20º Domingo do Tempo Comum: “Devo receber um batismo, e como estou ansioso até que isto se cumpra!”

LEITURAS: Jr 38,4-6.8-10 / Sl 39 / Hb 12,1-4 / Lc 12,49-53

O evangelista Lucas é o único que narra a expressão de Jesus “Eu vim trazer o fogo à terra”. Na Sagrada Escritura o fogo é uma forma de manifestação de Deus, que se faz presente no diálogo com seus filhos e filhas ou como luz e, às vezes, está associado a formas contrárias como o vento e a água (sopro e nuvem). Uma característica do fogo amplamente usada nos profetas é a capacidade de purificar (cf Is 6,6; Jr 6,27-30). João Batista anunciou que Jesus batizaria com fogo (cf Mt 3,11), que parece indicar o momento do juízo final que começa acontecer com a vinda de Jesus. Ele está indo para Jerusalém, centro dos poderes religioso, econômico e político, e sabe que a perseguição e a morte o esperam. Podemos entender que esta expressão, de difícil interpretação, indica a sua consciência de que o tempo do julgamento desde mundo chegou.

Na sequência Jesus fala de seu batismo, isto é, sua imersão na morte que o levará à ressurreição, quando sua humanidade será plenamente glorificada e Ele enviará o Espírito Santo aos seus discípulos e discípulas. Daí que o batismo cristão será entendido como imersão na água e na morte e ressurreição de Jesus (cf Rm 6,3). Depois pergunta pedagogicamente: “Pensais que Eu vim estabelecer a paz na terra?” Jesus se refere à compreensão de paz que o Império Romano impunha e era abraçada por muitos mandatários judeus. Porém, a sua paz é fruto da justiça, do amor, da fraternidade, do compromisso de uns pelos outros, onde a vida tem primazia sobre as coisas. A sua proposta é a paz do Reino de Deus que deve ser construído, sem mentiras nem enganos. Daí a reação que Ele indica como divisão em casa. Os pontos de vista são diferentes, mas seguir o seu projeto exige um posicionamento e renúncias, pois não é possível ambiguidades no Reino de Deus.

Na primeira leitura vemos como o profeta Jeremias não iludia o povo como estava fazendo o rei Sedecias e os seus ministros. Ele queria que o povo soubesse que as estratégias do rei levariam o povo à miséria e à fome no lugar da prometida prosperidade em paz. No tempo de Jesus não era muito diferente, como também atualmente em muitos países.

Hoje os cristãos são chamados a abrir bem os olhos para ver os sinais da vontade de Deus e discernir diante dos acontecimentos o que vem de Deus e o que é tentativa de engano ou estratégia/jogo para iludir as pessoas. Todos os batizados em nome de Jesus, imersos na água e no fogo, receberam o Espírito. De “olhos fixos em Jesus”, nenhum cristão pode omitir-se na construção da paz verdadeira que brota do amor e da justiça.

Frei Valmir Ramos, OFM

Membros da Equipe de Comunicação se reúnem em Marília/SP

Da esquerda para a direita: Frei Paulo Henrique, OFM, Frei Suelton Oliveira, OFM (Vice-Coordenador) e Frei Vinícius Alves, OFM

A Equipe de Comunicação de nossa Custódia reuniu-se em Marília/SP nos dias 08, 09 e 10 de agosto para planejar os trabalhos a serem realizados. Salientamos que a Comunicação Franciscana é mais intuitiva que racional, mais contemplativa que verbal, parte do coração e se faz sentimento que nos coloca mais comprometidos com nossa realidade social.

De modo geral, nos reunimos no intuito de partilharmos às nossas atividades construídas até então e revisar nosso projeto de trabalho que é executado em nível custodial, sobretudo em nossas frentes de missão e evangelização. Mencionamos que também na mesma ocasião organizamos e pensamos o 1º Encontro de Comunicadores da Custódia que está em construção em conjunto com o Secretariado para Missão e Evangelização.   

Esse itinerário da Comunicação Franciscana busca ser a arte da comunicação, que vai além de palavras, isto é, pelo nosso modo de ser e agir a favor do bem comum procura acima de tudo aprimorar nossa atuação profética e missionária em nossa Igreja. Por mais utópica que seja, traz valores imperdíveis, realidades que revelam um contexto afetivo, uma expressão profunda da alma franciscana.

Na arte franciscana, toda transparência vem da alma, e quando gravada e replicada em nossa comunicação deixa em êxtases seus admiradores levando-nos a um gosto afinado e criativo de amar a vida, esse dom tão precioso que o Senhor nos concedeu.

Por fim, a arte da comunicação franciscana nos coloca em estado de escuta atenta ao Senhor que nos chama a degustar de momentos que nos remete a enlevo seráfico do qual nos tornam próximos a Deus a modo de São Francisco de Assis. Seja a mensagem verbal ou não verbal, sempre nos coloca em ressonância daquela Palavra Divina, comunicação encarnada: Verbo Eterno gerado do Pai, pelo de graça e verdade.

Fraternalmente pela equipe de comunicação,

Frei Vinícius Alves de Oliveira, OFM

Santa Clara de Assis: Fundadora da Segunda Ordem (Clarissas)

Imagem Ilustrativa (Fonte): Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil

“Nunca perca de vista, o seu ponto de partida!” (Santa Clara)

O mundo em meio a tantos acontecimentos na Idade Média, no ano de 1193, marcado pelo desmoronamento do sistema feudal, pelo crescimento do comércio e pela pobreza e fome, recebe de Deus uma dádiva, uma bela flor que é cultivada no coração de muitos por tão grande beleza e amor pelo autor de nossa existência, onde no século XII, em Assis, na Itália nasce Clara Favorone, filha de Hortolona Fiuni e Favarone Scifi, uma família considerada nobre na sociedade local e que viviam em um palácio na cidade e tinham muitas propriedades.

Clara pertencente a esta família aristocrática e rica, em seus Escritos podemos perceber que em suas palavras o quanto era profunda o seu modo de ser e agir, que por meio de uma entrega incondicional a esse Senhor que a chamou com amor e fé, mesmo vivendo em um ambiente de riqueza e ostentação, ela ousou respondê-lo com praticidade. Assim, a primeira plantinha de Francisco compreendia que as aparências e os adereços que o mundo oferecia podiam ser enganosos e desviariam do seu amor primeiro, e diante desse desejo interior em estar permanentemente com o Cristo, Pobre, humilde e crucificado foi compreendendo que as coisas desta terra, por mais esplêndidas e exuberantes que fossem, não podiam prender seu coração daquele que quisera doar-se por inteira.

Mulher com espírito profundo de oração e devoção, que pela eucaristia contemplava os mistérios e as maravilhas de Deus em sua vida. Fora admiradora do Poverello de Assis, o qual a instruiu para responder o chamado do Senhor com autenticidade. Clara renunciando à nobreza e à riqueza para viver pobre e humilde, adotou com amor o modo de vida que Francisco de Assis propunha aos frades menores, mesmo diante da resistência de sua família.

Com um gesto audaz, corajoso e inspirador vindo de um profundo desejo de seguir o Verbo Eterno do Pai, também pelo exemplo de Francisco, uniu-se definitivamente ao Senhor vestindo o hábito penitencial, tornando-se virgem esposa de Cristo, humilde e pobre, e a Ele se consagrava. Como Claras muitas mulheres no decorrer da história ficaram deslumbradas pelo amor de Cristo que, na entrega por amor primeiro, preencheu seus corações. E a Igreja toda, se alegra, pois, através da mística que envolve toda vocação consagrada, pela contemplação, demonstra aquilo que será para sempre lembrado, o amor primeiro.

Santa Clara de Assis morreu em 11 de agosto de 1253, aos 60 anos e foi canonizada em 23 de agosto de 1255, pelo Papa Alexandre IV, dois anos após sua morte. É representada com uma roupa marrom, o hábito penitencial, e com uma custódia com o Santíssimo Sacramento. Fora fundadora da Segunda Ordem – as Clarissas, de uma espiritualidade singular e mística voltada inteiramente para a pobreza, a oração e a ajuda aos mais necessitados. Ela própria escreveu a Regra e forma de vida para suas irmãs, de viver o mistério de Jesus Cristo pela luz do Evangelho e como inspiração a vida de São Francisco de Assis.

Que o exemplo de vida de Clara de Assis possam ressoar em nossas vidas como a ternura e o amor de Deus, nos impulsionando a termos um espírito de oração e devoção para melhor servirmos nossa Igreja e aos nossos irmãos e irmãs, sobretudo os necessitados.

Fraternalmente,

Frei Vinícius Alves de Oliveira, OFM

Convento São Boaventura de Olímpia/SP acolheu jovens/rapazes para o IIº Encontro Vocacional Franciscano de nossa Custódia

Aconteceu no último final de semana (05 a 07/08) no Convento São Boaventura de Olímpia/SP, o IIº Encontro Vocacional Franciscano da Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus.

A proposta deste encontro se resume vivenciar a fraternidade e por isso foram propostas inúmeras atividades pelos membros do SAV (Serviço de Animação Vocacional), contando também com a presença dos aspirantes de nossa Custódia.

Iniciamos na sexta-feira (05) com o momento de recepção dos vocacionados e repouso. No sábado (06), o dia foi iniciado com a celebração da Festa da Transfiguração do Senhor, conduzida pelo confrades Frei Eduardo Augusto Schiehl, OFM e Frei José Aécio de Oliveira Filho, OFM. No momento de oração entregamos nosso final de semana e nossas vida aos desígnios do Senhor.

Logo após o Frei José Antônio coordenou uma ação coletiva na área do pomar do convento São Boa Ventura, apresentou-nos de forma didática o que seria observado: O cuidado conosco mesmo e com os irmãos; O espírito de cooperação e a alegria em trabalhar com o um reto propósito.

Foi ressaltado pelo coordenador do SAV, Frei Eduardo, OFM, que muitas vezes idealizamos fazer muito, mas não temos estrutura para tanto e que devemos fazer o pouco com qualidade, pois, só Deus conhece verdadeiramente nossas intenções e nossa capacidade.

À tarde, fomos convidados a partilhar um pouco de nossa jornada na igreja e fora dela. Observamos que de forma diferente Deus têm chamado para um único propósito, o serviço à Ele e por Ele. Ao término fomos participar de jogos coletivos: vôlei e queimada, um momento de lazer, descontração e muita diversão.

Em seguida rezamos o terço pelas vocações e nele agradecemos pelos nossos frades, postulantes, aspirantes, vocacionados e pedimos mais trabalhadores para nossa Igreja.

A noite fomos conhecer um pouco da famosa “Festa do Folclore”, um evento típico e anual realizado no mês de agosto na cidade Menina Moça, em que se comemora o folclore nacional. Tivemos a oportunidade de assistir e interagir com as diversas manifestações culturais.

No domingo (07) fizemos um momento de oração diferente e breve, porém muito significativo. Trouxemos momentos importantes para a oração e agradecemos aos que estiveram envolvidos para a organização e acolhida deste  encontro vocacional.

Logo após, participamos da missa no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, onde os freis, Frei José Aécio, OFM e Frei Eduardo, OFM foram homenageados, pois, neste primeiro final de semana do mês das vocações, a Igreja celebra as vocações ministeriais. Também fomos apresentados a comunidade, que com muito carinho nos acolheu durante estes dias.

Sou muito grato por escrever este relato e por ter participado de cada momento em fraternidade, o que reforçou os laços afetivos e o carinho que sinto por cada irmão. Posso dizer que já sou um partícipe desta linda família.

Com carinho,

Vinícius Prado Almeida (Vocacionado – Uberaba/MG)

19º Domingo do Tempo Comum: “Não tenhais medo, pequenino rebanho, pois foi do agrado do Pai dar a vós o Reino!”

LEITURAS: Sb 18,6-9 / Sl 32 / Hb 11,1-2.8-19 / Lc 12,32-48

Este trecho do Evangelho de Lucas segue imediatamente depois que Jesus diz aos discípulos: “busquem o Reino de Deus e estas coisas lhes serão acrescentadas”. É o ensinamento para colocar a confiança em Deus que reserva o seu Reino para aqueles que fazem a sua vontade. O autor da carta aos Hebreus diz que “a fé é um modo de já possuir o que ainda se espera, a convicção acerca de realidades que não se veem”. A fé de Abraão o levou a obedecer à ordem de Deus, por isso ele saiu de sua terra e foi para um lugar viver como estrangeiro. A vivência da fé em Jesus leva os cristãos rumo à “pátria celeste”, que significa plena realização do Reino de Deus.

O Evangelho diz que é vontade do Pai “dar a vós o Reino”. A iniciativa de Deus é baseada em seu amor infinito pelo seu povo que não foi criado para ser escravo ou para ser explorado por governantes ou poderosos deste mundo. Na primeira leitura vemos uma menção à ação libertadora de Deus que tirou o seu povo da escravidão do Egito. Da parte do povo, porém, existia a esperança, a fé, e um compromisso com Deus. De fato, a fé exige compromisso. O primeiro é ter a construção do Reino como foco principal neste mundo. Jesus fala de tesouro e de coração: “onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração”. E também: “a quem muito foi dado, muito será pedido”. Estas expressões ensinam que é preciso agir constantemente e cheios de confiança em Deus que nos dá o seu Reino. Para construir o Reino neste mundo em que os valores evangélicos são ignorados ou desprezados é preciso colocar toda força da alma, do coração, da inteligência. Os discípulos ouviram uma parábola onde Jesus ensina que é preciso estar o tempo todo empenhados na missão. É o serviço pedido àqueles que receberam o dom da fé.

O pedido de Jesus continua ecoando para os cristãos de hoje, para que estejam sempre empenhados na construção do Reino, mesmo quando sofrem perseguição, quando a fé está esmorecida e frágil. É preciso que todos unidos atuem na transformação de situações que desumanizam e escravizam, no esclarecimento das falsas notícias e na revelação da verdade. Nenhum cristão pode pensar que a missão de construir do Reino de Deus não é para ele; ao contrário, o ser cristão exige empenho nesta missão.

Frei Valmir Ramos, OFM

Frades oferecem ‘Encontro de Espiritualidade Franciscana’ no Educandário Santo Antônio de Bebedouro/SP

Na manhã desta quarta-feira (03), aconteceu no Educandário Santo Antônio de Bebedouro/SP, uma manhã de Espiritualidade Franciscana para todos os colaboradores da instituição. Frei Fernando Aparecido, OFM, custódio, Frei José Luiz da Costa, OFM, Frei Suelton Costa de Oliveira, OFM e Frei André Luis dos Santos, OFM conduziram todo o momento, contando também com a grande contribuição de Mailla Oliveira, representante dos leigos e atuante no Secretariado para Missão e Evangelização de nossa Custódia.

No intuito de instigá-los a iniciar o segundo semestre vigorados e inspirados nos valores humanos e franciscanos, cada um dos participantes tiveram a oportunidade de dedicarem-se a esse tempo especial. O objetivo foi de fomentar um clima sadio e salutar de encontro, mútua cooperação, respeito, solidariedade e potencialização dos pontos fortes tanto da instituição, quanto de cada colaborador e colaboradora.

O encontro aconteceu com vários momentos fortes: de autoconhecimento, da presença divina e de relações interpessoal. No propósito de ajudar os integrantes à busca profunda do sentido da vida. Os espaços foram muito bem utilizados e organizados.

No primeiro momento, aconteceu no refeitório, onde Frei José Luiz levou-os a perceberem, fazendo uma analogia, que “a porta de entrada do Educandário está aberta para acolher cada um dos colaboradores, assim também sejamos nós: abertos para abraçar essa instituição e abertos para acolher cada criança e adolescente que vem a esse lugar buscar algo de bom”.

Na quadra, segundo momento, Mailla movimentou os partícipes ao autoconhecimento, dinamizou o momento conduzindo-os a colocarem em uma folha de papel coisas boas e ruins existentes em suas vidas, mostrando-os a perceberem o que de fato os ajudam e constroem como pessoa e o que não facilita nessa obra.

No bosque, onde Frei Suelton dirigiu o terceiro momento, refletiu com todos  “Quem é Jesus?”, inspirado no Evangelho de Mateus 16, 13-17. Frei André concluiu com uma dinâmica no qual os levo-os para a necessidade da escuta atenta ao que Deus nos fala e ao que nosso interior nos induz. Frei Fernando pediu, nesse momento final que fizessem um momento a sós de deserto, onde se colocassem diante do Criador e refletissem até então o que foi realizado.

Voltando de um breve cafezinho, Frei Fernando foi concluindo o Encontro de Espiritualidade Franciscana com leituras bíblicas e meditações do Papa Francisco, fazendo alusão a missão própria do Educandário. O Custódio levou-os a compreensão de que eles são importantes para o Educandário e que a instituição busca contribuir para a realização profissional de cada um, mas também sem as crianças e sem a mútua relação com os companheiros de trabalho nada flui, nada gera vida e nem brota frutos, se não acontecer aquilo que é próprio da missão da instituição: “O Educandário tem a seguinte missão, atuar na formação de crianças e adolescentes em situação de risco e no fortalecimento familiar de modo a desenvolver o pleno exercício da cidadania, na transformação do meio em que vivem”. 

Por fim, Frei José Luiz conduziu cada um e cada uma para um momento de perdão pelas faltas e deslizes que podem ter acontecido até então dentro do Educandário entre seus colaboradores/as. Preparou um momento de lavar as mãos, simbolizando a limpeza e pureza daquilo que atrapalha a missão, pois “o Educandário é um lugar sagrado de amor e perdão, de acolhida e misericórdia”.

Com muita alegria, o Encontro foi concluído com partilhas de pensamentos positivos. Um almoço também foi oferecido para coroar o momento de convivência e espiritualidade. Que Deus abençoe cada um e cada uma, seus trabalhos em prol do menor vulnerável e carente, e todo o Educandário Santo Antônio.

PAZ e BEM!

Frei Suelton Costa de Oliveira, OFM

Papa pede orações pelo “valor, esforço e sacrifício” dos pequenos e médios empresários

Foi divulgado o Vídeo do Papa com as intenções de Oração para agosto, confiado por Francisco à Igreja Católica através da Rede Mundial de Oração do Papa. Este mês, o Santo Padre reza “para que os pequenos e médios empresários, duramente atingidos pela crise econômica e social, possam encontrar os meios necessários para continuar suas atividades a serviço das comunidades em que vivem”.

A crise que estamos a atravessar 

“Como resultado da pandemia e das guerras, o mundo enfrenta uma grave crise socioeconômica”, diz o Papa, salientando que os pequenos e médios empresários estão entre os mais atingidos. De acordo com dados do Banco Mundial de 2021, uma em cada quatro empresas perdeu metade do seu volume de negócios devido a pandemia. Além disso, o apoio público é fraco precisamente onde ele é mais necessário: nos países pobres e para as pequenas empresas. 

Neste sentido, o Papa Francisco elogia aqueles que “com coragem, esforço e sacrifício, investem na vida, gerando bem-estar, oportunidades e trabalho”. Os pequenos e médios empresários incluem aqueles que gerenciam uma loja, um restaurante ou uma oficina. Mas também aqueles que trabalham na limpeza ou no transporte, artesãos, entre muitos outros. São “aqueles que não aparecem nas listas dos mais ricos e poderosos e, apesar das dificuldades, criam empregos, mantendo a sua responsabilidade social”. 

O Pe. Frédéric Fornos S.J., Diretor Internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, comentou sobre esta intenção: “As crises que estamos vivendo são – como diz o Papa – um ‘momento Noé’, uma oportunidade para construir algo diferente. Neste sentido, os pequenos e médios empresários são de grande importância, a sua força criativa, a sua capacidade de fornecer soluções a partir de baixo. Sem eles não teria sido possível atravessar a crise da pandemia de Covid, e eles continuam mais necessários do que nunca. É por isso que é importante rezar por eles”.

Fonte: Vatican News

Frei Emanuel Fernandes, OFM e Frei Pedro Neto, OFM, celebram a Festa de Nossa Sra. dos Anjos em Assis/Itália

Frei Pedro Alves Neto, OFM e Frei Emanuel Fernandes Pereira, OFM em frente a Basílica de Santa Maria dos Anjos em Assis/Itália

Hoje, 02 de agosto, celebramos uma das festas franciscana mais importante, pois ela tem dois caráteres celebrativo nas quais se unem no sentido mais puro e de grande graça concedida a todos nós, filhos de Deus. Foi São Francisco, o poverello de Assis, quem nos presenteia essa festa dupla:

  • Celebra-se a Festa de Santa Maria dos Anjos, padroeira da pequenina igrejinha que está na planície da cidade de Assis, na Itália, cidade de São Francisco. Para nós franciscano, é a queridíssima Igrejinha da Porciúncula. Porciúncula, vem do latim Portiuncŭla (partizinha) diminutivo de Portio (parte/porção), no italiano (particella e particola), e especificamente, no caso da igrejinha, piccola particella di terra (pequena partezinha/porçãozinha de terra). Lugar caríssimo para São Francisco e seus confrades. Foi ali que nasceu o movimento franciscano, e onde morreu São Francisco, e é ali onde emana toda a fidelidade e amor fraternal (irmãos) e sororal (irmãs).
  • O outro caráter em que se celebra é a Indulgencia Plenária ou conhecido franciscanamente como o Perdão de Assis concedido a todos e todas que entram nesse lugar, pois, tendo São Francisco, certo dia, em uma de suas orações na Porciúncula, pediu a Deus pela alma dos pecadores e teve uma visão de Cristo e de Maria rodeados de anjos. Francisco pediu a Jesus o perdão dos pecados para todos que visitassem a Igrejinha da Porciúncula. Tendo Jesus concedido, Francisco parte em visita ao Papa Honório III para a concessão de sua permissão para celebrar o perdão de Assis.

E com alegria, dois de nossos frades da Custódia, Frei Pedro e Frei Emanuel, partilham conosco desse momento maravilhoso para nossa vocação e espiritualidade. Os Freis estão lá em Assis desde domingo e acompanham os festejos dedicado a esse santo lugar e contribuem conosco de suas experiências.

A festa de hoje, de Nossa Senhora dos Anjos, é precedida de um novenário no qual são preparadas belas orações e procissões das luzes com a Madonna degli Angeli todas as noites. No dia 02 de agosto, dia da grande festa, um dos pontos principais, além das Santas Missas e as orações canônicas (Liturgia das Horas), acontece, também, a chegada de multidões, principalmente os que fazem a Marcia Francescana (Marcha Franciscana) advindas de todos os lugares da Itália.

A Marcia Francescana é organizada anualmente pelas Províncias Franciscanas, onde numerosos frades e irmãs franciscanas organizam com os jovens, adultos e famílias. O itinerário é diverso, cada um saindo de suas regiões e parando em lugares estratégicos onde são acolhidos, descansam, comem, banham-se e seguem, caminhando em muitas partes e outras em veículos, tudo isso durante nove dias, iniciando dia 25 de julho, até o dia da festa, 02 de agosto.

É importante ressaltar que, durante as paradas tem uma muito significativa, onde passam por La Verna (Monte Alverne), lugar em que São Francisco foi impresso pelos Sagrados Estigmas/Chagas de Jesus. Lá repousam, rezam e fazem um dia de retiro para fortalecer a fé e vocação.

E por fim, para alimentarmos nossa formação e informação, nesse lugar, Porciúncula, Francisco celebrou com seus irmãos os Capítulos Gerais e dali aconteceu a expansão da Ordem para além-fronteiras. Por isso, vos deixo um importantíssimo trecho de um texto franciscano, do hagiógrafo do Santo, Tomás de Celano, onde Francisco exortou:

“Meus filhos, vede, não abandoneis nunca este lugar. Se dele vos expulsarem por uma porta, entrai logo por outra, porque este lugar é verdadeiramente santo e Deus tem nele a sua morada. Foi aqui, sendo nós ainda poucos, que o Altíssimo nos multiplicou; aqui iluminou Ele com a sua sabedoria os corações dos seus filhos pobrezinhos; aqui acendeu o fogo do seu amor em nossas vontades. Quem neste lugar orar com devoção alcançará o que pedir, e quem o profanar será punido com maior severidade. Por isso, meus filhos, considerai como digno de todo o vosso respeito este lugar onde Deus habita e nele ao Senhor erguei o coração com vozes de louvor e ação de graças.” (1Cel, 106)

Caríssimo irmão e irmã, desejamos boas festas franciscana do Perdão de Assis e de Santa Maria dos Anjos que, juntos, mostram o rosto materno de Deus e sua misericórdia que emana a todas e todos nós sem cessar. De Assis, nossos confrades, Pedro e Emanuel, saúdem a cada um e cada uma, rezam por nós e nos desejam boa vida em Cristo Jesus.

PAZ e BEM!

Texto: Frei Suelton Costa de Oliveira, OFM
Entrevistados: Frei Pedro Neto, OFM e  Frei Emanuel Fernandes Pereira, OFM

Santa Maria dos Anjos: 2 de agosto, dia do Perdão de Assis!

Imagem Ilustrativa (Fonte): CFFB

No calendário litúrgico franciscano, o dia 2 de agosto é dedicado à celebração da Festa de Nossa Senhora dos Anjos, popularmente conhecida como “Porciúncula”. Na introdução do texto litúrgico do missal e da liturgia das horas, se diz o seguinte:

“O Seráfico Pai Francisco, por singular devoção à Santíssima Virgem, consagrou especial afeição à capela de Nossa Senhora dos Anjos ou da Porciúncula. Aí deu início à Ordem dos Frades Menores e preparou a fundação das Clarissas; e aí completou felizmente o curso de seus dias sobre a terra. Foi aí também que o Santo Pai alcançou a célebre Indulgência , que os Sumos Pontífices confirmaram e estenderam a outras muitas igrejas. Para celebrar tantos e tão grandes favores ali recebidos de Deus, instituiu-se também esta Festa Litúrgica, como aniversário da consagração da pequenina ermida”.

A propósito da Porciúncula, o Santo Padre se expressou recentemente nos seguintes termos: “O caminho espiritual de São Francisco teve início em São Damião, mas o verdadeiro lugar amado, o coração pulsante da Ordem, onde a fundou e onde, por fim, entregou sua vida a Deus, foi a Porciúncula, a ‘pequena porção’, o cantinho junto à Mãe da Igreja; junto a Maria que, por sua fé tão firme e por seu viver tão inteiramente do amor e no amor com o Senhor, todas as gerações a chamarão bem-aventurada.”

A Porciúncula foi o berço da fraternidade Franciscana e nesta tão bela ermida o Santo de Assis viveu as maiores experiências de sua vida como frade menor, na Porciúncula teve início à Ordem dos Frades Menores e a ali preparou a fundação das Clarissas, neste lugar ele completou felizmente o curso de sua vida e missão sobre a terra. Foi aí, também, que o Santo de Assis alcançou a célebre Indulgência Plenária da Porciúncula que os Sumos Pontífices confirmaram e estenderam a outras muitas Igrejas. Era seu desejo poder celebrar tantos e tão grandes feitos ali recebidos do Senhor da misericórdia.

Frei Régis Daher, OFM


ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DOS ANJOS.

Ó Nossa Senhora, dos Anjos, na pequena Igreja da Porciúncula,

São Francisco recebeu as vossas bênçãos generosas juntamente com sua Ordem. Ele depositara na vossa presença materna uma grande confiança e devoção, sendo atendido em seus pedidos. Continuai a dispensar os vossos favores sobre nós e sobre nossas necessidades particulares.

Nós vos suplicamos, dai-nos a graça da penitência e de Deus o perdão dos pecados, a correção de nossas más inclinações e fortalecimento nos momentos de fraqueza. Quantos recusam a salvação e preferem caminhar nas trevas do erro! Tudo é possível para aquele que crer, para aquele que se arrepender!

Vós, ó Mãe, manifestastes a São Francisco o grande desejo de reconciliar os pecadores com Jesus, que se entregou em uma cruz para nos salvar. Rogai por nós, agora e na hora de nossa morte. Por isso, com todos os anjos do céu, vos saudamos: Ave Maria …

Fonte: Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil

Fraternidades de Franca/SP e Ribeirão Preto/SP se reúnem para Retiro Espiritual

Franca (SP) – Imbuídos da mística franciscana e conduzidos pelo Espírito Santo, os frades residentes no Regional Nordeste do território da Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus, estiveram reunidos para a vivência regional do Retiro Espiritual, realizado em uma chácara na cidade de Franca/SP.

Estiveram presentes os frades que compõem as seguintes fraternidades: Fraternidade São Judas Tadeu (Sede Custodial), a Fraternidade Santa Maria dos Anjos (Convento Franciscano), ambas de Franca/SP e a Fraternidade Santo Antônio Maria Claret e Frei Galvão de Ribeirão Preto/SP.

Iniciou-se o retiro com a oração do Espírito Santo e logo em seguida, foram propostos dois materiais para leitura e reflexão. O primeiro foi a Carta do Ministro Geral, enviada após o Capítulo Custodial, celebrado em novembro de 2021. O outro material, foi um compilado de passagens das Fontes Franciscanas, onde relatam e refletem acerca do Berço da Ordem, a Porciúncula, Santa Maria dos Anjos, que celebramos no dia de hoje (02), dia do Perdão de Assis.

Terminadas as leituras e reflexões, concluímos a parte da manhã com a oração da Hora Média. Após, foi organizado o almoço e a tarde ficou livre para convivência, lazer e descanso, vivendo assim, um dia intenso em Fraternidade e em nível regional.

Gratos a Deus pelo dom da vida e vocação, pedimos sua benção para todas as nossas Fraternidades, para que sob a ação do Espírito Santo, cada uma delas possam perseverar no anúncio do Reino de Deus.

Fraternalmente,

Frei Alef Henrique Pavini, OFM