“É agosto! É mês Vocacional!” – SAV Custodial prepara série para mês vocacional

Iniciamos hoje o mês de Agosto e o grito que ecoa na Igreja é um ato de louvor e uma prece de esperança. Louvor a Deus que confia na humanidade e continua chamando homens e mulheres ao serviço do Amor. Uma prece de esperança para que mais corações se abram ao toque de Deus e assumam na Igreja um modo explícito de ser Evangelho no mundo.

É Agosto! É mês vocacional!

Por isso, nós, os frades, freiras, juventude, irmãs e irmãos seculares, Franciscanas e Franciscanos, queremos chegar até você com nossa alegria de ser de Deus e nossa simplicidade de viver como irmãs e irmãos em São Francisco e Santa Clara de Assis e partilhar o nosso vigor, seja na vida religiosa consagrada ou secular.

Nos acompanhe todos os dias desse mês e reze conosco pelas vocações Franciscanas.

E você jovem, que sente no coração o inquieto desejo de aproximar de nós e conhecer a nossa vida, não tenha medo, ou vergonha. Há espaço para todo mundo e te esperamos com alegria. Afinal, “conhecer não te compromete, acertar te realiza”.

O Senhor nos dê a sua Paz!

Frei José Aécio de Oliveira Filho, OFM (Animador Vocacional)


ACOMPANHE CONOSCO:

Série: “A gente pode ser muito mais feliz, seguindo o exemplo de Francisco de Assis” 

01 – APRESENTAÇÃO

Para assistir aos próximos vídeos, acesse: FRATERNIZAR SCJ


ENTRE EM CONTATO CONOSCO, CURTA NOSSAS REDES SOCIAIS E NOS ACOMPANHE!

“Somos todos irmãos!” – A grande tônica do Retiro Custodial 2021

Durante os dias 26 a 29 de julho, no Convento Santa Maria dos Anjos de Franca/SP, os frades da Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus estiveram reunidos para o retiro anual, cuja temática foi a que escolhemos para o nosso Capítulo Custodial – “Em tempos de crises, abracemos o futuro: Somos todos irmãos, não tenhais medo”.

O retiro foi assessorado pelo Pe. Nelber Rodrigues, SCJ (Dehoniano), que nos conduziu com maestria na temática proposta, bem como buscou resgatar pontos fortes da tradição franciscana.

“Somos todos irmãos” é a chave do franciscanismo, diz Pe. Nelber ao realizar a abertura do retiro na tarde da segunda-feira (26), nos provocando: “Vocês são filhos de Francisco e que coisa bonita, vocês apostarem em ‘somos todos irmãos’”.

A proposta foi refletir sobre três palavras tiradas do tema: Crise, Fraternidade e Esperança. Em uma de suas falas, Pe. Nelber, SCJ, reforçou que “a melhor coisa que a crise traz para nós é a verdade. Somente desta forma, o nosso coração se torna livre. A crise purifica!”.

Durante o tempo de crise, é tempo de “reconsiderar, reconhecer, redescobrir, retornar e reorientar”. Este foi o itinerário proposto pelo assessor, destacando que a fraternidade é presença, partilha e vivência conjunta. Isso ajuda a qualquer um na administração da própria vida e na dinâmica da fraternidade, onde somos interdependência.

Convidou-nos a retomar a inocência do chamado, quando deixamos tudo para viver o amor na fraternidade, na oblação de si e na missão de superar o medo e abraçar a confiança.

A programação contou com momentos de convivência, reflexão, silêncio e oração, sendo um dos momentos mais fortes a adoração eucarística, quando os frades, organizados em grupos se estenderam durante a tarde da quarta-feira (28) em oração silenciosa, trazendo presente os irmãos que não participaram do retiro. Este momento culminou com uma reflexão sobre o amor, o perdão e a vivência na fraternidade, com o gesto simbólico do lava-pés. “Assim como Jesus saiu da mesa e inclinou-se para lavar os pés dos discípulos, nós agora vamos nos aproximar da mesa de Jesus e repetir o gesto Dele de lavar os pés uns dos outros!”

Pe. Nelber concluiu os momentos de reflexões destacando que todos temos “medo” e que este sentimento é natural, pois sempre iremos nos proteger; é nosso instinto. Também reforçou que “a lógica que sustenta a vida fraterna é a lógica do oferecer, do devolver tudo em nome Daquele que recebi. A lógica do Cristo é a oblação, o ágape. A satisfação está em dar-se, em doar-se”.

Gratos a Deus pela vivência do carisma franciscano, pela vivência em fraternidade e por sermos irmãos; agradecemos a presença de Pe. Nelber, SCJ em nosso meio e por ter nos provocado a retornar à essência do nosso chamado: Sermos irmãos e amá-los sem nada em troca. Doar-se por completo!

Fraternalmente,

Frei Alef Henrique Pavini, OFM / Frei José Aécio de Oliveira Filho, OFM


Uma breve biografia de Pe. Nelber, SCJ

Padre Nelber Rodrigues, SCJ. Natural de Mococa/SP, é religioso e sacerdote da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus (Dehonianos). Atualmente, vive e trabalha em Barretos/SP, na Cidade de Maria, como mestre no Postulantado Coração de Jesus.

2º Episódio da série realizada pela Fraternidade Missionária de Capaccio/Itália sobre a história do Convento Santo Antônio

Irmãos e irmãs, preparamos uma série de vídeos sobre o Convento Franciscano de Capaccio/Itália dedicado a Santo Antônio de Pádua.

Por isso, convidamos um amigo especial, o professor Caetano Puca, que publicou em 2002 o seu livro “Capaccio e seu Convento Franciscano”.

Acompanhe essa linda série!

Fraternidade – Capaccio/Itália


VÍDEO | 02 – ABERTURA e INTRODUÇÃO

Frei Alef Pavini, OFM é ordenado diácono em Marília/SP

Na noite de ontem, dia 23, a Paróquia Nossa Sra. de Fátima, do Bairro Fragata, em Marília/SP, recebeu a ordenação diaconal do Frei Alef Henrique Pavini, da Ordem dos Frades Menores (OFM).

Com o espaçamento devido e as precauções sanitárias exigidas no momento, o rito, presidido pelo bispo diocesano de Marília/SP, Dom Luiz Antonio Cipolini, reuniu freis, padres, familiares e amigos do novo diácono e também contou com a presença do Frei Fernando Aparecido dos Santos, OFM, Custódio da Custódia Franciscana Sagrado Coração de Jesus.

Em sua homilia, para refletir o ministério diaconal, o bispo de Marília falou da lógica do abaixamento: “somos todos chamados a abaixar-nos, porque Jesus abaixou-se, fez-se servo de todos”. Dom Luiz Antonio ressaltou a espiritualidade do serviço, indicando ao Frei Alef para que tenha em seu ministério a “disponibilidade interior”, dizendo sim ao trabalho eclesial “sem fazer a vida girar em torno da própria agenda”, e também “a abertura exterior olhando para todos, especialmente para aqueles que se sentem excluídos”.

O bispo ainda destacou a dimensão da humildade, para que o frei, como ministro ordenado, não se coloque como “o centro da liturgia”, e também a importância da caridade, a fim de que ajude a comunidade “a ver Jesus nos pobres e nos excluídos que batem à porta e também aos que estão longe”.

PRIMEIRO

Recordando o modo de expressão do povo da Bíblia, Dom Luiz explicou que o nome do Frei Alef tem origem na primeira letra do alfabeto hebraico e dirigindo-se ao frade completou: “que você seja o primeiro, como o teu nome indica, a reconhecer Jesus nos pobres e excluídos, e a fazer d’Ele a tua alegria”. Deus te abençoe!”.

MINISTÉRIO

Todo padre, primeiramente foi ordenado diácono. Assim, o Frei Alef, servindo o povo de Deus na liturgia, na palavra e na caridade (cf. LG, 29), se prepara para a vida sacerdotal com a missão de “administrar solenemente o batismo, conservar e distribuir a Eucaristia, assistir e abençoar o matrimônio em nome da Igreja, levar o Viático aos moribundos, ler a Escritura aos fiéis, instruir e exortar o povo, presidir ao culto e às orações dos fiéis, administrar os sacramentais, oficiar as exéquias e enterros” (LG, 29).

CONSIDERAÇÕES

“Agradeço a Deus e a Jesus Cristo que, pela força do Espírito Santo, me chamam e me convocam à missão”, disse o diácono recém-ordenado que estendeu sua gratidão ao bispo, à fraternidade franciscana local e custodial; e ao povo de Deus. Em seus agradecimentos, Frei Alef se recordou de seus familiares: “agradeço à minha família, berço de minha vocação. Se hoje me consagro definitivamente ao serviço da mesa dos pobres, faço pela catequese inicial que recebi em casa”, afirmou.

“Subir ao altar não significa elevar-se num pedestal, mas abaixar-se para lavar os pés”, finalizou o Frei Fernando, custódio, acolhendo o novo ministro ordenado em nome de todos os frades.

PASCOM (Diocese de Marília/SP)

Imagens: Sandra Braz (Diocese de Marília/SP)

Chega ao término, o “Tríduo Vocacional” em preparação para a Ordenação Diaconal de Frei Alef Pavini, OFM

Na noite de quinta-feira, dia 22 de Julho, na Paróquia Nossa Senhora de Fátima em Marília/SP, aconteceu a celebração do 3º dia do Tríduo Vocacional em preparação à Ordenação Diaconal do Frei Alef, OFM, da Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus.

Na ocasião, Frei João Boga, OFM da Fraternidade de Uberaba/MG foi convidado à presidir a celebração eucarística. Junto com ele concelebrou o Frei Joaquim Camilo, OFM e ainda outros confrades

A noite teve como tema: “Vocação Ministerial, proclamar com amor o Senhor ressuscitado”. A homilia foi feita pelo frei Joaquim, OFM discorrendo sobre a temática do Diaconato como serviço de entrega total ao evangelho, dentre os exemplos que trouxe, vale destacar o de Maria Madalena, na celebração de sua memória, aquela que acompanhou de perto o ministério de Jesus até aos pés da cruz, sendo a primeira testemunha da ressureição. Aquela que dando o firme testemunho de fé: “EU VI JESUS!” nos ensina a também dar esse vivo testemunho.

Agradeçamos a Deus por este último dia do tríduo, pela graça da partilha, comunhão e oração, e roguemos a Deus, por intercessão de nossa beatíssima mãe Maria Santíssima e nosso pai Seráfico São Francisco de Assis, que abençoe e conduza os passos deste nosso irmão, Frei Alef, que de forma generosa e alegre se prepara para entregar sua vida ao Serviço do Evangelho pelo Ministério do Diaconato.

PAZ e BEM!

José Carlos (Postulante)

Frei Manoel, OFM: “Cultive a espiritualidade e a constante busca de reinventar-se na medida em que vão surgindo os desafios, neste seguimento de Cristo!”

Na noite de quarta-feira, dia 21 de Julho, na Paróquia Nossa Senhora de Fátima em Marília/SP, aconteceu a celebração do 2º dia do Tríduo Vocacional em preparação à Ordenação Diaconal do Frei Alef, OFM, da Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus.

Na ocasião, Frei Manoel Barbosa, OFM da Fraternidade de Araguari/MG foi convidado à presidir a celebração eucarística. Veio com ele o Diácono Lúcio, que desempenha seu ministério ordenado na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Araguari/MG.

A noite teve como tema: “Vocação Religiosa – com alegria semear o amor”, e de forma dinâmica e simples, Frei Manoel ajudou-nos a refletir sobre as alegrias e os desafios da vida consagrada, desde os primeiros anos da formação, bem como o longo tempo de preparação, oração e discernimento que envolve o processo formativo do vocacionado à vida consagrada, e ressaltou também a importância do cultivo da espiritualidade, da oração e da constante busca de reinventar-se na medida em que os desafios do seguimento à Cristo vão surgindo ao longo do caminho.

Agradeçamos a Deus por estes dias de festa, comunhão e oração, e rogamos a Deus, por intercessão de Maria Santíssima e São Francisco de Assis, que abençoe e conduza os passos deste nosso irmão, Frei Alef, que de forma generosa e alegre se prepara para entregar sua vida ao Serviço do Evangelho pelo Ministério do Diaconato.

PAZ e BEM!

Daniel Barreto (Aspirante)

Franciscanos iniciam o Tríduo Vocacional em preparação para a Ordenação Diaconal de Frei Alef Pavini, OFM

No dia 20 de julho de 2021 , aconteceu na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, na cidade de Marília/SP, a primeira noite do tríduo em preparação para Ordenação Diaconal do Frei Alef Henrique Pavini, OFM, da Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus.

A celebração foi presidida pelo Frei Nivaldo Pasqualim OFM, pároco da paróquia do Sagrado Coração de Jesus, em Bebedouro/SP. Neste primeiro dia do tríduo refletiu-se sobre o tema: “Vocação Batismal – primeiro compromisso de amar e cumprir a vontade do Pai.” Na sua homilia Frei Nivaldo ressaltou sobre a importância do Batismo para a igreja, sendo o primeiro sacramento da nossa fé, o primeiro chamado a vida cristã e a santidade.

Estiveram presentes alguns frades da Custódia, aspirantes, postulantes, e uma representação das nossas paróquias em Marilia, Garça, Bebedouro e Ribeirão Preto.  Com grande entusiasmo, participamos da alegria do Frei Alef, que se prepara para receber o primeiro grau do sacramento da ordem.

Unamo-nos em espírito de fraternidade e oração para este momento tão especial, pedindo a intercessão de São Francisco e da Virgem Maria, para que ele possa viver de modo fecundo o seu ministério, no anuncio da palavra e o serviço da caridade.

PAZ e BEM!

Jarder Rodrigues (Postulante) / Ariel Altman (Aspirante)

Fraternidade Missionária de Capaccio/Itália realiza série especial sobre a história do Convento Santo Antônio

Convento Franciscano Santo Antônio – Capaccio/Itália

Irmãos e irmãs, preparamos uma série de vídeos sobre o Convento Franciscano de Capaccio/Itália dedicado a Santo Antônio de Pádua.

Por isso, convidamos um amigo especial, o professor Caetano Puca, que publicou em 2002 o seu livro “Capaccio e seu Convento Franciscano”.

Acompanhe essa linda série!

Fraternidade – Capaccio/Itália


VÍDEO | 01 – APRESENTAÇÃO


 
Conheça um pouco sobre a história do “Convento Franciscanos Santo Antônio” de Capaccio/Itália
 

O convento foi construído pelos frades carmelitas em 1500 e utilizado por eles até 1652. Quase destruído pelo terramoto de 1682, foi reconstruído e confiado aos frades franciscanos em 1723. Em 1866, já sem os frades, a sua estrutura foi utilizada como casa municipal, prisão e escritório judicial. Foi reaberto e entregue aos frades franciscanos em 1934, permanecendo com os mesmos até o ano de 1999.

Foto antiga do Convento Santo Antônio – Capaccio/Itália

Após um período de 18 anos (2000-2018) em que não houve presença permanente dos frades como residentes, devido à diminuição de vocações, a estrutura do convento foi confiada e administrada de forma excelente pelos irmãos e irmãs da “Ordem Terceira Franciscana” de Capaccio (OFS). Eles garantiram a funcionalidade da igreja e do Convento. Durante este período, de modo particular, a celebração dominical da liturgia foi sempre garantida, graças aos frades da Província Franciscana Salernitana-Lucana e os párocos de Capaccio.

A parte do convento com as antigas celas dos frades, após adequada reestruturação, era utilizada como casa de acolhida para turistas e de grupos para retiros espirituais. No claustro do convento, durante o verão, realizam-se eventos culturais e exposições de fotografia, pintura e escultura. O claustro é sustentado por colunas de pedras locais e decorado com afrescos que narram episódios da vida de São Francisco e Santo Antônio. A igreja também é adornada com afrescos e telas. As pinturas do claustro, da igreja e “A Última Ceia”, no salão inferior, são do pintor do século XVIII, Giuseppe Rubini. Na igreja existe um antigo órgão de tubos com dois teclados e com um som precioso que, graças a comunidade capacessa e franciscana, sempre manteram a manutenção do precioso instrumento. Destacamos que, ilustres organistas atuaram e atuam nos concertos que são organizados durante os anos.

No dia 17 de setembro de 2019, o conventual foi confiado aos frades misionários da Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus, entidade brasileira pertecente a Ordem dos Frades Menores. Confiados a assistência do povo de Capaccio e sua família franciscana, ao povo de Monteforte e também com um particular trabalho colaborativo e direto voltado aos irmãos e irmãs migrantes que se encontram na região.


Resumo Cronológico

  • 1652 – Os conventos dos agostinianos e carmelitas são suprimidos em Capaccio. Tendo abandonado o convento carmelita, resta apenas a igreja, que depois é demolida. No mesmo local começou a ser construída uma nova igreja para ser dedicada a São Vitto.
  • 1717 – O município (universistas) de Capaccio decide fundar um convento, com o consentimento do Bispo, Monsenhor Carlo Francesco Giocoli, que acena como positivo para a comunidade de 1200 habitantes.
  • 1719 – Realiza-se um encontro entre o clero secular da paróquia São Pedro e os frades franciscanos para estabelecer normas e acordos, pois todos os direitos do extinto convento carmelita pertencia, até então, a Paróquia São Pedro.
  • 1743 – São inaugurados as construções do convento franciscano e a sua igreja, contando com a participação do novo bispo de Capaccio, Dom Pietro Antonio Raimondi. Registro desse fato está conforme consta na placa localizada à esquerda do altar-mor da atual igreja.
  • 1749 – A estrutura está concluída. A data é gravada no poço central do claustro “1749”. Colaboraram com a construção: o município que construiu o altar dedicado a São Francisco. Além do município, particulares que também ajudaram na construção, desenvolvimento e manutenção do convento. A família Tanza que ofereceu um terreno próximo ao antigo mosteiro carmelita para a construção do convento, igreja e jardim/claustro dos frades. A família Arcione que construiu a capela de São José. A família Maida construiu a capela dedicada a Santo Antônio. A família Fierro construiu a capela de São Pascoal Bailão. (Outras famílias nobres e distintas da cidade como Angeli, Cannicchio, Elisei, Laudisi, Nápoles, Vignali, Zappulli, Pasca, Vita, Sapere, Trentinaro, Pisacane, Maria, Carducci, Forlani, Bamonde, Longobardo, Salati, Bellelli, De Paoli ajudaram muito na construção, desenvolvimento e manutenção do convento. No final do século XVIII, o convento franciscano se tornou e continua a ser um marco para a cidade.)
  •  1823 – No convento de Cappacio habitava 4 frades sacerdotes e 4 frades leigos. No século XIX, o convento tornou-se uma referência social, espiritual e cultural.
  • 1848 – O convento torna-se um importante marco da cidade, os Capaccesi aguardavam a chegada de Costabile Carducci (capaccesi que se tornou um famoso político da época que governava a região) na praça em frente ao convento.
  • 1866 – Após a unificação da Itália, com uma nova lei de supressão, os frades do convento de Montecorvino são transferidos para o convento de Capaccio.
  • 1902 – O convento de Cappaccio se despede dos Frades.

Da saída dos frades até o ano de 1933, a estrutura do convento era utilizada pelo município como sede municipal, como posto policial, como jardim de infância e como tribunal distrital e prisões.

Claustro do Convento Santo Antônio – Capaccio/Itália
  • 1933 – Os Frades Franciscanos voltam a Capaccio após o envolvimento do notário De Maria. O convento tornou-se um centro de formação, vida e cultura por várias gerações. Os cidadãos de Capaccio voltam a demonstrar afeto para com os Frades franciscanos, oferecendo-lhes comida e a possibilidade de manter o convento.
  • 1999 – Os Frades Franciscanos Menores, por falta de vocações, deixam novamente o convento. Desta vez, os Frades da Imaculada Conceição tomam lugar e ali permanecem por um ano.
  • 2000 – Agora o convento é administrado pela OFS (Ordem Franciscana Secular), cujo assistente é Frei Fulvio Sabia, e a igreja do convento é dirigida por Frei Innocenzo Sigillino. Além de Frei Fulvio, os padres de origem de Capaccio, Frei Ângelo Fasano e Frei Severo Carola, colaboram para manter viva a espiritualidade franciscana. A igreja é administrada pela ordem franciscana secular e o convento é usado como casa de hospitalidade.
  • 2018 – O convento retoma a presença dos frades franciscanos, desta vez, missionários do Brasil pertencentes à Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus (nos estados de São Paulo e Minas Gerais).

Fonte bibliográfica:

Gaetano Puca, “Capaccio e seu Convento franciscano”, Roccadaspide, 2002. Grafica Letizia.

Fraternidade Custodial desenvolve projeto de mini usinas de energia solar

Imagem aérea do Convento Santa Maria dos Anjos de Franca/SP

Acolhendo o clamor da Encíclica Laudato Si, a Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus está desenvolvendo um projeto que incide no nosso estilo de vida: a criação de mini usinas de energia solar em nossa Custódia e nas paróquias e obras sociais a ela confiadas. Esse compromisso ecológico já alcança números de grande relevância: 82% das fraternidades são autossustentáveis em relação ao consumo de energia, produzindo 179.904 kwh por ano. Isso significa em termos de redução de emissões de CO2, um total de total de 18,349 toneladas de CO2 por ano.

Como é feito o cálculo de redução de emissão de CO2 ? 

A ferramenta para cálculo do fator de emissão para um sistema elétrico (Tool to calculate the emission factor for an electricity system) é constantemente atualizada, estando atualmente em sua versão 07 [1] Assim, deve-se sempre acessar a última versão disponibilizada da ferramenta no site da UNFCCC [2]. O calculo é feito a partir da diminuição de carbono em função do perfil das novas usinas construídas nos últimos anos. Se começarmos a pensar que uma geração limpa distribuída vai entrar e vai substituir a construção de novos empreendimentos, então o CO2 calculado tem de ser em função das características desses novos empreendimentos. Se os novos empreendimentos forem mais poluidores, aí a redução de emissão de carbono será maior. Se os novos empreendimentos forem menos poluidores, mais limpos, então a redução de carbono é menor.

O Cálculo do fator de emissão, que fizemos acima [3], tem como referencia aos dados da geração de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional do Brasil – Ano Base 2020[4].

Como é a nossa geração?

A Custodia possui 11 fraternidades (incluindo a fraternidade que trabalha com imigrantes, na Itália, em Capaccio). Foram instaladas 6 usinas de energia fotovoltaica dentro do território da Custódia. Duas são diretamente ligadas à Custódia e outras duas são iniciativas nossas, em paróquias e  duas em obras sociais.

A usina instalada na cidade de Uberlândia, no estado de Minas Gerais, na Fraternidade Nossa Senhora de Fátima produz uma média de 5.150,00 KWh. Atende a demanda de 3 casas dos frades (cidades Uberlândia, Araguari e Uberaba), bem como 3 igrejas, capelas, salões, salas e cozinhas das respectivas paróquias, bem como um mosteiro das Irmãs Clarissas.

Outra usina está instalada no município de Franca, no estado de São Paulo, no Convento Santa Maria dos Anjos. Tem capacidade de gerar uma média mensal de 3.192,00 KWh. Atende o convento/casa de postulando e as casas de formação do aspirantado, em Olímpia, e a do pós-missão em Garça, todas no estado de São Paulo.

A usina em Marília, no estado de São Paulo, nas dependências da paróquia Nossa Senhora de Fátima, tem capacidade média de 2.050,00 KWh. Atende a Igreja, uma capela e o convento de formação pós-noviciado.

A usina na Paróquia Nossa Senhora de Aparecida, em Olímpia, no estado de São Paulo, gera em média 3.000,00 KWh. Atende a igreja, salão, salas, cozinha, e mais 4 capelas.

Outras duas mini usinas, sendo uma no Patronato Juvenil Garcence, em Garça no estado de São Paulo, gerando em média 518,00 KWh, e outra no Educandário Santo Antônio, em Bebedouro no estado de São Paulo, gerando uma média de 1.600,00 KWh.

Como funciona esse sistema?

Como no Brasil o consumidor pode gerar a própria energia elétrica, seguimos alguns critérios. Instalamos sistemas fotovoltaicos no telhado de algumas de nossas casas – painéis que convertem a energia da luz do Sol em energia elétrica. Com isso criamos mini usinas ou unidades geradoras de energia.

Isso permite produzir a própria energia e conectá-la à rede de algum fornecedor ou distribuidor local ou regional. Através deste sistema, ao produzir mais energia do que o necessário para o consumo, se acumula créditos na conta de energia. Esses podem ser utilizados em outros endereços previamente cadastradas dentro da mesma área de concessão da distribuidora regional. O uso desses créditos de energia vem caracterizados como autoconsumo remoto, geração compartilhada ou integrante de atividades de múltiplas unidades consumidoras (condomínios). Assim podemos fazer com que a energia produzida em algumas de nossas casas, seja transformada em credito, que pode ser compensado por outras casas e estruturas nossas.

A realidade energética do Brasil e os desafios da Justiça, Paz e Integridade da Criação (JPIC)

 O Brasil, atualmente, tem 83% de sua matriz elétrica originada de fontes renováveis, sendo que 63% é de origem hidrelétrica. Contudo, os reservatórios das hidrelétricas produzem importantes impactos nos principais ecossistemas associados a bacias hidrográficas.

Trata-se sim de uma fonte renovável, mas na área ambiental o principal impacto costuma ser o alagamento de importantes áreas florestais e o desaparecimento do habitat dos animais. Muitas vezes a hidrelétrica é construída em áreas onde se concentram os últimos remanescentes florestais da região, desmatando e inundando espécies ameaçadas de extinção. Os impactos sociais são vários, como o deslocamento forçado de milhares de pessoas e os prejuízos econômicos causados a elas. São inúmeros os casos de comunidades, povos indígenas e moradores de regiões onde são instaladas as barragens hidrelétricas que tiveram suas vidas e meios de sobrevivência profundamente afetados.

Isso sem contar com períodos de crise hídrica, quando se acionam as termo elétricas, a combustíveis fósseis (carvão, petróleo e derivados), gerando gases de efeito estufa.

Sendo o Brasil um dos países que recebe uma incidência de raios solares superior a 3000 horas de brilho de sol por ano, o país conta com uma das maiores taxas de irradiação solar. Mesmo com isso, o Brasil possui uma das tarifas energéticas mais caras do mundo e, sobre ela, ainda incidem altas cargas tributárias.

Frei Rodrigo Péret, OFM / Frei João Paulo Gabriel, OFM / Frei Eduardo Schiehl, OFM

JPIC – Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus


[1] https://cdm.unfccc.int/methodologies/PAmethodologies/tools/am-tool-07-v7.0.pdf

[2] https://cdm.unfccc.int/methodologies/PAmethodologies/tools/  

[3] Pegamos os 13.910 Kwh por mês, multiplicamos por 12 meses, obtivemos assim a energia por ano de 179.904 kwh por ano. Em seguida dividimos por mil, para obter ter megawatt hora ano, ou seja 179,90 MWh/ano. Aí multiplicamos 179,90 MWh / ano por 0,1020t CO2 (o fator de tonelada de carbono economia por MWh),  e obtivemos o total de 18,349 toneladas de CO2 por ano. Isso é o que reduzindo de emissão de CO2 por ano, com esse nosso sistema.

[4] Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações

Convento Santa Maria dos Anjos de Franca/SP realiza lançamento de novidades nas produções artesanais

Em tempos de crises todos os seguimentos estão se reinventando, no caso da fraternidade do Convento não foi diferente. Com a impossibilidade de realizar os eventos os frades juntamente com os Postulantes e colaboradores estão oferecendo alguns produtos artesanais que são produzidos no Convento.

Durante o triênio os esforços e projetos tiveram a meta de tornar o Convento auto sustentável. Com a construção do galinheiro e chiqueiro, a reforma do curral e a mudança dos manejos foi possível a produção de leite, queijos, ovos e frangos. Em breve também será disponibilizado mel.

Devido a grande procura pelos produtos a fraternidade pensou em ampliar o cardápio. Nesse sentido no dia 12 de julho será lançado uma grande novidade gastronômica.

Sabores do Convento é o nome da linha de massas e salgados que estão sendo produzidas com todo carinho e altíssima qualidade na cozinha conventual. Os produtos serão todos artesanais e com o diferencial do tempero e de receitas especiais. Dentre as novidades se destaca a coxinha que está conquistando o paladar de quem experimenta. Além do destaque da coxinha será produzido esfirras, kibe de forno, pizzas de 4 queijos, calabresa e presunto com Mussarela e a tradicional lasanha bolonhesa, a de 4 queijos e a de peito de peru com brócolis.

A procedência de alguns dos ingredientes são do sítio do Convento, os demais foram criteriosamente selecionados para atender uma excelente qualidade.


Veja o nosso cardápio e se delicie com as nossas produções!


A aquisição das especiarias poderá ser realizada nas dependências do Convento ou pela modalidade delivery.

Com mais esse projeto a fraternidade local segue se empenhando e firmando seu compromisso de levar a cabo a sua missão de manter a casa de formação.

Frei Eduardo Augusto Schiehl, OFM (Guardião)