Em entrevista sobre o Capítulo Geral, Frei Valmir Ramos, OFM ressalta: “A vivência autêntica do nosso carisma exige vida e atuação em fraternidade!”

Frei Valmir Ramos, OFM – Definidor Geral para a América Latina | Imagem (Fonte: Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil)

A equipe de comunicação de nossa Custódia entrou em contato com Frei Valmir Ramos, OFM, que atualmente reside na Cúria Geral da Ordem dos Frades Menores em Roma/Itália, como Definidor Geral para América Latina; para entrevistá-lo acerca do Capítulo Geral de nossa Ordem, que acontecerá em julho próximo.

Veja abaixo uma breve biografia de Frei Valmir, OFM e a íntegra da entrevista sobre o Capítulo Geral da Ordem dos Frades Menores.


UMA BREVE BIOGRAFIA…

Frei Valmir Ramos, OFM, nascido no dia 31 de maio de 1965 é natural de Franca/SP. Entrou para a Ordem dos Frades Menores e foi vestido com o habito franciscano no dia 16 de janeiro de 1989. Professou os primeiros votos no dia 02 de fevereiro de 1990 em Catalão/GO. Professou Solene no dia 30 de abril de 1993 e Ordenou Diácono em 11 de agosto de 1993. Foi Ordenado Sacerdote no dia 28 de janeiro de 1994 em sua cidade natal. Serviu a nossa Fraternidade Custodial como Custódio de 2001 a 2010. Foi eleito no último Capítulo Geral, em 2015, como Definidor Geral para a América Latina e reside na Cúria Geral da Ordem dos Frades Menores em Roma/Itália.


ENTREVISTA COM FREI VALMIR SOBRE O CAPÍTULO GERAL DA OFM

Equipe de Comunicação – Frei Valmir, fale um pouco para nós sobre o que é o “Capítulo Geral”, que a nossa Ordem celebrará em julho próximo.

Frei Valmir, OFM – O Capítulo Geral é uma assembleia geral celebrada pelas Ordens e Institutos Religiosos, que tem a autoridade máxima para decidir e eleger irmãos para o serviço geral e prioridades para todos.

A nossa Ordem, Ordem dos Frades Menores, celebra o seu Capítulo Geral a cada 6 anos. O início desta celebração se deu em 1217, em Assis, com o chamado “Capítulo das Esteiras”, quando São Francisco de Assis quis reunir todos os freis que formavam a sua nova Fraternidade que ele chamou de Ordem dos Frades Menores. Foi uma celebração decisiva que organizou a Ordem, já com milhares de irmãos, em grupos de Províncias e deu o impulso missionários para regiões longínquas além da Itália.

Entre os dias 03 e 18 de julho de 2021, vamos celebrar mais um Capítulo Geral para avaliar nossa vida e nossa missão e escolher os irmãos que deverão animar-nos na vivência do Evangelho e do nosso carisma nos dias de hoje e no futuro.

Equipe de Comunicação – No Capítulo Geral a nossa Ordem elegerá o novo Ministro Geral, 121º sucessor de São Francisco. Fale um pouco para nós sobre este serviço e qual a sua importância!

Frei Valmir, OFM – A nossa Igreja chama o Ministro Geral de “moderador supremo”. Isto significa que a Igreja considera o Ministro Geral como aquele que tem a autoridade de decisão sobre os assuntos que compete à Ordem como um todo. De fato, o Ministro Geral tem a tarefa de encaminhar soluções para todas as situações que dizem respeito à Ordem no mundo todo. Equivocadamente, muitas vezes esta tarefa é chamada de “governo”, usando uma palavra que não faz parte do espírito evangélico nem religioso, pois de fato, o Ministro Geral é aquele que deveria cuidar dos seus irmãos “como a mãe cuida dos seus filhos”, animá-los na vivência autêntica do Evangelho e do carisma e corrigi-los com caridade, se necessário. Outro equívoco influenciado pelo Direito Canônico é chamar o Ministro Geral de “superior”. Jesus mesmo pediu aos discípulos que se considerassem “irmãos” e fossem “servidores”. De fato, ministro significa aquele que serve, então o Ministro Geral é o irmão escolhido pela Ordem para servir toda a Fraternidade animando-a e acompanhando sua atividade missionária evangelizadora. Isto sem deixar de tomar as decisões necessárias e de executar os processos internos e externos diante da Igreja e da sociedade.

O Ministro Geral também é tido como “sucessor de São Francisco”, mas o nosso atual Ministro Geral, Frei Michael Anthony Perry, com razão, insiste que todos os franciscanos são sucessores de São Francisco e, por isso mesmo, eles têm a obrigação de viver autenticamente o carisma estejam onde estiverem. De qualquer maneira, a figura do Ministro Geral é sempre um ponto de referência para todos os irmãos da Ordem e também para a Família Franciscana.

Equipe de Comunicação – Junto com Ministro Geral, serão eleitos outros membros? Para quais serviços?

Frei Valmir, OFM – No mesmo Capítulo Geral em que ocorre a eleição do Ministro Geral são eleitos o Vigário Geral, que é o “vice-ministro” Geral, e 8 Definidores Gerais para o mesmo tempo de serviço. Os Definidores Gerais são provenientes de todos os continentes e eleitos para servir toda a Ordem na animação e tomada de decisões que competem ao Definitório Geral. Este Definitório formado pelo Ministro Geral, Vigário Geral e Definidores, age de forma colegiada e atua também como Conselho do Ministro Geral. Os Definidores Gerais têm a missão de animar mais de perto as Entidades da Ordem em uma determinada região, por exemplo, América Latina. Eles são também o elo imediato entre os vários Ministros das Entidades e a Casa Geral incluindo as suas diversas secretarias e serviços. Quando o Ministro Geral visita uma Província ou Custódia, o Definidor Geral responsável pala animação daquela região o acompanha. Além do serviço específico do Definidor Geral, ele pode também ser nomeado para algum outro serviço de animação ou de procedimentos necessários com a Santa Sé.   

Equipe de Comunicação – Para este momento que a Ordem vivenciará, o Capítulo Geral: Quem são os participantes? Como são escolhidos?

Frei Valmir, OFM – Os frades capitulares são aqueles que já fazem parte do Definidor Geral, o Secretário Geral, os Secretários das Missões e Evangelização e da Formação e Estudos, os Ministros Provinciais, os Custódios das Custódias autônomas e daquelas dependentes do Ministro Geral, um frade leigo de cada Conferência de Ministros, cinco frades convidados pelo Ministro Geral e outros frades que podem ser convidados como é o caso do Animador do Serviço de JPIC (Justiça, Paz e Integridade da Criação) e do Assistente Geral para OFS e JUFRA (Ordem Franciscana Secular e Juventude Franciscana). Além dos frades capitulares que já são obrigados a participar, cada Conferência escolhe o frade leigo que deverá participar e o Ministro Geral convoca aqueles que ele quer convidar. Ao todo, os frades capitulares para este Capítulo Geral são cerca de 125.

Equipe de Comunicação – Durante a preparação, houve algum impacto que foi fruto do momento pandêmico em que vivemos?

Frei Valmir, OFM – Este Capítulo Geral começou a ser preparado em 2018, especialmente com a celebração do CPO (Conselho Plenário da Ordem) acontecido em Nairóbi, Quênia. Lá os frades participantes opinaram sobre o local a ser celebrado e os temas principais que deveriam ser tratados. Com estas indicações o Definidor Geral decidiu que o Capítulo Geral seria celebrado em Manila, Filipinas, no mês de maio de 2021. Com a pandemia declarada no início do ano passado pela OMS (Organização Mundial da Saúde), foi necessário mudar o local e o tempo de duração do Capítulo. De Manila passou para Roma e de 4 semanas ficou reduzido a 2 semanas de celebração em julho de 2021. Tudo está preparado, incluindo documentação do Estado italiano para os frades capitulares poderem ingressar na Itália neste período de pandemia. Já uma semana antes e durante a celebração do Capítulo, teremos um frade médico para receber e acompanhar todos os frades capitulares e um rigoroso protocolo de segurança sanitária.

Equipe de Comunicação – Sabemos que os frades estão espalhados por todo o mundo, presentes nas mais variadas culturas e vivem diversas situações diante do cenário atual de nossa sociedade. Tendo isso em mente, quais são as expectativas (da Ordem) para o futuro?

Frei Valmir, OFM – O maior desafio para os frades em todo o mundo é “ler os sinais dos tempos”. Este é um imperativo da pós-modernidade. Não é possível vivermos bem o nosso carisma e a nossa missão sem ter plena consciência do significado dos acontecimentos de hoje. Reconhecemos que é mais fácil viver e fazer o que sempre se fez, porém é desafiador ser interpelado pelas várias situações pelas quais as pessoas e toda a criação passam em todo o mundo e “atualizar” nosso carisma e nossa missão. Com as informações provindas das várias partes do mundo, com as estatísticas da Ordem, com a partilha realizada pelos frades presentes no CPO de 2018 em Nairóbi, ficou claro que nossa Ordem está mudando rapidamente, seja em número, seja em proveniência dos irmãos. Isto deixa claro que as decisões deverão vislumbrar o futuro, ousar (sonho de Frei Giacomo Bini, ofm) dar passos que garantam a vivência plena de nossa identidade e do nosso carisma nos mais variados cenários que encontramos em todos os continentes e ousar atuar como Fraternidade na construção do Reino de Deus caminhando com os mais pobres e excluídos das sociedades. Como Igreja é preciso abraçar integralmente as indicações do Papa Francisco: uma Igreja em saída, comprometida com as pessoas, corajosa diante dos ataques e solidária com os sofredores.

Equipe de Comunicação – Frei Valmir, qual a mensagem que você deixa, como Definidor Geral, acerca do Capítulo Geral, para todos os que nos acompanham? 

Em primeiro lugar, uma mensagem de gratidão às pessoas que fazem parte de nossa vida e missão, pois sem elas não teria sentido nossa consagração ao serviço do Reino de Deus. Do mesmo modo como ninguém se salva sozinho, nenhum de nós consegue realizar a missão sozinho. A vivência autêntica do nosso carisma exige vida e atuação em fraternidade. Isto significa viver em dependência uns dos outros, construir juntos o projeto fraterno de vida, planejar e projetar juntos a ação missionária evangelizadora e celebrar em Fraternidade todos os dons recebidos de Deus. O carisma franciscano vem de Deus e não nos pertence, pois Deus o dá a seus filhos e filhas. Por isso mesmo, os franciscanos não podem viver sem a proximidade e a partilha da vida e da missão com as pessoas leigas.

Por fim, esperamos que todos se unam a nós em oração, suplicando as luzes do Espírito Santo para que nosso Capítulo Geral seja um impulso e um ponto de partida para viver melhor o Evangelho e responder mais adequadamente os apelos que Deus nos faz em nossos dias.


Agradecemos ao nosso confrade, Frei Valmir Ramos, OFM pela partilha e suplicamos as bençãos de Deus sobre toda a nossa Ordem, para que o Espírito Santo, Ministro Geral, conduza segundo a vontade de Deus, as decisões e escolhas do Capítulo Geral. Que o seráfico pai São Francisco, interceda por todos nós, seus filhos!

Fraternalmente,

Equipe de Comunicação

Semana Laudato Si’ 2021 celebra a conclusão do Ano dedicado à Encíclica

Imagem (Fonte: Captura de Tela do vídeo do evento)

Este evento contará com a presença de Cardeais, líderes católicos, oradores e autores de prestígio mundial de 16 a 25 de maio.

A Semana Laudato Si’ 2021 contará com um elenco diversificado de líderes católicos de todo o mundo, bem como palestrantes e autores de renome mundial, enquanto 1,3 bilhão de católicos do mundo se reúnem para celebrar o encerramento do Ano Especial Laudato Si’ no final deste mês.

Por meio de diálogos ao vivo e conversas cheias do Espírito, a celebração de 10 dias destacará o grande progresso que os católicos fizeram ao levar a Laudato Si’ à vida e inspirará os fiéis em todo o mundo a planejar novas ações com vistas à Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP15), a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP26) e a próxima década.

O Papa Francisco convida todos os católicos a participarem desta alegre celebração, que coincide com o sexto aniversário (24 de maio) da data em que Sua Santidade terminou de escrever a encíclica.

O tema da semana é “porque sabemos que as coisas podem mudar” (Laudato Si’ 13), e os diálogos e eventos da semana semearão essa esperança em todo o mundo.

Para Frei Joshtrom Kureethadam, Coordenador de Ecologia e Criação do Dicastério para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral, a “Semana Laudato Si’ inaugurou o Ano Especial Laudato Si’ e agora o encerrará. Celebremos o belo presente da Laudato Si’ durante esta semana e nos coloquemos em ação.”

A semana começará com um Diálogo Laudato Si’ crucial sobre como todos os católicos podem criar mudanças com vistas à COP15 e COP26. Um dos maiores especialistas do Vaticano em Laudato Si’, padre Augusto Zampini, participará da conversa, junto com vozes da Amazônia e da África do Sul, que será moderada por Christine Allen, diretora da Agência Católica para o Desenvolvimento no Exterior (CAFOD) .

No meio da semana, o cardeal Jean-Claude Hollerich, presidente da Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia (COMECE), participará de um diálogo sobre a economia e como as instituições católicas em todo o mundo podem construir um futuro mais resiliente, comprometendo-se a mudar.

Também participarão dessa conversa fundamental Bill McKibben, autor de best-sellers do “New York Times” e cofundador do grupo de defesa ambiental “350.org”, e Jeni Miller, diretora executiva da Aliança Mundial pelo Clima e a Saúde.

O Papa Francisco apela a todos os católicos para que realizem uma conversão ecológica, e o Diálogo Laudato Si’ de quinta-feira apresentará testemunhos de líderes religiosos de países ao redor do mundo, incluindo aqueles que foram devastados pela pandemia Covid-19, como Índia, EUA e Filipinas.

Como indicou Josianne Gauthier, Secretária Geral da CIDSE, “Na CIDSE, enquanto celebramos a Laudato Si’ e o compromisso contínuo de milhares de pessoas e comunidades em todo o mundo para proteger nossa casa comum, também lembramos que devemos continuar lutando por um planeta mais justo e igualitário, onde nossos desafios globais comuns são enfrentados com um espírito de solidariedade. Nesse contexto, os países mais ricos e poderosos que mais consomem e se beneficiam devem assumir suas responsabilidades em resposta à crise climática”.

“Semeando Esperança para o Planeta” será moderado pela Irmã Sheila Kinsey, pertencente às Irmãs Franciscanas Filhas do Sagrado Coração de Jesus e Maria, e Alberto Parise, dos Missionários Combonianos do Coração de Jesus.

Em 24 de maio, o cardeal Peter K.A. Turkson, Prefeito do Dicastério do Vaticano para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral, participará de um debate sobre os progressos que a Igreja global tem realizado para proporcionar acesso à água potável para nossos irmãos e irmãs mais vulneráveis ​​ao redor do mundo.

A semana também mostrará o impacto transformador do Laudato Si’ na educação global, um festival “Canções para a Criação”, um dia de ação global e o lançamento da Plataforma de Ação Laudato Si’. O programa completo e detalhado da Semana Laudato Si’ 2021 pode ser encontrado em LaudatoSiWeek.org/pt.

Todos os eventos mundiais terão tradução simultânea para inglês, espanhol, italiano, português, polonês e francês.

Em nível local, os católicos são encorajados a liderar oportunidades semelhantes, incluindo eventos de sustentabilidade e encontros de oração, e a ajudar a inspirar sua comunidade, registrando seu evento em LaudatoSiWeek.org, onde podem baixar recursos gratuitos e dicas sobre como planejar um evento com sucesso.

“Num momento em que o grito da terra e o grito dos pobres se tornam cada vez mais intensos, a Semana Laudato Si’ é uma oportunidade perfeita para cuidar da nossa casa comum. O relógio continua correndo. Todos estão convidados e todos são necessários para participar da celebração e ação, por meio de atividades locais, eventos on-line e muito mais”, disse Tomás Insua, diretor executivo do Movimento Católico Global pelo Clima.

O Ano Especial do Aniversário do Laudato Si’ foi inaugurado pelo Vaticano em maio passado, no final da Semana Laudato Si’ 2020, que comemorou o quinto aniversário da encíclica.

A Semana Laudato Si’ 2021 é patrocinada pelo Dicastério do Vaticano para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral e apoiada pelo Movimento Católico Mundial pelo Clima em colaboração com RENOVA +, Caritas Internationalis, CIDSE, a União Internacional dos Superiores Gerais, a União dos Superiores Gerais, a Companhia de Jesus, a direção Geral da Justiça, Paz e Integridade da Criação da Ordem dos Frades Menores, e em associação com dezenas de parceiros católicos.

Fonte: Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil

Fraternidade de Bebedouro/SP acolheu o Visitador Geral para a Visita Canônica

Visitador Geral com os confrades da Fraternidade de Bebedouro/SP (Da esquerda para a direita: Frei Nivaldo, OFM – Guardião, Frei Wanderley, OFM e Frei Everton, OFM)

A Fraternidade Franciscana de Bebedouro/SP, presente nestas terras desde 1947, recebeu o visitador Frei Wanderley Gomes de Figueiredo, OFM, entre os dias 05 e 09 de maio deste ano em preparação ao Capítulo Custodial que ocorrerá entre os dias 22 ao dia 26 de novembro de 2021, na cidade de Brodowski/SP.

A visita canônica iniciou-se com a preparação deste momento por parte dos frades da localidade, que organizaram o evento com a comunidade e com as lideranças das obras sociais em tempo considerável. No almoço do dia 5 de maio, Frei Nivaldo e Frei Everton se dirigiram à Olímpia/SP para buscar o visitador e, o período da tarde, na Fraternidade de Bebedouro/SP, foi marcado pela convivência fraterna e acolhida por parte dos frades residentes sendo a noite, envolta numa calorosa comemoração fraterna do aniversário de Frei Wanderley.

Acolhida e festa de aniversário para o Frei Wanderley, OFM, Visitador Geral

Embora todos os momentos de convivência tenham sido repletos de partilhas e muito diálogo, as conversas individuais com os freis tiveram início na tarde deste mesmo dia e, à noite, deu-se atenção ao C.P.P. da Paróquia Sagrado Coração de Jesus de Bebedouro/SP, oportunidade onde a coordenação de pastoral pôde expressar os elementos positivos e enriquecedores da convivência com os Frades Franciscanos, também levando-se em conta as melhorias e progressos que podem ser vislumbrados no futuro. Nesta oportunidade também se fizeram presentes os líderes responsáveis pelas obras sociais: Educandário Santo Antônio e Casa de Santa Clara. Evento realizado dentro das orientações e normas das autoridades diocesanas e civis.

Encontro do Visitador Geral com as lideranças da Paróquia e das Obras Sociais

Na manhã seguinte, após as orações matinais e o café, houve a apresentação do que é a visita fraterna, qual o seu teor e como proceder durante esses dias. Também aconteceu a visita ao Bispo Diocesano de Jaboticabal/SP, Dom Eduardo Pinheiro da Silva, SDB, que cordialmente recebeu os frades, demonstrando satisfação com sua presença no território Diocesano.

Visitador Geral e Frei Everton, OFM com as lideranças do Educandário Santo Antônio de Bebedouro/SP

A sexta-feira foi aproveitada com as visitas às supracitadas obras sociais, aos seus diretores, diretorias fiscais e colaboradores. Frei Wanderley pôde conhecer um pouco mais a respeito do acompanhamento dado pelos freis às mesmas, bem como acerca de sua gestão pelos leigos, seus estatutos sociais, sua coordenação pedagógica e a relação que as mesmas estabelecem com a Fraternidade Franciscana local e Custodial. Esse dia foi encerrado com o momento de conversa entre o visitador, a Ordem Franciscana Secular (OFS) e a Juventude Franciscana (JUFRA), que expuseram as luzes e as sombras em suas próprias fraternidades e em relação aos Frades da Custódia Franciscana.

Visitador Geral com a Família Franciscana, OFS (Ordem Franciscana Secular) e JUFRA (Juventude Franciscana)

Na tarde do sábado aconteceu a visita aos territórios da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, suas capelas, comunidades (Povoado de Andes, Bairro União, Pequenas Comunidades e projeto da construção da nova Matriz) e assistência social que é realizada pelas pastorais sociais nos bairros periféricos da Paróquia (com as devidas prevenções ao COVID-19). Frei Wanderley teve a oportunidade de conhecer um pouco do trabalho pastoral dos religiosos nestas terras, acompanhando parte da atuação pastoral dos mesmos, apresentando-se de modo muito fraterno e atento ao bem-estar dos religiosos franciscanos nesta localidade. Nosso visitador conquistou a estima de paroquianos e dos freis, colocando-se como um irmão menor que veio para reacender o ânimo franciscano junto aos irmãos e demonstrar preocupação com a saúde física e espiritual dos mesmos.

Compartilhou os anseios, as dificuldades e os problemas. Mas ouviu também os projetos, as conquistas e as alegrias dos confrades. Como disse em reunião com a Ordem Franciscana Secular: “não somos nós, os religiosos, que estamos mais próximos de Deus, mas é Deus quem está tão perto de qualquer um de nós, que qualquer um pode tocá-lo”. Nesse sentido apresentou-nos que é preciso olhar as dificuldades e crises do próximo (seja este próximo uma instituição ou próprio confrade) muito mais eticamente do que apenas moralmente. Se partirmos do olhar ético, faremos uma análise muito mais ampla sobre qualquer situação, sem deixar nos levar por julgamentos moralistas.

Celebração Eucarística com a comunidade paroquial no “Dia das Mães”

No domingo de manhã, após a Missa presidida pelo Visitador Geral junto à comunidade local, na igreja Matriz da Paróquia, em comemoração ao Dia das Mães, houve a oportunidade de visitar a família de Frei Everton Leandro Piôtto, OFM em comemoração a todas as mães dos Frades Franciscanos. Por sua vez, a noite foi coroada com a Missa Solene junto à comunidade local e o recreio fraterno entre os freis apenas.

hA visita canônica teve fim com a celebração eucarística, na segunda-feira, dia 10 de Maio de 2021, na capela interna da comunidade Franciscana, onde realizou-se a leitura do Termo de Visita Canônica escrito pelo visitador e as recomendações feitas por este aos Frades franciscanos. “Alguma coisa acontece em nós quando falamos, quando partilhamos a vida. Essa coisa é o amor” nos recomendou Frei Wanderley; uma vez que, na visita canônica, não é um juiz ou um inquisidor quem se apresenta aos Frades e à comunidade, é preciso entendê-la como a visita de um irmão, que vem ao nosso encontro em nome do Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores, demonstrando carinho, preocupação, e acompanhamento.

Fraternalmente,

Fraternidade – Bebedouro/SP

Papa Francisco institui o Ministério de Catequista

Isabella Piro (Vatican News)

“Fidelidade ao passado e responsabilidade pelo presente” são “as condições indispensáveis para que a Igreja possa desempenhar a sua missão no mundo”: assim escreve o Papa Francisco no Motu proprio “Antiquum ministerium” – assinado ontem, 10 de maio, memória litúrgica de São João de Ávila, presbítero e doutor da Igreja – com o qual institui o ministério de catequista. No contexto da evangelização no mundo contemporâneo e diante da “imposição de uma cultura globalizada”, de fato, “é necessário reconhecer a presença de leigos e leigas que, em virtude de seu Batismo, se sentem chamados a colaborar no serviço da catequese”. Além disso o Pontífice enfatiza a importância de “um encontro autêntico com as gerações mais jovens”, como também “a necessidade de metodologias e instrumentos criativos que tornem o anúncio do Evangelho coerente com a transformação missionária da Igreja”.

Um novo ministério, mas com origens antigas

O novo ministério tem origens muito antigas que remontam ao Novo Testamento: de forma germinal, é mencionado, por exemplo, no Evangelho de Lucas e nas Cartas de São Paulo Apóstolo aos Coríntios e aos Gálatas. Mas “toda a história da evangelização nestes dois milênios”, escreve o Papa, “manifesta com grande evidência como foi eficaz a missão dos catequistas”, que asseguraram que “a fé fosse um válido sustentáculo para a existência pessoal de cada ser humano”, chegando ao ponto de “até dar a sua vida” para este fim. Por isso desde o Concílio Vaticano II tem havido uma crescente consciência de que “a tarefa do catequista é da maior importância”, bem como necessária para o “desenvolvimento da comunidade cristã”. Ainda hoje, continua o Motu Proprio, “muitos catequistas competentes e perseverantes” realizam “uma missão insubstituível na transmissão e no aprofundamento da fé”, enquanto uma “longa série” de beatos, santos e mártires catequistas “marcaram a missão da Igreja”, constituindo “uma fonte fecunda para toda a história da espiritualidade cristã”.

Transformar a sociedade através dos valores cristãos

Sem diminuir em nada a “missão própria do bispo, o primeiro catequista na sua diocese”, nem a “responsabilidade peculiar dos pais” quanto à formação cristã de seus filhos, portanto, o Papa exorta a valorizar os leigos que colaboram no serviço da catequese, indo ao encontro “dos muitos que esperam conhecer a beleza, a bondade e a verdade da fé cristã”. É tarefa dos Pastores – destaca ainda Francisco – reconhecer “ministérios laicais capazes de contribuir para a transformação da sociedade através da penetração dos valores cristãos no mundo social, político e econômico”.

Evitar formas de clericalização

Testemunha da fé, mestre, mistagogo, acompanhante e pedagogo, o catequista – explica o Pontífice – é chamado a exprimir a sua competência no serviço pastoral da transmissão da fé desde o primeiro anúncio até a preparação para os sacramentos da iniciação cristã, incluindo a formação permanente. Mas tudo isso só é possível “através da oração, do estudo e da participação direta na vida da comunidade”, para que a identidade do catequista se desenvolva com “coerência e responsabilidade”. Receber o ministério laical de catequista, de fato, “imprime uma acentuação maior ao empenho missionário típico de cada batizado”. E deve ser desempenhado – recomenda Francisco – “de forma plenamente secular, sem cair em qualquer tentativa de clericalização”.

Congregação para o Culto Divino publicará Rito de Instituição

O ministério laical de catequista também tem “um forte valor vocacional” porque “é um serviço estável prestado à Igreja local” que requer “o devido discernimento por parte do bispo” e um Rito de Instituição especial que a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos publicará em breve. Ao mesmo tempo – assinala o Pontífice – os catequistas devem ser homens e mulheres “de fé profunda e maturidade humana”; devem participar ativamente da vida da comunidade cristã; devem ser capazes de “acolhimento, generosidade e uma vida de comunhão fraterna”; devem ser formados do ponto de vista bíblico, teológico, pastoral e pedagógico; devem ter amadurecido a prévia experiência da catequese; devem colaborar fielmente com os presbíteros e diáconos e “ser animados por um verdadeiro entusiasmo apostólico”.

O convite do Papa para as Conferências Episcopais

Por fim, o Papa convida as Conferências Episcopais a “tornarem realidade o ministério de catequista”, estabelecendo o iter formativo necessário e os critérios normativos para o acesso ao mesmo, encontrando as formas mais coerentes para o serviço e em conformidade com o Motu proprio que poderá também ser recebido, “com base no próprio direito particular”, pelas Igrejas Orientais.

Fonte: Vatican News