Papa Francisco: Quer se destacar? Sirva! Torna-nos livres e mais semelhantes a Jesus

Jackson Erpen (Cidade do Vaticano)

Quer se destacar? Sirva! Nossa fidelidade ao Senhor depende de nossa disponibilidade em servir. O serviço não nos diminui, mas nos faz crescer. E ao servirmos os esquecidos, que não podem nos retribuir, “também nós recebemos o terno abraço de Deus”.

O “serviço”, um tema caro ao Papa esteve no centro de sua alocução que precedeu a oração mariana do Angelus neste 25º Domingo do Tempo Comum: “Se quisermos seguir Jesus, devemos percorrer o caminho que ele mesmo traçou, o caminho do serviço.”

Dirigindo-se aos peregrinos e turistas reunidos na Praça São Pedro para o tradicional encontro dominical, Francisco começou explicando a discussão entre os discípulos narrada por Marcos sobre quem entre eles era o maior. E citou a frase que Jesus disse a eles, uma frase “que vale também para nós hoje” – “Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos” -, acrescentando que quem ser o primeiro, deve ir para a fila, pegar o último lugar “e servir a todos”.

Quer se destacar? Sirva!

E justamente esta frase pronunciada pelo Mestre marca uma inversão nos critérios daquilo que realmente importa:

O valor de uma pessoa não depende mais do papel que ela desempenha, do sucesso que tem, do trabalho que faz, do dinheiro no banco; não, não, não, não depende disso; a grandeza e o sucesso, aos olhos de Deus, têm um padrão, uma medida diferente: são medidos no serviço. Não no que se tem, mas no que se dá. Quer se sobressair? Sirva. Este é o caminho.

Quanto mais servimos, mais sentimos a presença de Deus

Hoje em dia a palavra “serviço” – disse o Papa – “parece um pouco desbotada, desgastada pelo uso. Mas no Evangelho tem um significado preciso e concreto. Servir não é uma expressão de cortesia: é fazer como Jesus que, resumindo em poucas palavras a sua vida, disse que veio «não para ser servido, mas para servir». Portanto, se quisermos seguir Jesus, devemos percorrer o caminho que ele mesmo traçou, o caminho do serviço:

Nossa fidelidade ao Senhor depende de nossa disponibilidade em servir. E isso, bem o sabemos, custa, geralmente isso custa, “tem gosto de cruz”. Mas, à medida que aumenta o cuidado e a disponibilidade para com os outros, tornamo-nos mais livres interiormente, mais semelhantes a Jesus. Quanto mais servimos, mais sentimos a presença de Deus, sobretudo quando servimos aqueles que não têm nada para nos restituir, os pobres, abraçando suas dificuldades e necessidades, com a terna compaixão: e ali descobrimos ser, por sua vez, amados e abraçados por Deus.

Em primeiro lugar, servir a quem não pode nos retribuir

Para ilustrar a importância da doação gratuita, Jesus coloca uma criança entre os discípulos, pois “os gestos de Jesus são mais fortes que as palavras que usa”, observou o Papa. “A criança, no Evangelho – explicou –  não simboliza tanto a inocência mas a pequenez. Porque os pequenos, como as crianças, dependem dos outros, dos grandes, têm necessidade de receber. Jesus abraça aquela criança e diz que quem acolhe um pequenino, uma criança, o acolhe”:

Eis antes de tudo a quem servir: aqueles que têm necessidade de receber e não tem como retribuir. Acolhendo quem está à margem, abandonado, acolhemos Jesus, porque Ele está ali. E em um pequeno, em um pobre a quem servimos, também nós recebemos o terno abraço de Deus.

O serviço não nos diminui, nos faz crescer

Interpelados pelo Evangelho, o Papa sugere que nos interroguemos:

Eu, que sigo Jesus, me interesso por quem é mais abandonado? Ou, como os discípulos naquele dia, estou em busca de gratificações pessoais? Eu entendo a vida como uma competição para abrir espaço para mim mesmo às custas dos outros ou acho que se sobressair significa servir? E, concretamente: dedico tempo a algum “pequeno”, a uma pessoa que não tem meios para retribuir? Eu cuido de alguém que não pode me retribuir ou apenas de meus parentes e amigos? São perguntas que podemos nos fazer.

Que a Virgem Maria, humilde serva do Senhor, nos ajude a compreender que o serviço não nos diminui, mas nos faz crescer. E que há mais alegria em dar do que em receber.

Fonte: Vatican News

25º Domingo do Tempo Comum: “Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!”

LEITURAS: Sb 2,12.17-20 / Sl 53 / Tg 3,16-4,3 / Mc 9,30-37

Jesus iniciou a sua missão com os discípulos anunciando a Boa Nova com ensinamentos e sinais do Reino através dos milagres. Os discípulos estão admirados, entusiasmados e, ao mesmo tempo meio confusos, pois ainda não compreenderam bem que tipo de Messias eles estão seguindo. Jesus viaja a pé pelos vilarejos e vai formando os discípulos. No trecho do Evangelho de hoje, Ele anuncia que deverá entregar a vida porque será perseguido pelos poderosos deste mundo. Mas não ficará morto, pois ressuscitará. Este anúncio é feito aos discípulos que deverão continuar a missão interrompida pela morte na cruz.

Os discípulos não compreendem Jesus e ainda discutem entre eles sobre questões bem distantes dos ensinamentos do Mestre. Na prática eles estão preocupados com o prestígio de cada um, tentando cada qual pegar a maior fatia do poder, uma vez que são seguidores de um Mestre que faz bem todas as coisas e impressiona as multidões. Discutir quem é o maior entre eles é permanecer na lógica do mundo onde as pessoas só pensam em dominar os outros e tirar proveito das situações. Jesus é categórico em dizer “quem quiser ser o primeiro seja o último e o servo de todos”. A sabedoria de Deus não está em ser o primeiro, o maior, mas em ser justo e servir os pequenos.

Na primeira leitura vemos como o justo incomoda aqueles que são ímpios e transgressores da lei de Deus, por isso é perseguido e expulso do meio deles. Com Jesus não será diferente.

Na segunda leitura São Tiago proclama que “a sabedoria vem do alto” e os cristãos são chamados a abraçá-la sem inveja ou rivalidade, mas com atitude de quem tem o coração puro, pacífico, misericordioso, justo e sempre empenhado em produzir bons frutos de justiça.

Como os discípulos e também os cristãos demoram para entender a lógica de Deus, no Evangelho Jesus abraça uma criança e anuncia: “quem acolher uma destas crianças, é a mim que estará acolhendo”. A criança aí indica todos os pequenos e pobres que são vulneráveis nas mais diversas situações. Jesus então está dizendo aos discípulos e aos cristãos que são estas pessoas que precisam ser servidas e protegidas.

Na Igreja e nas comunidades cristãs também existem aquelas pessoas que querem poder e privilégios, mas Jesus continua insistindo que seus seguidores sejam servos, sejam justos, coloquem-se do lado dos pequenos e nunca se vangloriem dos cargos ou ministérios, pois o Mestre e Senhor se fez servo de todos e entregou a própria vida.

Frei Valmir Ramos, OFM


Acompanhe também a reflexão da série: “Luz do meu caminho”

Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Olímpia/SP será elevada a Santuário Diocesano

Imagem aérea da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Olímpia/SP, pertencente a Diocese de Barretos/SP

A Matriz de Nossa Senhora Aparecida, fundada em Olímpia/SP em meados de 1940 e transformada em Paróquia em 1958, será elevada a Santuário Diocesano no próximo dia 12 de outubro.

O anúncio oficial aconteceu pelo Bispo Diocesano Dom Milton Kenan Júnior na última reunião do clero, após visita paroquial e aprovação do conselho de presbíteros.

A decisão de elevar a Igreja a Santuário é decorrente do incansável trabalho de evangelização, realizado pelos frades franciscanos que desde a vinda dos freis italianos a mais de 60 anos, comunicam e preparam com alegria e fé o povo de Deus.

Nos últimos três anos, o projeto se fortaleceu e Dom Milton solicitou aos frades que já fossem moldando a paróquia para ser um Santuário.

Para o pároco Frei Lucas Lisi Rodrigues, essa elevação é um marco no seu ministério sacerdotal. “Com a graça de Deus estou vivendo um momento marcante na vida de Olímpia e de nossa paróquia. Saber que como pároco, idealizei um sonho que foi concretizado desde a chegada dos primeiros freis em nossa cidade, é motivo de alegria.

Um sentimento de missão cumprida.”O novo Santuário será um sinal de esperança para o povo. Sinal de consolo, conforto, alegria e solidariedade fraterna. São muitos os fiéis que encontram na Mãe Aparecida inúmeros motivos de devoção e fé.

O local espera receber romeiros e devotos, que em peregrinações buscam no Santuário, pagamento de promessas, bençãos, celebrações, confissões e gestos de fé e caridade.

Conhecida carinhosamente como “Igrejinha”, a Paróquia foi erguida em terreno santo, no antigo cemitério da cidade. Admirada pela sua beleza, tem sua estrutura em formato de cruz, altar todo em mármore e pinturas nas paredes internas, feitas pelo artista olimpiense Dakinho, que ordena em sequência cronológica o projeto amoroso de Deus para a vida de Nossa Senhora Aparecida.

Hoje, a igreja se destaca pelo o amplo trabalho, pelas devoções, pelas missas diárias, pelos atendimentos sociais, por pastorais atuantes junto as missões populares.

Fonte: Diário de Olímpia/SP

Papa Francisco: a Virgem é modelo da fé do povo eslovaco, uma fé que se põe a caminho

Papa Francisco durante a missa no Santuário Nacional de Nossa Senhora das Dores em Šaštin, na Eslováquia

Mariangela Jaguraba (Vatican News)

O Papa Francisco presidiu a celebração eucarística na Esplanada do Santuário Nacional de Nossa Senhora das Dores, em Šaštin, na Eslováquia, na manhã desta quarta-feira (15/09).

A homilia do Pontífice centralizou-se na figura de Maria, “a Mãe que nos dá o Filho Jesus. Maria é o caminho que nos introduz no Coração de Cristo, que deu a vida por nosso amor”. “Podemos olhar para Maria como modelo da fé”, disse ainda o Papa, “e na sua fé reconhecemos três caraterísticas: o caminho, a profecia e a compaixão”.

O caminho

“A fé de Maria é uma fé que se põe a caminho. A jovem de Nazaré, logo que recebeu o anúncio do Anjo, «pôs-se a caminho (…) para a montanha», para ir visitar e ajudar Isabel, sua prima.”

Maria “viveu aquele dom recebido como missão a cumprir; sentiu necessidade de abrir a porta e sair de casa; deu vida e corpo à impaciência com que Deus quer alcançar todos os homens para os salvar com o seu amor”.

Por isso, Maria se põe a caminho: prefere as incógnitas do caminho do que a comodidade dos seus hábitos, a fadiga do caminho ao invés da estabilidade da casa, o risco de uma fé que se põe em jogo, tornando-se dom de amor para o outro do que a segurança de uma religiosidade tranquila. Toda a sua vida será um caminho atrás do seu Filho, como primeira discípula, até ao Calvário, ao pé da Cruz. Maria sempre caminha.

“A Virgem é modelo da fé deste povo eslovaco: uma fé que se põe a caminho, sempre animada por uma devoção simples e sincera, sempre em peregrinação à procura do Senhor”, disse ainda o Papa.

A profecia

“A fé de Maria é também uma fé profética. Com a sua própria vida, a jovem de Nazaré é profecia da obra de Deus na história, da sua ação misericordiosa que subverte as lógicas do mundo, exaltando os humildes e derrubando os soberbos. Maria é a Filha de Sião anunciada pelos profetas de Israel, a Virgem que conceberá o Deus conosco, o Emanuel. Como Virgem Imaculada, Maria é ícone da nossa vocação: como Ela, somos chamados a ser santos e imaculados no amor, tornando-nos imagem de Cristo.” Maria “traz no seu ventre a Palavra de Deus que se fez carne, Jesus”, disse ainda Francisco, convidando-nos a não nos esquecer que a fé não pode ser reduzida “a um açúcar que adoça a vida. Jesus é sinal de contradição. Veio para trazer a luz onde há trevas, pondo as trevas a descoberto e forçando-as a renderem-se. Por isso, as trevas lutam sempre contra Ele. Quem acolhe Cristo e se abre para Ele, ressuscita; quem o rejeita, encerra-se na escuridão e arruína-se a si mesmo. Diante de Jesus, não se pode ficar morno, com «o pé em dois sapatos». Acolhê-lo significa aceitar que Ele desvende as minhas contradições, os meus ídolos, as sugestões do mal, e se torne para mim ressurreição, aquele que sempre me levanta, que me toma pela mão e me faz recomeçar. Sempre me levanta”.

Também hoje a Eslováquia precisa destes profetas. De vocês bispos que sigam este caminho. Não se trata de ser hostis ao mundo, mas ser «sinais de contradição» no mundo. Cristãos que sabem mostrar, com a vida, a beleza do Evangelho: que são tecedores de diálogo onde as posições se tornam rígidas; que fazem resplandecer a vida fraterna na sociedade, onde muitas vezes nos dividimos e contrapomos; que difundem o bom perfume do acolhimento e da solidariedade, onde muitas vezes prevalecem os egoísmos pessoais e coletivos; que protegem e guardam a vida onde reinam lógicas de morte.

A compaixão

“Maria é a Mãe da compaixão. A sua fé é compassiva”, disse ainda Francisco. “Aquela que se definiu como «a serva do Senhor» e se preocupou, com solicitude materna, de que não faltasse o vinho nas bodas de Caná, partilhou com o Filho a missão da salvação, até ao pé da Cruz. Junto da cruz, Nossa Senhora das Dores simplesmente permanece. Não foge, não tenta salvar-se a si mesma, não usa artifícios humanos nem anestésicos espirituais para escapar da dor. Esta é a prova da compaixão: ficar junto da cruz. Ficar com o rosto marcado pelas lágrimas, mas com a fé de quem sabe que, no seu Filho, Deus transforma o sofrimento e vence a morte.”

E também nós, olhando para a Virgem Mãe Dolorosa, nos abrimos a uma fé que se torna compaixão, que se torna partilha de vida com quem está ferido, quem sofre e quem é constrangido a carregar nos ombros cruzes pesadas. Uma fé que não se fica no abstrato, mas faz-nos entrar na carne e nos torna solidários com os necessitados. Esta fé, no estilo de Deus, humilde e silenciosamente levanta o sofrimento do mundo e irriga os sulcos da história com a salvação.

Despedida do povo eslovaco

No final da missa, o Papa Francisco despediu-se da Eslováquia com uma saudação.  

Queridos irmãos e irmãs!

Chegou a hora de me despedir de seu país. Nesta Eucaristia, dei graças a Deus por ter-me concedido a graça de vir estar com vocês e concluir a minha peregrinação no devoto abraço de seu povo, celebrando juntos a grande festa religiosa e nacional da Padroeira, Nossa Senhora das Dores.

Por fim, o Papa agradeceu ao povo eslovaco pelo acolhimento e a todos aqueles que colaboraram de diversos modos, especialmente com a oração, na preparação de sua visita ao país.

Fonte: Vatican News

Lideranças jovens das nossas frentes de evangelização se reúnem com o SAV Custodial e Irmãs Franciscanas

O carisma franciscano é viver o Evangelho na fraternidade e no desejo de atualizar o projeto de Deus na vida e na realidade onde estamos. Por isso, cabe a cada um de nós o passo necessário para garantir uma sociedade e uma Igreja de irmãos. Assim, unidos como frades e irmãs que vivem o carisma franciscano, o Serviço de Animação Vocacional deu mais um passo na proximidade com nossas juventudes.

Depois de ouvirmos suas expectativas, frustrações e alegrias, fizemos nesse domingo, 12 de setembro, mais um encontro para partilhar a vida franciscana e programar as atividades que teremos com as juventudes onde estamos presentes como franciscanos e franciscanas.

Participaram desse momento os frades animadores vocacionais da nossa Custódia, as animadoras vocacionais das Irmãs Franciscanas da Penitência, Irmãs Pequenas Missionárias Eucarística, Irmãs Franciscanas de Cristo Rei e os coordenadores de cada grupo de jovens onde estamos presentes, os frades e as irmãs.

A intenção é assumirmos o chamado do papa Francisco para perceber que a Juventude “é o agora de Deus” e por isso podemos caminhar juntos no processo de despertar, discernir e acompanhar a vocação desses jovens. A vocação, segundo o papa na exortação apostólica pós-sinodal Christus Vivit, “pode ser entendida em sentido amplo como chamado de Deus. Inclui a chamada à vida, a chamada à amizade com Ele, a chamada à santidade”.

Estamos juntos nessa travessia! Que São Francisco e Santa Clara sejam sempre referências na construção de fraternidade, proximidade, empatia e sobretudo seguimento de Jesus Cristo, construindo a Paz e a Justiça.

Deus nos abençoe e nos faça perseverantes na caminhada!

Fraternalmente,

Frei José Aécio de Oliveira Filho, OFM

Papa: um cristianismo sem cruz é mundano e torna-se estéril

Papa Francisco preside a Divina Liturgia Bizantina em Presov, na Eslováquia

No campo esportivo de Prešov, o Papa Francisco viveu um dos momentos mais significativos de sua viagem à Eslováquia ao presidir a Divina Liturgia Bizantina de São João Crisóstomo.

No dia em que a Igreja celebra a Exaltação da Santa Cruz, toda a homilia do Pontífice foi voltada a meditar o “escândalo” e a “loucura” da morte de Jesus.

“A cruz era instrumento de morte, e contudo dela veio a vida”, disse o Papa. Por isso, o santo povo de Deus a venera. Aos olhos do mundo, a cruz é um fracasso. Quantas vezes, disse Francisco, “aspiramos a um cristianismo de vencedores, a um cristianismo triunfalista, que tenha relevância e importância, receba glória e honra. Mas um cristianismo sem cruz é mundano, e torna-se estéril”.

Deus, prosseguiu, escolheu o caminho mais difícil: a cruz. Para que não houvesse na terra ninguém tão desesperado que não conseguisse encontrá-Lo, até mesmo na angústia, na escuridão, no abandono, no escândalo da sua miséria e dos próprios erros.

Alguns santos, acrescentou o Papa, ensinaram que a cruz é como um livro que, para o conhecer, é preciso abri-lo e ler. Significa deter o olhar sobre Crucificado, deixar-se impressionar pelas suas chagas, se comover e chorar diante de Deus ferido de amor por nós.

“Se não fizermos assim, a cruz permanece um livro não lido, cujo título e autor são bem conhecidos, mas que não influencia a vida. Não reduzamos a cruz a um objeto de devoção, e menos ainda a um símbolo político, a um sinal de relevância religiosa e social”, recomendou o Papa.

Da contemplação do Crucifixo, ensinou Francisco, provém o segundo passo: dar testemunho. E são muitos os que sofreram e morreram na Eslováquia por causa do nome de Jesus! Hoje o país está livre da perseguição, mas sofre a ameaça do mundanismo e da mediocridade.

“A cruz não quer ser uma bandeira elevada ao alto, mas a fonte pura de uma maneira nova de viver. Qual? A do Evangelho, a das Bem-aventuranças.”

Não só santos e mártires foram testemunhas, mas também pessoas humildes e simples, que deram a vida amando até ao fim.

“São os nossos heróis, os heróis da vida quotidiana; e são as suas vidas que mudam a história”, disse ainda o Papa, que concluiu:

“É assim que a fé se espalha: com a sabedoria da cruz e não com o poder do mundo; com o testemunho e não com as estruturas. E hoje, a partir do silêncio vibrante da cruz, o Senhor pergunta também a você: «Quer ser minha testemunha?»”

Fonte: Vatican News

24º Domingo do Tempo Comum: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga!”

LEITURAS: Is 50, 5-9a / Sl 114 / Tg 2, 14-18 / Mc 8, 27-35

Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga”. Este é o ensinamento de Jesus aos discípulos e à multidão que ia ao encontro dele a fim de ouvir a Palavra de Deus e ser curada de seus males. Esta afirmação vem logo depois do diálogo com os discípulos sobre a identidade de Jesus. Vindos de uma missão, Jesus pergunta sobre quem o povo diz que Ele é, e finalmente sobre quem os discípulos pensam que Ele seja. Pedro reponde por todos: “Tu és o Messias”, que quer dizer Cristo, aquele que salva. Apesar desta afirmação, Pedro não tinha entendido bem a missão de Jesus. Isto foi a causa da resposta dura de Jesus, que tem o sentido de exortação para que Pedro fosse para trás de Jesus, para segui-lo em tudo, e não ser uma pedra de tropeço e obstáculo ao seu projeto.

Aí compreendemos a revelação de Jesus que é enviado pelo Pai para Salvar a todos. Ele é visto como profeta, mas não á apenas profeta. É o Ungido, o Messias, o Cristo, é Deus mesmo que assumiu a condição humana e por isso se diz “Filho do Homem”. A reação de Pedro diante do anúncio da condenação e morte por parte dos chefes religiosos pode ser interpretada como aquela de alguém que ainda não entendeu que o Cristo é senhor da vida e vencedor da morte. Na verdade, os seus seguidores são convidados a abraçar o mesmo projeto, seguir o mesmo caminho, tomar a mesma cruz e depois ressuscitar com Ele.

Na primeira leitura, o profeta Isaías mostra o servo sofredor que não volta atrás diante das ameaças. Ele tem uma missão a cumprir e sabe que será perseguido e torturado, mas sabe também que “o Senhor Deus é o seu auxiliador”, por isso segue fiel a quem o enviou.

Na segunda leitura, o Apóstolo Tiago afirma que “a fé se não se traduz em obras, por si só é morta”. Isto significa que a fé é viva e deve ser anunciada e revelada pelas obras e não apenas pelo testemunho de discursos. Os seguidores de Jesus nas comunidades primitivas estavam se esquecendo que o amor a Deus se revela no amor aos irmãos e irmãs, especialmente àqueles mais sofredores que têm a vida ameaçada pela fome ou pelo frio.

Hoje os cristãos precisam colocar-se no caminho de Jesus, tomar a cruz que significa abraçar o seu projeto de construção do Reino de Deus e defesa da vida, mesmo que isto custe perseguição e morte. Por outra parte, não podem ser impedimento à construção do Reino de justiça e paz.

Frei Valmir Ramos, OFM


Acompanhe também a reflexão da série: “Luz do meu caminho”

O Papa peregrino na Hungria e Eslováquia: “Será uma viagem espiritual”

Salvatore Cernuzio (Vatican News)

A 34ª viagem internacional do Papa Francisco, que marca a etapa de 54 países visitados em todo o mundo, pretende ser “uma peregrinação ao coração da Europa, durante a qual o Papa abordará temas que interessam todo o continente”, mas, sobretudo, quer ser “uma viagem espiritual”, que começa com a adoração da Eucaristia e termina com a invocação orante a Nossa Senhora das Dores que, neste século, nunca deixou de zelar pelas terras eslavas feridas pelo totalitarismo. Nessas breves frases do diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, se condensam os quatro dias que Francisco viverá de 12 a 15 deste mês, primeiro em Budapeste, para celebrar o encerramento do Congresso Eucarístico Internacional, depois na Eslováquia com uma etapa na capital Bratislava e em outras três cidades: Prešov, Košice e Šaštin.

O encontro com as autoridades húngaras

Uma viagem com uma forte conotação espiritual. Por isso, é bom “evitar misturar leituras de outro tipo com as mais espirituais”, disse Bruni, em resposta a algumas perguntas de jornalistas reunidos na Sala de Imprensa da Santa Sé para a coletiva de apresentação da viagem. As perguntas se concentraram no encontro do Papa com o primeiro-ministro, Viktor Orbán, na manhã de domingo, antes da missa na Praça dos Heróis. “É um encontro com as mais altas autoridades do país e, obviamente, dentre elas está também Orban”, disse Bruni, explicando que a presença do primeiro-ministro com sua família na missa papal “será confirmada pelos húngaros”.

Uma peregrinação em honra da Eucaristia

“É uma peregrinação em honra do Santíssimo Sacramento”, frisou o porta-voz vaticano, lembrando que a gênese desta viagem remonta ao desejo do Papa de estar perto das centenas de homens e mulheres que, desde domingo passado, participam do Congresso Eucarístico. De presidir a missa final, chamada Statio Orbis, ou seja, a Missa que simbolicamente reúne e une toda a Igreja de Cristo e expressa a unidade cristã.

As viagens de João Paulo II

“A Hungria abriu suas portas à Eslováquia”, recordou Bruni. O Papa, na coletiva de imprensa do voo de retorno do Iraque, em março, revelando o processo interno que acompanha a escolha dos lugares a serem visitados, explicou que foi aconselhado por um de seus colaboradores a ir de Budapeste a Bratislava que fica a “duas horas de carro”. Uma curta etapa hipotética que se transformou numa viagem de setenta e duas horas nas principais cidades desta região da Europa Centro-Oriental, muitas das quais visitadas por João Paulo II em três viagens: em 1990, em 1995 e em 2003, dois anos antes de sua morte.

Depois, da parte de Wojtyla, teve o chamado à Igreja e às comunidades cristãs para participarem da reconstrução de uma sociedade que lentamente se erguia dos horrores do nazismo e dos “erros e sofrimentos” do regime comunista. Um cenário certamente diferente do que Francisco encontrará na próxima semana. Todavia, “os povos e as terras são os mesmos” e as feridas daqueles anos sombrios ainda pesam no coração de muitos homens e mulheres. “O Papa visita povos que sofreram um regime repressivo da fé e da liberdade religiosa”, com bispos, sacerdotes, religiosas, leigos encarcerados, torturados, martirizados, padres ordenados secretamente nas fábricas onde trabalhavam, mas também “cristãos orgulhosos de terem resistido, às vezes até ao sangue, ao mal e às perseguições”.

João Paulo II na Hungria em 1991

Histórias de martírio

No contexto dessas histórias de martírio, em que figuras como a do cardeal húngaro József Mindszenty ou do cardeal eslovaco Ján Chryzostom Korec brilham entre os pilares da Igreja clandestina eslovaca, o Papa quer voltar o olhar “ao futuro da evangelização e da missão”. E para fazer isso, ele quis sobretudo os jovens ao seu lado, depois os representantes de outras confissões cristãs e de outras religiões, que encontrará durante um intenso programa marcado por sete discursos, três homilias, uma saudação e um Angelus, todos pronunciados em italiano.

Ecumenismo e diálogo inter-religioso

“O sofrimento e o martírio uniram, mas também dividiram as diferentes confissões. Por isso os encontros ecumênicos são importantes”, observou Bruni. Ambos se realizarão no primeiro dia, domingo, 12 de setembro: o primeiro pela manhã com os representantes do Conselho Ecumênico de Igrejas, em Budapeste, no Museu de Belas Artes; o outro, à tarde, na Nunciatura de Bratislava. Tão importante nesta viagem papal, destacou o porta-voz, é o encontro com as comunidades judaicas, também herdeiras de uma longa história de sofrimentos agravados pelas deportações do regime nazista. Uma comunidade que foi reduzida a 20 mil membros depois da guerra, e antes contava 136 mil membros. Destes, 15 mil viviam em Bratislava até 1940, e apenas 3.500 sobreviveram, vendo seu patrimônio arquitetônico ser destruído após a Segunda Guerra Mundial e encontrando indiferença e hostilidade. Apenas as mudanças políticas após a queda do comunismo em 1989 levaram ao renascimento da vida judaica. O que o Papa encontrará em 13 de setembro na Praça Rybné námestie, onde se encontra um memorial da Shoah, será de fato uma comunidade muito ativa, promotora de atividades religiosas, culturais e educacionais.

Medidas de saúde após a operação

Além dos eventos e temas da viagem, Matteo Bruni também respondeu às perguntas dos jornalistas sobre as medidas especiais de saúde planejadas durante a viagem, após a recente cirurgia de cólon do Papa em 4 de julho: “Não há medidas particulares, mas a cautela de sempre. Como de costume, há um médico e algumas enfermeiras a bordo”, disse. E a bordo, na comitiva papal, estarão presentes os chefes da Secretaria de Estado: cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado; o substituto, Edgar Peña Parra, e o secretário das Relações com os Estados, mons. Paul Richard Gallagher. Presentes também os cardeais Leonardo Sandri, prefeito da Congregação das Igrejas Orientais, e Miguel Ángel Ayuso Guixot, presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso. Conforme a tradição, na comitiva papal estará também um funcionário do Vaticano, desta vez do Governatorato.

Restrições contra a Covid

Quanto às medidas contra a Covid durante a viagem (segundo dados não oficiais, há 200 casos de infecções por dia na Eslováquia), e a abolição da obrigação do certificado de vacina para participar nas celebrações do Pontífice, Bruni esclareceu: “São decisões das autoridades locais. Imagino que tenham tomado todas as medidas necessárias”.

Fonte: Vatican News

Secretaria Geral do Sínodo divulga “Documento Preparatório” para a fase de escuta às Igrejas locais

“Para uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão – Documento preparatório”. A Secretaria Geral do Sínodo apresenta o texto preparatório e o Vade-mécum para orientar o caminho do Sínodo sobre a Sinodalidade, que será aberto nos dias 9-10 de outubro em Roma e em 17 de outubro nas Igrejas particulares, e será concluído com uma Assembléia no Vaticano em 2023.

Ouvir, “sem preconceitos”. Tomar a palavra, “com coragem e parrésia”. Diálogar com a Igreja, a sociedade e as outras confissões cristãs. A Secretaria Geral do Sínodo publicou o Documento Preparatório e o Vade-mécum para indicar as diretrizes sobre as quais o caminho do Sínodo sobre a Sinodalidade será orientado. O Sínodo será solenemente aberto em 9-10 de outubro em Roma e em 17 de outubro nas Igrejas particulares, e será concluído com a Assembléia dos Bispos no Vaticano em 2023.

O documento pretende ser sobretudo “um instrumento” para facilitar a primeira fase de escuta e consulta do Povo de Deus nas Igrejas particulares, que começará em outubro de 2021 e terminará em abril de 2022. Enquanto o Vade-mécum é concebido como “um manual” que oferece “apoio prático” aos referentes diocesanos para preparar o Povo de Deus. Inclui orações on-line, exemplos de Sínodos recentes, um glossário de termos para o processo sinodal. “Não um livro de regras”, mas, “um guia para apoiar os esforços de cada Igreja local”.

Na base das duas publicações há uma questão fundamental: “Como é que este “caminhar juntos” se realiza hoje em diferentes níveis (do local ao universal) que permite à Igreja de anunciar o Evangelho, de acordo com a missão que lhe foi confiada? Que passos o Espírito nos convida a dar para crescermos como Igreja sinodal?

Para responder a esta pergunta, a Secretaria do Sínodo salienta a necessidade de “viver um processo eclesial participativo e inclusivo” que ofereça a cada um, de maneira particular aqueles que se encontram à margem, a oportunidade de se expressar e ser ouvido; em seguida, reconhecer e apreciar a variedade de carismas e examinar “como a responsabilidade e o poder são vividos na Igreja”. Em seguida, é solicitado a “credenciar a comunidade cristã como um sujeito credível e parceiro fiável” em percursos de diálogo, reconciliação, inclusão e participação. E também para “regenerar as relações” com representantes de outras confissões, organizações da sociedade civil e movimentos populares.

Portanto, medidas concretas que se dão num marco histórico marcado pela “tragédia” da Covid e num contexto em que a Igreja enfrenta a falta de fé interna, corrupção e abusos. É precisamente nestes “sulcos cavados pelo sofrimento”, no entanto, que “novos caminhos” florescem para “refundar o caminho da vida cristã e eclesial”.

O documento dedica amplo espaço aos leigos. Reafirma que todos os batizados são “sujeitos ativos de evangelização” e que é fundamental que os pastores “não tenham medo de ouvir o rebanho”. Em uma Igreja sinodal, de fato, cada um “tem algo a aprender” com o outro.

O texto preparatório propõe então perguntas para orientar a consulta do Povo de Deus, começando com uma questão: Como se dá hoje o “caminhar juntos” em sua Igreja particular? Por isso, é preciso reexaminar as experiências da própria diocese a este respeito, levando em conta as relações internas da Diocese entre os fiéis, o clero e as paróquias, mas também entre os bispos, com as diversas formas de vida religiosa e consagrada, com as associações, os movimentos e as instituições como escolas, hospitais, universidades e organizações caritativas. Também devem ser consideradas as relações e iniciativas comuns com outras religiões e com o mundo da política, cultura, finanças, trabalho, sindicatos e minorias.

Por fim, o documento ilustra dez núcleos temáticos sobre a “sinodalidade vivida” a serem explorados a fim de enriquecer a consulta. Estes incluem: refletir sobre quem faz parte do que chamamos de “nossa Igreja”; escutar os jovens, as mulheres, os consagrados, os descartados, os excluídos; considerar se um estilo autêntico de comunicação é promovido na comunidade, sem duplicidade; avaliar como a oração e a liturgia guiam o “caminhar juntos”; refletir sobre como a comunidade apoia os membros engajados em um serviço; repensar lugares e modos de diálogo nas dioceses, com dioceses vizinhas, com comunidades e movimentos religiosos, com instituições, com os não-crentes. E também: questionar-se como é exercida a autoridade na Igreja particular, como as decisões são tomadas, que instrumentos são promovidos para a transparência e responsabilidade, qual a formação dos que têm posições de responsabilidade.

Os frutos das reflexões, explica a Secretaria do Sínodo, serão condensados em cerca de dez páginas. O objetivo “não é produzir documentos”, mas dar origem a sonhos, profecias e esperanças.

Fonte: CNBB


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Papa: ser cristão é superar discriminações. O batismo confere igual dignidade a todos

Bianca Fraccalvieri (Cidade do Vaticano)

“Somos filhos de Deus”: este foi o tema da catequese do Papa Francisco esta quarta-feira (08/09), na Sala Paulo VI, dando continuidade ao ciclo sobre a Carta de São Paulo aos Gálatas. O Apóstolo insiste com aqueles cristãos para que não se esqueçam da novidade radical que supõe o batismo na vida dos fiéis.

“Nós, cristãos – comentou o Papa -, damos frequentemente por certa esta realidade de ser filhos de Deus. Ao contrário, é bom recordar sempre com gratidão o momento em que nos tornamos tais, o do nosso batismo, para viver com maior consciência o grande dom recebido.”

Como já fez em inúmeras ocasiões, o Pontífice reforçou a importância de saber a data em fomos batizados e recordá-la todos os anos. “Se hoje eu perguntasse quem de vocês sabe a data do batismo, creio que poucos levantariam a mão”, brincou Francisco, recomendando que os fiéis celebrem esta memória. 

Cristo faz toda a diferença

A filiação de que fala Paulo contém uma particularidade, ele afirma que a fé permite ser filhos de Deus «em Cristo» (3, 26). É este “em Cristo” que faz a diferença, explicou Francisco. Pela sua encarnação, Ele tornou-se nosso irmão, e pela sua morte e ressurreição reconciliou-nos com o Pai.

Nas suas Cartas, São Paulo refere-se várias vezes ao batismo. Para ele, ser batizado equivale a participar de modo efetivo e real no mistério de Jesus. Portanto, não é apenas um rito externo. Aqueles que o recebem são transformados nas profundezas do seu ser, no seu íntimo, e possuem uma nova existência, precisamente a vida que lhes permite dirigir-se a Deus e invocá-lo com o nome de “Aba, pai”.

Superação das diferenças

Francisco define como audaciosas, chocantes e revolucionárias as afirmações do Apóstolo na época, pois, através do batismo, a filiação divina prevalece sobre as diferenças culturais, sociais e religiosas: “Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem nem mulher”.

Sobre estes conceitos, o Papa afirmou com pesar que, no caso da escravidão, esta existe ainda hoje: “Milhões de pessoas sem direito a comer, à educação, ao trabalho. São os novos escravos, que estão na periferia, explorados por todos. Ainda hoje existe a escravidão, pensemos nisto”.

Quanto à diferença entre homens e mulheres, o Pontífice condenou expressões de desprezo ao gênero feminino. “Homem e mulher têm a mesma dignidade. E tem na história hoje uma escravidão das mulheres, as mulheres não tem as mesmas oportunidades que os homens.”

Unidade da raça humana

Paulo afirma a profunda unidade que existe entre todos os batizados, qualquer que seja a sua condição, pois cada um deles, em Cristo, é uma criatura nova. Toda distinção torna-se secundária no que diz respeito à dignidade de ser filho de Deus. O Papa então concluiu:

“As diferenças e os contrastes que criam separação não deveriam existir entre os fiéis em Cristo”, acrescentou o Papa, citando situações “inconscientes” que fazemos inclusive dentro da Igreja, dando prioridade a pessoas bem vestidas e ignorando quem se apresenta maltrapilho.

“A nossa vocação é tornar concreta e evidente a chamada à unidade de toda a raça humana. Tudo o que exacerba as diferenças entre as pessoas, muitas vezes causando discriminação, tudo isto, perante Deus, já não tem qualquer substância, graças à salvação realizada em Cristo. O que conta é a fé que age seguindo o caminho da unidade, indicado pelo Espírito Santo. A nossa responsabilidade consiste em percorrer decisivamente este caminho da igualdade. Mas a igualdade que é sustentada pela redenção de Jesus.”

Fonte: Vatican News