Solenidade do Sagrado Coração de Jesus: O Coração do Redentor

Deus!? Quantas vezes dizemos ou escrevemos essas quatro letras!  Talvez  de tanto dizer ou ouvir a palavra  (e a realidade) tenha perdido  força e seu sentido mais profundo. Será que Deus tem ressonância profunda  em nosso templo interior? Talvez tenha se tornado algo rotineiro,  bem diferente da experiência de Santo Agostinho: “Eu te saboreei, agora sinto sede e fome de ti”.  Alguém de quem não se pode separar? João, o evangelista nos lembra que  “Deus é amor” (1Jo 4,8).

Pagola lembra bem: “Não é que Deus nos tenha amor. Deus é amor.  Todo seu ser e seu agir é amor.  De Deus só brotar amor. ‘Deus não sabe, nem quer, nem pode fazer outra coisa senão amar’ (A. Torres Queiruga).  Deus nos ama sempre e para sempre. Ele é assim. Ninguém o obriga a fazê-lo, nada lhe é imposto de fora. Ele é o ‘eterno amante’ (Bruno Forte). E jamais priva alguém de seu amor” (José Antônio Pagola, Anunciar Deus hoje como boa noticia, Vozes, p.140)

Há palavras que,  por si mesmas, anunciam Mistérios, chegam até o mais profundo de nós mesmos. Entre elas  está a palavra coração, que designa o centro mais íntimo, onde toda multiplicidade é uma. Quando dizemos Coração de Jesus evocamos aquilo  que o  Cristo tem de mais íntimo, queremos dizer que esse centro é repleto  do mistério de Deus.  Dizemos que  neste coração reina o amor infinito pelo qual  Deus mesmo se dá, se entrega.  Quando dizemos “Coração de Jesus” é isso que  professamos e confessamos com todas as forças de nosso próprio coração. Professamos em todos os momentos, mas de modo  especial nos momentos de sofrimento. Nessa circunstância é que temos todas as razões de voltar nosso olhar para aquele de quem o coração foi  transpassado,  esse ninho aberto no alto da Cruz.

Para numerosos cristãos,  “Coração de Jesus”  pode ser uma simples duplicata verbal de “Jesus Cristo”, o que se pode compreender. Aquele, no entanto, que na aventura de sua experiência religiosa teve ocasião de experimentar a inaudita altura, profundidade, comprimento e largura da realidade  da salvação vai mais adiante e compreende o alcance desse  Coração.  Um coração traspassado, que nos ama mesmo nos becos se saída, Coração que é o coração  que nos entrega sem se esgotar o mistério de Deus.

Não  há nenhum lugar existencial onde o homem possa entregar inteiramente e sem condições o que ele tem de  mais pessoal, sua salvação sem se aniquilar, sem cair no desespero:  é  Deus experimentado como misericórdia.  Esse abandono tem o nome de fé e de esperança.  Tal só será possível se ele se entrega a Deus como amor.  Ora, colocar esse ato de fé de maneira consciente e refletida será possível  diante de Jesus crucificado e ressuscitado, diante de seu coração traspassado.

A devoção ao Coração de Jesus não pode ser ensinada de fora. Cada um, confiando na Igreja e seu Espírito,  tentará abeirar-se de seu mistério:  nos dias de sol e nas jornadas nubladas deveria repetir:  “Coração de Jesus, tende piedade de mim”. Uma prece que seja como mantra. O que se acerca  de Jesus deve poder fazer a experiência:  o que há de mais de incrível , de mais impossível e, ao mesmo tempo  mais evidente é que Deus ama e que seu amor se tornou irrevogável no Coração de Jesus.

Fonte (Original): Le culte du coeur de Jesus  aujourd’hui, Karl  Rahner, Revista  Vie Consacrée,  set. 1986.p. 270-272

Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM

Fonte: Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil

Fraternidades de Marília/SP e Garça/SP se reúnem para Retiro Espiritual

Nesta segunda-feira (20), os frades presentes no regional de Marília/SP e Garça/SP se deslocaram para o distrito de Marília/SP, chamado Padre Nóbrega. Distante da cidade, este local foi cedido pelos Irmãos do Sagrado Coração de Marília/SP.

Esteve conosco, o Padre Padula, membro do clero da diocesano de Marília/SP, conduzindo a manhã de espiritualidade em torno do patrono da nossa Custódia, o Sagrado Coração de Jesus, divididas em três perspectivas: o Coração de Jesus, de Maria e de Francisco.

O momento durou toda a parte da manhã, das 8h às 12h30. Sempre acompanhado do “Espírito de Oração e o seu modo de operar”, dedicou-se um tempo para deserto e outro para partilha. Um momento breve, mas profundo e que marcou o coração dos Frades.

Os Frades de Profissão Temporária encerraram a primeira parte com uma oração a Mãe e advogada dos Frades Menores. Terminado o momento de retiro, partirmos para Fraternidade de Marília/SP, onde ao redor da mesa do Senhor, partimos o pão e comemos entre irmãos.

PAZ e BEM!

Fraternalmente,

Frei Cristiano Nobre de Oliveira, OFM

Fraternidades de Bebedouro/SP e Olímpia/SP se reúnem para Retiro Espiritual

No intuito de animar os frades e reabastecer as forças, nesta segunda-feira (20), as Fraternidades da Custódia que estão subdivididas na Região Norte do estado de São Paulo (Bebedouro/SP e Olímpia/SP) se reuniram para um dia de retiro no Convento São Boaventura, em Olímpia/SP.

Esse retiro é realizado algumas vezes durante o ano no território da Custódia, sendo que cada regional realiza o seu encontro. Para tal realização, é pensado através da Formação Permanente, tendo como secretário neste triênio (2022-2024) Frei Valmir Ramos, OFM. Esse retiro foi o primeiro do ano e do triênio. Como temática, Frei Valmir abordou o culto ao Sagrado Coração de Jesus, tendo em vista duas celebrações importante: o dia em que celebraremos a sua solenidade e também a comemoração jubilar dos 75 anos da Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus.

O retiro foi dividido em dois momentos de leituras e reflexões de textos alusivo a temática e dois momentos de ressonância por meio das partilhas de cada frade presente, aquilo que ecoou em seus corações.

O conteúdo temático foi bem guiado estruturalmente, partindo do contexto histórico, Carta Encíclica Papal, Santos e Santas que portaram a devoção ao Sagrado Coração, bem como a importância para a espiritualidade Franciscana, por meio da teologia do Sagrado Coração em São Boaventura, raiz teológica-espiritual de tal devoção.

Além de momento forte de espiritualidade e reabastecimento da fé e conhecimento, os frades presente tiveram a oportunidade de conviverem entre si e partilhar da vida pessoal e dos trabalhos pastorais.

Estiveram presente todos os frades das duas Fraternidades, da Fraternidade Nossa Sra. Aparecida de Olímpia/SP: Frei Lucas Lisi Rodrigues, OFM, Frei José Ricardo Terêncio, OFM e Frei Everton Leandro Piôtto, OFM; da Fraternidade Sagrado Coração de Jesus de Bebedouro/SP: Frei Valmir Ramos, OFM, Frei Nivaldo Pasqualim, OFM e Frei Suelton Costa de Oliveira, OFM.

Que Deus abençoe cada frade e os fortaleçam na fé, perseverança e nos trabalhos por eles realizados.

PAZ e BEM!

Fraternalmente,

Frei Suelton Costa de Oliveira, OFM

75 anos: Gratos a Deus pela vida e vocação franciscana, frades concluem o ano jubilar com celebração em Olímpia/SP

Olímpia (SP) – Com júbilo no coração e radiantes pela alegria fraterna, a cidade Menina Moça acolheu na noite desta sexta-feira (17) em seu Santuário Nossa Sra. Aparecida, os frades da Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus para celebrarem o encerramento do ano jubilar dos 75 anos de presença em terras brasileiras, no interior do estado de São Paulo, Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.

Dom Milton Kenan Júnior, Bispo Diocesano de Barretos/SP

A celebração foi presidida pelo ordinário local, Dom Milton Kenan Júnior, Bispo Diocesano de Barretos/SP e contou com a presença dos frades da Fraternidade Custodial, os noviços do Noviciado Comum de Catalão/GO, bem como fiéis de todas as frentes de Evangelização da Custódia.

Preparada com esmero e carinho para bem acolher a todos os presentes, a equipe de acolhida do Santuário esteve prontamente recebendo e orientando a todos os que iam chegando. Marcada com imagem do Sagrado Coração de Jesus, patrono da Custódia, o ambiente e presbitério foram ornamentados de acordo com a simplicidade franciscana.

Com a autorização de Dom Milton, os frades celebraram antecipadamente a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus e na oportunidade do jubileu dos 75 anos, renovaram os compromissos da Vida Religiosa, como realizado todos os anos.

No momento do ato penitencial, o Custódio, Frei Fernando Aparecido dos Santo, OFM, realizou as três invocações em formas de súplicas, pedindo perdão pelas vezes que os frades não cumpriram com o compromisso de consagrados, pelo bem do povo de Deus.

Dom Milton proferindo a homilia

Dom Milton Kenan em sua homilia, realizou uma breve recordação histórica dos primeiros missionários franciscanos vindos para o Brasil, a importância da missionariedade, bem como a audácia de avançar águas mais profundas para anunciarem o Evangelho, regra de vida dos Frades Menores.

Após a homilia, os frades solenes realizaram a renovação dos seus compromissos de consagrados: “Para o louvor e glória da Santíssima Trindade, Eu, Frei ………, hoje, celebrando a graça de ……. anos de profissão na vida religiosa franciscana, quero renovar o meu compromisso de vida radicalmente evangélica. Nesse jubileu de 75 anos da chegada dos primeiros frades italianos ao Brasil, reafirmamos o nosso compromisso de testemunhar a Regra e a Vida dos Frades Menores, já professada e assumida livremente por cada um de nós. Reconhecemos nossa pequenez pessoal e os limites da nossa missão enquanto fraternidade custodial. Pedimos perdão por nossas faltas cometidas nesses 75 anos de história! Confiando na misericórdia infinita de seu Filho Jesus, nos recomendamos à sua bondade, pela intercessão de Maria Imaculada, a mãe dos menores, de São Francisco e Santa Clara, assim como todos os santos e santas da Ordem seráfica. Confirmamos, de todo o coração, a nossa entrega a essa fraternidade Custodial, e imploramos o auxílio do Espírito Santo, e a ajuda fraterna de todos, para que tendamos sempre mais à caridade perfeita e ao serviço alegre e generoso à Deus, à Igreja e aos homens.”

Após a comunhão, alguns leigos do Santuário e também os aspirantes e postulantes, prepararam uma homenagem aos frades, onde recordaram a chegada dos 10 primeiros frades missionários italianos.

Terminada a apresentação, Frei Fernando, OFM fez os agradecimentos, destacando a importância de cada Frade e Fraternidade onde reside. Recordou também de cada Obra Social que é acompanhada pela Custódia, bem como rendeu graças pela presença e companhia das Irmãs Clarissas e as Irmãs Franciscanas Pequenas Missionárias Eucarísticas, que estão presentes no território Custodial. Na oportunidade, o Custódio também agradeceu a presença do Prefeito Municipal da Estância Turística de Olímpia/SP, Sr. Fernando Augusto Cunha.

Finalizada a celebração com a benção solene dada pelo Bispo Local, os frades, postulantes e aspirantes, tiraram uma foto oficial e em seguida, partiram para o Salão Paroquial FENOSSA, onde todos foram acolhidos com um coquetel.

Repleto de criatividade e retorno as origens, o Salão Paroquial conduziu com sua ornamentação e organização, uma bela viagem histórica à Nápoles/Itália, cidade de onde partiram os 10 primeiros frades, vindos da Província do Sagrada Coração de Jesus, província-mãe da Custódia.

A apresentação realizada ao término da celebração, continuou no palco do FENOSSA, junto das belíssimas apresentações de danças do GODAP (Grupo Olimpiense de Danças Parafolclóricas), que encantaram os presentes. Após as apresentações, conforme iam servindo o coquetel, todos os frades, formandos e fieis que ali estavam, puderam adentrar nas salas de catequese, pois foram preparadas e ornamentadas com temáticas específicas, separadas por décadas.

Gratos a Deus pelas vidas doadas dos primeiros frades missionários, rendemos graças a Deus pela vinda destes irmãos, dos já partiram para a casa do Pai e por todos os que no hoje, continuam construindo a história da Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus, bem como, dos que ainda hão de vir somar com a Fraternidade Custodial. Rendemos também graças a Deus por cada fiel leigo que colaborou e contribuiu com a Custódia e que hoje, já se encontra na Pátria Celeste. E de modo especial ainda, por todos os que somam com cada frade no hoje da história, presentes nas frentes de evangelização de nossa entidade, na porção do interior de São Paulo e Triângulo Mineiro. Que pela intercessão do Seráfico pai São Francisco, Deus vos abençoe!

Fraternalmente,

Frei Alef Henrique Pavini, OFM

Créditos/Imagens: K2 Fotografias (Ribeirão Preto/SP)

75 anos: Com júbilo, frades celebram missa de abertura do jubileu em Franca/SP

Foto oficial, tirada logo após a celebração eucarística (Frades, Postulantes e Aspirantes)

A Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus celebrou nesta segunda-feira (18) a abertura dos festejos dos seus 75 anos de presença e missão no interior de São Paulo e Triângulo Mineiro. Já fazem todo esse tempo, quando dez missionário da Província Franciscana, presente do território de Nápoles/Itália, vieram para o solo brasileiro.

Para tanto, o custódio Frei Fernando Aparecido dos Santos, OFM, junto com alguns confrades das Fraternidades espalhadas pela extensão de nossa Custódia, celebraram uma solene missa nesta intenção especial. A celebração se deu na Paróquia São Judas Tadeu, em Franca/SP, onde está a sede Custodial.

Frei Fernando Ap. dos Santos, OFM (Custódio) proferindo a homilia

Na homilia, Frei Fernando enfatizou a importância histórica desse evento, recordando desde seu percurso inicial, do desejo de um antigo bispo de Jaboticabal/SP em ter missionários em sua diocese. Lembrou também que nesse tempo estava acontecendo a 2ª Guerra Mundial. Foi no ano de 1947 que os dez primeiros missionária partiram do Porto de Nápoles/Itália e, após 15 dias em alto mar, chegaram ao Porto do Rio de Janeiro/RJ (Brasil).

Neste clima de festa jubilar e também em ocasião pela oitava da Páscoa do Senhor Ressuscitado, Frei Fernando, em suas palavras, encorajou os confrades a olhar para o passado com gratidão, a ver os frutos que hoje são colhidos, que um dia foram plantados por estes missionários; e com a alegria do Senhor que nos sustenta olhar para o presente, com esperança na certeza de um futuro iluminado e edificante.


Íntegra da homilia – Missa de Abertura do Jubileu (75 anos)


Foto dos 10 primeiros frades missionários vindos de Nápoles/Itália e foto do último Capítulo Custodial (2021)

No momento das oferendas, rito que dá lugar a apresentação dos preciosos frutos dos trabalhos humanos, pão e vinho, e que se tornarão Corpo e Sangue do Senhor, foi-se também um momento de oferecer a Deus nossas gratidão e apresentar por meio de símbolos, como a Regra e Vida da Ordem dos Frades Menores, uma foto da Fraternidade Custodial, um par de sandália Franciscana, um banner e a vida de cada frade; a disponibilidade e coragem da Custódia em continuar a semear e cuidar do Reino de Deus instaurado no povo confiado a nós para evangelizar.

Por fim, passado todo o ritual da celebração eucarística, um belo poema foi recitado, apresentando, assim, um pouco da história inicial da Custódia, e que disponibilizamos a você, caro leitor, logo abaixo:


75 ANOS – Custódia SCJ

  • Irmãs e irmãos em Cristo
  • Jesus, o nosso amém!
  • Recebam a nossa saudação
  • De alegria, paz e bem!
  • Nesta noite tão formosa
  • Nesta noite cheia de luz
  • Onde vivemos a Páscoa
  • A vitória do bom Jesus
  • Comemoramos com alegria
  • Data, para nós singular
  • 75 anos de história
  • De nossa custódia vamos falar
  •  A muito tempo atrás
  • Em grande precisão
  • Um bispo pedira ajuda
  • Para compor uma missão
  • De nas terras brasileiras
  •  Abençoadas, altaneiras
  • Em São Paulo, uma região
  • Assumir com força e coragem
  • Na paroquia evangelização
  • Com os pobres e no social
  • Com orfanatos, educação.
  • Sendo ao nosso povo
  • Seguras e boas mãos
  • O pedido foi para Roma
  • E depois ao provincial
  • De Nápoles, aos frades menores
  • Numa graça sem igual
  • Ao chamado escutaram
  • E aceitaram tal e qual.
  • Em 45 o tal pedido
  • Um ano depois a concessão
  • Ganhara, Nápoles, Jaboticabal
  • Como terra de missão
  • Recebendo do ministro geral
  • O dileto e santo aval
  • Para a evangelização.
  • Frei Roque Biscione,
  • Frei Justino di Giorgio,
  • Frei Eugênio de Rosa,
  • Frei Marcelo Manilia,
  • Frei Januário Pinto,
  • Frei Benedito Faticato,
  • Frei Frederico Curatolo
  • Frei Leonardo Ferraro,
  • Frei Angelo Ruggiero
  • Frei Berardo Paolino.
  • Foram dez, os primeiros
  • Que aceitaram a missão
  • Vindo de tão longe
  • Para viver neste chão
  • Nesta vinha do senhor
  • Nessa messe, plantação.
  • Assumiram as paróquias
  • Que de vigários carecia
  • Por essas terras espalharam
  • Paz, amor e alegria.
  • O veio social da Custódia
  • Desde cedo já bramia
  • Num Brasil que Crescia
  • Naqueles anos o progresso
  • Mesmo dificultoso
  • O bendito acesso
  • Os primeiros frades levavam
  • Jesus nesse expresso
  • O tempo foi passando
  • A missão foi crescendo
  • E logo os primeiros frades
  • Do Brasil, aparecendo
  • Via-se ali
  • Nossa história se fazendo
  •  Até 2012
  • Era, esta, vinculada
  • A província napolitana
  • E numa atitude ousada
  • Nos tornamos independentes
  • Assumimos tal empreitada
  • Em 2013 uma aproximação
  • Muito santa começou
  • Com a Fundação N. Sra. de Fatima
  • E em 2016 se consolidou
  • Integração plena
  • O triangulo se achegou
  • Minas e São Paulo
  • Uma só se tornou.
  • Duas histórias se juntaram
  • Uma só se tornando
  • Dores divididas
  • Alegrias partilhando
  • Somos mais de 50 frades
  • Nesta noite celebramos
  • De nossa custódia querida
  • Seus 75 anos
  • E já que contamos a história
  • De nossa Custódia querida
  • lembremos então agora
  • Os que são história em vida
  • Frei Carmine e frei Filomeno
  • Figuras tão enaltecidas
  • Também não esqueçamos
  • O querido esmoler de Deus
  • O Frei Berardo Paolino
  • Que Vivia aqui entre os seus
  • Por fim, agradecemos
  • Ao nosso Deus Querido
  • Que Nos deu a santa graça
  • Dos 75 anos cumpridos
  • Parabéns por essa historia
  • Aos que vivem e tenham existido
  • Peçamos ao pai Seráfico
  • Olhai por nossa custódia
  • Rogai por nós a Deus
  • Que venham mais anos de história
  • Que o futuro vire presente
  • Que o presente seja memória
  • De pé, com alegria
  • Cantemos com o coração
  • Batendo nossas palmas
  • Com tamanha emoção
  • Que o órgão dê as notas
  • Do parabéns em canção

Frei João Paulo Gabriel Mendes de Moraes, OFM com a Benção Apostólica, lida pelo Custódio, Frei Fernando Ap. dos Santos, OFM

Após a apresentação do jogral, acolhemos a Benção Apostólica enviada por ocasião do jubileu dos 75 anos e lida pelo nosso Custódio. Seguidamente, o Secretário Custodial, Frei Alef Pavini, OFM, leu as mensagens enviadas pelas irmãs Clarissas de Marília/SP, bem como do nosso Ministro Geral, Frei Massimo Fusarelli, OFM. Terminada as homenagens, encerramos a celebração com a benção de São Francisco.

Agradecemos a Deus pela dádiva de nossas vocações, bem como pela vida e vocação dos frades que nos antecederam nesta árdua missão, como religiosos franciscanos. Que o seráfico pai São Francisco nos ajude perseverarmos neste santo propósito que abraçamos em nossas vidas.

Fraternalmente,

Equipe de Comunicação

Créditos/Imagens: K2 Fotografias (Ribeirão Preto/SP)


Transmissão | Missa de Abertura – Jubileu dos 75 anos

Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus: 75 anos de evangelização em terras brasileiras!

“Olhar o passado com gratidão, viver o presente com paixão e abraçar o futuro com esperança!” (Papa Francisco)

Queridos irmãos e irmãs, PAZ e BEM!

É com grande alegria que a nossa Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus completa no dia de hoje, os seus 75 anos de evangelização em terras brasileiras.

10 frades missionários, vindos de Nápoles/Itália, chegaram ao Brasil no dia 17 de abril de 1947.

Gratos a Deus pela doação e vida destes frades, bem como pela vida e vocação de todos os frades que hoje compõem a nossa Fraternidade Custodial, rendemos louvores ao Cristo que hoje ressuscita em nossas vidas.

E nessa alegria, queremos convidar a você e sua família a celebrar conosco este momento ímpar de nossa história. Celebraremos amanhã (18), às 19h30 na Paróquia São Judas Tadeu de Franca/SP. A celebração será transmitida pelos nossos canais e mídias sociais. Acompanhe e celebre conosco!

Parabéns, Custódia!


CONVITE

Acompanhe conosco por meio de nossos canais e mídias sociais:

Mensagem do Custódio e do Ministro Geral em ocasião da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus

Franca/SP, 10 de junho de 2021

À Fraternidade Custodial: confrades, noviços, postulantes e aspirantes.

Às Clarissas, Religiosas, Irmãos e Irmãs da OFS e JUFRA e fiéis devotos de nossas comunidades, que o Senhor vos dê a paz.

“Viu, sentiu compaixão e cuidou dele.” (Lc 10, 33-34)

Esse foi o lema que escolhemos juntos para balizar o nosso Capítulo Custodial, que será realizado em novembro próximo. É tirado da conhecida passagem da parábola do Bom Samaritano do Evangelho, segundo Lucas. Diante dessa atitude louvável e misericordiosa, podemos e devemos perguntar: quem é verdadeiramente este samaritano?

Sem aprofundar o mérito exegético-teológico desta passagem, mas recorrendo aos padres da Patrística (Orígenes), cito-o afirmando que este Samaritano é o próprio Cristo que veio para nos acudir, curar as nossas feridas do pecado e devolver-nos a vida. Só ele foi capaz verdadeiramente de aproximar, isto é, de se fazer próximo do homem, mesmo que este estivesse na sua situação mais degradante possível. Só ele foi capaz de amar, de estar bem perto de nós, dentro de nós, em nosso coração e em nossa boca.

Ver, sentir compaixão e cuidar não são prerrogativas para qualquer vontade da fragilidade humana, se, não antes, experimentado o amor de Deus, que nos amou por primeiro (1 Jo 4,19). São verbos provocativos que nos induzem a um movimento circular de inspiração e expiração no sentido espiritual, onde, este sentido ‘o ver’ leva a uma interiorização da cena, purificada no coração, despertando um sentimento: ‘a compaixão’. Neste movimento espiritual, ‘o ter compaixão’ provoca uma atitude; um sair de si mesmo capaz de transformar a cena: ‘o cuidar’. Esta é a realidade humana que experimentou por primeiro o amor de Deus como João nos recorda na sua Primeira Carta, já citada. Estas atitudes são consequências do fato de que Deus amou-nos e se aproximou por primeiro de nós e é justamente com esta autoridade da proximidade do filho com a condição humana, que ele mesmo nos diz: “Vai e faze tu o mesmo” (Lc 10,37)

Pois bem, irmãos, estamos vivendo em tempos de profundas crises nas várias dimensões. No entanto, não podemos recuar e nos escondermos, como os Apóstolos no Cenáculo no primeiro momento. Faz-se necessário abraçar o futuro com esperança e ânimo de dias, de tempos melhores, confiantes de que o Senhor que tudo conhece, faz-se próximo e caminha conosco na árdua estrada da Jericó para a Jerusalém. O seu Coração comove-se no íntimo e arde de compaixão por nós (Os 4,8), pois nele todos nós tornamo-nos filhos e filhas no Filho pela estrada aberta por aquele soldado que transpassou com a lança o seu lado na Cruz, fazendo jorrar o sangue e água , elementos vitais da nossa regeneração, o Batismo e a Eucaristia.

Ao celebramos a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, significa redescobrir a razão profunda do que aconteceu na cruz. Ali realizou-se um ato de obediência total e perfeita que fundamentou toda a vontade de Deus: a redenção e a salvação de todos os homens. O Coração de Jesus ressuscitou, livre do peso da carne mortal. Está vivo ‘no Espírito’ como todo o Cristo. É um coração que existe, palpita em toda parte, tornando-se novamente próximo de todo o mundo, íntimo de todos nós, até mais que a nós mesmos. Por esta fé em Cristo, nós temos a liberdade de nos aproximarmos de Deus com toda a confiança (Ef 3, 12) e segundo a riqueza da sua glória, somos robustecidos, por seu Espírito, quanto ao homem interior e por esta mesma fé, Cristo habite os nossos corações para estarmos enraizados e fundados no amor. Há uma porta aberta no Coração de Jesus, estreita, mas aberta a todos, aos santos e aos pecadores, que nos conduz à intimidade com Jesus. É uma fonte inesgotável de amor e misericórdia que o Pai mesmo nos preparou no Filho, onde somos todos irmãos.

Não tenhamos medo de vislumbrar o futuro e abraçá-lo com esperança com o amor apaixonado a exemplo de São Francisco de Assis, pois só assim teremos a capacidade de compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade do amor de Cristo. Repito: não tenhamos medo. Assim também no encoraja o grande São Boaventura: “Corre àquela fonte de vida e de luz com o desejo vivo, quem quer que sejas e com a íntima força do coração grita-lhe: Ó eterno e inacessível, esplêndido e doce fluir de fonte escondida aos olhos de todos os mortais! A tua profundidade é sem fim, a tua altura sem limites, a tua amplidão é infinita, a tua pureza é imperturbável! De ti nasce o rio que alegra a cidade de Deus, porque ‘em meio aos cantos de uma multidão em festa’ podemos cantar-te hinos de louvor, demonstrando, como testemunho da experiência, que em ti está a fonte de vida e à tua luz veremos a luz.”  (Opusculum 3)

Que o Sagrado Coração de Jesus tenha piedade de todos nós e do mundo inteiro e que não nos cansemos de pedir que Jesus faça com que o nosso coração se assemelhe ao Dele para que, pouco a pouco, se torne semelhante ao Seu. Na Rezemos, reciprocamente, especialmente, para que os nossos corações se revistam a cada dia do Coração de Jesus e sejam canais amor de Deus aos irmãos e irmãs do nosso tempo.

Feliz Solenidade do Sagrado Coração de Jesus!

Em Francisco e Clara de Assis,

Frei Fernando Aparecido dos Santos, OFM

Custódio


Mensagem do Ministro Geral em ocasião da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, “Patrono” de nossa Custódia


Acompanhe também a reflexão especial da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus da série: “Luz do meu caminho”