Clarissas de Marília/SP elegem seu novo conselho

“Manifestem umas as outras, com confiança, as suas necessidades.” (Nossa Mãe Santa Clara)

Neste sentimento de pertença, responsabilidade e confiança mútuas, seguimos nossas eleições para o novo Conselho de nosso Mosteiro, interrompida no último mês de junho, onde nossa Madre Francis Maris, foi reeleita para mais um triênio como Abadessa e mãe de nossa comunidade. Sendo a terceira eleição consecutiva, foi necessária uma postulação à Santa Sé para esta confirmação.

Após recebermos a resposta afirmativa, marcamos a continuação das eleições para o dia 7 de novembro, tendo a presença de nosso Custódio, Frei Fernando, OFM e de nosso Capelão, Frei Joaquim, OFM. Faltava a escolha das conselheiras, ou discretório, previstas três irmãs: primeira Conselheira, que é a Vigária, e mais duas, de acordo com o número de Irmãs de Profissão Solene deste nosso Mosteiro Maria Imaculada, a qual contamos com 11 Irmãs, além das 4 formandas.

Com a invocação do Divino Espírito Santo, cantando o “Veni Creator”, iniciamos as eleições com a escolha da primeira Conselheira (Vigária) e as outras duas discretas, para o próximo triênio, junto com nossa Abadessa reeleita.

Foram escolhidas as seguintes Irmãs:

Abadessa: Madre Francis Maris da Imaculada, OSC

1ª Conselheira (Vigária): Irmã Marlene Inácia de Jesus Hóstia, OSC (Madre Fundadora)

2ª Conselheira: Irmã Clara de Santa Maria dos Anjos, OSC

3ª Conselheira: Irmã Maria Micaela do Coração Misericordioso de Jesus, OSC

Com a graça do Bom Deus, confiando em seu Amor e Misericórdia, todas recebemos a absolvição geral e a bênção da obediência ao novo Conselho.

Pedimos vossas orações, por intercessão da Rainha de Nossa Ordem Seráfica, Maria Santíssima, para que nossa comunidade cresça em número e santidade, cumprindo com fidelidade e generosidade nossa missão de Intercessoras e Orantes Oficiais da Igreja, a exemplo dos nossos pais Francisco e Clara, em pobreza, com alegria e em fraternidade!

Com gratidão e orações, suas Irmãs Clarissas do Mosteiro Maria Imaculada!

Ir. Clara de Santa Maria dos Anjos, OSC

32º Domingo do Tempo Comum: “O pedido de Jesus é que toda a comunidade esteja vigilante!”

 

No ensinamento de Jesus através da parábola vemos a utilização simples do costume daquele povo na época: na noite antes do casamento o noivo ia até a casa da família da noiva com seus amigos “padrinhos”. Lá era recebido pela noiva com suas damas “madrinhas”. O evangelista escreve a partir do contexto da Igreja primitiva que esperava a secunda vinda de Jesus glorioso. Então os que tinham sido fiéis à sua Palavra entrariam com Ele no Reino, aqui simbolizado pelas “núpcias eternas”. Como podemos ver, na parábola não aparece a noiva, que pode ser entendida de imediato como a própria comunidade eclesial. Na 2ª leitura vemos a carta endereçada à comunidade de Tessalônica que reaviva a esperança na ressurreição, que no Evangelho é simbolizada pelas núpcias do banquete eterno.

O pedido de Jesus é que toda a comunidade esteja vigilante. Significa pedir que esteja vivenciando na prática o ser cristão e não apenas dizer-se cristão. Podemos então entender que as virgens prudentes são semelhantes àquele homem prudente, sábio, sensato, que construiu a sua casa sobre a rocha, como diz Jesus em Mt 7,24: “quem ouve estas minhas palavras e as pões em prática é como o homem sensato”. Significa alguém que usa a sabedoria que vem de Deus, que é o próprio Deus, como vemos na 1ª leitura, para viver com Ele e agir de acordo com a sua vontade.

As virgens prudentes são pessoas que pensam em Jesus dia e noite e querem participar de sua vida mantendo-se unidas a Ele. Isto significa manter acesa a luz de sua Palavra e ter atitude que condiz com o nome de cristão. Ter o nome e agir de modo contrário ao Evangelho é arriscar ouvir uma resposta dura: “na verdade eu não vos conheço”.

Para a nossa comunidade cristã de hoje, o Evangelho faz o apelo para não descuidar da “luz do mundo” que ilumina o caminho da humanidade na direção da vida, da paz, da harmonia entre as pessoas e entre as nações. Ao mesmo tempo interpela os cristãos a uma atitude coerente com o Evangelho agindo em prol dos sofredores nos quais Jesus continua sofrendo a sua paixão. Tudo isso significa manter-se unidos a Jesus, esposo da Igreja, amigo dos pobres, marginalizados e sofredores, para ser reconhecidos por Ele nas núpcias do banquete eterno.

Frei Valmir Ramos, OFM