Presidente da CRB é nomeada Consultora da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e das Sociedades de Vida Apostólica

O papa Francisco nomeou, no dia 19 de janeiro de 2021, Consultora da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e das Sociedades de Vida Apostólica, por cinco anos, Irmã Maria Inês Vieira Ribeiro, mad, presidente da CRB Nacional.

A notificação foi feita pelo Secretário de Estado, Cardeal Pedro Parolin.

Fonte: CRB Nacional

Mensagem do Papa Francisco por ocasião da Campanha da Fraternidade 2021

Papa Francisco (Vatican Media)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic) abriram na manhã desta Quarta-feira de Cinzas, 17 de fevereiro, a quinta edição da Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE). A abertura foi realizada de forma simbólica e virtual com a divulgação de um vídeo com pronunciamentos de representantes das Igrejas que compõem o Conic.

Neste ano, o tema da Campanha da Fraternidade Ecumênica é “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor” e o lema “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade”, extraído da carta de São Paulo aos Efésios, capítulo 2, versículo 14.

Realizada pela CNBB todos os anos no tempo da Quaresma, período de 40 dias que antecede a Páscoa, a Campanha da Fraternidade de 2021 é promovida de forma ecumênica, ou seja, em parceria entre várias Igrejas Cristãs. A CFE 2021 quer convidar os cristãos e pessoas de boa vontade a pensarem, avaliarem e identificarem caminhos para a superação das polarizações e das violências que marcam o mundo atual. Tudo isso através do diálogo amoroso e do testemunho da unidade na diversidade, inspirados e inspiradas no amor de Cristo.

A abertura virtual deve-se à escolha das entidades promotoras da Campanha como forma de prevenção da Covid-19. De acordo com o bispo auxiliar da arquidiocese do Rio de Janeiro (RJ) e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, a decisão foi tomada em comum acordo com a diretoria do CONIC, “para evitar aglomeração nesse momento em que a pandemia assume números que nos assustam”. Para dom Joel, “é necessário dar testemunho a respeito da importância das medidas sanitárias” e, para isso, os “recursos informáticos” disponíveis serão utilizados.

O Papa Francisco enviou uma mensagem escrita para o início da Quaresma e da Campanha da Fraternidade 2021.


Eis o texto integral:

Queridos irmãos e irmãs do Brasil!

Com o início da Quaresma, somos convidados a um tempo de intensa reflexão e revisão de nossas vidas. O Senhor Jesus, que nos convida a caminhar com Ele pelo deserto rumo à vitória pascal sobre o pecado e a morte, faz-se peregrino conosco também nestes tempos de pandemia. Ele nos convoca e convida a orar pelos que morreram, a bendizer pelo serviço abnegado de tantos profissionais da saúde e a estimular a solidariedade entre as pessoas de boa vontade. Convoca-nos a cuidarmos de nós mesmos, de nossa saúde, e a nos preocuparmos uns pelos outros, como nos ensina na parábola do Bom Samaritano (cf. Lc 10, 25-37). Precisamos vencer a pandemia e nós o faremos à medida em que formos capazes de superar as divisões e nos unirmos em torno da vida. Como indiquei na recente Encíclica Fratelli tutti, «passada a crise sanitária, a pior reação seria cair ainda mais num consumismo febril e em novas formas de autoproteção egoísta» (n. 35). Para que isso não ocorra, a Quaresma nos é de grande auxílio, pois nos chama à conversão através da oração, do jejum e da esmola.

Como é tradição há várias décadas, a Igreja no Brasil promove a Campanha da Fraternidade, como um auxílio concreto para a vivência deste tempo de preparação para a Páscoa. Neste ano de 2021, com o tema “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor”, os fiéis são convidados a «sentar-se a escutar o outro» e, assim, superar os obstáculos de um mundo que é muitas vezes «um mundo surdo». De fato, quando nos dispomos ao diálogo, estabelecemos «um paradigma de atitude receptiva, de quem supera o narcisismo e acolhe o outro» (Ibidem, n. 48). E, na base desta renovada cultura do diálogo está Jesus que, como ensina o lema da Campanha deste ano, «é a nossa paz: do que era dividido fez uma unidade» (Ef 2,14).

Por outro lado, ao promover o diálogo como compromisso de amor, a Campanha da Fraternidade lembra que são os cristãos os primeiros a ter que dar exemplo, começando pela prática do diálogo ecumênico. Certos de que «devemos sempre lembrar-nos de que somos peregrinos, e peregrinamos juntos», no diálogo ecumênico podemos verdadeiramente «abrir o coração ao companheiro de estrada sem medos nem desconfianças, e olhar primariamente para o que procuramos: a paz no rosto do único Deus» (Exort. Apost. Evangelii gaudium, n. 244). É, pois, motivo de esperança, o fato de que este ano, pela quinta vez, a Campanha da Fraternidade seja realizada com as Igrejas que fazem parte do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC).

Desse modo, os cristãos brasileiros, na fidelidade ao único Senhor Jesus que nos deixou o mandamento de nos amarmos uns aos outros como Ele nos amou (cf. Jo 13,34) e partindo «do reconhecimento do valor de cada pessoa humana como criatura chamada a ser filho ou filha de Deus, oferecem uma preciosa contribuição para a construção da fraternidade e a defesa da justiça na sociedade» (Carta Enc. Fratelli tutti, n. 271). A fecundidade do nosso testemunho dependerá também de nossa capacidade de dialogar, encontrar pontos de união e os traduzir em ações em favor da vida, de modo especial, a vida dos mais vulneráveis. Desejando a graça de uma frutuosa Campanha da Fraternidade Ecumênica, envio a todos e cada um a Bênção Apostólica, pedindo que nunca deixem de rezar por mim.

Roma, São João de Latrão, 17 de fevereiro de 2021.

Franciscus PP.



Fonte: Vatican News

Quarta-Feira de Cinzas: Reconciliai-vos com Deus, este é o tempo favorável!

Com a celebração das cinzas a Igreja católica propõe um caminho de conversão em preparação à celebração mais importante do cristianismo: a Páscoa. No Domingo de Páscoa Jesus ressuscitou vencendo a morte e dando vida à toda a humanidade. Desta celebração nasceram todas as outras a partir da Páscoa dominical.

O caminho de conversão deve ser feito buscando sempre mais o próprio Deus, pois converter-se significa retornar a Deus para fazer a sua vontade e não a nossa. Significa deixar o pecado e abraçar o projeto do Reino e a misericórdia de Deus.

No Evangelho de hoje Jesus ensina que praticar a justiça significa praticar as boas obras que tornam a pessoa justa aos olhos de Deus. São obras que revelam o amor ao próximo realizado de modo concreto, o modo honesto de viver e trabalhar. Por isso, deve ser silenciosa, ninguém precisa ficar sabendo, pois Deus mesmo “vê” nossas ações.

Também ensina que a oração, que nos aproxima de Deus e nos mantém em diálogo com Ele, deve ser feita de modo humilde diante de Deus e das pessoas, deve ser muito mais com o coração do que com os lábios, cheia de confiança na bondade de Deus, pedindo sobretudo pela vinda do seu Reino e colocando-se à disposição para ajudá-lo na sua construção. Então não é uma oração egoísta e intimista que olha só para mim mesmo e para meus interesses, mas é aberta para concretizar o amor ao próximo.

Durante o caminho de conversão, o cristão é convidado a fazer penitência que, na prática, significa fazer crescer o amor ao próximo. Um modo de fazer penitência é o jejum, que não significa deixar tudo para comer à noite ou amanhã. O jejum cristão precisa ser solidário, precisa ser na linha da partilha, do amor àqueles que não têm alimentos suficientes ou oportunidades para desenvolver-se plenamente como filhos e filhas de Deus.

Campanha da Fraternidade 2021 e o Franciscano

O tema da CF deste ano chama a atenção para a necessidade do diálogo para formar uma sociedade mais justa e viver em paz. São Francisco de Assis, acolhendo a inspiração de Deus se fez irmão de diálogo. Ele quis inserir na vida e regra de sua Fraternidade o modo como os irmãos deveriam estar no mundo sem brigas ou disputas de palavras e sem julgar os outros (RB 3).

Em nossa missão de franciscanos, seja em paróquias, santuários, escolas ou nos diversos outros âmbitos de atuação, todos somos chamados a empenharmo-nos no diálogo: social, ecumênico, inter-religioso e intercultural.

Impelidos pela Encíclica “Irmãos Todos” do Papa Francisco, precisamos ampliar os horizontes do diálogo para criar um mundo melhor, que precisa ser construído juntos (cf. FT 211) unindo forças e não propagando divergências e ódio.

Frei Valmir Ramos, OFM

Frei Carlos Silva, OFMCap é ordenado Bispo na Catedral da Sé

Cardeal Odilo Pedro Scherer preside rito de ordenação episcopal do Frei Carlos Silva na Catedral da Sé, na tarde do sábado, 13 (Fotos da notícia: Luciney Martins)

Na tarde deste sábado, 13, na Catedral da Sé, o Frei Carlos Silva, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos (OFMCap), foi ordenado Bispo pela imposição das mãos do Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo – ordenante principal – e de Dom José Soares Filho, OFMCap, Bispo Emérito de Carolina (MA) e Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz, OFMCap, Arcebispo da Paraíba, também bispos ordenantes.

Frei Carlos Silva foi nomeado Bispo Titular de Summula e Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo pelo Papa Francisco em 16 de dezembro de 2020. Até então, era Conselheiro Geral da OFMCap, em Roma, na Itália.

PERTENCEMOS AO SENHOR

Na homilia, Dom Odilo agradeceu ao Frei Carlos por ter aceito a nomeação episcopal e ao Papa Francisco pelo novo bispo auxiliar da Arquidiocese: “Frei Carlos veio para ser Bispo Auxiliar, como missionário desta Igreja, que chama, que envia, que continua a impor as mãos para, assim, dar continuidade à missão apostólica , confirmando os irmãos na fé recebida dos apóstolos, recebida de Jesus Cristo”.

Ao recordar o lema episcopal do novo Bispo – “Domini Sumus” (Pertencemos ao Senhor) – Dom Odilo comentou que este expressa a pertença a Deus, e deveria ser o lema de todo o cristão. “Somos de Deus, e por isso procuramos viver para Deus, orientar nossa vida para Ele, esperar Nele com serena confiança, alegrar-nos Nele, colaborar nas missões que nos confere”, disse o Arcebispo.

Dom Odilo recordou que nos bispos, com os seus presbíteros, “está presente na Igreja o próprio Jesus Cristo, Senhor e Pontífice eterno” e ressaltou que o Bispo “distingui-se mais pelo serviço prestado do que pelas honrarias recebidas”.

RITO DE ORDENAÇÃO

O rito de ordenação episcopal começou logo após a proclamação do Evangelho, com a invocação do Espírito Santo. Depois, foi feita a apresentação do eleito para o episcopado e lido o mandato apostólico pelo qual o Papa Francisco o nomeou Bispo da Igreja.

Após a homilia, Frei Carlos foi interrogado diante do povo quanto a sua futura missão, manifestando os seus propósitos, dentre os quais, desempenhar a missão até a morte, anunciar o Evangelho com fidelidade, conservar a tradição recebida dos apóstolos, comunhão com o colégio episcopal e obediência ao Papa.

Depois, ele se prostrou diante do altar, como sinal de entrega, enquanto foi invocada por toda a assembleia a intercessão dos santos. Na sequência, ocorreu o momento central da ordenação, com a imposição das mãos dos bispos ordenantes sobre a cabeça de Frei Carlos, seguido dos demais bispos.

Imposição das mãos pelo ordenante principal

O novo Bispo ainda foi ungido com o óleo do Crisma, recebeu o Livro dos Evangelhos e as insígnias episcopais: o anel (símbolo da fidelidade do bispo com a Igreja), a mitra (para a incessante procura da santidade) e o báculo pastoral (símbolo do serviço pastoral).

AGRADECIMENTOS E ATRIBUIÇÕES NA ARQUIDIOCESE

Após a comunhão, Dom Carlos abençoou a todos como bispo pela primeira vez, percorrendo o corredor central da Catedral da Sé.

Depois, Dom Odilo entregou novamente a Dom Carlos o báculo pastoral, dando-lhe, assim, posse do ofício de Bispo Auxiliar da Arquidiocese.

Na sequência, o Novo Bispo recebeu o encargo de Vigário Geral e Vigário Episcopal da Região Brasilândia, onde será apresentado neste domingo, 14, às 15h, em missa na Paróquia São Luís Gonzaga, Setor Pereira Barreto.

Por fim, Dom Carlos Silva agradeceu a Deus pela vocação recebida, ao Papa Francisco pela confiança depositada, a Dom Odilo pela acolhida paterna e solicitude e a todos que participaram da ordenação e de sua caminhada religiosa e sacerdotal, bem como aos seus familiares.

“Conforme aprendemos de Santa Benedita da Cruz (Edith Stein), ‘é sempre um risco responder a chamado de Deus’ diz ela, porém, Deus merece este risco, porque pertencemos ao Senhor, pois morremos com Ele e com Ele ressurgimos para a vida eterna. Pertencer a Cristo é anunciar a vitória da vida, mesmo em meio à transitoriedade, enquanto nos preparamos para receber dele pessoalmente a caridade plena”, concluiu.

Fonte: O São Paulo (Semanário da Arquidiocese de São Paulo)

Economia de Francisco e Clara: organizações católicas lançam plataforma casa comum

A iniciativa pretende fortalecer a articulação no Brasil, em torno da proposta do Papa Francisco para “realmar” a economia mundial.

Nesta terça-feira (09) será lançada a plataforma Casa Comum, um espaço virtual de mobilização, reflexão e intercâmbio de experiências entre organizações católicas que apoiam a agenda do Papa Francisco desde a convocação do evento internacional “Economia de Francisco”.

A plataforma permitirá que católicos e católicas, organizações da sociedade civil, acadêmicos e demais pessoas interessadas possam apresentar suas reflexões sobre os temas prioritários do evento — as chamadas Vilas Temáticas. Entre os doze temas principais estão agricultura e justiça, estilos de vida, redução das emissões de gases causadores das mudanças climáticas e a participação das mulheres para construir uma economia com equidade. Além da votação nos temas prioritários, os usuários poderão se inscrever na plataforma para participar do fórum de discussão, assinar uma carta que será enviada ao Papa Francisco, receber materiais sobre o tema e cadastrar eventos e campanhas das suas organizações.

A Cáritas Brasileira é uma das organizações que participam da coalizão que construiu a plataforma. Para Marcela Vieira, assessora nacional da Cáritas, “a plataforma Casa Comum será um espaço para que nós possamos, em unidade, fortalecer esse anúncio do Papa para fortalecer uma economia que já existe nos territórios, que cuida da criação, que cuida de todos os seres. É um espaço para divulgar nossas ações, fortalecer os debates e visibilizar práticas concretas de economia solidária”.

O secretário executivo do Observatório Socioambiental Luciano Mendes de Almeida (OLMA), Luiz Felipe Lacerda, também contribui na elaboração e afirma que “ devemos congregar forças, criando sinergias ao redor de temas que abordem elementos estruturais deste sistema que nos ameaça. A Economia de Francisco e Clara é um destes temas e, frente à tamanha diversidade de enfoques que aborda e aos complexos desafios que se propõe a enfrentar, essa plataforma será um espaço importante para convergências, um espaço democrático para que todos e todas possam chegar e construir coletivamente”.

Além da Cáritas e do OLMA, participam do projeto coordenado pela Purpose Climate Labs o Movimento Católico Global Pelo Clima (GCCM), o Conselho Nacional do Laicato, a Pastoral da Juventude Nacional, MAGIS Brasil, SARES – Manaus, Juventude Franciscana (JUFRA) e o Observatório de Juventudes da PUC-PR.

Fonte: POM (Pontifícias Obras Missionárias)

Presidência da CNBB divulga nota sobre a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, nesta terça-feira, 9 de fevereiro, uma nota na qual esclarece pontos referentes à realização da Campanha da Fraternidade Ecumênica deste ano, cujo tema é: “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor” e o lema: “Cristo é a nossa paz. Do que era dividido fez uma unidade”,  (Ef 2,14a).

O documento reafirma a Campanha da Fraternidade como uma marca e, ao mesmo tempo, uma riqueza da Igreja no Brasil que deve ser cuidada e melhorada sempre mais por meio do diálogo. Iluminado pela Encíclica Ut Unum Sint, de 1999, do Papa São João Paulo II, o texto aponta também ser necessário cuidar da causa ecumênica. 

Sobre o texto-base da CFE deste ano, os bispos afirmam que a publicação seguiu a estrutura de pensamento e trabalho do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), conselho responsável pela preparação e coordenação da campanha da fraternidade em seu formato ecumênico. “Não se trata, portanto, de um texto ao estilo do que ocorreria caso fosse preparado apenas pela comissão da CNBB”, aponta a Nota.

No documento, a presidência da CNBB reafirma que a Igreja Católica tem sua doutrina estabelecida a respeito das questões de gênero e se mantém fiel a ela. “A doutrina católica sobre as questões de gênero afirma que ‘gênero é a dimensão transcendente da sexualidade humana, compatível com todos os níveis da pessoa humana, entre os quais o corpo, a mente, o espírito, a alma. O gênero é, portanto, maleável sujeito a influências internas e externas à pessoa humana, mas deve obedecer a ordem natural já predisposta pelo corpo” (Pontifício Conselho para a Família, Lexicon – Termos ambíguos e discutidos sobre família, vida e questões éticas., pág. 673).

A nota informa que os recursos do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) seguem rigorosa orientação, obedecendo não apenas a legislação civil vigente para o assunto, mas também a preocupação quanto à identidade dos projetos atendidos. “Os recursos só serão aplicados em situações que não agridam os princípios defendidos pela Igreja Católica”, reforça a nota.

A presidência da CNBB afirma, no parágrafo final, que apesar de nem sempre ser fácil cuidar das dificuldades levantadas pela realização de uma Campanha da Fraternidade e da caminhada ecumênica e de muitos outros aspectos da ação evangelizadora da Igreja, nem por isso se deve desanimar e romper a comunhão, o que segundo os bispos é uma das maiores marcas dos cristãos. “Não desanimemos. Não desistamos. Unamo-nos”, exorta a presidência da CNBB.

Conheça, abaixo, a íntegra do documento. AQUI a versão em PDF:


NOTA DA PRESIDÊNCIA DA CNBB

Irmãos e irmãs em Cristo Jesus,

“Não apagueis o Espírito, não desprezais as profecias,
mas examinai tudo e guardai o que for bom” (1 Ts 5,21)

1. No exercício de nossa missão evangelizadora, deparamo-nos com inúmeros desafios, diante dos quais não podemos esmorecer, mas, ao contrário, buscar forças para responder com tranquilidade e esperança.
2. Nosso país vive um tempo entristecedor, com tantas mortes causadas pela covid-19, um processo de vacinação que gostaríamos fosse mais rápido e uma população que se cansou de seguir as medidas de proteção sanitária. Nosso coração de pastores sofre diante de tantas sequelas que surgem a partir da pandemia, em especial o empobrecimento e a fome.

A Campanha da Fraternidade 2021 e suas características
3. Em meio a tudo isso e atendendo à solicitação de irmãos bispos, desejamos abordar a Campanha da Fraternidade deste ano. Algumas afirmações têm ocasionado insegurança e mesmo perplexidade.
4. Como sabemos, a Campanha da Fraternidade é uma riqueza da Igreja no Brasil, nascida e amadurecida não sem dificuldades e mesmo sofrimentos. A cada Campanha, o aprendizado se fortalece e se mostra continuamente necessário. Assim acontece com cada tema escolhido e assim acontece quando as Campanhas, desde o ano 2000, são feitas em modo ecumênico.
5. Para este ano, o tema escolhido foi o diálogo, com o tema, portanto, fraternidade e diálogo: compromisso de amor. Trata-se, como explicado nas formações feitas pelo nosso Setor de Campanhas, do recolhimento dos temas anteriores, em especial desde 2018, que tratou da superação da violência, até 2020, quando apresentou-se a proposta cristã do cuidado.
6. Para 2021, conforme aprovação em nossa Assembleia Geral de 2018, a Campanha foi construída ecumenicamente e, conforme costume desde o ano 2000, sob a responsabilidade do CONIC. Nas primeiras reuniões, discerniu-se pelo tema do diálogo, urgência num tempo de polarizações e fanatismos, cabendo então ao CONIC a construção do texto-base. Isso foi feito conforme está explicado na apresentação do mesmo, com detalhamento da equipe elaboradora, na pág. 9.
7. Consequentemente, o texto seguiu a estrutura de pensamento e trabalho do CONIC. Foram realizadas várias reuniões, o texto passou por revisão da assessoria teológica do CONIC, uma assessoria com membros das diversas igrejas, chegando, então, ao que hoje temos. Não se trata, portanto, de um texto ao estilo do que ocorreria caso fosse preparado pela comissão da CNBB, pois são duas compreensões distintas, ainda que em torno do mesmo ideal de servir a Jesus Cristo. O texto-base desse ano, por conseguinte, deve ser assim compreendido, como o foi nas Campanhas da Fraternidade levadas a efeito de modo ecumênico.

Algumas questões específicas
8. Nos últimos dias, reações têm surgido quanto ao texto. Apresentam argumentos que esquecem da origem do texto, desejando, por exemplo, de uma linguagem predominantemente católica. Trazem ainda preocupações com relação a aspectos específicos, a saber, as questões de gênero, conforme os números 67 e 68 do referido texto.
9. A doutrina católica sobre as questões de gênero afirma que “gênero é a dimensão transcendente da sexualidade humana, compatível com todos os níveis da pessoa humana, entre os quais o corpo, a mente, o espírito, a alma. O gênero é, portanto, maleável sujeito a influências internas e externas à pessoa humana, mas deve obedecer a ordem natural já predisposta pelo corpo” (Pontifício Conselho para a Família, Lexicon – Termos ambíguos e discutidos sobre família, vida e questões éticas., pág. 673).

Uma ajuda destacável
10. Já pronto o texto-base, fomos presenteados com a Fratelli Tutti, que recomendamos vivamente seja também utilizada como subsídio para a Campanha da Fraternidade deste ano. Ela estabelece forte conexão entre o tema de 2020 e o de 2021, cuidado e diálogo, e muito ajudará na reflexão sobre o diálogo e a fraternidade.

Coleta da Solidariedade
11. Junto com essas preocupações de conteúdo, surgiu ainda a sugestão de que não se faça a oferta da solidariedade no Domingo de Ramos, uma vez que existiria o risco de aplicação dos recursos em causas que não estariam ligadas à doutrina católica.
12. Lembramos que, em 2019, foi distribuída pelo Fundo Nacional de Solidariedade – FNS a quantia de R$3.814.139,81, fruto da generosidade de nossas comunidades, não se incluindo nessa quantia o que foi destinado aos fundos diocesanos. Em 2020, por causa da pandemia, não ocorreu arrecadação. Somente com a ajuda da instituição alemã Adveniat conseguimos atender a 15 projetos.
13. Sobre isso, recordamos que o FNS segue rigorosa orientação, obedecendo não apenas a legislação civil vigente para o assunto, mas também preocupação quanto à identidade dos projetos atendidos. Desde o início da construção da Campanha da Fraternidade de 2021, temos informado ao CONIC a respeito da dificuldade e até mesmo da impossibilidade de mantermos a estrutura do Fundo de Solidariedade como ocorrido nas Campanhas ecumênicas anteriores. Sobre este ponto, tendo como base a última dessas Campanhas, a de 2016, esta Presidência já manifestou ao CONIC as dificuldades e, por espírito de comunhão e corresponsabilidade, vai conversar sobre o assunto na próxima reunião do CONSEP. A conclusão será informada em seguida.

Desse modo:
14. Em consequência, respeitando a autonomia de cada irmão bispo junto aos seus diocesanos e como não poucos irmãos nos têm solicitado indicações para informar ao povo sobre a CF 2021, consideramos importante que sejam destacados os seguintes aspectos:

  1.   A Campanha da Fraternidade é um valor que não podemos descartar.
  2.  Alguns temas, conforme seu modo de ser apresentado, tornam-se mais difíceis que outros.
  3.  A Igreja tem sua doutrina estabelecida a respeito das questões de gênero e se mantém fiel a ela.
  4.  Os recursos do Fundo Nacional de Solidariedade serão aplicados em situações que não agridam os princípios defendidos pela Igreja Católica.
  5.  A causa ecumênica se mantém importante. “Uma comunidade cristã que crê em Cristo e deseja com o ardor do Evangelho a salvação da humanidade não pode de forma alguma fechar-se ao apelo do Espírito que orienta todos os cristãos para a unidade plena e visível … O ecumenismo não é apenas uma questão interna das comunidades cristãs, mas diz respeito ao amor que Deus, em Cristo Jesus, destina ao conjunto da humanidade; e criar obstáculos a este amor é uma ofensa a Ele e ao Seu desígnio de reunir todos em Cristo” (S. João Paulo II, Encíclica Ut Unum Sint, 99)

15. Concluímos lembrando a importância da Campanha da Fraternidade na história da evangelização do Brasil. É nossa marca. Cabe-nos cuidar dela, melhorá-la sempre mais por meio do diálogo, assim como nos cabe cuidar da causa ecumênica, um ideal que se nos impõe. Se nem sempre é fácil cuidar de ambos e de muitos outros aspectos de nossa ação evangelizadora, nem por isso devemos desanimar e romper a comunhão, uma de nossas maiores marcas, um tesouro que o Senhor Jesus nos deixou e do qual não podemos abrir mão. Não desanimemos. Não desistamos. Unamo-nos.

Brasília/DF, 09 de fevereiro de 2021


Dom Walmor Oliveira de Azevedo

Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Primeiro Vice-Presidente da CNBB

Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima (RR)
Segundo Vice-Presidente da CNBB

Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)
Secretário-geral da CNBB


Fonte: CNBB

CNBB promove hoje, Dia de Oração diante da pandemia da Covid-19

CNBB – Dia de Oração

Vatican News

No próximo dia 2 de fevereiro, sob o mote central “Manter a luz da Esperança”, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza o Dia de Oração diante da pandemia da covid-19. Na liturgia da Igreja, o dia marca a festa da Apresentação de Jesus no templo e também é dedicado à memória de Nossa Senhora da Luz.

Segundo o bispo auxiliar da arquidiocese do Rio de Janeiro e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, a data foi escolhida pela entidade para pedir a intercessão da Virgem Maria e de São José para fortalecer a esperança dos brasileiros frente às incertezas provocadas pelo contexto imposto ao mundo pelo novo coronavírus. “Queremos, com este dia de Oração, pedir a Deus para alimentar a nossa esperança e ânimo para nos mantermos firmes no enfrentamento à pandemia”, disse

Como símbolo e para estar em comunhão, a CNBB pede que, ao longo da programação do dia, os fiéis acendam uma vela. À noite, durante o terço, pede-se que a vela, protegida contra o vento, seja colocada em um lugar visível, como uma janela, por exemplo. A ideia, segundo dom Joel, é que, ainda que pequena, a luz se irradie para as outras pessoas como sinal de esperança. Pode-se compartilhar, nas redes sociais, uma foto com a hashtag #LuzdaEsperança

Programação do Dia de Oração

A programação tem início às 9h, com uma Missa no Santuário Nossa Senhora da Piedade, na capital mineira, presidida pelo arcebispo da arquidiocese de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo. Às 17h, a CNBB realiza uma live que  buscará refletir sobre as fontes que alimentam o ânimo e a esperança neste tempo de pandemia.

Participam desta live, o Frei Paulo Batista, membro da fraternidade São Francisco de Assis na providência de Deus; Salésio e Angelita, casal membro da Pastoral da Família de Santa Catarina; Mariana Azevedo, da Pastoral dos Surdos; Artur Vinícius e Estephany Maria da Silva, adolescentes da Infância Missionária; e a Cristiane Araújo Queiroz, secretária executiva do Regional Norte 2 da CNBBO momento poderá ser acompanhado pelas redes sociais da CNBB.

Direto do Santuário Nacional de Aparecida (SP), às 19h, será realizado o Terço. Para este terço, a CNBB pede que em cada casa seja, dentro do possível, colocada uma vela acesa em uma das janelas. A oração do terço será transmitida, ao vivo, pela TV Aparecida. A programação encerra-se às 21h, com a Oração da Noite, rezada da Capela Nossa Senhora Aparecida, na sede da CNBB, em Brasília, pelo secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado e convidados. A atividade será transmitida ao vivo pelas redes sociais.

Momentos de Oração:

•  9h – MISSA do Santuário Nossa Senhora da Piedade, presidida pelo presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, com transmissão pelos canais católicos de TV Evangelizar, Horizonte, Nazaré e Pai Eterno.
• 17h – LIVE sobre as fontes de ânimo em tempo de pandemia, com transmissão pelas redes sociais da CNBB.
• 19h – TERÇO do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, transmitido pela TV Aparecida. Para este terço, a CNBB pede que em cada casa seja, dentro do possível, colocada uma vela acesa em uma das janelas, de modo que, ainda que pequena, a luz irradie para as outras pessoas.
• 21h – ORAÇÃO DA NOITE, da Capela Nossa Senhora Aparecida, na sede da CNBB, em Brasília, com transmissão pelas redes sociais da CNBB.

SERVIÇO:

Dia de Oração diante da pandemia: “Manter a luz Esperança”
Data: 2 de fevereiro de 2021

Horários: Às 9h, 17h, 19h e 21h.
Contato: Assessoria de Comunicação da CNBB – Assessora de Comunicação: Manuela Castro – Contato: 61-2103-8300 / 61 9 8118-3978

Fonte: Vatican News

Manaus vive “uma realidade de morte”, mas também de solidariedade

A dramática situação da pandemia em Manaus

Andressa Collet (Vatican News)

A situação aqui em Manaus nesta segunda-feira (18) continua muito complicada”, confirma o padre Luis Miguel Modino, um missionário espanhol há 15 anos no Brasil, sendo já 5 no Amazonas, que tem acompanhado de perto a dramática situação vivida pelo colapso na rede de saúde local por falta de oxigênio e leitos aos pacientes internados em hospitais de Manaus por causa da Covid-19. O sacerdote é assessor de comunicação do Regional Norte 1 da CNBB e atualmente também atua no mesmo setor junto ao Celam e à Repam.

“A realidade é uma realidade de morte; e de morte de pessoas próximas. Nos últimos dias, a gente constantemente fica sabendo de pessoas conhecidas, ou próximas que estão morrendo. É verdade que muita gente está se empenhando em tentar ajudar e, entre elas, está evidentemente a nossa Igreja católica.”

Nesta segunda-feira (18), o Amazonas já passou dos 230 mil casos testados positivos ao coronavírus e mais de 6 mil pessoas que morreram vítimas da doença. Manaus é a cidade mais prejudicada. A taxa de ocupação de leitos para a doença é de 98,85%, segundo a Secretaria Estadual de Saúde, e as Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes com Covid-19 estão lotadas em 90,29%.

Além de Manaus, o apoio está sendo estendido a toda a população do Estado do Amazonas, porque a situação começa a ficar complicada inclusive pelas cidades do interior, explica o padre Modino: “ontem à tarde, na cidade de Itacoatiara, que é uma das maiores cidades do interior do Amazonas, a situação era crítica: faltava oxigênio no hospital da cidade e o risco de vir a falecer muitas pessoas era grande.”

A corrida por oxigênio e a solidariedade

O Amazonas começou a abastecer o estoque de oxigênio para atender à demanda dos hospitais que carecem do insumo para impedir a morte de pacientes internados com Covid-19 e outras doenças. O próprio Regional Norte 1 da CNBB está se articulando com outras sedes regionais, como por exemplo a do Rio de Janeiro, para enviar oxigênio ao Amazonas; além de promover uma campanha para arrecadar fundos para a compra de oxigênio, que foi intitulada Amazonas e Roraima contam com sua solidariedade:

“Até agora mesmo, nesta segunda-feira de manhã, já foram arrecadados mais ou menos 170 mil reais, mas com certeza vai chegar muito dinheiro nas próximas horas porque muitas paróquias, dioceses, empresas e pessoas físicas aqui no Brasil estão se solidarizando e muito. Existe um sistema dificuldade muito grande para conseguir oxigênio aqui em Manaus e a logística aqui na Amazônia sempre foi complicada. E, no Estado do Amazonas, onde a maioria das comunicações são através dos rios, essa logística é ainda mais complicada. Também temos aproveitadores, aqui em Manaus: o preço do oxigênio praticamente dobrou na última semana.”

Todo apoio é válido

A solidariedade, porém, como destaca o padre Modino, é um instrumento valioso nesse cenário, já que muitas paróquias e áreas missionárias de Manaus estão se mobilizando como podem para amenizar o sofrimento da população já tão provada pelas consequências da pandemia.

“Gente que está preparando comida – as quentinhas – para distribuir na porta dos hospitais e na porta dos serviços de pronto-atendimento, que são pequenos hospitais que existem aqui em Manaus. Distribuindo comida para os familiares que estão na porta, esperando notícias dos doentes. Ninguém pode entrar no hospitais, mas as pessoas continuam esperando na porta – muitas vezes durante horas por notícias que não chegam.”

Padre Modino, finaliza seu testemunho direto de Manaus, pedindo uma corrente de solidariedade e de orações:

“A gente pede orações. Temos certeza de que isso está acontecendo no Brasil e no mundo, de muita gente estar rezando por Manaus para que esta situação possa melhorar e para que a gente possa cuidar daqueles que estão sofrendo tanto. Também as famílias que, nesses últimos dias, estão perdendo seus entes queridos – são muitas pessoas que estão morrendo, mais do que aparecem nas estatísticas. Como exemplo, podemos dizer que na sexta-feira (15), em Manaus, foram sepultadas 213 pessoas e, dessas, 30 faleceram em casa sem atendimento médico. A média de sepultamento semanal antes do início da pandemia era de 28 a 30 pessoas; o que nos diz que, provavelmente, na sexta-feira (15), faleceram em Manaus, vítimas da Covid, mais de 180 pessoas. Quando nas estatísticas só apareceram 50. Isso pode nos ajudar também a sermos conscientes da tragédia que estamos vivenciando em Manaus nos últimos dias, mas ao mesmo tempo também somos chamados a ser sinal de esperança e acompanhar tanta gente que está sofrendo.”

Nomeado o novo Núncio Apostólico para o Brasil

O Santo Padre nomeou o novo Núncio Apostólico para o Brasil. Trata-se de Sua Excelência Reverendíssima Dom Giambattista Diquattro, Arcebispo titular de Giromonte, até agora Núncio Apostólico na Índia e Nepal.

Giambattista Diquattro nasceu em Bolonha, Emília-Romanha, Itália, em 18 de março de 1954 é arcebispo, diplomata, teólogo e canonista. Foi ordenado sacerdote em 1981. Recebeu seu mestrado em Direito Civil na Universidade de Catânia, e doutorado em Direito Canônico na Pontifícia Universidade Lateranense em Roma e mestrado em Teologia Dogmática na Pontifícia Universidade Gregoriana em Roma.

Entrou para o Serviço Diplomático da Santa Sé em 1º de maio de 1985, e serviu em missões diplomáticas nas representações pontifícias na República Centro-Africana, República Democrática do Congo e Chade, nas Nações Unidas em Nova York, e mais tarde na Secretaria de Estado do Vaticano, e na Nunciatura Apostólica na Itália. O Papa João Paulo II o nomeou núncio apostólico no Panamá em 2 de abril de 2005. Bento XVI o nomeou núncio apostólico na Bolívia em 21 de novembro de 2008 e em 21 de janeiro de 2017, o Papa Francisco o nomeou Núncio Apostólico na Índia e no Nepal.

Fonte: Vatican News