Semana Laudato si’, novos estilos de vida para responder ao grito da terra

A Semana Laudato si’ está de volta, apresentando eventos com ressonância global, regional e local, cada um vinculado a um objetivo particular da encíclica Laudato si’ e dos sete setores da Plataforma de Iniciativas Laudato si’. Todos eles serão focados no conceito de ecologia integral. Espera-se a participação de centenas de milhares de católicos para intensificar os esforços da Plataforma de Iniciativas: este é um novo instrumento que permite as instituições, as comunidades e as famílias de implementarem plenamente o Documento do Papa.

Biodiversidade, conflitos, crises climáticas, acolhida dos pobres

Entre os tópicos principais que serão explorados estão: como os católicos podem combater o colapso da biodiversidade; o papel dos combustíveis fósseis nos conflitos e na crise climática; como todos os cidadãos podem acolher os pobres na nossa vida diária. Entre os encontros programados, há um centralizado na possibilidade de dar força às vozes indígenas que terá a participação da Irmã Alessandra Smerilli, Secretária do mesmo Dicastério.

O programa: foco em aumentar a força das vozes indígenas

“Resposta ao Grito da Terra” é o tema da segunda-feira, 23 de maio, com um evento que será transmitido ao vivo da Universidade Católica Australiana de Roma. O tema será como reequilibrar os sistemas sociais com a natureza e contará com a participação do Padre Joshtrom Kureethadam: a sua contribuição será importante para dar força às vozes indígenas em vista da conferência da ONU sobre biodiversidade que será realizada este ano. O tema do dia seguinte será “Apoiar a ECO-mmunity: Acolher os pobres”. A quarta-feira será dedicada à economia ecológica, analisada sob o aspecto dos combustíveis fósseis, da violência e da crise climática. Enquanto que na quinta-feira 26, o tema será a adoção de estilos de vida sustentáveis: investimentos coerentes com a fé. Na sexta-feira à tarde terá a pré-estreia de um documentário sobre a “Laudato si”. No sábado à noite, será aprofundado o âmbito da espiritualidade ecológica. Por fim, no domingo 29 de maio será concluído com o tema da resiliência e empoderamento da comunidade como parte do caminho sinodal. Para as 15h deste dia conclusivo está previsto um encontro de oração.

Oradores internacionais

Os outros palestrantes serão: Theresa Ardler, Oficial de Ligação da Pesquisa Indígena na Universidade Católica Australiana, diretora e proprietária da Gweagal Cultural Connections; Vandana Shiva, fundadora da Navdanya Research Foundation for Science, Technology and Ecology na Índia e presidente da Navdanya International; Angela Manno, artista premiada; Greg Asner, diretor do ASU Centre for Global Conservation Discovery and Science.

O programa completo da Semana Laudato si’ Week – está disponível no link LaudatoSiWeek.org – e inclui eventos em Uganda, Itália, Irlanda, Brasil e Filipinas e – com exceção do documentário – será transmitido nos canais Facebook e YouTube do Movimento Laudato si’.

Fonte: Vatican News

Tempo da Criação: uma casa para todos, seguindo o exemplo do Padre Dall’Oglio

Giada Aquilino (Vatican News)

A hospitalidade como uma missão de diálogo, como um compromisso para construir um abrigo para o próximo, “para fazer a nossa parte agora e fazê-la juntos”. Assim Cecilia Dall’Oglio, diretora associada dos programas europeus do Movimento Laudato si’, resume o significado do Tempo da Criação 2021, um tempo de cura e esperança ao qual participam todos os anos os cristãos de todas as confissões: recordando a experiência de vida e de fé de seu irmão, padre Paolo Dall’Oglio, que está desaparecido desde 2013, e o compromisso do jesuíta em refundar o mosteiro de Mar Musa na Síria.

Tema e símbolo, um pensamento para o padre Paolo

A partir de amanhã, 1º de setembro, Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, até 4 de outubro, festa de São Francisco de Assis, os fiéis de todo o mundo estarão se mobilizando para renovar sua relação com o Criador e toda a criação através da celebração, da conversão e do compromisso concreto. O tema deste ano é: “Uma casa para todos? Renovar o oikos de Deus”, explica a representante do Comitê Diretor Ecumênico Mundial para o Tempo da Criação, que também aponta a Tenda de Abraão como o símbolo cardeal de todos os eventos. “Penso que padre Paolo, meu irmão, ficaria muito feliz em ver tantas Tendas de Abraão instaladas em todas as comunidades do mundo, nos lugares simbólicos de todos os continentes, tantas declarações de compromisso dos cristãos do mundo inteiro em construir uma casa para todos, em renovar os oikos de Deus, para que a hospitalidade, que é o carisma, um dos pilares da comunidade de Mar Musa, possa ser uma linha na qual todos nós nos movamos: hospitalidade é também abrir espaços, apertar outras mãos”.

O padre jesuíta Paolo Dall’Oglio

Na sua última entrevista em árabe, Cecilia Dall’Oglio recorda: “Padre Paolo disse ‘o que não fizermos agora, vai levar muito tempo para ser feito’: sinto – acrescenta a irmã – este pedido para que sejamos ousados agora, não pararmos dizendo ‘sempre foi feito assim’. Este Tempo da Criação é verdadeiramente a maior oportunidade para dar este testemunho. Nisto sinto claramente a proximidade do meu irmão, que não queria perder aquele momento oportuno até o dom total de si mesmo”.

Como São Francisco

Focalizando a questão “Uma casa para todos?” do tema central, Cecilia Dall’Oglio destaca o quanto é urgente “iniciar um processo de conversão ecológica”: é necessário, explica, que “nossas comunidades parem e reflitam: que rezem ao Senhor para dar-lhes o dom da sabedoria, da razão, do discernimento para entender se estão realmente, como comunidade, construindo uma casa para todos”. “’Renovar os oikos de Deus’ vem de tomar consciência- acrescenta – de que a terra é do Senhor, como tudo o que está nela. Esta terra, esta casa comum, como o Papa Francisco a chama na Laudato si’, este oikos é feito de relações: sabemos que o Criador deu ao homem uma vocação especial para custodiar, cuidar da sua casa, por isso somos chamados juntos para apoiar as corretas relações ecológicas, sociais, econômicas e políticas”.

Cecilia Dall’Oglio com os jovens de Agesci

Portanto, até 4 de outubro, o Tempo da Criação será “uma oportunidade que não se pode perder para reparar esta casa, como São Francisco foi chamado a fazer. A pandemia, que no momento não está afetando as pessoas da mesma maneira, trazendo à tona desigualdades ainda maiores, nos mostrou mais uma vez como esta casa, nossa casa, está em ruínas”. Foi o que recordou o Papa Francisco mais uma vez, no Angelus do passado domingo, sublinhando como o grito da Terra e o grito dos pobres se “tornam cada vez mais graves e alarmantes”, conforme evidenciado na Encíclica Laudato si ‘de 2015, e exigem “uma ação decisiva e urgente para transformar esta crise em oportunidade”. Por isso é necessário urgentemente como definiram os bispos italianos – em sua Mensagem para o 16º Dia Nacional da Custódia da Criação, também amanhã – “uma transição que transforme profundamente nosso modo de vida”.

O Tempo da Criação encoraja a renovar a relação com Deus e tudo o que nos rodeia

Christina Leaño, diretora associada e co-fundadora do Movimento Laudato si’, também ressalta que este é um compromisso que une os cristãos de todo o mundo. Nos últimos sete anos”, afirma, “trabalhamos lado a lado com parcerias ecumênicas, o Conselho Mundial de Igrejas, representantes da Comunhão Ortodoxa, a Igreja Anglicana, os Luteranos e outros, para nos unirmos como seguidores de Cristo no cuidado de nosso planeta”. O resultado foi uma “motivação mais forte para uma colaboração ecumênica” que se traduziu em ações concretas, “desde peregrinações ao longo de rios locais no Canadá até congregações religiosas empenhadas em reduzir o consumo de carne”, de participações a mobilizações pelo clima de jovens de todo o mundo até a inclusão de temas relativos à criação “nas liturgias dominicais na América Latina”.

A carta de Dom Duffé

No sexto aniversário da encíclica “Laudato si”, em 24 de maio passado, Dom Bruno-Marie Duffé, secretário do Dicastério para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral, em uma carta convidou todos os fiéis a promover o Tempo da Criação nas paróquias e comunidades locais, incentivando todas as realidades eclesiais a difundir seu espírito, “ajudando os fiéis a serem conscientes de que viver a vocação de ser guardiães da obra de Deus é parte essencial de uma existência virtuosa, não algo opcional ou mesmo um aspecto secundário da experiência cristã”, como afirmou o Pontífice na encíclica (217). O Tempo da Criação, destacou Dom Duffé, é também “um momento fundamental para os católicos elevarem a voz dos mais vulneráveis e se mobilizarem a seu favor em vista das duas importantes cúpulas da ONU”: a Conferência da das Nações Unidas sobre Biodiversidade (Cop15), programada de 11 a 24 de outubro na China, e a Conferência sobre Mudança Climática (Cop26), em Glasgow, de 31 de outubro a 12 de novembro. O secretário do Dicastério para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral também exortou os fiéis a aderirem a “iniciativas de mobilização como a petição ‘Planeta Saudável, Povo Saudável‘, apelando fortemente para uma ação corajosa para proteger a criação”.

O objetivo da petição, acrescenta Cecília Dall’Oglio é “pedir planos ousados aos governos para tornar realidade as promessas do Acordo de Paris”. Nossos Animadores Laudato si’, presentes em todo o mundo, estão treinando para se tornarem promotores de petições, para que em cada evento realizado para o Tempo da Criação, possam ser coletadas muitas assinaturas e assim serem cada vez mais numerosos ao exigir políticas diferentes”.

Crise e deslocamento climático

Foi o Papa Francisco em seu prefácio às Diretrizes Pastorais sobre o Deslocamento Climático, quem indicou que não sairemos da crise como a do clima ou a crise da Covid “fechando-nos no individualismo, mas somente estando juntos, através do encontro, do diálogo e da cooperação”. O representante do Movimento Laudato si’, que apresentou o documento na Sala de Imprensa da Santa Sé, lembra como ele destaca “a importância de promover campanhas de informação e programas pastorais que ressaltem a gravidade da crise climática e do deslocamento climático, focalizando a face humana da crise e a necessidade de ações urgentes”, combinando assistência humanitária, educação para a reconciliação, proteção dos direitos e da dignidade, oração, liturgia e apoio espiritual e psicológico.

Os jovens de Agesci armaram sua tenda em Assis, diante da Basílica de Santa Clara

A tenda

Entre as iniciativas da edição de 2021 está “Uma tenda para todos”, com um convite para armar barracas em lugares simbólicos. A Agesci, Associação Italiana de Guias e Escoteiros Católicos, o fez na Praça Santa Clara, em Assis. A presidente, Barbara Battilana, recorda que ali mesmo, na Basílica, “está conservado o Crucifixo de São Damião, diante do qual o Pobrezinho de Assis estava rezando quando recebeu o pedido do Senhor para reparar a sua casa”. Para os jovens da Agesci, assegura, “daquele ponto parte um exemplo e uma referência contínua para poder montar as barracas em todos os lugares e transmitir a mensagem de cuidar da nossa casa comum, não como uma empresa individual, mas comunitária”.

“Por outro lado, a Tenda de Abraão”, confirma Cecilia Dall’Oglio, “nos lembra que o Senhor armou sua tenda no meio de nós. Enraizados na fé de Abraão, atravessamos as dificuldades e sabemos como ter uma visão de esperança que nos caracteriza como cristãos. A tenda”, acrescenta, “está aberta em todos os lados porque acolhe, é um espaço de diálogo e é somente no diálogo com todos, inclusive com os não-crentes, que podemos com os outros credos ter sucesso na construção da casa comum. É também o símbolo da essencialidade, da leveza, de uma pegada no chão que não deixa uma marca ecológica pesada para as gerações futuras. A tenda também nos recorda dos que não têm um teto sobre suas cabeças, nos recorda dos refugiados, pensamos em nossos irmãos e irmãs sírios que estão há 10 anos em campos de refugiados no Líbano”, em uma ligação especial que une o Tempo da Criação com o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, em 26 de setembro.

Fonte: Vatican News

Frei Massimo Fusarelli, OFM participa do anúncio do novo nome do Movimento Católico Mundial pelo Clima

Frei Massimo Fusarelli, OFM – Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores

O Movimento Católico Mundial pelo Clima, nascido em 2015, inspirado na publicação da encíclica Laudato Si ’, é um movimento católico composto por mais de 800 organizações e milhares de animadores Laudato Si em todo o mundo.

Em 2020, por ocasião do 5º aniversário de sua fundação, o Movimento iniciou um importante processo de discernimento sobre sua identidade, missão, nome e estruturas. Esse processo foi desenvolvido em espírito sinodal, envolvendo seus membros por meio de várias rodadas de consultas.

Uma das mudanças mais importantes neste processo foi a nova declaração de missão que propõe: “Inspirar e mobilizar a comunidade católica para cuidar de nossa casa comum e alcançar justiça climática e ecológica”.

Nas palavras da Dra. Lorna Gold da Irlanda, Presidente do Conselho de Administração, “é importante destacar que a missão está sendo ampliada para incluir o conceito de justiça ecológica, baseado no espírito de Laudato Si ‘, onde“ tudo está interligado ”. Esta nova Missão reflete uma visão mais ampla e mais coerente com Laudato Si´, que foi a centelha que motivou a fundação do Movimento no início ”.

Junto com a nova Missão, uma nova formulação de Valores, estruturas e identidade foi anunciada.

Em relação à identidade, a grande novidade é a mudança de nome, a partir de agora se chamará Movimento Laudato Si ‘.

“Começamos a trabalhar na mudança do nome em 2019. O principal motivo, além das dificuldades do antigo nome que era longo demais, foi que sentíamos que o Movimento Católico Global pelo Clima não representava mais o que estávamos realmente fazendo. Desde praticamente o seu início, o Movimento desenvolveu suas atividades a partir da visão integral de Laudato Si ’, muito mais ampla do que a crise climática”, disse Tomás Insua, Diretor Executivo e um dos co-fundadores do Movimento em 2015.

A escolha do nome não foi uma tarefa fácil: uma lista de 25 nomes possíveis foi submetida à consulta e votação de centenas de membros do Movimento, cardeais e outros líderes eclesiais. Depois de dois anos de discernimento, veio a confirmação do Papa Francisco: “Enviamos ao Papa uma carta explicando o processo sinodal que havíamos seguido e pedindo sua bênção para mudar nosso nome. A resposta do Papa, na forma de uma mensagem escrita, veio providencialmente na véspera de Pentecostes, durante a Semana Laudato Si ‘deste ano ”, lembrou Yeb Saño, Vice-Presidente do movimento com sede nas Filipinas.

Na nota manuscrita pelo Papa Francisco você pode ler: Pelo Movimento Laudato Si”: Obrigado pela missão de promover a ecologia integral e pela ajuda que oferece à Igreja no mundo inteiro. Feliz Semana Laudato Si ’. Fraternalmente, Francisco “

O Movimento Laudato Si ’, portanto, reconfirma sua identidade como um movimento global que reúne mais de 800 organizações membros e milhares de animadores Laudato Si’ em nível local.

Para mais informações sobre o Movimento e suas atividades, visite “Movimento Laudato Si'”

Leia a declaração completa “Do Movimento Católico Global pelo Clima ao Movimento Laudato Si” – CLIQUE AQUI

Gabriel López Santamaría
Diretor de Comunicação | Movimento Laudato Si’

Fonte: JPIC – OFM

Tradução: Frei Rodrigo de Castro Péret, OFM

Movimento Laudato si’: uma realidade consolidada que se renova

Giada Aquilino (Vatican News)

“Inspirar e mobilizar a comunidade católica para cuidar da nossa casa comum e alcançar a justiça climática e ecológica”. Estes são os objetivos da nova fase que se abre para o Movimento Católico Global pelo Clima, que a partir de hoje muda seu nome para Movimento Laudato si’.

Fundação seis anos atrás

Fundado em 2015 por um grupo de 17 organizações católicas e 12 líderes de realidades universitárias e sociais de todos os continentes, empenhados em ajudar os fiéis a responder às exortações da encíclica do Papa Francisco sobre os cuidados da casa comum, publicada naquele mesmo ano, o Movimento conta hoje com mais de 800 organizações.

Em tempos recentes, passou por “um caminho de discernimento que durou mais de 18 meses”, explica ao Vatican News Tomás Insua, co-fundador e diretor executivo do Movimento: uma reflexão sobre identidade, missão, nome e estruturas. O nome anterior, continua, “além de ser longo era difícil de recordar. Pensando no trabalho de conversão ecológica e na ecologia integral que a Laudato si’ invoca e que catalisa nosso trabalho, em colaboração com vários parceiros eclesiais decidimos nos chamar de Movimento Laudato si'”, depois de examinar uma lista de 25 nomes possíveis.

O novo logotipo do Movimento Laudato si’

Lorna Gold, presidente do Comitê Diretivo, que apresentou a novidade de hoje em uma reunião on-line, destaca como é “importante notar que a missão está sendo ampliada para incluir o conceito de justiça ecológica, baseada no espírito da Laudato si’, no qual ‘tudo está interligado”. A encíclica do Pontífice, prossegue Tomás Insua, “é a base de tudo o que fazemos e organizamos, desde a Semana Laudato si’ ao curso de Animadores Laudato si’, dos nossos Círculos aos estudos específicos”: um compromisso que nunca foi interrompido, nem mesmo durante a emergência pandêmica, tanto que agora temos cerca de 25 mil animadores Laudato si’ no mundo, pessoas envolvidas principalmente nas paróquias, associações e âmbito religioso, mas também pessoas comuns que sentem de modo particular o chamado à ecologia integral, colocando-se a serviço de suas próprias comunidades.

As cúpulas da ONU

 “Hoje há muito o que fazer: neste ano em particular precisamos nos concentrar nas próximas grandes cúpulas da ONU”, diz Tomás Insua com referência à Conferência da ONU sobre a Biodiversidade, a Cop15, agendada de 11 a 24 de outubro na China, e a Conferência da ONU sobre as Mudanças Climáticas, a Cop26, em Glasgow, de 31 de outubro a 12 de novembro, antes da qual também haverá um encontro “Fé e Ciência: Rumo à Cop26” em 4 de outubro no Vaticano e em Roma.

Um grupo do Movimento Laudato si’ no Vietnã

As grandes cúpulas da ONU, reflete o diretor executivo do Movimento Laudato si’, “têm o objetivo de reunir a família humana para agir com urgência diante destas grandes crises: os cientistas nos dizem que elas são ainda mais urgentes ano após ano. São muitos os sinais: os incêndios na Sardenha, o calor recorde e incêndios no Canadá, a seca em Madagascar, o grito da terra e dos pobres que são ainda mais altos. Portanto, há necessidade de agir”. Nós do Movimento – anunciou – estamos ajudando a animar uma iniciativa particular: ‘Planeta Saudável, Pessoas Saudáveis’. É uma petição com mais de 200 organizações católicas para lançar um apelo aos participantes nas cúpulas da ONU: será uma de nossas prioridades nos próximos meses e especialmente no período do Tempo da Criação, que começa em 1º de setembro. Estamos pedindo para aumentar o nível de ambição nas duas cúpulas: em particular na Cop26 – refere Tomás Insua – fala-se em alcançar até 2050 zero emissões de gases de efeito estufa em todo o planeta. Mas sabemos que os países mais ricos, que têm uma responsabilidade histórica por séculos de emissões, têm possibilidades mais claras para fazer esta transição até 2035 – 2040″.

As palavras do Papa para o Movimento Laudato si’

As palavras do Papa

Do Pontífice, um incentivo constante para continuar o compromisso do Movimento. “Escrevemos uma carta ao Papa, informando-o do processo, pedindo sua opinião e sua bênção antes de agir e mudar nosso nome. Francisco – informa Tomás Insua – escreveu uma breve carta de resposta, que chegou nas Vésperas de Pentecostes, em 22 de maio, e foi um sinal muito forte. Dado que este processo tem sido caracterizado por um clima de oração sinodal, pedindo luz ao Espírito Santo, o fato de a carta do Papa ter chegado para a festa de Pentecostes foi um sinal que nos motiva ainda mais: ele a dirigiu ao Movimento Laudato si’, agradecendo-nos “pela missão de promover a ecologia integral e pela ajuda” oferecida “à Igreja no mundo”, desejando-nos uma feliz Semana Laudato si’ que estava em andamento naqueles dias. Um incentivo a mais, reflete Tomás Insua, para “viver Laudato si’, que não deve permanecer um documento escrito, um documento de biblioteca, mas um documento vivo”.

Uma jovem do Movimento Laudato si’ em Assis

Fonte: Vatican News