santo propósito que abraçamos em nossas vidas.

Fraternalmente,

Equipe de Comunicação

Créditos/Imagens: K2 Fotografias (Ribeirão Preto/SP)


Transmissão | Missa de Abertura – Jubileu dos 75 anos

Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus: 75 anos de evangelização em terras brasileiras!

“Olhar o passado com gratidão, viver o presente com paixão e abraçar o futuro com esperança!” (Papa Francisco)

Queridos irmãos e irmãs, PAZ e BEM!

É com grande alegria que a nossa Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus completa no dia de hoje, os seus 75 anos de evangelização em terras brasileiras.

10 frades missionários, vindos de Nápoles/Itália, chegaram ao Brasil no dia 17 de abril de 1947.

Gratos a Deus pela doação e vida destes frades, bem como pela vida e vocação de todos os frades que hoje compõem a nossa Fraternidade Custodial, rendemos louvores ao Cristo que hoje ressuscita em nossas vidas.

E nessa alegria, queremos convidar a você e sua família a celebrar conosco este momento ímpar de nossa história. Celebraremos amanhã (18), às 19h30 na Paróquia São Judas Tadeu de Franca/SP. A celebração será transmitida pelos nossos canais e mídias sociais. Acompanhe e celebre conosco!

Parabéns, Custódia!


CONVITE

Acompanhe conosco por meio de nossos canais e mídias sociais:

Frei João Paulo, OFM professará os votos solenes no próximo sábado (23)

Frei João Paulo Gabriel Mendes de Moraes, OFM

Queridos irmãos e irmãs, PAZ e BEM!

É com grande alegria que a nossa Fraternidade Custodial no próximo sábado (23), reunida estará no Santuário Nossa Sra. Aparecida de Olímpia/SP, para a celebração eucarística onde o nosso confrade, Frei João Paulo Gabriel Mendes de Moraes, OFM professará os votos solenes na OFM (Ordem dos Frades Menores).

Por isso, a Equipe de Comunicação de nossa Custódia, entrou em contato com o referido confrade para entrevistá-lo e assim, partilhar com todos vocês, nossos amigos e benfeitores, um pouco desta trajetória de vida e vocação.

Acompanhe conosco!


CONHECENDO UM POUCO DE SUA VIDA E VOCAÇÃO

Fonte: Arquivo Custodial | Frei João Paulo, OFM em sua 1ª Profissão Religiosa, realizada em 3 de janeiro de 2017 em Catalão/GO

Equipe de Comunicação – Conte-nos um pouco da sua história!

Frei João Paulo, OFM – Sou natural de Teresina/Pi, e lá fui batizado e crismado. Filho de Eliene Gabriel Cruz e Wilemar Mendes de Moraes, o caçula dos três filhos desse casal. Hoje meu irmão mora em Teresina, e minha irmã, mais velha, fora do Brasil. Tenho também dois sobrinhos lindos, o Pedro Lucas e a Maya. E há pouco tempo, virei tio avô, com a chegada do Romeo em nossa família.

Já no início da adolescência, aos 12 anos, iniciei no grupo de acólitos da paróquia dos franciscanos. Na verdade eu não sabia o que era um franciscano, pra mim era tudo padre.

Aos 17 anos me coloquei a conhecer mais a vida dos frades e então me apaixonei. Quis ser um frade menor igual a eles. Quando completei 18 anos entrei para o postulantado na cidade de Bacabal/MA, em seguida fiz o noviciado em Teresina/Pi e dei um tempo na vida religiosa, retornando à minha família.

Após 4 anos e meio, percebi que não adiantava lutar com o chamado de Deus, e decidi retornar à vida religiosa, indo morar em Franca/SP, no postulantado e depois fiz novamente o noviciado, mas desta vez em Catalão/GO, onde fiz meus primeiros votos na OFM (Ordem dos Frades Menores), no dia 03 de janeiro de 2017.

Depois, em Marília/SP, segui a proposta formativa de nossa Custódia e cursei filosofia por quatro anos.

Ao término, fui morar em São Paulo/SP, para fazer uma experiência junto à população em situação de rua. Este tempo, chamamos de ano missionário, ou ano apostólico. E realmente foi uma missão apostólica em minha vida. Ali no meio deles, encontrei o João Paulo que jamais conhecia, pois são inúmeros os véus que me cobriam os olhos. Ali estive despido, desbravando os meus campos abandonados por mim mesmo.

Hoje moro na cidade de Garça/SP, e trabalho junto às crianças e adolescentes da cidade, no Patronato São Francisco de Assis (Patronato Juvenil Garcense). Faço parte do serviço de Justiça, Paz e Integridade da Criação (JPIC) e acompanho a família dos benfeitores de nossa custódia, o PVF (Pró-Vocações Franciscanas).

Equipe de Comunicação – O que o Frei João Paulo está pedindo a Igreja e a sua Fraternidade Franciscana é a Profissão Solene. Explique-nos um pouco sobre isso e qual o sentido dela para o Frade Menor?

Frei João Paulo, OFM – Durante toda caminhada vocacional, desde os acompanhamentos vocacionais até o presente momento, eu era (e sou) convidado pela formação e por Deus a discernir ainda mais as escolhas da vida, e sobretudo, a escolha de ser um frade menor, e ter como inspiração de vida, Francisco, o homem que se fez todo Evangelho.

Passando então por cinco renovações de votos, em que faço os votos de viver sem nada de próprio, em castidade e em obediência, somente por um ano de minha vida, e renovando-o ao final de cada ano; percebi que é essa forma de vida que me alegra e me da sentido de viver. Olhar o mundo pelo olhar de Cristo e de Francisco, me faz continuar dizendo o sim a Deus, à Igreja e à humanidade.

Portanto, fazer os votos solenes (perpétuos), é me entregar por toda a minha vida a esta forma de vida, ao modelo de Evangelho que é Francisco e confirmar, para Deus e com Seu auxílio, que quero devotar minha vida aos irmãos que mais necessitam.

Equipe de Comunicação – Qual sentido de fé e a relação da Igreja em sua vida?

Frei João Paulo, OFM – Na minha vida, como em todos os que lêem essas palavras, tive muitas dificuldades, dúvidas e medos, o que me levaram sempre a me questionar de onde sou, o que faço aqui e para que estou nesse mundo. Questionamentos que me conduziram até Deus e seu amor incomensurável.

A partir de então passei a me buscar mais e mais Deus, conhecê-lo e procurar amá-lo, pois não se ama o que não se conhece.

Equipe de Comunicação – Estamos atravessando e acompanhando um tempo difícil de pandemia, guerra, fome, preconceitos e divergências políticas, o que o Frei João de modo geral, tem refletido sobre esses temas e nos deixa como mensagem ao abraçar por toda a vida o Evangelho como regra?

Frei João Paulo, OFM – Na verdade acredito que essa é uma realidade da humanidade, e não somente deste tempo, uma vez que está em jogo a forma do homem de ver o mundo.

Ainda vivemos fortemente uma relação predatória com o meio ambiente, e com isso, conosco mesmos. Tanto que Jesus, em seu tempo, já trazia uma visão em que todos somos iguais, e que em seu reino, já não há a diferença de povos, cores, raças… E Francisco em sua mística de compreender a criação e a chamar de irmã, nos confirma a temporalidade dessa realidade que vivemos hoje.

Pois bem, acredito que ser cristão é muito mais do que assumir um título, um nome, uma veste, ou aprender rezas próprias; ser cristão é assumir uma causa, a causa de Jesus presente no Evangelho, é ação, é viver rumo à destruição dessa forma utilitarista de pensar o cosmos, mudar a nossa relação com a natureza, com os animais e conosco mesmos. Para tanto, não nos importa se o mundo todo não está seguindo o ritmo do Evangelho, o que é primeiro importante, é se nós, que recebemos o batismo e nos dizemos cristãos, estamos lutando contra essa visão avassaladora da forma predatória e líquida que a humanidade lida com a criação.

Equipe de Comunicação – O que diria para um jovem que deseja ingressar na Vida Religiosa hoje?

Frei João Paulo, OFM – Digo para não ter medo de correr atrás do que acha que lhe completa. Uso o verbo “achar”, porque nada é tão claro na vida, e não podemos e nem precisamos perder tempo procurando a certeza das decisões. O que precisamos mesmo é arriscar, acreditando que naquele momento, durante aquele processo, aquela decisão está contribuindo para o que eu acredito que é viver, ou seja, está me dando um sentido de vida.

Visto que sentido de vida é algo que construímos, conscientes, nas escolhas do dia a dia, e por isso afirmo, assuma sua jornada, abrace seus medos, se perceba no todo da vida e faça a escolha de sua vida.


CONVITE


Agradecidos a Deus pelo vida deste irmão, desejamos perseverança em sua vida e vocação. Que Deus, por intercessão de São Francisco e Santa Clara, ajude o Frei João Paulo cotidianamente em vosso trabalho e missão.

Equipe de Comunicação

Frades do PVF de nossa Custódia retomam suas atividades e visitam a Paróquia de Ribeirão Preto/SP

No último fim de semana (5 e 6 de março), o Pró-Vocações Franciscanas (PVF) da Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus iniciaram as visitas e divulgação do carisma franciscano. A Paróquia que os acolheu nesse “novo” início, foi a Paróquia Santo Antônio Maria Claret e Frei Galvão de Ribeirão Preto/SP.

Os frades André Luís e João Paulo Gabriel participaram das missas na igreja matriz e lançaram palavras de agradecimento a cada benfeitor que faz parte da “Família dos Benfeitores da Custodia”, que contribuem com as casas de formação. Na oportunidade falaram das três profissões solenes que serão celebradas esse ano, como fruto da oração e contribuição desta família.

O Agradecimento foi o marco desta visita, uma vez que nesses dois anos parados em vista da COVID-19, foram de suma importância para se perceber a força da oração e companheirismo desses irmãos, que não deixaram de acreditar nas vocações franciscanas e continuaram contribuindo financeiramente e nas orações.

Ainda na visita, os frades levaram a loja móvel com artigos religiosos, a fim de chegar ainda mais perto do povo de Deus e deixar um símbolo franciscano naquela Paróquia. Ficam os agradecimentos à fraternidade local, que não mediu esforços em acolher os irmãos da equipe do PVF, como também a toda a comunidade paroquial, por acolher os frades e demonstrar os seus afetos e estima ao carisma franciscano divulgado com carinho.

Por fim, o PVF segue para a próxima visita na cidade de Marília/SP, nos dias 02 e 03 de abril, com a divulgação do carisma, o convite para a “família dos benfeitores” e a loja móvel.

PAZ e BEM!

Frei João Paulo Gabriel, OFM (Coordenador do PVF)

JUFRA de Bebedouro/SP e de Ribeirão Preto/SP celebram juntos o dia dos Jufristas

Neste dia 06 de março em que a Família Franciscana celebra Santa Rosa de Viterbo, padroeira da JUFRA, a Juventude Franciscana de Ribeirão Preto/SP e de Bebedouro/SP celebraram juntos o seu dia.

Iniciaram o encontro às 9h com a Celebração da Santa Missa que foi Presidida por Frei Israel Costa Cardoso, OFM, na Matriz Paroquial de Santo Antônio Maria Claret e Frei Galvão. Nesta, contou-se também com a presença dos Assistentes Espirituais das duas fraternidades: Frei Suelton Costa de Oliveira, OFM (Bebedouro/SP) e Frei Lucas de Oliveira Santos, OFM (Ribeirão Preto/SP).

Após a celebração da eucaristia, os irmãos e irmãs se reuniram para um momento de dinâmicas e de entrosamento entre si. Em seguida, almoçaram e nesta contaram com a presença de toda a Fraternidade dos Frades de Ribeirão Preto/SP.

Uma mensagem foi refletida e lida na qual reflete a espiritualidade da Fraternidade da Juventude Franciscana e que disponibilizamos por ser tão verdadeira e motivadora para cada um e cada uma que abraça essa vida e pretende conhecê-la.

Eis o texto:


“SER JUFRISTA”

Ser Jufrista é recordar! O que dizer de um dia que remete a tantas recordações… Recordações pessoais, coletivas, de perto, de longe, tranquilas e até um tanto turbulentas… Mas sempre fraternas!

Ser Jufrista é lembrar na pele! São memórias que renascem e que nos fazem sentir o calor de um abraço de um irmão/irmã que talvez já nem faça parte da fraternidade; o frio da manhã quando é preciso acordar cedo para os eventos “Jufrais”; o cheiro do café da mãe de uma irmã da fraternidade; o som de um pássaro que cantava em um retiro; o gosto da comida nas confraternizações; as cores e a criatividade na confecção das camisas que identificam nossa JUFRA local.. todos os sentidos ficam aguçados com essas memórias que esse dia suscita.

Ser Jufrista é recomeçar! É certo que por mais que saibamos e tentemos seguir nossos ideais, sempre nos deparamos com momentos em que o cansaço, as frustrações, a correria do dia-a-dia nos desmotiva a continuar. Aí a gente lembra: Pouco ou nada fizemos, vamos recomeçar… E tudo se renova! Buscamos uma força que parece brotar lá do fundo da gente e vai crescendo, crescendo e quer sair de nós, não cabe em nós. Sentimos a necessidade de dividir com os irmãos e irmãs e contagiar todo mundo. Isso é ser Jufrista!

Ser Jufrista é encarar desafios! Quantos de nós nunca se imaginou em um serviço na fraternidade e quando se deu conta já fazia parte de uma equipe regional, nacional… Se isso ainda não aconteceu com você, meu irmão e minha irmã, prepare-se!

Ser Jufrista é conhecer o outro! É perceber a unidade nas diferenças. Lembremo-nos do irmão que faz uma ata como ninguém; daquele que sempre chega atrasado, mas que alegra a turma toda; do irmão que toca; da irmã que canta e encanta; daquele que está sempre disposto a ajudar; daquela que sempre tem uma palavra a dizer…

Nossa fraternidade é linda!

Ser Jufrista é sair em missão! Nossos trabalhos nas Jornadas de Direitos Humanos, nossas manifestações nos Gritos dos Excluídos, nossas mobilizações em tantos projetos, nossas orações em cada campanha, nossa participação nos eventos da JUFRA desde os encontros na fraternidade, passando pelos congressos regionais e nacionais até internacional. Quanto pé na estrada, hein?! Quanta luta!

Ser Jufrista é ser vigilante! Não tem nada mais cansativo que ficar horas aprovando estatuto e concluindo pautas até tarde nos encontros por aí a fora… Formadores que viram madrugadas preparando encontros e irmãos que mandam mensagens às três da manhã pra desejar um feliz dia do Jufrista! Equipes que ficam horas em reuniões para que tudo saia certo nos materiais e nos encontros da JUFRA. Mas tudo vale a pena… Pois aquilo que fazemos com amor não nos enfraquece, ao contrário, nos acrescenta.

Ser Jufrista… é algo tão peculiar, mas também tão simples. Tão pessoal e também tão grupal. E a cada momento, a cada vivência, nos definimos de maneira própria, singular. E pra você? O que é ser Jufrista? Pense nisso! Que nesse dia possamos nos reconhecer com tudo que somos, com tudo que temos como jovem franciscano. E que com nosso jeito de ser possamos transformar o mundo a nossa volta!”

Gleice Francisca


Imagem Ilustrativa (Fonte): Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil

Viva Santa Rosa de Viterbo! Viva os jufristas! Parabéns!

PAZ e BEM!

Frei Suelton Costa de Oliveira, OFM (Assistente da JUFRA – Bebedouro/SP)