Custódia se faz presente pelo JPIC em evento “Casa em Ruínas” no Rio de Janeiro/RJ

10 Anos depois da Rio +20 – “A nossa casa ainda está em ruínas”

O JPIC (Justiça, Paz e Integridade da Criação) de nossa Custódia, em comunhão com o JPIC da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil, esteve neste último final de semana (24 a 26/06) reunidos no Rio de Janeiro/RJ.

O evento denominado “Casa em Ruínas”, refletiu as temáticas deixadas pela Rio +20, que foi assim conhecida porque marcou os vinte anos de realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92) e contribuiu para definir a agenda do desenvolvimento sustentável para as próximas décadas.

“Dez anos depois da Rio +20, o que mudou?”, esse foi o questionamento norteador aos franciscanos, franciscanas e formadores de opinião do Rio de Janeiro/RJ e afins que se propuseram a fazer uma análise de conjuntura político-ecológica da atualidade, com o objetivo da renovação do compromisso político com o desenvolvimento sustentável, e a localização dos franciscanos e franciscanas como participantes dessa pauta.

Nessa discussão, tomaram parte também o Frei João Paulo Gabriel Mendes de Moraes, OFM, coordenador do JPIC da Fraternidade Custodial, Marta Ballarim, vinda do Patronato São Francisco de Assis de Garça/SP, representando as obras sociais de nossa Custódia, Frei José Aécio de Oliveira Filho, OFM, mestre do Aspirantado e Postulantado, junto dos postulantes, Ariel Altman e Felipe Augusto, que mesmo estando de férias, se dispuseram a participar do evento e refletir temáticas tão pertinentes ao carisma Franciscano e às lutas sociais necessárias nos dias de hoje.

De nossa Custódia, esteve também o Frei Rodrigo de Castro Amédée Péret, OFM, SINFRAJUPE (Serviço Inter-franciscano de Justiça e Paz e Ecologia) e membro da equipe do JPIC, que também teve um espaço na mesa, onde nos falou sobre os problemas do extrativismo e a organização social eclesial.

O encontro aconteceu em três momentos diferentes, sendo o primeiro na PUC-Rio, o segundo no Convento Santo Antônio, no Largo da Carioca e por fim, o terceiro momento foi uma subida à Favela da Rocinha, onde foi celebrada a Eucaristia, trazendo as experiências vividas e os clamores de frades, leigas e leigos engajados na luta e defesa da casa comum.

Fraternalmente,

Frei João Paulo Gabriel Mendes de Moraes, OFM (Coordenador – JPIC)

Fraternidade Missionária de Capaccio/Itália celebra missa pelo jubileu de 75 anos, com a presença do Custódio

Na tarde desta segunda-feira (27), foi celebrada a missa em comemoração do Jubileu dos 75 anos da Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus, com a presença do nosso Custódio, Frei Fernando Aparecido dos Santos, OFM que realiza visita a Fraternidade Missionária durante estes dias. Na oportunidade, acolheu a renovação dos votos da Fraternidade Local, a saber: Frei Emanuel Fernando Pereira, OFM, Frei Flaerdi Silvestre Valvassori, OFM e Frei Pedro Neto Alves Lima, OFM.

A celebração contou com a participação das Fraternidades da OFS de Capaccio, Capoluogo e Capaccio Scalo; também estiveram várias pessoas das paróquias de Capaccio e Monteforte.

Durante a homilia, os frades fundadores foram lembrados, bem como o espírito missionário que os guiou. Ao término da celebração, Frei Fernando, OFM agradeceu a acolhida dada pelo povo aos frades em Capaccio e de modo especial, um agradecimento à Sra. Teresa Martorano, Ministra da OFS  (Convento), pela grande ternura com que acompanha os frades e pelo dom da vida, pois coincidiu com o dia de seu aniversário natalício.

Após a missa, aconteceu um momento festivo no claustro do Convento, carregado de muita alegria, fraternidade, cantos e comidas típicas. Gratos somos a Deus pela dádiva da vocação Franciscana e rogamos ao Senhor da messe que sempre envie missionários para o seu Reino.

Fraternalmente,

Frei Flaerdi Silvestre Valvassori, OFM

Responsáveis pelo Secretariado para a Missão e Evangelização de nossa Custódia, se reúnem com as novas presenças leigas que irão compor o serviço

Na noite de ontem (27), aconteceu a primeira reunião via google meet (online) dos leigos que compõe o Secretariado para a Missão e Evangelização de nossa Custódia. São elas:

  • Giselle Papani (Olímpia/SP)
  • Luciana (Uberlândia/MG)
  • Mailla Oliveira (Ribeirão Preto/SP)
  • Tassiana (Franca/SP)

A reunião também contou com a presença do Secretário para a Missão e Evangelização, Frei Lucas Lisi Rodrigues, OFM, que moderou a reunião e de Frei Valmir Ramos, OFM, Vice-Secretário para a Missão e Evangelização, que conduziu o momento formativo.

Frei Lucas, OFM além de dar as boas-vindas, motivou os participantes a uma breve apresentação, ajudando-os a compreender melhor os trabalhos desenvolvidos em nossa Custódia, partindo da própria representatividade deles em suas missões específicas.

Na sequência, Frei Valmir, OFM explicou as instâncias e obrigações deste serviço dentro da Ordem, partindo sobretudo do protagonismo do(a) leigo(a), apresentando os trabalhos que a Custódia desenvolve atualmente, bem como toda a sua presença evangelizadora. Salientou ainda que “o leigo não é colaborador do padre, mas evangelizador”, além de encaminhar os participantes para estudo do subsídio da Ordem “O Reino de Deus está próximo”, incentivando a prática da PAZ e do BEM, e da integração entre leigos e frades, em busca de um olhar mais voltado as necessidades do nosso tempo, sendo uma igreja inserida no contexto social que vivemos.

Após algumas partilhas e perguntas, com a oração do pai-nosso, Frei Lucas Lisi, OFM encerrou a reunião, propondo as leigas mais momentos de formação e partilha, tal como da leitura do subsídio, para que posteriormente se concretize ações práticas do trabalho dos leigos em consonância com os frades a nível de Custódia.

“O desejo foi de querer servir, se entregar a este carisma tão bonito e específico na igreja, que é o carisma franciscano, pensando em meios para exercer nosso protagonismo de leigos, comprometidos com a PAZ e o BEM em nossa Custódia”, salientou Giselle Papani, paroquiana do Santuário Nossa Sra. Aparecida de Olímpia/SP, graduada em jornalismo e agora, membra do Secretariado para a Missão e Evangelização.

Fraternalmente,

Equipe de Comunicação

13º Domingo do Tempo Comum: “Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus!”

LEITURAS: 1Rs 19,16b.19-21 / Sl 62 / Gl 5,1.13-18 / Lc 9,51-62

O evangelista Lucas compôs o Evangelho e os Atos dos Apóstolos apresentando Jesus e a Igreja em caminho. No texto de hoje, São Lucas inicia a narração da viagem de Jesus até Jerusalém, onde acontecerá sua paixão, morte, ressurreição e ascensão para junto do Pai. Passando pela Samaria, região entre Galileia e Judeia, Jesus foi rejeitado. A razão era porque Ele ia a Jerusalém, cidade que condenava os samaritanos como não merecedores da misericórdia de Deus.

Percorrendo o caminho, Jesus ensina os seus seguidores que é preciso fidelidade à vontade de Deus e total dedicação na construção do seu Reino. O primeiro ensinamento é que o cristão precisa ser misericordioso e não vingativo, ter amor e não ódio. Por isso Jesus repreendeu os discípulos que queriam destruir os samaritanos. Um dos discípulos declarou que seguiria Jesus para onde fosse. Aí Jesus começou a apresentar as exigências do discipulado e a necessidade de renúncia: “o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”. Outro pediu para esperar enterrar o seu pai. Jesus ensina a urgência do Reino de Deus que precisa ser anunciado e construído agora e não depois. Outro quer apenas “despedir-se” de seus familiares, mas Jesus ensina que é preciso amá-los e renunciar certos costumes. Nada deve impedir a proclamação e a construção do Reino, nem os próprios laços familiares.

Jesus faz como que uma preparação dos discípulos que Ele escolheu para que sejam testemunhas de sua vida, sua missão e seu Evangelho. Devem viver na liberdade do Espírito, como pede São Paulo aos gálatas na segunda leitura. Uma liberdade que leva ao amor verdadeiro uns pelos outros, sem interesses ou vantagens, sem querer satisfazer as cobiças. Discípulos livres “segundo o Espírito” para instaurar o Reino de amor, de justiça, de solidariedade, de partilha e de misericórdia. Isto significa que eles deveriam continuar a missão de Jesus que seria interrompida com a morte de cruz.

Os cristãos de hoje recebem também uma missão, como Eliseu recebeu de Elias na primeira leitura, como os discípulos recebem de Jesus para anunciar o Reino. Jesus é categórico: “mas você, vai e anuncia o Reino de Deus”. É a missão dada que não pode esperar, pois os reinos deste mundo estão sempre ameaçando e destruindo a dignidade humana e a vida.

Frei Valmir Ramos, OFM

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus: O Coração do Redentor

Deus!? Quantas vezes dizemos ou escrevemos essas quatro letras!  Talvez  de tanto dizer ou ouvir a palavra  (e a realidade) tenha perdido  força e seu sentido mais profundo. Será que Deus tem ressonância profunda  em nosso templo interior? Talvez tenha se tornado algo rotineiro,  bem diferente da experiência de Santo Agostinho: “Eu te saboreei, agora sinto sede e fome de ti”.  Alguém de quem não se pode separar? João, o evangelista nos lembra que  “Deus é amor” (1Jo 4,8).

Pagola lembra bem: “Não é que Deus nos tenha amor. Deus é amor.  Todo seu ser e seu agir é amor.  De Deus só brotar amor. ‘Deus não sabe, nem quer, nem pode fazer outra coisa senão amar’ (A. Torres Queiruga).  Deus nos ama sempre e para sempre. Ele é assim. Ninguém o obriga a fazê-lo, nada lhe é imposto de fora. Ele é o ‘eterno amante’ (Bruno Forte). E jamais priva alguém de seu amor” (José Antônio Pagola, Anunciar Deus hoje como boa noticia, Vozes, p.140)

Há palavras que,  por si mesmas, anunciam Mistérios, chegam até o mais profundo de nós mesmos. Entre elas  está a palavra coração, que designa o centro mais íntimo, onde toda multiplicidade é uma. Quando dizemos Coração de Jesus evocamos aquilo  que o  Cristo tem de mais íntimo, queremos dizer que esse centro é repleto  do mistério de Deus.  Dizemos que  neste coração reina o amor infinito pelo qual  Deus mesmo se dá, se entrega.  Quando dizemos “Coração de Jesus” é isso que  professamos e confessamos com todas as forças de nosso próprio coração. Professamos em todos os momentos, mas de modo  especial nos momentos de sofrimento. Nessa circunstância é que temos todas as razões de voltar nosso olhar para aquele de quem o coração foi  transpassado,  esse ninho aberto no alto da Cruz.

Para numerosos cristãos,  “Coração de Jesus”  pode ser uma simples duplicata verbal de “Jesus Cristo”, o que se pode compreender. Aquele, no entanto, que na aventura de sua experiência religiosa teve ocasião de experimentar a inaudita altura, profundidade, comprimento e largura da realidade  da salvação vai mais adiante e compreende o alcance desse  Coração.  Um coração traspassado, que nos ama mesmo nos becos se saída, Coração que é o coração  que nos entrega sem se esgotar o mistério de Deus.

Não  há nenhum lugar existencial onde o homem possa entregar inteiramente e sem condições o que ele tem de  mais pessoal, sua salvação sem se aniquilar, sem cair no desespero:  é  Deus experimentado como misericórdia.  Esse abandono tem o nome de fé e de esperança.  Tal só será possível se ele se entrega a Deus como amor.  Ora, colocar esse ato de fé de maneira consciente e refletida será possível  diante de Jesus crucificado e ressuscitado, diante de seu coração traspassado.

A devoção ao Coração de Jesus não pode ser ensinada de fora. Cada um, confiando na Igreja e seu Espírito,  tentará abeirar-se de seu mistério:  nos dias de sol e nas jornadas nubladas deveria repetir:  “Coração de Jesus, tende piedade de mim”. Uma prece que seja como mantra. O que se acerca  de Jesus deve poder fazer a experiência:  o que há de mais de incrível , de mais impossível e, ao mesmo tempo  mais evidente é que Deus ama e que seu amor se tornou irrevogável no Coração de Jesus.

Fonte (Original): Le culte du coeur de Jesus  aujourd’hui, Karl  Rahner, Revista  Vie Consacrée,  set. 1986.p. 270-272

Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM

Fonte: Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil

JMJ 2023: Custódia se prepara com as juventudes para se encontrar com o Papa em Lisboa/Portugal

O Secretariado para a Missão e Evangelização da Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus, abraçando uma de suas frentes de evangelização, o setor de juventudes, em parceria com o SAV (Serviço de Animação Vocacional) que propaga o anúncio do Reino de Deus “Vinde e Vede” (Jo 1, 39), chegamos até você, querendo lhe propor algo audacioso e bem diferente… Queremos que você, junto de nossos frades, vivencie a experiência da JMJ 2023, que acontecerá em Lisboa/Portugal.


O que é?

A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) é um encontro dos jovens de todo o mundo com o Papa. É, simultaneamente, uma peregrinação, uma festa da juventude, uma expressão da Igreja universal e um momento forte de evangelização do mundo juvenil. Apresenta-se como um convite a uma geração determinada em construir um mundo mais justo e solidário. Com uma identidade claramente católica, é aberta a todos, quer estejam mais próximos ou mais distantes da Igreja. 

Como surgiu?

Há quem lhe chame a mais bela invenção de João Paulo II. Em 1984, o Papa quis organizar um encontro no Domingo de Ramos, em Roma, para celebrar o jubileu dos jovens inserido no Ano Santo da Redenção 1983-1984. Esperavam-se 60 mil peregrinos. Acorreram 250 mil de muitos países. 

A experiência foi de tal modo significativa para toda a Igreja, que o Santo Padre resolveu repeti-la no ano seguinte. Nesse encontro, 300 mil jovens repartiram-se entre as igrejas da cidade para momentos de oração e catequese, reunindo-se, depois, na praça de São Pedro para participar na celebração com o Papa. Ainda nesse ano de 1985, João Paulo II escreve uma Carta Apostólica aos jovens do mundo inteiro e anuncia, a 20 de dezembro, a instituição da Jornada Mundial da Juventude.  

Dirigindo-se ao Colégio Cardinalício e à Cúria Romana, o Papa explicava assim a criação da JMJ: «Todos os jovens devem sentir-se acompanhados pela Igreja: é por isso que toda a Igreja, em união com o Sucessor de Pedro, se sente mais comprometida, a nível mundial, a favor da juventude, das suas preocupações e pedidos, da sua abertura e esperanças, para corresponder à suas aspirações, comunicando a certeza que é Cristo, a Verdade que é Cristo, o amor que é Cristo, através de uma formação apropriada». 


Venha conhecer…

Nossa Custódia deseja oferecer aos nossos jovens, a oportunidade de, além de participarem da JMJ em Lisboa/Portugal com um grupo fraterno das juventudes da Custódia, deseja ainda realizar uma experiência de imersão na espiritualidade franciscana, visitando Assis/Itália, fazendo uma experiência de peregrinação como Pré-Jornada na terra de São Francisco de Assis, bem como em Roma/Itália. Depois, seguir para Lisboa/Portugal, onde acontecerá a JMJ.

Por isso, participe de nossa “Reunião Online” no dia 05 de julho deste ano, onde você poderá saber os detalhes e os encaminhamentos para abraçar de vez este projeto. Visite a nossa página com formulário de inscrição e venha se aventurar conosco.

PAZ e BEM!

Fraternalmente,

Frei Lucas Lisi Rodrigues, OFM (Secretário para a Missão e Evangelização)

Fraternidades de Marília/SP e Garça/SP se reúnem para Retiro Espiritual

Nesta segunda-feira (20), os frades presentes no regional de Marília/SP e Garça/SP se deslocaram para o distrito de Marília/SP, chamado Padre Nóbrega. Distante da cidade, este local foi cedido pelos Irmãos do Sagrado Coração de Marília/SP.

Esteve conosco, o Padre Padula, membro do clero da diocesano de Marília/SP, conduzindo a manhã de espiritualidade em torno do patrono da nossa Custódia, o Sagrado Coração de Jesus, divididas em três perspectivas: o Coração de Jesus, de Maria e de Francisco.

O momento durou toda a parte da manhã, das 8h às 12h30. Sempre acompanhado do “Espírito de Oração e o seu modo de operar”, dedicou-se um tempo para deserto e outro para partilha. Um momento breve, mas profundo e que marcou o coração dos Frades.

Os Frades de Profissão Temporária encerraram a primeira parte com uma oração a Mãe e advogada dos Frades Menores. Terminado o momento de retiro, partirmos para Fraternidade de Marília/SP, onde ao redor da mesa do Senhor, partimos o pão e comemos entre irmãos.

PAZ e BEM!

Fraternalmente,

Frei Cristiano Nobre de Oliveira, OFM

Fraternidades de Bebedouro/SP e Olímpia/SP se reúnem para Retiro Espiritual

No intuito de animar os frades e reabastecer as forças, nesta segunda-feira (20), as Fraternidades da Custódia que estão subdivididas na Região Norte do estado de São Paulo (Bebedouro/SP e Olímpia/SP) se reuniram para um dia de retiro no Convento São Boaventura, em Olímpia/SP.

Esse retiro é realizado algumas vezes durante o ano no território da Custódia, sendo que cada regional realiza o seu encontro. Para tal realização, é pensado através da Formação Permanente, tendo como secretário neste triênio (2022-2024) Frei Valmir Ramos, OFM. Esse retiro foi o primeiro do ano e do triênio. Como temática, Frei Valmir abordou o culto ao Sagrado Coração de Jesus, tendo em vista duas celebrações importante: o dia em que celebraremos a sua solenidade e também a comemoração jubilar dos 75 anos da Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus.

O retiro foi dividido em dois momentos de leituras e reflexões de textos alusivo a temática e dois momentos de ressonância por meio das partilhas de cada frade presente, aquilo que ecoou em seus corações.

O conteúdo temático foi bem guiado estruturalmente, partindo do contexto histórico, Carta Encíclica Papal, Santos e Santas que portaram a devoção ao Sagrado Coração, bem como a importância para a espiritualidade Franciscana, por meio da teologia do Sagrado Coração em São Boaventura, raiz teológica-espiritual de tal devoção.

Além de momento forte de espiritualidade e reabastecimento da fé e conhecimento, os frades presente tiveram a oportunidade de conviverem entre si e partilhar da vida pessoal e dos trabalhos pastorais.

Estiveram presente todos os frades das duas Fraternidades, da Fraternidade Nossa Sra. Aparecida de Olímpia/SP: Frei Lucas Lisi Rodrigues, OFM, Frei José Ricardo Terêncio, OFM e Frei Everton Leandro Piôtto, OFM; da Fraternidade Sagrado Coração de Jesus de Bebedouro/SP: Frei Valmir Ramos, OFM, Frei Nivaldo Pasqualim, OFM e Frei Suelton Costa de Oliveira, OFM.

Que Deus abençoe cada frade e os fortaleçam na fé, perseverança e nos trabalhos por eles realizados.

PAZ e BEM!

Fraternalmente,

Frei Suelton Costa de Oliveira, OFM

75 anos: Gratos a Deus pela vida e vocação franciscana, frades concluem o ano jubilar com celebração em Olímpia/SP

Olímpia (SP) – Com júbilo no coração e radiantes pela alegria fraterna, a cidade Menina Moça acolheu na noite desta sexta-feira (17) em seu Santuário Nossa Sra. Aparecida, os frades da Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus para celebrarem o encerramento do ano jubilar dos 75 anos de presença em terras brasileiras, no interior do estado de São Paulo, Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.

Dom Milton Kenan Júnior, Bispo Diocesano de Barretos/SP

A celebração foi presidida pelo ordinário local, Dom Milton Kenan Júnior, Bispo Diocesano de Barretos/SP e contou com a presença dos frades da Fraternidade Custodial, os noviços do Noviciado Comum de Catalão/GO, bem como fiéis de todas as frentes de Evangelização da Custódia.

Preparada com esmero e carinho para bem acolher a todos os presentes, a equipe de acolhida do Santuário esteve prontamente recebendo e orientando a todos os que iam chegando. Marcada com imagem do Sagrado Coração de Jesus, patrono da Custódia, o ambiente e presbitério foram ornamentados de acordo com a simplicidade franciscana.

Com a autorização de Dom Milton, os frades celebraram antecipadamente a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus e na oportunidade do jubileu dos 75 anos, renovaram os compromissos da Vida Religiosa, como realizado todos os anos.

No momento do ato penitencial, o Custódio, Frei Fernando Aparecido dos Santo, OFM, realizou as três invocações em formas de súplicas, pedindo perdão pelas vezes que os frades não cumpriram com o compromisso de consagrados, pelo bem do povo de Deus.

Dom Milton proferindo a homilia

Dom Milton Kenan em sua homilia, realizou uma breve recordação histórica dos primeiros missionários franciscanos vindos para o Brasil, a importância da missionariedade, bem como a audácia de avançar águas mais profundas para anunciarem o Evangelho, regra de vida dos Frades Menores.

Após a homilia, os frades solenes realizaram a renovação dos seus compromissos de consagrados: “Para o louvor e glória da Santíssima Trindade, Eu, Frei ………, hoje, celebrando a graça de ……. anos de profissão na vida religiosa franciscana, quero renovar o meu compromisso de vida radicalmente evangélica. Nesse jubileu de 75 anos da chegada dos primeiros frades italianos ao Brasil, reafirmamos o nosso compromisso de testemunhar a Regra e a Vida dos Frades Menores, já professada e assumida livremente por cada um de nós. Reconhecemos nossa pequenez pessoal e os limites da nossa missão enquanto fraternidade custodial. Pedimos perdão por nossas faltas cometidas nesses 75 anos de história! Confiando na misericórdia infinita de seu Filho Jesus, nos recomendamos à sua bondade, pela intercessão de Maria Imaculada, a mãe dos menores, de São Francisco e Santa Clara, assim como todos os santos e santas da Ordem seráfica. Confirmamos, de todo o coração, a nossa entrega a essa fraternidade Custodial, e imploramos o auxílio do Espírito Santo, e a ajuda fraterna de todos, para que tendamos sempre mais à caridade perfeita e ao serviço alegre e generoso à Deus, à Igreja e aos homens.”

Após a comunhão, alguns leigos do Santuário e também os aspirantes e postulantes, prepararam uma homenagem aos frades, onde recordaram a chegada dos 10 primeiros frades missionários italianos.

Terminada a apresentação, Frei Fernando, OFM fez os agradecimentos, destacando a importância de cada Frade e Fraternidade onde reside. Recordou também de cada Obra Social que é acompanhada pela Custódia, bem como rendeu graças pela presença e companhia das Irmãs Clarissas e as Irmãs Franciscanas Pequenas Missionárias Eucarísticas, que estão presentes no território Custodial. Na oportunidade, o Custódio também agradeceu a presença do Prefeito Municipal da Estância Turística de Olímpia/SP, Sr. Fernando Augusto Cunha.

Finalizada a celebração com a benção solene dada pelo Bispo Local, os frades, postulantes e aspirantes, tiraram uma foto oficial e em seguida, partiram para o Salão Paroquial FENOSSA, onde todos foram acolhidos com um coquetel.

Repleto de criatividade e retorno as origens, o Salão Paroquial conduziu com sua ornamentação e organização, uma bela viagem histórica à Nápoles/Itália, cidade de onde partiram os 10 primeiros frades, vindos da Província do Sagrada Coração de Jesus, província-mãe da Custódia.

A apresentação realizada ao término da celebração, continuou no palco do FENOSSA, junto das belíssimas apresentações de danças do GODAP (Grupo Olimpiense de Danças Parafolclóricas), que encantaram os presentes. Após as apresentações, conforme iam servindo o coquetel, todos os frades, formandos e fieis que ali estavam, puderam adentrar nas salas de catequese, pois foram preparadas e ornamentadas com temáticas específicas, separadas por décadas.

Gratos a Deus pelas vidas doadas dos primeiros frades missionários, rendemos graças a Deus pela vinda destes irmãos, dos já partiram para a casa do Pai e por todos os que no hoje, continuam construindo a história da Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus, bem como, dos que ainda hão de vir somar com a Fraternidade Custodial. Rendemos também graças a Deus por cada fiel leigo que colaborou e contribuiu com a Custódia e que hoje, já se encontra na Pátria Celeste. E de modo especial ainda, por todos os que somam com cada frade no hoje da história, presentes nas frentes de evangelização de nossa entidade, na porção do interior de São Paulo e Triângulo Mineiro. Que pela intercessão do Seráfico pai São Francisco, Deus vos abençoe!

Fraternalmente,

Frei Alef Henrique Pavini, OFM

Créditos/Imagens: K2 Fotografias (Ribeirão Preto/SP)

12º Domingo do Tempo Comum: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia, e siga-me!”

LEITURAS: Zc 12,10-11.13,1 / Sl 62 / Gl 3,26-29 / Lc 9,18-24

Jesus, estando em oração, pergunta aos discípulos sobre o que dizem as multidões a respeito d’Ele. Depois sobre quem os discípulos pensam que Ele seja. Pedro reponde por todos: “o Cristo de Deus”. Esta resposta vai além da visão das multidões, que viam Jesus como um grande profeta. Jesus, porém, proíbe os discípulos de anunciá-lo como o Cristo, o Messias. Este é o chamado “segredo messiânico” que parece ser usado como estratégia para não confundir o povo.

Jesus é visto como profeta, mas não á apenas profeta. É o Ungido, o Messias, o Cristo, é Deus mesmo que assumiu a condição humana e por isso se diz “Filho do Homem”. Jesus é Aquele anunciado pelos profetas e também por Zacarias, como vemos na primeira leitura. Acontece que Ele revela que vai passar pelo sofrimento, pela morte e pela ressurreição que não eram compreensíveis aos discípulos. Ao mesmo tempo, Ele convida os seus seguidores a abraçar o mesmo projeto, seguir o mesmo caminho, tomar a mesma cruz e depois ressuscitar com Ele: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga”.

Certamente os discípulos só entenderam esta afirmação depois da ressurreição de Jesus e da vinda do Espírito Santo, pois eles mesmos não queriam que Jesus morresse. Por isso vemos na carta de São Paulo aos gálatas a expressão “batizados em Cristo”, que carrega o sentido de que com Cristo vivemos, por Ele morremos e por Ele nos salvamos.

Hoje Jesus nos interpela para que, como discípulos missionários, sejamos capazes de nos doarmos completamente, e este é o significado de “abraçar a cruz” e de servirmos a humanidade como cristãos e como Igreja. Pelo batismo nos tornamos também iguais aos olhos de Deus, por isso a necessidade de viver a solidariedade com os mais pobres e sofredores. São Francisco de Assis, irmão universal, deu testemunho com a sua vida que somos “todos filhos de Deus” por isso o seu olhar é de misericórdia e de ternura, que condena a violência e chama à conversão que reparte o amor, a veste e o pão.

Frei Valmir Ramos, OFM