Frei Massimo Fusarelli, OFM participa do anúncio do novo nome do Movimento Católico Mundial pelo Clima

Frei Massimo Fusarelli, OFM – Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores

O Movimento Católico Mundial pelo Clima, nascido em 2015, inspirado na publicação da encíclica Laudato Si ’, é um movimento católico composto por mais de 800 organizações e milhares de animadores Laudato Si em todo o mundo.

Em 2020, por ocasião do 5º aniversário de sua fundação, o Movimento iniciou um importante processo de discernimento sobre sua identidade, missão, nome e estruturas. Esse processo foi desenvolvido em espírito sinodal, envolvendo seus membros por meio de várias rodadas de consultas.

Uma das mudanças mais importantes neste processo foi a nova declaração de missão que propõe: “Inspirar e mobilizar a comunidade católica para cuidar de nossa casa comum e alcançar justiça climática e ecológica”.

Nas palavras da Dra. Lorna Gold da Irlanda, Presidente do Conselho de Administração, “é importante destacar que a missão está sendo ampliada para incluir o conceito de justiça ecológica, baseado no espírito de Laudato Si ‘, onde“ tudo está interligado ”. Esta nova Missão reflete uma visão mais ampla e mais coerente com Laudato Si´, que foi a centelha que motivou a fundação do Movimento no início ”.

Junto com a nova Missão, uma nova formulação de Valores, estruturas e identidade foi anunciada.

Em relação à identidade, a grande novidade é a mudança de nome, a partir de agora se chamará Movimento Laudato Si ‘.

“Começamos a trabalhar na mudança do nome em 2019. O principal motivo, além das dificuldades do antigo nome que era longo demais, foi que sentíamos que o Movimento Católico Global pelo Clima não representava mais o que estávamos realmente fazendo. Desde praticamente o seu início, o Movimento desenvolveu suas atividades a partir da visão integral de Laudato Si ’, muito mais ampla do que a crise climática”, disse Tomás Insua, Diretor Executivo e um dos co-fundadores do Movimento em 2015.

A escolha do nome não foi uma tarefa fácil: uma lista de 25 nomes possíveis foi submetida à consulta e votação de centenas de membros do Movimento, cardeais e outros líderes eclesiais. Depois de dois anos de discernimento, veio a confirmação do Papa Francisco: “Enviamos ao Papa uma carta explicando o processo sinodal que havíamos seguido e pedindo sua bênção para mudar nosso nome. A resposta do Papa, na forma de uma mensagem escrita, veio providencialmente na véspera de Pentecostes, durante a Semana Laudato Si ‘deste ano ”, lembrou Yeb Saño, Vice-Presidente do movimento com sede nas Filipinas.

Na nota manuscrita pelo Papa Francisco você pode ler: Pelo Movimento Laudato Si”: Obrigado pela missão de promover a ecologia integral e pela ajuda que oferece à Igreja no mundo inteiro. Feliz Semana Laudato Si ’. Fraternalmente, Francisco “

O Movimento Laudato Si ’, portanto, reconfirma sua identidade como um movimento global que reúne mais de 800 organizações membros e milhares de animadores Laudato Si’ em nível local.

Para mais informações sobre o Movimento e suas atividades, visite “Movimento Laudato Si'”

Leia a declaração completa “Do Movimento Católico Global pelo Clima ao Movimento Laudato Si” – CLIQUE AQUI

Gabriel López Santamaría
Diretor de Comunicação | Movimento Laudato Si’

Fonte: JPIC – OFM

Tradução: Frei Rodrigo de Castro Péret, OFM

Movimento Laudato si’: uma realidade consolidada que se renova

Giada Aquilino (Vatican News)

“Inspirar e mobilizar a comunidade católica para cuidar da nossa casa comum e alcançar a justiça climática e ecológica”. Estes são os objetivos da nova fase que se abre para o Movimento Católico Global pelo Clima, que a partir de hoje muda seu nome para Movimento Laudato si’.

Fundação seis anos atrás

Fundado em 2015 por um grupo de 17 organizações católicas e 12 líderes de realidades universitárias e sociais de todos os continentes, empenhados em ajudar os fiéis a responder às exortações da encíclica do Papa Francisco sobre os cuidados da casa comum, publicada naquele mesmo ano, o Movimento conta hoje com mais de 800 organizações.

Em tempos recentes, passou por “um caminho de discernimento que durou mais de 18 meses”, explica ao Vatican News Tomás Insua, co-fundador e diretor executivo do Movimento: uma reflexão sobre identidade, missão, nome e estruturas. O nome anterior, continua, “além de ser longo era difícil de recordar. Pensando no trabalho de conversão ecológica e na ecologia integral que a Laudato si’ invoca e que catalisa nosso trabalho, em colaboração com vários parceiros eclesiais decidimos nos chamar de Movimento Laudato si'”, depois de examinar uma lista de 25 nomes possíveis.

O novo logotipo do Movimento Laudato si’

Lorna Gold, presidente do Comitê Diretivo, que apresentou a novidade de hoje em uma reunião on-line, destaca como é “importante notar que a missão está sendo ampliada para incluir o conceito de justiça ecológica, baseada no espírito da Laudato si’, no qual ‘tudo está interligado”. A encíclica do Pontífice, prossegue Tomás Insua, “é a base de tudo o que fazemos e organizamos, desde a Semana Laudato si’ ao curso de Animadores Laudato si’, dos nossos Círculos aos estudos específicos”: um compromisso que nunca foi interrompido, nem mesmo durante a emergência pandêmica, tanto que agora temos cerca de 25 mil animadores Laudato si’ no mundo, pessoas envolvidas principalmente nas paróquias, associações e âmbito religioso, mas também pessoas comuns que sentem de modo particular o chamado à ecologia integral, colocando-se a serviço de suas próprias comunidades.

As cúpulas da ONU

 “Hoje há muito o que fazer: neste ano em particular precisamos nos concentrar nas próximas grandes cúpulas da ONU”, diz Tomás Insua com referência à Conferência da ONU sobre a Biodiversidade, a Cop15, agendada de 11 a 24 de outubro na China, e a Conferência da ONU sobre as Mudanças Climáticas, a Cop26, em Glasgow, de 31 de outubro a 12 de novembro, antes da qual também haverá um encontro “Fé e Ciência: Rumo à Cop26” em 4 de outubro no Vaticano e em Roma.

Um grupo do Movimento Laudato si’ no Vietnã

As grandes cúpulas da ONU, reflete o diretor executivo do Movimento Laudato si’, “têm o objetivo de reunir a família humana para agir com urgência diante destas grandes crises: os cientistas nos dizem que elas são ainda mais urgentes ano após ano. São muitos os sinais: os incêndios na Sardenha, o calor recorde e incêndios no Canadá, a seca em Madagascar, o grito da terra e dos pobres que são ainda mais altos. Portanto, há necessidade de agir”. Nós do Movimento – anunciou – estamos ajudando a animar uma iniciativa particular: ‘Planeta Saudável, Pessoas Saudáveis’. É uma petição com mais de 200 organizações católicas para lançar um apelo aos participantes nas cúpulas da ONU: será uma de nossas prioridades nos próximos meses e especialmente no período do Tempo da Criação, que começa em 1º de setembro. Estamos pedindo para aumentar o nível de ambição nas duas cúpulas: em particular na Cop26 – refere Tomás Insua – fala-se em alcançar até 2050 zero emissões de gases de efeito estufa em todo o planeta. Mas sabemos que os países mais ricos, que têm uma responsabilidade histórica por séculos de emissões, têm possibilidades mais claras para fazer esta transição até 2035 – 2040″.

As palavras do Papa para o Movimento Laudato si’

As palavras do Papa

Do Pontífice, um incentivo constante para continuar o compromisso do Movimento. “Escrevemos uma carta ao Papa, informando-o do processo, pedindo sua opinião e sua bênção antes de agir e mudar nosso nome. Francisco – informa Tomás Insua – escreveu uma breve carta de resposta, que chegou nas Vésperas de Pentecostes, em 22 de maio, e foi um sinal muito forte. Dado que este processo tem sido caracterizado por um clima de oração sinodal, pedindo luz ao Espírito Santo, o fato de a carta do Papa ter chegado para a festa de Pentecostes foi um sinal que nos motiva ainda mais: ele a dirigiu ao Movimento Laudato si’, agradecendo-nos “pela missão de promover a ecologia integral e pela ajuda” oferecida “à Igreja no mundo”, desejando-nos uma feliz Semana Laudato si’ que estava em andamento naqueles dias. Um incentivo a mais, reflete Tomás Insua, para “viver Laudato si’, que não deve permanecer um documento escrito, um documento de biblioteca, mas um documento vivo”.

Uma jovem do Movimento Laudato si’ em Assis

Fonte: Vatican News

18º Domingo do Tempo Comum: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede!”

LEITURAS: Ex 16,2-4.12-15 / Sl 77 / Ef 4,17.20-24 / Jo 6,24-35

São João evangelista mostra que uma multidão vai atrás de Jesus, pois todos viram que Ele realiza alguns sinais não comuns entre os seres humanos. Contudo, ainda não entenderam bem a revelação de Jesus e quem Ele de fato é. Depois de terem sido saciados com o pão material, vão procurar Jesus talvez para que tenham mais pão. Neste momento Jesus indica o alimento espiritual: “quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”. O convite de Jesus é para que todos os seus seguidores creiam que Ele é “o pão da vida” que foi enviado pelo Pai para que seus filhos e filhas tivessem a vida eterna.

Esta reflexão de São João faz os cristãos entrarem em uma dimensão espiritual que supera as dificuldades encontradas nos caminhos da vida. Vemos na primeira leitura como o povo de Israel se lamentava quando estava enfrentando as dificuldades durante o êxodo. No Egito era um povo oprimido e escravizado pelo faraó. No caminho do deserto precisava enfrentar a fome e a sede. Num primeiro momento o povo não tinha entendido que a libertação era também fruto de uma luta, de esforços comunitários e de perseverança na realização da vontade de Deus. É Deus, o libertador que não abandona o seu povo, quem providencia o alimento necessário. Mas não somente o alimento material.

Para enxergar a ação de Deus, o povo precisa crer, os cristãos precisam crer que Jesus é o “pão de Deus que desce do céu e dá vida ao mundo”. Esta é a maior obra de salvação de Deus, isto é, descer no meio do seu povo para alimentá-lo material e espiritualmente para que tenha a vida plena neste mundo e a vida eterna depois desta existência aqui na terra. A compreensão desta grande obra de Deus faz o autor da Carta aos Efésios escrever para que se revistam do homem novo, “da imagem de Deus”, quer dizer, revestir-se da fé em Cristo e alimentar-se d’Ele para realizar as suas obras, manter-se em comunhão com Ele e depois participar da vida d’Ele.

Hoje todos os cristãos são chamados a manterem-se unidos ao “pão da vida” para que as obras cristãs sejam alimento na defesa da vida das pessoas e da criação e sejam capazes de revelar a bondade de Deus presente no caminho de libertação de seu povo que é enganado, que sofre violência, opressão, discriminação e marginalização.

Frei Valmir Ramos, OFM


Acompanhe também a reflexão da série: “Luz do meu caminho”